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domingo, 10 de novembro de 2013

Ser feliz é tudo o que se quer. (?)

   Essa frase pode ser ouvida numa música da dupla gaúcha Cleiton e Cledir e é completada com uma reclamação: um certo fechecler  seria o impedimento para a total felicidade plena. Sempre ouvi essa música, da qual gosto muito, e nunca me dei conta disso, mas aí está uma grande verdade: queremos muito a felicidade, no entanto, sempre existe algo para impedir a sua realização. Ainda que seja um simples fechecler.
      É aí que está a questão: será que esses empecilhos existem mesmo ou somos nós que os inventamos por acreditar que a felicidade deve ser sempre algo difícil de se conquistar?   Ou será que a vemos como algo que demande luta e sacrifício para que realmente valha à pena?
     Provavelmente diremos todos que não é nada disso. Os empecilhos surgem alheios à nossa vontade e sempre somos pegos de surpresa. Pode até ser que em muitos casos isso seja mesmo verdade. Afinal de contas, existe o imponderável, aquilo que não se pode explicar ou controlar.
     Mas em boa parte do tempo, nós criamos empecilhos para a nossa felicidade nos ligando em detalhes que não teriam grande importância se estivéssemos dispostos realmente a tudo para ser felizes ou mesmo se acreditássemos de verdade nisso que costumamos chamar de felicidade.
     O problema é que temos muito pouca fé na felicidade e às vezes julgamos que não somos merecedores dela. Por isso os entraves surgem. Vemos a vida como se fosse um romance que precisa ter um enredo interessante e, assim sendo, precisa de lances emocionantes.
    Só que isso não é verdade. A felicidade pode estar em coisas fáceis e triviais.  Não precisa de aparato técnico e nem de superprodução. A felicidade é algo simples e que está ao alcance de nossas mãos, bem perto de nós.  E se existe um "fechecler" para atrapalhar o que se deve fazer é substituí-lo por algo que não a impeça. Afina de contas, ser feliz é tudo o que se quer. Ou não?