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domingo, 30 de agosto de 2015

Caçadores de fiéis

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"Ide ao mundo e pregai o evangelho à toda criatura"

Para nossa felicidade, essa  exortação de Jesus foi levada ao pé da letra por seus apóstolos e discípulos logo após a sua morte. Muitos realmente saíram pelo mundo para espalhar a boa-nova  da salvação enfrentando sérias oposições como o temível império romano e, quase sempre, perderam suas vidas em nome da fé, como bem nos conta a história do cristianismo.
Naqueles dias de trevas, sem rádio, televisão ou internet, essa exortação teve um profundo significado. Era necessário que toda a terra tomasse conhecimento da verdade - que Cristo viera ao mundo para salvar toda humanidade - e isso só poda ser feito na base do corpo a corpo indo realmente onde estavam as pessoas.
Porém, hoje em dia, mais de dois mil anos depois, ainda podemos ver pessoas fazendo o mesmo trabalho que os apóstolos e discípulos fizeram. Aí vem uma pergunta: isso ainda é necessário? A boa- nova ainda não foi espalhada e ganhou todos os rincões da terra?
Provavelmente, toda humanidade tem conhecimento da passagem de Cristo pelo mundo e dos ensinamentos que ele deixou mesmo que siga outros caminhos ou até que o veja como um simples profeta. 
O que vemos hoje, na verdade, não é mais a propagação dos ensinamentos do Mestre e, sim, uma luta para atrair pessoas para esse ou aquele seguimento. Uma luta para se provar de que lado está a verdade, que deixa clara nada mais que a vaidade de cada um.
Por esse motivo, pessoas, muitas sem nenhum preparo, saem às ruas para conquistar seguidores para as suas igrejas partindo do pressuposto de que somente elas conhecem a Cristo e somente elas tiveram acesso ao conhecimento da verdade ignorando que "a casa do Pai tem muitas moradas" como ele mesmo disse.
Isso me faz pensar que o pedido de Jesus acabou sendo desvirtuado. Não creio que essa luta para saber qual o "Cristo" é mais autêntico seja a saída para um mundo mais espiritualizado. Toda vez que sou interpelado por um desses "caçadores de fiéis" fico muito indignado. Principalmente, quando me informam que o "meu Cristo" não é tão autêntico quando o deles.

Bom domingo.

domingo, 23 de agosto de 2015

Poder contra o demônio.

Nunca se falou tanto em demônio como agora. De certa forma, a igreja católica e as igrejas evangélicas são as grandes responsáveis por toda essa publicidade em torno da personificação do mal a qual se dão diferentes nomes, dependendo da região. Há quem o chame de capeta, coisa ruim. chifrudo, cramulhão, demo. anjo caído e uma infinidade de  outros nomes.
Também há quem evite tocar em seu nome acreditando que só isso já é o bastante para atrai-lo juntamente com suas "artes". Essas pessoas usam todo tipo de subterfúgio para manter o "coisa ruim" bem longe delas, de sua família e de seus negócios.
.Da minha parte, acho tudo isso um grande exagero, fruto da dualidade bem e mal. De um lado Deus, a personificação do bem, e do outro ele, o diabo, que faz de tudo para que nós, pobres mortais, nos afastemos do bem e nos chafurdemos pelos caminhos do mal.
Até pode ser que isso seja verdade.  Mas não se pode esquecer que o bem e mal habitam dentro de nós. Somos nós que damos morada para um ou para o outro, depende do nosso estado de espírito, da forma como encaramos a vida.
Se vemos tudo pelo lado positivo, acreditando que mesmo os momentos difíceis que atravessamos trazem muito de positivo para o nosso desenvolvimento espiritual, não vemos o diabo em tudo. Pelo contrário,  a queda se torna motivo de alerta.
Agora, se vemos tudo pelo lado negativo, o mal estará sempre por perto e qualquer tropeço se transforma num "trabalho" que fizeram para nos derrubar. E aí, partimos para a crença errônea de que todos querem nosso mal.
É claro que ninguém é santo. Todos temos as nossas fraquezas. Por isso, quando for acometido desse tipo de pensamento, lembre-se que é filho(a) de Deus e que nenhum mal pode te atingir. Essa crença te fará forte o bastante para enfrentar o que for que se apresentar.
Além do mais, nunca devemos esquecer que o mal se combate com o bem. Portanto, desejar o bem para todos os nossos familiares, amigos, colegas, para toda a nossa cidade, para o nosso país e para o planeta  é uma boa maneira de apaziguar o nosso mundo tornando-o um lugar onde não haja espaço para o mal.
Nossa maior força contra o demônio é moral. Se somos capazes de fazer coisas baixas, não adianta reza, patuá, o que for. O demônio não respeita aqueles que agem como ele.

Bom domingo.

domingo, 16 de agosto de 2015

Eduardo Campos, morte e santidade.

Resultado de imagem para eduardo camposDefinitivamente, não sabemos lidar com a morte. A ideia de céu e inferno pregada pela maioria das religiões faz com que tudo fique mais confuso ainda em nossas cabeças. Por razões claramente sentimentais, acreditamos que a morte transforma todo ser vivente numa espécie de santo que do céu (o lugar para onde todos vão, infalivelmente) olha por nós e nos deseja todo o bem e, em muitos caos, zela por nós;.
E esse tipo de crença não faz distinção entre bons e maus. Para alcançar a tal santidade basta morrer. Nesta visão, o temido inferno, para onde iriam aqueles que não andaram pelo bom caminho, é completamente abolido. A morte apaga todos os defeitos, todas as maldades praticadas, apaga tudo. O que passa a valer são as boas ações praticadas mesmo que elas não tenham sido tão boas assim.
Sei que você deve estar pensando que esse não é um bom assunto para se tocar num domingo de sol. Eu também penso assim. O que me faz tocar nesse assunto é o fato do aniversário de morte do político Eduardo Campos  estar levando as pessoas ( políticos, principalmente) a acreditarem que, se vivo estivesse, ele seria o grande mediador dessa crise que o Brasil está enfrentando.
Sinto muito, mas isso não passa de crendice popular. Se vivo estivesse, com certeza, ele estaria agindo como todos da oposição, ou seja, louco para ver o circo pegar fogo. Nada demais nisso. Ele era político e como político almejava a presidência da república. Teria que ser verdadeiramente um "santo" para abrir mão disso, não é?
A morte não nos transforma em santos nem não apaga as nossas aspirações terrenas assim de uma hora para outra. Nós chegamos à espiritualidade da mesma maneira que saímos daqui. Se Eduardo Campos saiu daqui aspirante a presidente da república, isso ainda deve estar muito vivo em sua memória e dessa maneira ele ainda deve estar se sentindo.É preciso querer de se enganar para pensar de outra forma.
Sendo assim, contemos apenas com os que estão aqui e agora para resolver essa crise. Quantos aos mortos, ou ao morto, só nós resta torcer para que, ao sair da terra, deixem aqui o que é daqui e estejam abertos às novas experiências que apresentam.
Bom domingo.

domingo, 9 de agosto de 2015

Pai e memória.

Desde que meu pai partiu, faz alguns anos, que eu passo esse dia meio que fazendo de que conta que ele não existe. Essa foi a  forma que encontrei de me proteger, pois para todo lado que viro tem alguma coisa chamando atenção para a data. 
Nada contra a comemoração, é preciso que se diga. Acho que os pais, sejam eles de sangue ou adotivos, merecem ter muito mais que um dia especial, merecem um lugar especial no coração de seus filhos. E isso acho que o meu tem: um lugar especial no meu coração. 
Não sei se ele foi um bom pai. Difícil julgar isso. Pai é pai e pronto. Acho que não tenho que ficar medindo ou julgando. Até porque não sei se fui um bom filho, o filho que ele realmente gostaria de ter tido. 
O que sei é que tínhamos um bom convívio, boas conversas, um entendimento razoável. Não se pode esquecer a diferença de gerações e visão de mundo comum entre pais e filhos, não é? Ele foi embora muito cedo e muita coisa ficou por ser dita e a cada ano que passa sinto isso mais forte.
A sorte é que não acredito na morte como a maioria das pessoas. Sendo assim, de vez em quando dá para entabular umas conversas e ter sinais como resposta. Pena que eu ainda não consiga romper determinadas convenções desse nosso mundo de matéria, o que dificulta muito a comunicação.
Vejo na internet filhos fazendo homenagens, postando fotos. Não tenho nenhuma foto do meu pai, nunca fomos fotografados juntos. O que tenho dele é memória. Aí pensei: como fazer uma homenagem?  Resolvi escrever esse post.
Não há muito o que falar do meu pai. Era um ser humano como qualquer outro, cheio de defeitos, algumas virtudes, com certeza, e só. Por outro, eu não gostaria de escrever frases lindas sobre ele. Com toda certeza, soariam falsas e pareceriam cópia de algum almanaque de boas maneiras. E eu ainda não sou tão bem comportado assim.

Feliz dia dos pais.

domingo, 2 de agosto de 2015

O amor mais fácil.

Resultado de imagem para imagens de amor fácilDesde sempre nós humanos estamos buscando comodidade. Por esse motivo muitas coisas foram inventadas: o carro, o telefone, o avião, a máquina de lavrar roupa, o computador são alguns exemplos. Todos têm por objetivos eliminar distâncias, esforço físico ou mental, poupar tempo e vai por aí.
Isso fez com que, para muitos, felicidade na vida seja possuir ou ter acesso a esses  inventos e usá-los no dia a dia. Há quem nem consiga imaginar como era a vida sem eles, tão importante se tornaram em suas vidas.
Até aí nada de mais, não é? Para que lavar a roupa no método tradicional se é muito mais fácil colocá-la na máquina e apertar um simples botão? Para que escrever cartas e esperar dias pela resposta, se podemos falar com a pessoa na hora? Ou por que viajar dias em um ônibus ou navio, se um avião economiza tempo e encurta distâncias?
Ninguém, tendo condições de comprar a máquina, viajar de avião, falar ao telefone com certeza não abriria mão desses confortos. Não há dúvida nenhuma nisso. O problema é essa coisa de estar sempre procurando viver pelo lado mais fácil e confortável. Isso nos tem levado também a estender essas facilidades ao terreno dos sentimentos. Passamos a querer vivenciar  somente os sentimentos mais fáceis.
Dessa forma, só amamos aqueles cujo amor seja mais fácil de conquistar. Se encontramos algum obstáculo, alguma resistência logo abandonamos aquele possível amor e partimos em busca do que não nos dê tanto trabalho, aquele amor que se troca juras no primeiro encontro, que não tem arestas para acertar, dúvidas ou diferenças.
Com isso, abrirmos mão de viver sentimentos fortes e verdadeiros, abrimos mão de nos conhecer melhor e conhecer aquelas pessoas a quem dizemos amar tanto.

Bom domingo.