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terça-feira, 13 de março de 2012

"Salve-se quem puder".

     Não é novidade para ninguém que quase todos os animais, e aí estão incluídos os seres humanos, têm o hábito de viver em grupos. Isso acontece por várias razões: seja para conseguir comida mais fácil, para procriação e perpetuação da espécie, para se protegerem dos predadores ou por qualquer outro motivo. E assim nasceu o que chamamos de vida em sociedade. Trocando em miúdos, vivemos juntos porque precisamos uns dos outros. Assim podemos dizer que é bastante natural que uns cuidem dos outros, os fortes cuidem dos mais fracos, os mais novos dos mais velhos, os pais dos filhos, os mais sábios ensinem aos ignorantes e por aí vai.
    No nosso caso, os seres humanos, existe, antes de qualquer coisa, a família. É nesse núcleo que aprendemos (ou pelo menos deveríamos) a importância dessa troca, dessa ajuda mútua que é viver em sociedade. A criança, aprende que pode confiar nos pais e esperar deles amor, carinho, proteção. Também receberá educação aprendendo que para viver em comunidade é preciso respeitar regras. Do contrário, a vida se tornaria insuportável.
    As regras, não se pode negar, existem para ordenar esse convívio. Só que (outro fato inquestionável) e provavelmente diferente dos outros animais, nós não apreciamos muito seguí-las. Tudo vai muito bem até que descobrimos que temos que obedecer algumas regras. É lógico que muitos, mesmo a contra gosto,  cumprem direitinho o que está escrito.
    Já outros... Bem, esses são capazes de qualquer coisa para burlá-las, infringí-las, subvertê-las. E isso, sobretudo na cidade do Rio de Janeiro, é o que vemos acontecer no trânsito. Ninguém quer saber de seguir regra nenhuma. O (a) cara entra no carro e não quer saber de mais nada a não ser que o caminho esteja livre para ele(a). É um absurdo. Parece que todos precisam, como se diria antigamente, "tirar o pai da forca" e por isso não têm tempo a perder. Quem quiser que saia da frente. E aí a mão não sai da buzina, nem o pé do acelerador. É um verdadeiro "salve-se quem puder". O pior é que sabemos que muitos não podem e o resultado está nas estatísticas de acidente de trânsito.
    Pelo seu lado, os pedestres também são um bando de sem-lei. Andam todos às tontas como se vivêssemos numa cidade de transito educado e condutores de veículos que respeitam regras e sinais. Não conseguimos  sequer esperar um sinal abrir para nós, atravessando na frente de carros como se ele (o semáforo) não existisse ou estivesse ali só para enfeitar a rua.
     Falando assim, parece que estou querendo que nossa cidade fosse habitada por um bando de robôs. Não é nada disso. Apenas acho que deveríamos prestar mais atenção às leis, principalmente as de trânsito, que foram criadas para nossa proteção.  Assim, a "vida" fluirá muito mais facilmente.