Pesquisar este blog

sábado, 29 de março de 2014

Tributo à saudade.

   Quem costuma usar as redes sociais, vai entender logo do que eu estou falando, ou seja, do quanto as pessoas têm feito questão de lembrar das coisas do passado.   Vira e mexe e lá está alguém postando fotos, sempre elas, de pessoas e acontecimentos dos quais muitos já haviam esquecido.

    E vale tudo: casamento, batizado, formatura, carnavais, férias, idas à praia,    piqueniques. O importante é matar a saudade dos velhos e bons tempos. Um verdadeiro tributo à saudade. Tudo no bom estilo, éramos felizes e não sabíamos.

     Estranho como temos o hábito de achar que no passado tudo era melhor que no presente. Sem dúvida, isso tem muito de verdade. Mas ninguém pode negar que tudo isso não passa  de uma grande idealização, de uma visão romântica daquilo que já vivemos, daquilo que está pronto e acabado e que não podemos mais fazer nada para mudar. 

    Diante disso, muitas vezes, só nos cabe apagar todas as coisas chatas que envolvem aquele episódio eternizado na fotografia. Até porque fotografia é algo estático, é um momento congelado. O antes e o depois jamais ficam evidentes. Por isso, basta um sorriso para ficar a impressão de felicidade, um abraço afetuoso para se acreditar que vivia-se uma grande amizade ou um grande amor.

    Não quero, com esse post, desmerecer ou botar em cheque o valor das lembranças de cada um. A minha intenção é, na verdade, falar da tão propalada  modernidade. Cada vez mais buscamos nos atualizar no que há de mais novo no mercado, seja no que diz respeito às parafernálias eletrônicas ou em atitudes ditas modernas.

      No entanto, ninguém consegue esconder  que tem saudade do tempo em que tudo era mais simples e que  éramos, ou nos julgávamos, mais felizes. E, geralmente, felizes com muito pouco.

Um comentário:

  1. É verdade Julio, eu sou uma dessas
    pessoas saudosas do tempo da simplicidade,
    onde tudo era menos complicado,menos
    sofisticado e menos cobrado.

    Do tempo da boa educação,da gentileza e
    da solidariedade,que os viznhos eram parte
    da família e repartir as alegrias e as tristezas
    eram naturais,sem preconceitos e receios.

    O presente tem sim suas qualidades,mas
    também somos nossas lembranças,
    somos feitos de pedacinhos de cada tempo
    que vivemos, no passado e no presente
    e por incrível que preça-te do futuro também.

    Uma reflexão coerente e agradável
    de ler-te e meditar.

    Meus cumprimentos e boa semana

    ResponderExcluir