Pesquisar este blog

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ator, essa profissão ingrata.

     Minha intenção ao criar esse blog era apenas falar sobre espiritualidade. Além de revelar o quanto pretensioso eu sou, ainda acaba me deixando meio assim quando quero falar de outras coisas. Sinto como se estivesse desviando da rota inicialmente traçada. Por isso, peço a compreensão de todos para falar de um outro assunto: a profissão do ator
      Na verdade, eu não quero falar coisa nenhuma. Afinal, quem sou eu para me arvorar de arauto dessa profissão com tanta gente pra lá de boa. pra lá de famosas, competentes e tudo mais que se possa dizer. Seria, novamente, pura pretensão desse que vos fala. Para encurtar o assunto, o que eu quero mesmo é fazer um desabafo, chorar as magoas, enfiar o "pé na jaca", abusar da sua boa vontade e paciência.
      Em primeiro lugar, gostaria de dizer que é mentira era história de profissão. Não existe a profissão. Está bem. Eu sei que você vai dizer que existe sim e que ela foi regulamentada no final da década de 1970 depois de longos anos de luta da chamada classe artística. Até aí, é tudo verdade. Os caras travaram uma luta para que "os artistas", fossem tratados e reconhecidos como profissionais e tivessem seus direitos trabalhista assegurados. O que não deixou de ser um grande feito. Algo que realmente deve ser comemorado.
      Aí vem a outra parte da história. Essa sem muita razão para comemoração e tem a ver com o fato de eu ter dito acima que a profissão de ator não existe. Em outras palavras, o simples fato de estudar e profissionalizar-se (via SATED) não garante que você possa viver como um profissional da arte de representar, pois essa profissão ( hoje tão procurada por aqueles que querem ficar famosos da noite para o dia) não leva em conta apenas preparo e talento como as outras profissões.
     O ator, na verdade, se vê diante de uma realidade completamente diferente. Para conseguir um trabalho, ele tem que estar dentro do perfil do personagem ( até aí nada de mais) e (o que é  mais difícil) estar no lugar certo na hora certa para ser visto pelas pessoas certas. Leve-se em conta que estas pessoas certas são quase sempre seres de outro planeta, entidades especiais às quais só os muito privilegiados têm acesso.
     Chegamos no ponto: só consegue papel se você tiver esse "acesso", quase impossível para um pobre mortal. A menos que você dê uma de louco como ouvimos em muitas histórias relatadas pelos que "chegaram lá". Surge, então, a pergunta que não quer calar: "É preciso ser louco para ser ator e estar sempre inventando meios mirabolantes para conseguir um trabalho?" Não posso acreditar que a reposta seja sim.
     Acredito que a forma de se conseguir trabalho deveria ser mais democrática e justa ou deve-se acabar com essa profissão. Assim os diretores e produtores (e mais quem possa) ficam livres para escolherem quem eles bem entenderem, levando em conta critérios como beleza, amizades, relacionamentos afetivos, interesses financeiros...
    Agora, chamar de profissão algo que qualquer um pode fazer é, no mínimo, um engodo. O que vemos são sempre os amigos dos amigos e gente "virando" ator/atriz porque agradou as  "entidades"  da vez. Abaixo a essa farça. Abaixo a profissão de ator!