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sábado, 13 de novembro de 2010

Necessidade de ser aceito.

     Também acredito que é muito bom ser uma pessoa popular, bem aceito pela maioria, cheio de amigos, mas acho que tem gente que exagera na medida e para ser aceito é capaz de qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo. Chega a dar vexame e a se humilhar para receber um pouco de atenção. Alguns chegam ao ponto de se anularem como pessoas, deixam de lado as suas convicções e ideias só para não ir contra as ideias e convicções da pessoa (ou pessoas) que quer conquistar ou estar perto. Será que isso é mesmo válido? Vale a pena deixar de ser a gente mesmo em troca de um pouco de atenção?
     Tem gente que acha, não é mesmo? Que pena! Com isso não percebe que está sendo ridículo (a) e  que, ao contrário de conquistar amigos ou admiradores, acaba despertando pena, dó nas pessoas. Ninguém quer ficar perto de uma pessoa que passa o tempo todo se oferecendo, sendo gentil demais, boazinha demais, condescendente demais apenas para agradar. Não que pessoas com estas caracteristicas não existam. É claro que existem. Ainda bem que existem, mas elas são assim naturalmente, sem forçar a barra, sem tentar fazer tipo, entende? As pessoas gostam de estar perto de gente de verdade que age com honestidade, que joga limpo, que diz o que pensa, que não fala ou faz coisas apenas para agradar ou ser simpático.
     Não se deve negar que existem aqueles momentos em que estamos tentando conquistar alguém, chegando num grupo de amigos, numa escola, numa igreja, num clube e que, por uma questão de ainda não saber aonde estamos, agimos com certa cautela, sem mostrar muito da nossa personalidade. Mas isso se dá num primeiro momento, não podemos agir assim o tempo todo. Se assim o fizermos, podemos correr o risco de passar para os outros que não somos muito confiáveis e ai...
     O melhor de tudo é sermos sempre autênticos, mostrar logo a nossa cara e não ficar atrás do muro com medo de não ser aceito. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Além do mais, ninguém é perfeito. Viva a liberdade. Somos livres para sermos o que e quem somos, sem culpas. Não devemos viver presos a padrões de comportamento, regras de etiqueta que só levam ao artificialismo. Por outro lado, agir com simpatia, não significa agir com falsidade. Sejamos nós mesmos, sempre.