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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Cascas de bananas.

     Acho que todos conhecem aquela antiga advertência: "cuidado para não escorregar numa casca de banana e quebrar a cara". Infelizmente, era comum ver gente escorregando na tal casca e se esborrachando no chão. Além dos possíveis danos físicos, tinha o vexame que a situação provocava. Já pensou você estatelado(a) no meio da rua? Nem queira. Era risada na certa. Ninguém perdoava e o seu vexame virara diversão gratuita.
    Porém, você levantava, juntava os caquinhos e seguia o seu caminho ou, dependendo do dano, ia em busca de socorro médico.  Passado os anos, as "cascas de bananas" continuam espalhadas por aí e os tombos continuam, sejam eles em que nível ou do tipo que forem.
    Só que nesses tempos de socais, você não mais está sujeito apenas às risadas dos que presenciam a sua queda. Há sempre uma câmera ligada por perto e então...  Bem, a "escorregadela" corre o risco de cair rede e muita gente poderá ver. Aquele grupinho restrito que presenciou o fato pode ser infinitamente ampliado. Os malditos compartilhamentos existem exatamente para isso.
    A partir daí, para os que gostam de ter quinze minutos de fama e têm senso de humor, nada de mais. É só se juntar aos que estão rindo e rir junto. Mas para os que não gostam dessa exposição toda e, ainda por cima, negativa, a coisa fica um difícil de aturar. Onde quer que você vá vai ter alguém rindo ou apontando o dedo para você:
- Ei, você não é aquele ou aquela...
    Não adianta fugir ou fazer desmentidos. Todos sabem que é você e negar pode não ter resultado nenhum e até aumentar a chateação. Relaxe e deixe o tempo passar. Não há outro remédio. Outra alternativa é torcer para que novas escorregadas o tirem do foco das atenções. Afinal de contas, enquanto se ocupam em rir de outros esquecem de você.

Bom domingo.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Respeitar as diferenças.

   Não há a menor dúvida de que passados tantos anos do desbravamento do mundo com a "descoberta" das Américas e da Oceania, os últimos lugares a serem colonizados pelos europeus, o ser humano ainda não consegue aceitar que, embora habitemos o mesmo planeta, sejamos potencialmente diferentes.
    Cada povo vê o mundo a partir da sua ótica. O que é estranho para uns, é perfeitamente natural para outros e assim caminha a humanidade. Ou melhor, assim deveria caminhar a humanidade, pois não conseguimos aceitar o outro como ele é e, o que é pior, tentamos desesperadamente fazer com esse outro tão diferente de nós esqueça a sua maneira de viver e assuma, sem pestanejar, a nossa.
     É isso que chamam de colonização e sabemos qual é o resultado. Os índios das Américas que o digam. Povos inteiros foram dizimados sob a alegação de que eram bárbaros, ímpios, incivilizados e mais um sem número de coisas, só porque tinham maneira de viver diferente ou não aceitavam a "colonização" do "homem branco". 
    Passados tantos anos, essa colonização continua acontecendo. Ainda insistimos em querer "mudar" o outro. Parece que queremos um mundo de iguais onde todos pensem da mesma forma, tenham a mesma cultura, os mesmos costumes. E eu pergunto: para quê isso? Com que objetivo queremos todos virar uma única tribo?
    Talvez seja para fazer valer tal da igualdade. Mas o grande barato do mundo é exatamente essa pluralidade de povos, essa diversidade de costumes. Ninguém pode negar que algumas particularidades de certos povos assustam, causam perplexidade. No entanto, para eles, os estranhos somos nós. Também nós somos vistos como bizarros e estranhos.
     Já é chegada a hora de aprendermos definitivamente a respeitar as diferenças. A partir daí, muita coisa vai ser resolvida no mundo. Além de que podemos todos aprender uns com os outros, pois toda cultura traz em si não apenas bizarrices, trazem ensinamentos que servem para todos.

Bom domingo.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Em nome de Deus.

     Muito se fala, mais ainda se faz em nome de Deus. A crença num ser superior que tudo governa, há muito deixou de ser um apoio, um amparo.  Muito pelo contrário, acreditar num deus passou a ser escudo de guerra, motivo para que povos se digladiem, para que irmãos de voltem contra irmãos, para que se torture, mate e se cometa as maiores atrocidades.
     Que Deus é esse que manda seus "filhos" agirem de maneira tão cruel e desumana? Naturalmente, não é um Deus piedoso, não é um Deus clemente que esteja pronto para perdoar o seu povo. Desde Moisés que temos notícia desse Deus que para salvar o seu povo não pensa duas vezes em sacrificar outros povos. Essa ideia de "povo escolhido" sempre me assustou por eu ter dificuldade de acreditar num Deus que preferisse um povo em detrimento de outro povo tão seus "filhos" quanto.
     Tudo bem que tem aquela explicação de que ele (Deus) tentou de diversas maneiras atraí-los e eles foram insensíveis aos seus chamados. Eu não perdi essa parte, mas mesmo assim a dificuldade permaneceu por não conseguir imaginar Deus perdendo a paciência, desistindo da humanidade. Impossível para mim.
     Porém, não estou aqui para discutir os critérios de Deus e sim para falar de algo que também sempre me intrigou: a Sua vontade. Quanta barbaridade se comete em nome dessa vontade. Em nome de Deus povos destroem uns aos outros numa luta sem fim. 
     Não é nada mais que isso que estamos vendo agora. Não foi nada mais que isso que aconteceu durante a sedimentação do cristianismo quando os cristãos convertidos eram trucidados para negarem a sua fé e, mais tarde, foi isso o que aconteceu durante as cruzadas. Os cristãos que morreram em nome de sua fé, agora matavam aqueles que a negavam.
      É a roda do mundo girando. A cada momento estamos em pontos de diferentes. Agora é a vez dos muçulmanos considerarem todos aqueles que não seguem a sua fé como ímpios e impuros e, por isso, merecedores das piores crueldades.
     Triste destino para a humanidade que poderia estar buscando o entendimento, a paz e não  discórdia e a guerra. Se, para mim, é difícil acreditar num Deus que desiste de seus "filhos",  igualmente tenho dificuldade de entender que sua vontade seja que seus "filhos" saem matando e arrasando com tudo por aí. Tenha esse Deus o nome que tenha. Deus é paz, é amor, é perdão, é entendimento e não conhece a intolerância.

Bom domingo.

P. S. - A questão da liberdade de expressão tão falada recentemente é um capítulo à parte.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Por acaso, você quer ocupar o meu lugar?

     Não se assuste. Essa pergunta não é dirigida a você que lê esse post. E nem poderia. Aliás, eu não me sinto detentor de nenhum lugar especificamente meu o qual eu pudesse temer que alguém pudesse estar de olho. 
     Portanto, não precisa pensar bobagens. Eu estou apenas querendo chamar atenção para esse tipo de situação. Ou não vai me dizer que você nunca ouviu alguém proferir esse pergunta assim meio como quem está brincando, embora estela mesmo falando sério? 
     Se a resposta for não, sorte sua. Se for sim, pelo menos a gente tem alguma coisa em comum. Porque vez outra escuto alguém com esse tipo de direta ou indireta. Tanto que acabei desenvolvendo uma espécie de resposta pronta:
- O que eu faria com o seu lugar, se ele é seu?
     Você percebeu que a resposta é uma pergunta, não é? Mas ela resume exatamente o que eu penso. Se o lugar tem um dono somente esse dono pode ocupá-lo. Ninguém ocupa lugar de ninguém. Cada pessoa tem o seu lugar. Mesmo que, aparentemente, alguém deixe "um lugar" ( no caso, cargo) e outro venha a ocupá-lo depois.
     Os únicos cargos que, parecem, serem ocupados durante uma vida inteira são os tronos.  E assim mesmo há reis que abdicam em favor de filhos, esposas etc. Até o papado já não é tão vitalício. Veja o caso de Bento XVI que saiu para dar lugar ao papa Francisco. 
     Dessa forma, ninguém precisa ficar se achando dono do pedaço ou viver aterrorizado pensando que pode perder seu lugar a qualquer momento. O que a gente tem que fazer é cuidar bem do "nosso lugar" para que nunca pareça vago. Pois de nada adianta estarmos sentado no posto mais alto se todos têm a impressão de não há ninguém nele.
     A garantia que temos para manter o espaço que julgamos ser nosso é fazer bem o nosso papel, preenchendo com talento os nossos espaços de atuação. Assim sendo, ninguém ameaçará o nosso posto e a tal perguntinha cretina poderá descansar dentro da boca.

Bom domingo.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Gato por lebre.

      Dizem que a propaganda é a alma do negócio. É preciso alardear as suas habilidades e talentos para todo mundo saber. Caso contrário, acredita-se, você pode passar a vinda no anonimato sem que ninguém saiba de sua existência e muito menos dos seus talentos.
     Portanto, vá, literalmente, para praça e faça com que todos saibam o que você faz de melhor. Pensando bem, acho que nem precisava desse incentivo. As pessoas já estão na praça gritando aos quatro ventos o que sabem fazer de melhor  e também o que não sabem fazer de melhor.
      Infelizmente, é isso mesmo. A praça é território livre e apregoa quem quer. Tem muita gente que vende gato por lebre. Prometem mundos e fundos e na hora h a coisa não é bem o que foi anunciado.  E isso não vale apenas para profissionais, vale para tudo.
     Tem muita gente exagerando quando vai se vender. Prometem muito e esquecem que vai chegar a a hora em que vai ter que provar tanto talento, tanta capacidade, tanta destreza, tanta habilidade. É aí que se descobre quem mente e quem fala a verdade.  Mas a essa altura, contratos já foram assinados, compromissos assumidos e despesas já foram feitas.
     Os falastrões sempre evitam falar na possibilidade da coisa não dar certo. Com eles tudo sempre fica perfeito, pois eles são os melhores do mundo. Ninguém trabalha como eles. Na hora da verdade, a história é outra.
     Portanto, é preciso ter muito cuidado com esses "profissionais" que prometem demais. É sempre bom manter um pé atrás com esses tipos que vendem o "fácil" e que têm solução para tudo. Fuja deles. O melhor a fazer é acercar-se daqueles que ainda mantêm um pouco de modéstia ao propalar as sua habilidades e vender os seus serviços.

Bom domingo.