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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Má vontade.

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     Parece estranho estar aqui falando de má vontade quando na verdade deveria falar de páscoa, mas ninguém pode negar que nenhuma páscoa é completa sem "boa vontade", sem que tenhamos o compromisso de  contribuirmos para a melhoria da vida ao nosso redor.
    E isso pode começar com a gente tendo um pouco menos de má vontade com aqueles que nos cercam. Sem que exijamos demais dos outros quando nem nós mesmos estamos prontos para servir integralmente por falta de condições ou por pura falta de interesse.
    É comum vivermos apontando os erros dos outros fazendo com que todos saibam onde as pessoas falharam ou falham, o quanto elas foram incompetentes ao desempenhar determinada função. Principalmente quando temos alguma diferença com as referidas pessoas. Nesses casos acostumados agir sem dó nem piedade: são incompetentes, devem ser defenestradas e não tem discussão.
    Será que paramos para pensar se estamos sendo justos no nosso julgamento ou será que agiríamos da mesma maneira se no lugar daquelas pessoas estivessem outras pessoas com as quais costumamos ser mais condescendentes?
   Uma boa pergunta, não é? Isso acontece muito em relação a nossos familiares, amigos e a políticos. Se é o político do nosso partido que faz alguma coisa errada temos sempre uma explicação, mas se é o político do partido contrário não perdoamos mesmo. Saímos as ruas, fazemos protestos, pedimos a sua deposição. Isso tem nome e corporativismo. Com os outros agimos de forma diferente, sempre de "má vontade". Não importa o que a pessoa faça, ela sempre estará errada e merece a nossa condenação.
    Isso é justo? Talvez seja o momento oportuno para pensar nisso: um mundo com justiça para todos. Uma justiça que seja sempre imparcial e que não queira proteger nem condenar ninguém baseado em interesses ou nossa simples má vontade com o outro.

Feliz páscoa.