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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Uma pequena confusão.

     "Quem pensa, não casa". Essa afirmação é uma expressão que era muito usada em Ibiá, interior de Minas, minha cidade natal, toda vez que alguém se mostrava muito indeciso nos rumos que daria para sua vida ou a um negócio. E até hoje, toda vez que me vejo um tanto atarantado, meio sem rumo na vida, ela me vem à cabeça.
     O pior é que descobri que esses momentos não assim tão raros como eu pensava que fossem. Vira e mexe e lá vem a conhecida, e também temida, dúvida, indecisão, medo de dar um passo maior que a perna e vai por aí.
     Aliás, não vai coisa nenhuma. Até que seria bom que ela fosse embora. Mas ela é insistente e fica. Ainda que eu tente não dar muita bola, fingindo que ela não existe. É nessa hora que a gente pensa em como seria bom se os oráculos do tempo dos gregos antigos ainda existissem. Bastaria chegar e fazer a pergunta que a resposta vinha. Pelo menos a história nos faz crer que era assim.
     Se era ou não, acho que nem tem importância. Afinal de contas, eles (os oráculos) não existem mais, ou até que existem (estão aí as cartomantes, os videntes e toda sorte de prestidigitadores), mas o que me deixa bastante aliviado é saber que a dúvida é tão velha quanto a humanidade. Ela já nasceu com o homem.
     Haja vista que Adão, o aclamado primeiro homem, teve lá as suas dúvidas (ou será que não teve?) quando Eva, a também aclamada primeira mulher, ofereceu a ele a maçã, ou seja, o fruto proibido. Portanto, eu não tenho motivos para me se sentir infeliz porque a danada da dúvida chegou e montou acampamento.
     O jeito é continuar pensando e pensando. Pesar prós e contras, calcular os riscos, E se depois de tudo isso, ela persistir o jeito vai ser arriscar. Como diziam lá em Ibiá também: quem não arrisca, não petisca. Se bem que entre casar e petiscar (que eu ainda estou para saber o que vem a ser isso exatamente), penso que petiscar deve ser mais fácil e menos perigoso (sem nenhuma conotação contrária ao casamento, por favor).
     Se bem que, dependendo o petisco ( isso, se pesticar for mesmo o que estou pensando que é), pode resultar numa bela dor de barriga. Alguém poderia dizer que dores de barriga são melhores (ou menos piores) que dores de cabeça (novamente, sem maldade). Nesse caso, a saída  mesmo pode ser petiscar, ou melhor, arriscar. Acho que confundi tudo. Na próxima, eu prometo que vou procurar ser mais claro.

Bom feriado a todos.