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sábado, 19 de janeiro de 2013

"Eu peço somente o que eu puder dar."

     Essa frase faz parte da letra de uma bela música do conjunto Titãs que toca muito no rádio. Faz algum tempo que ouço essa canção e nunca tinha me dado conta do quanto essa é uma atitude para se levar a sério na vida. Já imaginou se realmente esperássemos, pedíssemos, exigíssimos dos outros aquilo que a gente tem na mesma quantidade para dar em troca? Com certeza acabariam as relações desiguais nas quais uns dão tudo o que podem e outros ficam apenas na "aba".
      Engraçado como uma canção aparentemente despretensiosa traz uma mensagem que chega  ser profunda. Em nossas vidas, normalmente acostumanos a esperar muito dos outros.  Sempre o outro tem que ser mais isso e mais aquilo. Pelo nosso lado, talvez por medo de se  entregar ou sei o que seja, quase sempre agimos na defensiva: se  o outro fizer primeiro, nós faremos também.
     Não queremos demonstrar os nossos sentimentos com medo de uma decepção e esperamos que a outra parte se manifeste primeiro para só depois demonstrarmos o nosso amor, nossa vontade de ajudar, participar e dividir o que temos para somar com o outro. Daí  acabamos, egoisticamente, não  dando na mesma medida daquilo que recebemos. E isso acaba fazendo com que as pessoas se afastem de nós certos de que somos do tipo que quer apenas receber e nada dar em troca.
     É por isso que acho que esta canção fala uma grande verdade e que deveria ser levada em conta por todos.  Principalmente aqueles que vivem  reclamando de falta de amor, carinho, consideração, respeito, atenção, gentileza e todas essas coisas aparentemente banais, mas que são tão vitais para o bom encaminhamento da vida em sociedade.
     Isso também está presente na oração de São Francisco: "é dando que se recebe".  Essa é outra grande verdade. Com uma mão damos tudo aquilo que possuímos de bom em nosso coração e com a outra recebemos de volta na mesma medida. É a lei da vida. Vale para tudo.
Infelizmente, nós ainda insistimos em primeiro receber para somente depois pensar em retribuir e assim mesmo de forma desigual e até injusta.