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domingo, 25 de outubro de 2015

Sem maquiagem.

Resultado de imagem para imagem de pessoas sendo maquiadasVivemos, sem dúvida, tempos em que vale mais aquilo que demonstramos ser do que aquilo que realmente somos. Pouco importa a nossa essência, o exterior conta mais; é ele que determina o nosso valor.
Por esse motivo, muita  gente decide viver "maquiada" o tempo todo. Isso, para não falar daqueles que tomam atitudes mais drásticas e resolvem se moldar em cirurgias para dessa forma ganhar um novo rosto, uma nova identidade mais de acordo com o estabelecido ou simplesmente porque não gosta da cara que tem.
Vale tudo para ser aceito(a). Se é isso que a moda dita, é isso que é bom. Sabemos que não é bem assim. Modas passam. Por outro lado, nenhuma maquiagem é capaz de apagar ou esconder a nossa essência. Na maioria das vezes, essa maquiagem é removida com água  ou suor e precisa ser renovada a cada dia.
No intervalo entre uma maquiagem e outra somos obrigados a encarar nossa verdadeira face no espelho. É quando temos contato com nós mesmos. O espelho não mente, apenas reflete o que somos. Para que essa imagem seja bonita ou agradável depende mais de nós do que qualquer tipo de maquiagem ou  por mais sensacional que seja. 
Maquiagem é sempre maquiagem. Algo que se remove. Mas, se ao contrário de nos "maquiarmos", decidirmos encarar a nossa feiura buscando melhorar o nosso interior, revendo as nossas posturas diante da vida, poderemos ver algo muito mais agradável refletido no espelho. 
E como podemos fazer isso? Para início de conversa, podemos começar nos perdoando por todos os erros e enganos que cometemos com nós mesmos e com os outros. É importante que nos amemos antes qualquer coisa. Só quem se ama é capaz de dar amor. E amor é sobretudo perdão. Perdoe-se e perdoe os outros.
O passo seguinte é despir-se de todo ódio, inveja, rancor, mágoa, cobiça. Todos esses sentimentos que não permitem que a nossa imagem não seja bonita nem agradável. A partir daí não precisamos mais de maquiagem alguma. Nossa imagem nos encherá de prazer e satisfação e passaremos a ser bem-vindos por onde quer que passemos.

Bom domingo.


domingo, 18 de outubro de 2015

Autores de nossas vidas.

Resultado de imagem para imagens para autores de nossas vidasDadas as dificuldades que enfrentas na vida, muitas vezes desejamos ser como os personagens de tramas ficcionais por acreditarmos que eles, livres das amarras que nos prendem à realidade, podem tudo. É bem possível que isso seja verdade. 
Na fantasia existe sempre a possibilidade de ser "feliz para sempre". Mocinho e mocinha se juntam depois de enfrentarem todo tipo de obstáculos e vivem sem problemas para o resto de suas vidas.
Sem dúvida, seria muito bom que isso fosse possível na "vida real". Infelizmente os finais felizes são muito raros. Até porque o único ponto final das histórias reais geralmente é  a morte e todos fugimos dela. 
Por isso, a felicidade acaba sendo coisa de momento. A vida sempre continua e nós mudamos a todo momento. Não permanecemos os mesmos, nossos sentimentos mudam, nossos interesses também. 
Por outro lado, há quem se sinta como aqueles personagens que não foram agraciados com o final feliz. Aqueles que ficaram como era comum se dizer antigamente "a ver navios". Lutaram como os outros, mas o "autor" os condenou, por um motivo ou outro,  ao sofrimento eterno.
Mas se final feliz é fantasia, a condenação no último capitulo também é. Por nossa sorte, na vida real, no nosso dia a dia, existe sempre a possibilidade de mudarmos o final de nossa história. Há sempre a chance de reescrevermos não o final e, sim, o encaminhamento de nossa vida.
Deixemos de lado o sentimento de derrota e nos apeguemos a ideia de que tudo pode mudar. Basta que assumamos o leme de nossa vida e acertemos a rota que nos conduzirá à águas mais tranquilas, onde possamos ditar o ritmo de nossa viagem e o caminho que queremos seguir. E isso só depende de cada um de nós, os autores de nossas próprias vidas..

Bom domingo.

domingo, 11 de outubro de 2015

Folha em branco.

Segundo ensina a doutrina espírita, encarnamos incontáveis vezes até que conquistamos a nossa iluminação. E isso não acontece "do dia para a noite", leva muitos anos. Milhares de anos. Depende de cada um.
De encarnação em encarnação, vamos nos depurando, perdendo nossa condição de seres primários trilhando um caminho que pode ser ou não de dor e sofrimento. Tudo depende de como encaramos essa caminhada na direção da luz do entendimento.
Se nos rebelamos contra esse "destino" enrijecendo nossa alma, encaramos a cada retorno à terra mais e mais dificuldades no melhor estilo "colhemos o que plantamos". Nosso passado de erros estará sempre influenciando o nosso presente. Isso, com certeza, esclarece muita coisa que acontece em nossas vida para as quais não encontramos explicação. 
Aí  surge a pergunta: como posso estar pagando por erros que não sei se cometi ou não? O primeiro ponto é que não podemos pensar num criador que seja injusto e capaz de nos impor penas indevidas. O outro ponto é que Deus, em sua infinita misericórdia, nos concede o dom do esquecimento. Quando voltamos a esse mundo não recordamos praticamente nada de nossa vida passada. Somos o que se pode chamar de "uma folha em branco".
Assim, temos a chance de começar uma vida completamente nova, do zero. O que vai prevalecer, é claro, são as nossas tendências. Essa nova vida não deixa de ser uma continuação das outras, mesmo que o cenário, as vestimentas e o momento histórico sejam totalmente diferentes.
Nessa "folha em branco" podemos escrever uma nova história com início, meio e fim mais distantes da dor, do sofrimento, do ódio e rancor vividos no pretérito. Muitos agarram essa nova oportunidade com "unhas e dentes" lutando para vencer as barreiras que encontram no caminho. Outros, porém, preferem manter o mesmo padrão de vidas anteriores. 
Como já foi dito, tudo depende de cada um. Esse é um outro dom que a divina providência nos concede: o livre arbítrio. 

Bom domingo..

domingo, 4 de outubro de 2015

O pedido e o agradecimento.

Resultado de imagem para imagem de agradecimentosDiz o ditado que quem não chora não mana. E isso não vale apenas para os bebês. Nós, os adultos, muitas vezes precisamos dar aquela "choradinha".  Partindo desse princípio, muitos exageram na dose e passam a vida inteira agindo como "chorões" ou crianças birrentas numa loja de brinquedos. Insatisfeitos por natureza, estamos sempre querendo mais e mais. 
Por outro lado, segundo nos ensinam as religiões e algumas filosofias, a humanidade tem toda a riqueza do mundo à nossa disposição.  Se as pessoas vivem em estado de pobreza e privação é porque ainda não tomaram conhecimento do tesouro imenso que possuem.
O próprio Jesus nos ensinou que basta pedir para recebermos. É claro que nossos desejos e pedidos precisam ser, no mínimo, justos. Não é o fato de termos todo o universo trabalhando ao nosso favor, tanta riqueza à nossa disposição que vamos extrapolar e passar a pedir coisas de que não necessitamos verdadeiramente. 
Tudo na vida precisa de equilíbrio. Os nossos desejos precisam ser equilibrados, justos, honestos e que priorizem o bem comum. O universo (Deus para quem assim acredita) não gosta de ações egoístas, que visem unicamente o interesse pessoal. Precisamos pensar sempre no coletivo, no outro que está ao nosso lado ou mesmo naqueles que não são tão próximos assim..
Outro dado, provavelmente o mais importante de todos, é agradecer. O agradecimento deve sempre preceder o recebimento. Quando pedimos alguma coisa seja a Deus, às forças do universo ou mesmos àqueles que acreditamos poder nos ajudar devemos, antes de qualquer coisa, agradecer.
O agradecimento deve até mesmo preceder o pedido. Antes de pedir devemos já nos sentir plenamente atendidos. Dessa maneira, estamos, acima de tudo, reforçando nossa crença de que vamos ter o nosso pedido atendido e também estamos demonstramos que desde já somos agradecidos.