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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Motivo da nossa alegria.

     É comum a gente ouvir as pessoas dizerem que o sofrimento faz parte da vida, que essa é uma condição humana e que dele ninguém escapa, que mais cedo ou mais tarde ele aparece para todo mundo.  Infelizmente, quase sempre a gente acaba constatando que isso é verdade.
    Nascemos, vivemos e morremos. Nada de novo nisso, não é? Mas não aprendemos a lidar bem com esse fato. Carregamos isso como um fardo muito pesado. O que faz com nos tornemos pessoas tristes e incapazes de lidar com tudo o que é passageiro.
   Buscamos o eterno em algo que sabemos que não é eterno. Queremos a todo custo viver para sempre  embora cientes de que o que num momento parece eterno ou duradouro, pode não existir mais no momento seguinte. Tudo é passageiro. Não conseguimos parar o tempo.
   Mas longe disso ser motivo para nossa tristeza e desencanto com a vida, deveria ser a razão da nossa alegria. A razão de vivermos cada minuto como se fosse o último ou o primeiro, depende da visão de cada um de nós.
    Pois tanto podemos transformar a nossa vida em algo prazeroso como num vale de lágrimas, onde tudo é dor e sofrimento,  motivo para revolta e tristeza. /Essa decisão está nas mãos de cada um de nós, Se escolhemos ver a vida pela ótica positiva não eliminamos de vez o sofrimento, mas tornamos tudo mais fácil.    Podemos transformar cada momento em aprendizado, única maneira de afastar o sofrimento do nosso caminho. O sofrimento está intimamente ligado à falta de conhecimento e à eterna negação da sua busca.
   Sem buscar o conhecimento, sem livrarmos da nossa cegueira, não temos como nos livrar do sofrimento Pois só o conhecimento pode trazer a verdadeira alegria de viver.

domingo, 14 de julho de 2013

A internet e as Informações falsas.

      Nesses tempos de internet parece ser muito comum que as pessoas se apropriem de coisas dos outros. Algumas, acredito, com o intuito de passar para frente e divulgar o que outro faz por julgar que aquilo deve ser visto e conhecido por um número maior de pessoas e isso é bastante louvável, mas outros fazem isso para se divertir ou para "roubar" as ideias que não lhe pertencem mesmo. 
     Mas  não se trata de plágio, que é quando a pessoa cria algo em cima de outro e é tão reprovável quanto. O caso é diferente. Trata-se daqueles que divulgam  textos e trabalhos de outros como se seus fossem, escrevem besteiras e colocam nomes de pessoas renomadas creditando à elas coisas que elas nunca sequer pensaram e que nada tem a ver com elas e com o trabalho que elas fazem.
      Como já se sabe, a internet é um campo livre. Cada um faz o que bem quer. Até aí muitos podem dizer que é assim mesmo e que não poderia ser diferente, pois isso reflete a liberdade de expressão e coisa e tal e tal e coisa.
     Mas é preciso ter bom senso, não? Que prazer pode ter uma pessoa em divulgar um texto, uma frase, um pensamento dito por alguém sem ter certeza que aquela pessoa tenha dito ou feito aquilo de verdade? Esse é o lado ruim dessa revolução chamada internet. Se por um lado temos a informação que queremos na hora em que precisamos, esse tipo de atitude bota tudo a perder quando se quer ter certeza da informação coletada. Não é querer ser purista ou ser mais realista que o rei. É uma questão de, por um lado, fazer justiça a quem realmente é o autor e por outro tornar a internet um campo de pesquisas confiável.
    Assim, ao mesmo tempo que se criar facilidade nunca antes vistas, se cria um mundo de mentiras e inverdades que não colabora em nada com ninguém. Essas pessoas deviam pensar melhor antes fazer isso, pois elas também podem precisar de informações e só encontrarem engodo.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Sem uma porta para bater.

     Acho que contei aqui que todas as segundas feiras, juntamente com um grupo de amigos, eu participo da distribuição de sopas pelo centro da cidade do Rio de Janeiro, não é? Para quem não se lembra, faço isso com esse grupo há mais ou menos nove anos. Não é um trabalho fácil. Todas as segundas feiras encontramos pessoas de todo jeito: desempregados, drogados, marginais, ex-presidiários, doentes, abandonados, jovens, velhos, crianças ( muitas crianças), homens e mulheres. Enfim, difícil enumerar todos.
     Mas nesta segunda feira (02/07/2013) encontramos uma família: pai, mãe, filho e filha. A menina de uns doze anos e o menino de uns dez anos. O pai e a mãe, um casal bastante jovem ainda. O curioso é que a gente nunca podia imaginar que eles fossem moradores de rua (o nosso público alvo) e todos ficamos assustados quando as duas crianças entraram na fila para receber a sopa e o pão que distribuímos.
     Isso se deu, em primeiro lugar, pelo fato de termos o hábito (triste hábito) de julgar as pessoas pela aparência e a família referida estava com a aparência normal de qualquer passante da rua Uruguaiana (esquina com o Largo da Carioca). As duas crianças pegaram a sopa para elas e para os pais. Entregamos as sopas e pouco depois elas voltaram para fila e pediram mais, no que foram atendidas.
     Não costumamos tecer comentários a respeito das pessoas que encontramos, mesmo aquelas que se mostram, às vezes, inconvenientes e nos obrigam a ter uma postura diferente da usual. Porém, esse casal e os filhos nos fez quebrar esse costume e antes mesmo de voltar já estávamos falando sobre eles. Sentados os quatro comiam as sopas e o pai fez-nos um aceno de agradecimento. Aí entendemos que os quatro estavam mesmo na rua. Provavelmente chegaram naquele dia (dado o estado de asseio deles).    
     Acontecimentos como esse faz com que acreditemos que, independente do motivo, qualquer um pode um dia se ver nessa situação. E é por isso que a sopa existe: para poder receber aqueles que não têm uma porta onde bater.