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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

São Sebastião e Oxossi: o sincretismo continua.

Hoje é o dia 20 de janeiro, dia dedicado ao santo padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, aliás, São Sebasitão do Rio de Janeiro, para ser mais preciso. Porém, por razões que, creio, sejam do conhecimento de todos de todo bom devoto, aqui no Rio de Janeiro também é comemorado o dia de Oxossi, orixá cultuado pela umbanda e pelo candomblé.  Os católicos prestam sua devoção a São Sebastião, soldado romano que servia ao imperador Diocleciano e que uma vez convertido ao cristianismo  ousou infrentar o imperador em sua luta contra os cristãos sendo duas vezes condenado à morte. Ele sofreu o chamado duplo suplício. No primeiro foi alvo de flechas envenadas, foi salvo e na segunda vez foi por morto à pauladas. É que, uma vez salvo, prontamente recuperado e ele voltou até o imperador Diocleciano para pedir que ele deixasse de perseguir os cristãos. Já no candomblé e na umbanda se reverencia o guerreiro Oxossi ligado às matas e à terra e é, principalmente na umbanda, representado por um indio (ou cabloco) em seus paramentos de caça .  Oxossi é o grande caçador. Até aí, nada demais, não é mesmo? Não, não é. Embora sejam visões completamente diferentes, os cultos se encontraram por causa da probição dos afros brasileiros de culturem seus "santos". Com isso nasceu o sincretismo entre o culto católico e os chamados cultos de origem afriacana. Aqui trazidos pelos escravos.  É verdade que o candomblé de hoje já está quase totalmente livre desse sincretismo. O mesmo não aconteceu com a umbanda. |Nela os santos católicos continuam a ser reverenciados como a personificação dos orixás. Então São Sebastião é Oxossi, São Jorge é Ogum, Santa Bárbara é Iansã, Nossa Senhora da Conceição é Oxum e vai por aí. É bem verdade que não há atualmente nenhuma proibição formal para esses cultos. A umbanda, como o candomblé, podia se "livrar" dessa, digamos, mistura. Só que muita água passou por debaixo da ponte. Com o tempo os umbandistas assimilaram não só os santos católicos, mas também o seu maior ícone: Jesus Cristo. Hoje, mais do que nunca, Oxalá é Jesus Cristo e isso não vai mudar nunca. Queiram os padres ou não o culto católico e o culto umbandista se uniram para sempre. Além do mais ainda tem o fato de que muitos frequentam as duas religiões. Outro motivo para muita discussão. Mas isso é assunto para outro dia. Por hoje, salve São Sebastião e Oxossi. Muita proteção para os seus filhos.