Pesquisar este blog

domingo, 23 de abril de 2017

Não desista de você.

Resultado de imagem para imagem de nunca desista de vocêNão há dúvida que às vezes a vida nos leva para algumas encruzilhadas das quais temos alguma ou mesmo muita dificuldade de sair. Quem nunca passou por esses momentos na vida? Não seria exagerado dizer que todo mundo, não é? 
Numa hora ou outra o infortúnio bate à nossa porta e, seja na forma que for, nos pega desprevenidos. Nesses momentos, por mais fé que acreditemos ter, ficamos balançados e, não raro, nos sentimos as últimas pessoas do mundo. Deus nos abandonou à nossa própria sorte.  É isso que dizemos para nós e para quem esteja perto de nós, embora saibamos que isso não é verdade. Apenas estamos passando por mais uma lição e que isso faz parte do nosso aprendizado, razão da nossa vinda a este mundo.
Apesar de sabermos disso, sempre que nos vemos diante dos problemas, ao invés nos sentir fortes e preparados para enfrentar o período de tempestade, nos sentimos fracos e desamparados. Mesmo sabendo que agindo assim não estamos nos ajudando em nada. Pelo contrário. Ao dar vazão aos pensamentos negativos e à ideia de que somos meros coitadinhos estamos aumentando ainda mais o peso que se encontra em nossas costas. Chegamos a entregar os pontos e desistimos de lutar.
Ninguém dúvida de que isso é o fim, ou seja, cometemos o pior dos pecados: desistindo de lutar estamos desistindo de nós mesmos. E ninguém pode fazer isso, em hipótese  nenhuma. Jamais podemos desistir de nós mesmos. 
Devemos sempre estar combatendo ao nosso lado, ainda que as probabilidades de vitória sejam mínimas ou inexistentes. Todo mundo pode desistir de nós, nossos pais, nossos parentes, nossos cônjuges, nossos amigos, todos. Menos nós. 
Nós somos aquele guerreiro que nunca pode abandonar o campo de batalha, aquele que luta até o fim seja para ganhar ou perder. Nunca esquecendo que na vida não existem derrotas. Ganhando ou perdendo somos sempre vencedores. As derrotas ensinam muito mais que as vitórias e quem ganha com isso somos nós. Por  isso, independente do momento que estamos vivendo, nunca demos  desistir de nós, Nunca devemos desistir de ser os guerreiros que somos.

Bom domingo.

sábado, 22 de abril de 2017

Medo de mostrar a cara.

Resultado de imagem para imagem de medo de mostrar a cara no facebookNão é novidade nenhuma falar do fenômeno das "selfies", embora essa mania ou modismo esteja longe de passar. Parece que, definitivamente, as pessoas decidiram que todo instante vivido merece ser devidamente registrado e guardado para a posteridade. Estamos, sem sombra de dúvida, empenhados em deixar bastante material para os estudiosos do futuro. Se os homens primitivos esculpiam gravuras nas pedras, nós fazemos "selfies". Difícil acreditar que tantos rostos de pessoas sorrindo para fingir contentamento e felicidade interessem ou tragam algum tipo de informação que sirva para um estudioso do futuro compreender o nosso estilo de vida.  
Brincadeira à parte, o que quero falar vai na contramão de tudo isso. Existe um outro fenômeno que talvez também não vá interessar a estudiosos do futuro, mas que gera, no mínimo, uma suspeita no presente. É o hábito que muitos usuários de internet têm de não usarem as suas próprias imagens e nomes nas mídias sociais das quais participam. Muitos trocam as suas fotos por animais, escudos de times, personagens de desenho animado, artistas de cinema e da música falecidos e vai por aí. 
Por que agem assim? Seria medo de mostrar as suas caras? Se a resposta é positiva, qual seria a motivação? Timidez? Complexo? Caso seja por timidez ou complexo, não é difícil entender. Afinal, nem todo mundo é tão desinibido assim, não é? Embora esconder-se atrás de uma figura real ou imaginaria, acredito, não seja a melhor maneira de enfrentar o problema.
Porém, existe ainda a possibilidade de que a pessoa use esse tipo de artifício para poder ficar mais à vontade para cometer crimes e não ser facilmente identificada. É claro que cada caso é um caso. Não podemos generalizar. 
No entanto, numa época em que as pessoas fazem tanta questão de mostrarem as suas caras o tempo inteiro, valer-se desse tipo de expediente é no mínimo suspeito e deve ser visto com alguma cautela. Quando recebo um convite de amizade de alguém que não mostra a sua cara, simplesmente não aceito, por mais "engraçadinho" ou moderno que possa parecer.
Se alguém entra numa rede social tem que ser para mostrar a cara. As redes sociais, em minha opinião, já não inspiram muita confiança e sempre devem ser usadas com cuidado e atenção e isso pode começar pela foto de apresentação e pelo nome do usuário. A foto e nome precisam ser da própria pessoa e não falsos. Convém aos complexados e tímidos enfrentarem seus medos e não se esconderem. Esse é o melhor caminho.

Bom final de semana.

domingo, 16 de abril de 2017

Fazer ou não diferença na vida das pessoas?

Resultado de imagem para imagem de fazer ou não diferença na vida das pessoasO papel que cada um de nós desempenha no mundo, no exato lugar em que vivemos, depende de cada um. Podemos simplesmente passar a vida sem nos importarmos muito com aquilo que acontece perto de nós e nem  com as pessoas com as quais convivemos. É assim que a maioria das pessoas prefere viver, ou seja, sem se meter na vida dos outros. Acreditam que dessa forma estão livres de problemas. 
Nada mais justo. Afinal de contas, evitar problemas é tudo o que mais queremos na vida, não é? Para quê se meter com aquilo que não lhe diz respeito?, perguntam-se. No entanto, por mais que se queira, não dá para fingir-se de morto o tempo todo diante de tudo o que acontece no mundo inteiro e à nossa volta. Até porque, chega uma hora em que os problemas que antes pensávamos que eram apenas dos outros, que não nos diziam respeito, batem á nossa porta e aí não podemos mais ficar alheios, somos obrigados a sair de nosso casulo e tomar uma posição ainda que seja apenas defensiva..
Nessa hora, descobrimos o quanto é importante interessar-se pelo que acontece longe e perto de nós. Isso serve, não só para nos prevenirmos, mas também para que aprendamos com as experiências dos outros. Além, é claro, nos faz descruzar os braços e conscientizar-nos de que sempre podemos fazer alguma coisa para ajudar aqueles que estão numa situação inferior à nossa. Ajuda que para nós,, muitas vezes, não custa muito esforço, mas que faz uma grande diferença na vida das pessoas. 
A decisão de fazer ou não diferença na vida de pessoas que não conhecemos e com as quais dificilmente teríamos contato de outra forma ou por outra razão que não seja pelo amor ao próximo, sempre será de cada um dia nós. Ninguém por ter um pouco mais de dinheiro, por ser um pouco mais inteligente ou por estar numa posição privilegiada é obrigado a ajudar os que nada têm e os que têm menos. Trata-se apenas de uma questão de bom senso. 
Independente de situação financeira ou qualquer coisa que seja, todos sempre têm algo que pode compartilhar: tempo, disposição, um carinho, um sorriso, um ouvido atento ao que outro está falando e até mesmo o nosso silêncio. Sim, muitas vezes aqueles que estão do nosso lado precisam do nosso silêncio e do nosso respeito.

Boa páscoa!

sábado, 15 de abril de 2017

A difícil tarefa de manter-se positivo.

Resultado de imagem para imagem de a dificuldade de pensar positivoJá faz tempo que dizem por aí que o homem (ser humano) é aquilo que pensa. Ou seja, se pensarmos de maneira positiva atrairemos para nossa vida os acontecimentos e situações agradáveis que tanto desejamos e isso nos fará felizes e realizados. O contrário disso, os pensamentos negativos e derrotistas, nos levará a uma vida repleta de acontecimentos desagradáveis que nos farão, sem dúvida, infelizes.
A fórmula parece simples: você pensa positivamente e atrai todas aquelas coisas boas que sempre desejou: a pessoa amada, a família perfeita, o emprego almejado, aquela promoção tão esperada, a casa dos sonhos, o carro, as viagens, a saúde física e espiritual, enfim, tudo de bom que uma pessoa pode querer e desejar.
Porém, o mundo à nossa volta não dá trégua: são as guerras que não acabam mais e que geram muito sofrimento, são os políticos que parecem dispostos apenas a roubar e enganar o povo com falsas promessas, são as doenças que grassam em todo canto, a violência que não cessa e os preconceitos de toda sorte. 
E aí vem aquela velha pergunta: como manter os pensamentos positivos diante de tudo isso?  Ninguém é capaz de dizer que não se sente afetado por tudo isso. Precisaria ser, por assim dizer, bastante alienado para não se sentir incomodado. No entanto, apesar de tudo isso, temos que manter sempre uma perspectiva positiva, olhar a situação negativa, o momento difícil e acreditar que tudo vai melhorar, ainda que as probabilidades não sejam boas. 
Se somos aquilo que pensamos, devemos pensar sempre o melhor. Sem nunca esquecer da "lei da atração". Atraímos aquilo que pensamos e desejamos ardentemente. Vem daí a ideia de que somos aquilo que penamos. Na verdade, nós atraímos para nossas vidas aquilo que pensamos. Se em nosso quadro mental nos projetamos como pessoas vencedoras, que conseguem tudo aquilo que desejam, que vivem em harmonia com todos aqueles que lhe rodeiam, que desejam o bem para si para o mundo como um todo, é bem possível que isso vai se refletir em nossas vidas através de realizações positivas e viveremos uma vida tranquila.. Embora não devamos esquecer que problemas sempre existirão, eles apenas perdem a dimensão aterrorizante se virmos em tudo oportunidade de crescimento e aprendizado.
Infelizmente, muitos de nós preferem cultivar pensamentos negativos e toda vez que são atingidos por algum problema ou situação difícil desesperam-se e entregam-se aos pensamentos negativos vendo-se como derrotados e que nunca conseguem o que quer. 
Mesmo com todas dificuldades da vida, é preciso manter-se confiante e positivo. Parece difícil, mas é apenas questão de treino. Que tal começar agora?

Bom final de semana.

domingo, 9 de abril de 2017

Julgando os erros dos outros.

Resultado de imagem para imagem de juizes sem togaNem todo mundo enverga a toga de juiz, mas todo mundo adora julgar. Basta alguém sair um pouquinho da linha para que nos lancemos em campo com o nosso dedo em riste prontos para apontar o erro cometido. Como não podia deixar de ser, somos julgadores implacáveis e condenamos todos a pena máxima. Nada de ter misericórdia ou ser benevolente com quem quer que seja. Apenas aliviamos a barra daqueles aos quais temos alguma ligação, seja por parentesco ou por afeição. Fora isso, é a danação eterna. 
O problema de tanta rigidez é que num belo momento poderemos ser aquele que está sentado no banco dos réus e aí... Bem, aí é que sentiremos o quanto um julgamento apressado pode ser injusto. Nesse momento descobriremos que somos muito cruéis ao julgar as falhas dos outros, mas aí já será tarde. Se fomos tão duros no julgamento de outras pessoas porque não damos a elas o direito de usarem da mesma dureza com a gente. Afinal de contas, como bem costumam dizer as constituições de todos os países civilizados e segundo a visão das religiões, somos todos iguais perante a lei e aos olhos de Deus.
Com a voz embargada, pedimos clemência. Que sejam justos com a gente, que tenham conosco a boa vontade que não tivemos ou temos com os nossos semelhantes. Porém, já é tarde e a sentença vai ser anunciada a qualquer hora. Nos resta abaixar a cabeça e aceitar que o jogo funciona exatamente assim. Não há nada de errado.As regras são claras e sua aplicação é nossa velha conhecida de todos.
Até quando vamos agir como juízes sem toga? Por que temos que ficar o tempo todo julgando cada deslize do outro como se fôssemos ficais do mundo? Chegou a hora de usar de boa vontade para com aqueles que erram, que julguemos (se mesmo assim achamos que devemos fazê-lo) com o coração brando daquele que está sobre a terra e que também pode a qualquer momento cometer esse ou aquele erro.
Todo erro deve ser julgado segundo a sua gravidade. Toda pessoa que erra tem que responder pelo erro que cometeu. Ninguém nunca vai poder mudar isso. No entanto, todos têm direito à ampla defesa e a um julgamento justo. E esse julgamento deve ser feito por alguém dotado de poderes para fazê-lo. Só assim a justiça pode ser feita. Do contrário, ao condenarmos sem estarmos preparados para fazê-lo, nos tornamos apenas justiceiros e todos sabemos do que são capazes os justiceiros. 

Bom domingo.

sábado, 8 de abril de 2017

Não somos meros espectadores.

Resultado de imagem para imagens para meros espectadoresPor mais que se queira, é difícil manter uma visão distanciada da vida, principalmente se levarmos em conta as coisas que acontecem à nossa volta. Basta conectar-se à internet para que tomemos conhecimento de todas as tragédias que acontecem ao nosso lado ou em lugares que achamos difícil chegar até mesmo usando a nossa imaginação. 
A televisão, o rádio e os jornais também não dão trégua. O grande destaque é sempre as notícias mais escabrosas: bombardeios, armas químicas, guerras por todo lado, pessoas sendo expulsas de suas terras e impedidas de entrar em outras, fome, miséria, muita miséria, abandono, desgovernos, maldades que não acabam mais.
Para as notícias boas (por mais que não se queira acreditar ou mesmo alardear, acontecem coisas boas) o espaço é sempre muito reduzido. Isso quando se dão ao trabalho de publicar as notícias consideradas "boas". Os operadores das mídias acreditam que esse tipo de notícia não dá lucro, não vende jornal nem dá audiências, no caso da internet, cliques e comentários.
Segundo essa visão, o povo gosta de saber das tragédias e pouca importância dão às atitudes humanitárias, aos atos de solidariedade e aos gestos de amor, carinho e compreensão. E nem podemos dizer que eles não têm razão. Afinal de contas, nós consumimos esse tipo de notícias e parecemos não nos importar com isso. Agimos como se fôssemos apenas espectadores de um espetáculo teatral e que ao final voltaremos para casa sem um único arranhão. 
Infelizmente, isso não é verdade. Nós fazemos parte desse espetáculo, estamos dentro cena e quando menos esperamos nos tornamos os atores principais e, muitas vezes, sem direito ao final feliz muito comum na ficção. Os dramas e as tragédias que acontecem longe de nós passam a acontecer do nosso lado. Não há mais como ficar indiferente ou simplesmente desligar a televisão, o rádio, fechar o jornal ou desconectar-se. Fomos atingidos. 
É isso que acontece quando uma bala perdida atravessa o caminho de alguém que amamos, um caminhão bomba explode um lugar que frequentamos, uma guerra explode em nosso país. Será que mesmo assim continuaremos nos comportando como meros espectadores cujo único trabalho é aplaudir o espetáculo no final? Se mantivermos esse tipo de pensamento e atitude, vamos continuar assistindo isso indiferentes até que nos falte as mãos para aplaudir no final.

Bom final de semana.

domingo, 2 de abril de 2017

Laços perdidos.

Resultado de imagem para imagens para laços perdidosAs constantes mudanças que geralmente ocorrem em nossas vidas nos levam, muitas vezes, a trocar de rua, bairro, cidade, de estado  e até mesmo de país. É raro vivermos sempre no mesmo lugar ou nos relacionarmos com as mesmas pessoas durante toda a nossa vida. Dessa forma, estamos sempre aproximando e ao mesmo nos afastando de pessoas. Algumas não vemos nunca mais. Elas simplesmente desaparecem de nossas vidas como se nunca as tivéssemos conhecido. Ficam apenas as lembranças e a sensação de que as conhecemos numa outra vida ou que tudo não passa de um sonho ou uma ilusão criada por nós. 
Outras, encontramos de vez em quando e logo as perdemos de vista novamente. Depois disso, ficamos dependendo do acaso para nos reunirmos outra vez. É claro que aí estão incluídas aquelas pessoas que não fazemos muita questão de reencontrar. Nesse caso, acreditamos que o "destino" fez um bom trabalho levando-as para bem longe. 
Mas há os casos de pessoas que a separação nos causou muita dor e sofrimento. São os amores que vão para longe, os amigos que partem nos deixando com lágrimas nos olhos, a morte que  arrasta inexoravelmente aqueles que tanto amamos. Enfim, laços que se perdem seja por vontade ou por força dos acontecimentos que independem de nossa ação e que muitas vezes não mais poderão se  refeitos.
A distância e a separação são dois grandes corrosivos. Destroem os laços que foram criados naturalmente por força do convívio. Laços que uma vez quebrados dificilmente voltam a ser do jeito que eram antes, tornado muito difícil ou até impossível a retomada de um grande amor, de uma amizade afetuosa ou mesmo de um parentesco próximo ou distante. 
Refazer laços perdidos exige muita boa vontade das duas partes, independente do motivo da separação. As duas partes mudam, passam a ver a vida de maneiras diferentes pelas experiências vividas ou não vividas durante o tempo de afastamento e isso pode dificultar a retomada dos laços afetivos. 
No entanto, é sempre possível vencer todas essas barreiras e voltar ao convívio nos moldes de antes. Principalmente quando as pessoas envolvidas estão com seus corações abertos e dispostas a aceitar que não somente a outra pessoa mudou, mas que você também mudou com o passar do tempo em que estiveram separados. 

Bom domingo.

sábado, 1 de abril de 2017

Tercerizando a vida.

Resultado de imagem para imagem de terceirizando nossas tarefasQuem não gostaria de encontrar uma pessoa que fizesse tudo em seu lugar, desde as tarefas corriqueiras até aquelas mais chatas que você não suporta fazer? Qualquer um, não é mesmo? Até porque a vida está repleta de coisas que a gente só faz porque é obrigado e quando encontramos alguém disposto a nos dar aquela "mãozinha" ou mesmo assumir o nosso lugar levantamos as mãos para o céu ou nos prostramos por terra em agradecimento. Afinal de contas, não é todo dia que se encontra uma alma boa dando sopa por aí. Principalmente uma alma boa que nos livra de ter que enfrentar as coisas chatas da vida.
Parece tudo muito bom. Passamos adiante a tarefa chata ou difícil que a vida ou alguém nos confiou e podemos aproveitar nosso tempo sem grande tribulações. Assim, como é muito comum, pensamos que somos mais espertos que os outros e que estamos levando vantagem.  No entanto, como tudo na vida, esse tipo de atitude também tem os seus efeitos colaterais. Porque, seja  de qual natureza for, qualquer tarefa que nos é confiada deve ser realizada por nós mesmos. Não podemos simplesmente "terceirizar" as nossas obrigações e problemas esperando que eles sejam realizados por outra pessoa. Aquilo que você tem que fazer ou passar, seja bom ou ruim, é seu, faz parte do seu crescimento espiritual e pessoal e é intransferível. Só você pode fazer. E nisso estão incluídas todas as coisas da vida por simples ou mais complexas que sejam. 
Por isso, quando alguém - pai, mãe, irmãos, tios, avós, maridos, esposas, amigos, colegas ou quem quer seja - se ofereçcer para fazer qualquer coisa no seu lugar, não aceite. Essa generosidade pode causar-lhe sérios atrasos em sua vida. Por melhor e mais bem intencionada que uma pessoa seja, ao tentar assumir o seu lugar em qualquer situação ela está impedindo que você viva aquela experiência que, uma vez vivida, poderia significar um grande avanço em sua caminhada.
É claro que isso não significa que somos proibidos de receber ajuda das pessoas que vivem à nossa volta. Pelo contrário. Toda ajuda é bem-vinda. Não só devemos aceitar ajuda dos outros como devemos pedir ajuda sempre que sentirmos que não vamos conseguir cumprir determinada tarefa sozinhos. Apenas não devemos deixar que o outro faça em nosso lugar. Pedir e receber ajuda são também uma questão de humildade, deixar que o outro faça as suas tarefas no seu lugar é sinal claro de preguiça e malandragem. Pense nisso.

Bom final de semana.

domingo, 26 de março de 2017

A mosquinha do egoísmo.

Resultado de imagem para imagem para a mosquinha do egoísmoComo você é quando o assunto é o outro? Você é daquele tipo de pessoa que quer tudo de bom para si e quando o assunto é uma outra pessoa acha que "qualquer cosia" está bom? É bem provável que você não seja assim. Aliás, acho que no fundo todos nos esforçamos bastante para sermos pessoas de bem e só ter bons pensamentos e boas atitudes. No entanto, ninguém está livre de uma hora ou outra ser picado pela mosquinha do egoísmo. E nesses momentos acontecem alguns deslizes. Vemos o outro como alguém menor que nós e com necessidades inferiores às nossas.
Um exemplo comum disso são as relações de patrão e empregado. É comum os patrões acreditarem que seus empregados não precisam ter bons vencimentos no final do mês porque eles não têm as obrigações que eles julgam ter e podem, por exemplo, comer uma comida inferior, morar num lugar distante e inadequado. Outro exemplo disso é a relação do governo com o povo, sobretudo com as populações mais pobres. Parece que eles veem essa parte da população como pessoas sem muito valor e que podem ficar expostas às intemperes da vida.
Sabemos que essa é uma visão torpe. Todos nascemos com os mesmos direitos e deveres, não é mesmo? Trazendo isso para nossa vida espiritual, parece que não agimos de forma diferente. Tem muita gente que pede a Deus ou aos santos o melhor para si, mas não deixa de pedir má sorte para aquela pessoa que anda importunando a sua vida. Justificam que fazem isso para se defenderem. Afinal de contas elas estão sendo atacadas e não podem ficar de braços cruzados. 
Será que isso procede? Jesus ensinou que quando baterem em um lado de nossa face, devemos dar o outra para baterem também. Esse ensinamento parece assustar muito as pessoas. Quem ouve isso logo diz: "Mas se eu agir assim vão me chamar de bobo e fraco".  Estamos mais preocupados com o que vão pensar de nós do que dar um passo adiante em nosso crescimento.
Não revidar uma agressão ou insulto é, pelo contrário, sinal de força e firmeza espiritual. Ninguém precisa "dar a outra face" literalmente falando e sim perdoar o agressor e seguir a sua vida e sempre que possível desejar o melhor para todos com os quais convive, amigos ou inimigos, seja em casa, na rua, no trabalho, no lazer e em todo lugar..

Bom  domingo.


sábado, 25 de março de 2017

Faça você mesmo.

Resultado de imagem para imagens de faça voce mesmoA cada dia a vida está mais e mais automatizada. Muitas coisas que dependíamos de ajuda ou mesmo do serviços de outras pessoas para fazer já fazemos sozinhos. Exemplos dessa automatização da vida não faltam. Houve dia, não faz muito tempo, que para fazer uma ligação telefônica você precisava da ajuda de uma telefonista e hoje muitos nem lembram que um dia essa profissão foi tão importante. Outro exemplo é a nossa relação com os bancos: a figura do bancário está cada dia sendo substituída pelo autoatendimento.
Se por um lado estamos cada vez mais independentes, e isso é muito bom, apesar do fato de vermos as máquinas ocuparem o lugar dos trabalhadores causando o aumento do desemprego, por outro tem está surgindo uma visão de que as pessoas nada devem fazer. Tem sempre alguém (no caso, as empresas) se oferecendo para fazer as tarefas no seu lugar. 
A impressão que se tem é que o ser humano veio ao mundo para descansar e, qualquer tarefa, por mais banal que seja, é vista como um trabalho hercúleo e deve ser feita por outra pessoa para que você fique livre daquele "transtorno". O estranho de tudo isso é que se oferecem para fazer tudo por você, desde que você continue trabalhando ou tenha o dinheiro para pagar pelo serviço. Vale  lembrar que, apesar de todo esse oferecimento e essa boa vontade em te proporcionar descanso, ninguém faz nada de graça. Pelo contrário. Essas "facilidades" não costumam sair baratas. Ou seja, você vai ter que continuar trabalhando. Até porque facilidade também tem limite, não é?
Por isso, se levarmos em conta a automatização da vida nos nossos dias, isso parece um contrassenso. Se estamos caminhando para cada dia ficarmos mais e mais independentes eletronicamente falando, temos que estender essa independência a outros seguimentos de nossas vidas, não é mesmo? 
Isso acaba refletindo em nossa vida espiritual. Embora vivamos em comunidade, devemos trilhar o nosso caminho com nossos próprios pés. Não podemos delegar a outra pessoa o nosso desenvolvimento e crescimento espiritual. Ele é de nossa responsabilidade. Não há como terceirizar essa tarefa. Não adianta pagar para alguém orar por nós ou mesmo jogar a nossa responsabilidade pelo que nos acontece nas mãos dos santos, guias religiosos ou mesmo de Deus.
Portanto, deixe de lado a preguiça e cuide você mesmo de sua vida espiritual. Basta seguir a sua intuição. Ela é o seu guia.

Bom final de semana.

domingo, 19 de março de 2017

O que falam de você não é o que você é.

Resultado de imagem para imagem para o que falam de você não é o que você éNinguém está livre de ser vítima de fofoca, intrigas e disse me disse. Quem vive em sociedade tem que estar preparado para esse tipo de coisa. De uma hora para outra você se vê no meio de uma confusão e, geralmente, é muito difícil livra-se dela. Muitos acabam ficando, como se diz no popular, falados ou com o nome sujo na praça.
Principalmente levando-se em conta o popular "onde há fumaça há fogo", ou seja, a chance de todo mundo acreditar que aquela fofoca é verdadeira, é muito grande. Infelizmente, as pessoas preferem acreditar no pior. Se alguém diz que você é uma boa pessoa e que é capaz de gestos de compaixão e altruísmo quase ninguém leva a sério, mas se falam o contrário o assunto logo se espalha independente de ser verdade ou mentira. 
Depois da fofoca espalhada não adianta querer brigar. O jeito é ficar quieto no seu canto e esperar que o assunto morra por si mesmo. Além disso, é preciso sempre manter em mente que você é o que você é e não o que dizem que você é. É preciso estar sempre atento a isso. O que falam de nós é uma visão que as pessoas têm de nós e não o que realmente somos.
Não acredite que pelo fato de alguém falar mal de você, você é mesmo mau. É claro que sempre existe a chance de estarmos passando uma ideia falsa ao nosso próprio respeito e isso é muito comum. No entanto, é também comum que as pessoas projetem em nós as seus medos, frustrações e, acima de qualquer coisa, os seus preconceitos.
O preconceito é grande responsável por ideias erradas que fazemos das pessoas. É quando julgamos as pessoas não pelo que elas são, mas pela sua aparência. Isso é o mesmo que julgar um produto pela sua embalagem esquecendo que o que vale mesmo é o conteúdo.
Portanto, partindo daí, não devemos dar muita atenção ao que falam de nós por aí. Sobretudo, quando nos conhecemos o bastante para saber que aquilo não é verdade  É muito importante ficar atento ao tipo de imagem que as pessoas fazem de nós, mas também é igualmente importante conhecermos a nós mesmos o bastante para não nos deixar levar. Afinal de contas, ninguém nos conhece melhor que nós mesmos.

Bom domingo..

sábado, 18 de março de 2017

Não culpe os outros pelos seus problemas.

Resultado de imagem para imagem para não culpe os outros pelos seus problemasÉ bem provável que não existam pessoas no mundo que não tenham problemas. Principalmente partindo do fato de que o ser humano é bastante eficiente neste quesito. Mesmo quando não há problema algum, nós os criamos. Há quem diga que não conseguimos viver se não estamos reclamando de alguma coisa. Trocando em miúdos, somos insatisfeitos por natureza.
Ao mesmo tempo, a nossa especialidade em buscar os culpados por nossos problemas mão é pequena. Adoramos listar as pessoas e coisas que nos fazem infelizes. Se tal pessoa te deixasse em paz, você não teria tal e tal problema, se você conseguisse tal soma de  dinheiro e tal coisa, todos os problemas estariam resolvidos. É isso que as pessoas vivem dizendo. 
No entanto, a tal pessoa sai da vida delas, elas conseguem aquela soma de dinheiro tão necessária para comprar todas aquelas coisas e a infelicidade continua a mesma. Em muitos casos até aumenta. ou dá lugar para outras necessidades e outros problemas. Ou seja, os problemas e as insatisfações continuam lá. Parece que fazem parte do nosso ser e que nunca vão nos deixar em paz. 
O que fazer diante dessa situação? A maioria entra em desespero e começa a ver culpados por toda parte. Todos se uniram para acabar com sua paz e sossego. Alguns chegam mesmo a dizer que o mundo está contra elas. Não é preciso dizer que esse tipo de pensamento e atitude não levam a lugar nenhum e só faz aumentar os problemas, não é? 
A saída é o autoconhecimento. Não adianta culpar as pessoas e o mundo pelos seus problemas. Eles existem porque você os criou e se você tem a sensação de que eles aumentam a cada dia é porque a cada dia você dá mais e mais importância a eles. Esqueça os problemas e eles vão perder a sua intensidade e logo desaparecerão.
Passe a ver o mundo através de uma ótica diferente. Pare de se sentir a vítima de tudo isso que está aí, porque na verdade você é a pessoa que faz essa roda girar. É você que regula a velocidade da roda e em qual direção ela vai girar. Quando nos conhecemos melhor descobrimos que podemos influenciar positiva ou negativamente no nosso destino e no destino do mundo em que vivemos. 
Perdoar aqueles que julgamos nos terem feito algum mal pode ser um caminho para apaziguar o nosso coração e com o coração em paz passamos a ver o outro e o mundo que nos cerca de um modo mais agradável. Experimente examinar as suas atitudes e verá que você também faz coisas que condena nos outros. Ao tentar mudar de comportamento descobrirá que o outro também estava esperando que você sinalizasse com a bandeira branca da paz  e que isso só dependia de você.

Bom final de semana.

domingo, 12 de março de 2017

O carma.

Resultado de imagem para imagem de carmaMuito se fala a respeito das ações do carma sobre as vidas das pessoas. Há quem acredite que se trata de pura bobagem importada de religiões que acreditam em reencarnação e vida após a morte e que não têm nada a ver com os cristãos que, em princípio, não acreditam em vida após a morte e que as pessoas têm direito à uma segunda chance para reparar os seus erros, mas há quem leve isso bem a sério.
E o que é o tão falado carma e como se adquire? O carma,  popularmente falando, são a encrencas que arrumamos com nós mesmos e com as pessoas com as convivemos (parentes, vizinhos, patrões, empregados, maridos, esposas, amigos etc) e não conseguimos resolver antes de deixar este mundo..  Essas"encrencas" mal resolvidas nos acompanham vida após vida e são a causa dos muitos problemas que enfrentamos no nosso dia a dia.
É por isso que nunca conseguimos entender por que não gostamos de algumas pessoas que aparentemente nunca nos fizeram mal ou gostamos de alguém de graça sem que ela, aparentemente, nunca nos tenha feito nada de bom. Nesse caso, trata-se de um carma bom, A pessoa de quem você gosta de graça te fez uma boa ação em outra vida. O que prova que não existe apenas carma ruim, mas também o carma bom.
O problema é que o carma bom não incomoda e acaba passando despercebido. O carma ruim, pelo contrário, nos incomoda muito. É esse incômodo que nos leva a fazer com ele aumente cada vez mais. Ao toparmos com nossos desafetos de outras vidas, geralmente agimos na defensiva ou em busca de vingança, o que só piora a situação.
Geralmente, entende-se como carma todas aquelas ações que nos acontecem de forma repetida e diante das quais temos sempre a mesma reação. Trocando em miúdos, seria aquele buraco que nós sabemos que está lá e do qual, por alguma razão inexplicada, não conseguimos nos desviar. Só depois que caímos que nos lembramos que sabíamos de antemão que ele estava bem à nossa frente.
Em outras palavras, carma é toda aquela dificuldade que nós temos que vencer para poder seguir adiante. O problema é que demoramos muito para entender isso e caímos sempre no mesmo "buraco" independente dos avisos. Para vencer nossos carmas, quase sempre, temos que vencer a nós mesmos através do auto perdão e do controle do ego. 

Bom domingo.

sábado, 11 de março de 2017

Ressurreição ou reencarnação?

Resultado de imagem para imagem para ressurreição ou reencarnaçãoHá uma grande discussão entre as religiões, sobretudo liderada pelas igrejas cristãs e os espiritualistas, no que diz respeito à ressurreição e reencarnação. De um lado, os cristãos acreditam que, a exemplo do que aconteceu com Jesus Cristo, as pessoas ressuscitam após a morte e vão passar o resto da eternidade gozando das benesses ou dos malefícios conseguidos durante a sua passagem pela terra.
Nesse tipo de pensamento, as pessoas nascem apenas uma vez e depois da morte têm três opções: o inferno, para os que têm mau comportamento e não têm mais salvação; o purgatório, para aqueles que não se comportaram tão mal assim, mas que ainda estão longe de ser um exemplo a seguir, e o céu, que é o lugar para onde vão aqueles que tiveram conduta e comportamento exemplar.
Pelo outro lado, os que acreditam na reencarnação acreditam que a pessoa nasce várias vezes até atingir a iluminação e não mais precisar encarnar nesste mundo. Os adeptos da reencarnação acreditam também que vivemos sobre a ação do carma, que nada mais é que o registro das nossas ações durante a vida. Aquilo que fazemos de bom e, principalmente, de ruim durante o tempo que passamos na terra.
Esses acontecimentos, os "carmas", ficam registrados em nossa "folha corrida" e toda vez que reencarnamos nos deparamos com eles até resolvê-los de vez. Isso pode levar uma vida ou muitas vidas. Tudo vai depender da nossa capacidade de superar os problemas e esquecer as mágoas e dores que nos causaram ou as mágoas e dores que nós causamos aos outros.
Nesse ponto, ressurreição e reencarnação concordam. As duas ensinam que a única forma que temos de resolver os nossos problemas é através do perdão. Não somente perdoar o outro, mas, acima de qualquer coisa, perdoar a nós mesmos. Só assim podermos nós livrar dos nossos pecados (para os crentes em ressurreição) e carma ( para o que acreditam em reencarnação.
Outro ponto de convergência das duas formas de pensamento é a questão da vida após a morte. As duas acreditam em vida após a morte. A diferença é que para os cristãos a vida após a morte é estática. Quase nada pode ser mudado após a morte, apenas os que vão para purgatório têm a oportunidade de subir ou descer de vez, e para os que professam a reencarnação, na vida após a morte as mudanças são, mais que tudo, necessárias.
Independente de acreditar em ressurreição ou reencarnação, segundo os seguidores dessa última corrente de pensamento, qualquer um pode sofrer as ações do carma durante a sua vida, queira ou não queira. Afinal, trata-se de uma das leis universais, aquelas a que, segundo os esotéricos (para falar de uma forma geral), estamos todos sujeitos. Ou seja, não há como escapar. Mas essa é uma outra discussão.

Bom final de semana.

domingo, 5 de março de 2017

Nosso maior inimigo

Resultado de imagem para imagem para nosso maior inimigo, nós mesmosA crença de que existe um (há quem acredite que tenha vários ou mesmo os veja em todo canto) inimigo sempre agindo pelas nossas costas é grande. Ninguém escapa de, em algum momento, culpar esse "inimigo" por todos os problemas que enfrenta na vida. Muitos sabem o nome e o endereço desse inimigo e se pudessem o destruiria sem dó nem piedade para só então poder viver suas vidas em paz e com tranquilidade. 
Esse é o sonho dourado de todos: viver num mundo repleto de paz e amizade por todos os lados. Se possível, sem precisar "destruir" ninguém para isso, não é mesmo? O problema é que a coisa não é bem assim. Nem sempre esse "inimigo" é aquela pessoa que está vez por outra atravessando o nosso caminho e causa alguns estragos.
Não se pode negar que existem alguns "espíritos de porco" por aí, mas o grande "inimigo", aquele que não nos deixa seguir em frente e está sempre nos fazendo marcar passo na vida, somos nós mesmos. Nós somos, sem sombra de dúvida o nosso maior e mais feroz inimigo. Somos nós que atrapalhamos a nossa própria vida ao insistirmos em manter um padrão vibratório que só nos leva para o fundo do poço.
Mantemos os olhos fechados para todos os sinais que a vida nos envia a todo momento. Não damos ouvidos aos chamados da vida nem abrimos mão do nosso ego. É o nosso ego que nos faz ver inimigos por todo lado e não nos deixa entender de uma vez por todas que não precisamos ter razão o tempo todo, que a nossa opinião não é a mais acertada e muitas vezes nem é necessária. 
Portanto, se quisermos pacificar o mundo à nossa volta devemos começar pacificando a nós mesmos. Em primeiro lugar acabando com as nossas paixões, nossas raivas, invejas, mágoas e ressentimentos. Sentimentos que agem como verdadeiros inimigos e que moram dentro de nós e são alimentados todos os dias através dos nossos pensamentos negativos.
Deixamos de ser nosso "inimigo" a partir do momento em passamos a cultivar sentimentos de amor, perdão e compaixão por todos aqueles que nos rodeiam. Quando decidirmos alimentar esses sentimentos dentro de nós, não teremos mais inimigos, eles se tornarão todos companheiros de jornada.

Bom domingo.

sábado, 4 de março de 2017

A oração do "Pai Nosso" e o perdão.

Resultado de imagem para i magem para a oração do pai nosso e perdãoAcredito que não exista quem, cristão ou não, que não conheça a oração do "Pai Nosso". a oração que Jesus nos deixou antes de voltar para junto do Pai. Ela é, sem sombra de dúvidas, a oração mais conhecida dos cristãos e também a mais rezada. A qualquer momento, basta alguém propor que se reze uma oração e ela é recitada por todos sem medo de errar. Afinal de contas, todo aprende a rezá-la desde criança.
No entanto, apesar de muito rezada, ela é muito pouco levada a sério. Nela, entre outras afirmações e pedidos, clamamos ao Pai do céu que perdoe as nossas ofensas (pecados) assim como perdoamos a quem nos tenha ofendido, ou seja, aqueles que pecaram contra nós causando-nos dor, sofrimento e outros tipos de constrangimentos.
Infelizmente, poucos, apesar de rezar essa oração com todo fervor, cumprem a promessa feita. Nesse caso, ela não passa de um mero conjunto de palavras sem muito sentido prático em nossas vidas. Para que isso mude, temos que passar a pensar mais naquilo que a oração diz, no real sentido de suas palavras.
Não devemos esquecer que ela é, antes de tudo, uma oração na qual condicionamos o perdão para os nossos pecados à disposição de perdoar os pecados dos nossos irmãos. Esse é o seu verdadeiro sentido. Se não perdoarmos as ofensas que sofremos, as ofensas que fazemos. não só a Deus, mas a todos que nos rodeiam, não serão perdoadas.
E não adianta pensar que pedindo perdão a Deus está tudo resolvido. Ao rezar confessamos que temos plena consciência daquilo que estamos falando, ou seja, se não cumprimos com a nossa palavras estamos "pecando" mais ainda.
Apesar de a doutrina cristã, não importa o seguimento que seja, ser a doutrina do amor e do perdão, estamos longe de levar isso ao pé da letra. Vivemos num mundo de ódios, mágoas e rancores profundos. Parece que não somos capazes de amar como Jesus amou e viver como Jesus viveu simplesmente porque achamos muito difícil perdoar e amar a todos como a nós mesmos.
Porém, essa é a condição imposta àqueles que se prontificam a seguir o cristianismo: perdoar e amar ao próximo. Sem isso, continuaremos a rezar a oração do "Pai Nosso" sem nunca atingir o nosso objetivo: o perdão para as nossas faltas. Temos também que perdoar as faltas (ofensas) dos nossos irmãos. Sem isso, nada feito. Continuaremos sempre na escuridão.

Bom final de semana.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Sua vida não te pertence.

Resultado de imagem para imagem de sua vida não te pertenceDesde sempre a humanidade não faz outra coisa que não seja criar problemas. Parece que essa é a nossa maior distração. Não ficamos felizes se estamos concordando com tudo, precisamos discordar de alguma coisa para nos sentir bem. Por esse motivo que existem as guerras e todos os tipos de desavenças. 
Não conseguimos conviver respeitando as diferenças e as necessidades dos outros. Por uma razão inexplicável acreditamos que estamos sempre com razão e que o outro deve curvar-se a nossa vontade. Como o outro também pensa o mesmo em relação a nós, a coisa costuma ficar feia. Parte-se, geralmente, para briga. Primeiro ficamos no âmbito das provocações e xingamentos, depois partimos para o confronto corporal que, não raro, assume proporções violentas com final imprevisível.
No entanto, há muito as pessoas aprenderam os caminhos dos tribunais. Parece mais civilizado dar o poder de decisão que deveria ser nosso, uma vez que somos razoavelmente capazes disso, para uma terceira pessoa. Apenas parece, porque assim assumimos publicamente que não somos capazes de resolver os problemas que criamos. Somos incapazes de sentar com os nossos oponentes para tentar encontrar civilizadamente uma solução para as nossas diferenças.
A humanidade caminha cada vez mais, ao contrário do que se poderia esperar, para a total indigência acreditando estar a cada dia mais adiantada e civilizada. Como isso é possível se não conseguimos mais decidir nem as coisas mais triviais. Precisamos sempre de uma terceira pessoa para decidir por nós , para nos dizer o que certo e o que é errado.
Por isso vivemos a era das decisões judiciais, das liminares. Um casal depois de viver anos juntos e constituir família, não consegue decidir qual dos dois ficará com guarda dos filhos. É preciso que um juiz faça isso pelo casal. Isso é ser civilização? Na minha opinião isso é ser incapaz. Tão incapaz quanto é a criança cujo destino será decido por um desconhecido que ela nunca viu e que nada sabe da sua vida a não ser o que consta no processo.
Se a vida fosse uma novela, o título dela seria , sem dívida, "Sua vida não te pertence". Pois esse é o enredo da nossa da humanidade vive. A todo momento, juízes e juízas estão decidindo como as pessoas devem viver suas vidas, o que está certo ou errado, o que deve ou não deve ser feito. Juízes que nem de longe têm a sabedoria de um rei Salomão. Ainda bem, não é? Porque se algum deles propusesse a divisão de um filho ao meio, muito pais e mães de hoje em dia acabariam aceitando.

Bom domingo

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Sorria, é carnaval.

Resultado de imagem para imagem de sorria, é carnavalAntigamente, no tempo em que as religiões, sobretudo o cristianismo, imperavam, o povo vivia sobre marcação cerrada. Quase nada era permitido ao homem comum. Principalmente extravasar a sua alegria, uma vez que o simples ato de sorrir ou dar uma boa gargalhada não era visto com bons olhos pelos representantes das religiões. 
No entanto, havia um período em que as religiões davam uma trégua e permitiam, por um curto espaço de tempo antes de entrar na tenebrosa época da quaresma, que o sofrido povo se extravasasse um pouco esquecendo as suas dores e angustias e caísse na folia. É esse o período que hoje conhecemos como carnaval.
O povo entregava-se à esbórnia durante quatro dias e na quarta-feira de cinzas tudo voltava ao normal, ou seja, o cabresto era colocado de volta na cabeça e aí para ter uma folguinha só no próximo carnaval.
É bem verdade que estamos muito longe desse tempo. Hoje em dia, as religiões, com algumas exceções, já não têm tanto poder assim sobre as pessoas e a coisa está mais liberada. No entanto, a ideia do carnaval como tempo em que tudo é permitido e que a alegria parece mais presente nos corpos e mentes das pessoas ainda persiste. Basta sair às ruas para tirar a prova. Lá estão as pessoas, homens, mulheres, crianças e quem mais chegar, vivendo como se tivessem  saído de uma gaiola e que ganharam a liberdade por uns dias. Ninguém pode perder tempo e divertir é a única lei que todos querem seguir.
Sem dúvida isso é muito bom. Afinal não estamos mais na idade média, o fogo do inferno, ou das fogueiras da inquisição, não mais assusta ninguém. O que assusta hoje em dia é a violência, o desrespeito às individualidades, as doenças sexualmente transmissíveis e todos os tipos de drogas que nessa época, mais que em qualquer outra, circulam por aí.. 
Por isso, é preciso estar sempre alerta. Carnaval tem todo ano: é preciso entrar e sair da folia sem perdas e danos.. No mais, sorria, é carnaval.

Bom carnaval.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O lado "bom" de conviver com pessoas do "mau".

Resultado de imagem para imagem para o lado bom de conviver com pessoas negativasLogo que percebemos que determinada pessoa do nosso convívio não tem bom caráter, temos hábito de nos afastar dela para evitar nos contagiar com sua energia ruim. Não há nada de mais nisso. Está corretíssimo. Ninguém é obrigado a conviver com pessoas de caráter duvidoso e que, quase sempre, costumam trazer sérios aborrecimentos para nós. Afastar-se desse tipo de pessoas é sempre o melhor caminho.
No entanto, há aqueles casos em que a coisa não é tão fácil assim. Não podemos simplesmente nos afastar daquela pessoa, ou pessoas, nem mesmo cortar relações porque se trata de pessoa muito próxima de nós: parentes próximos, colegas de trabalho, colegas de escola, vizinhos de porta e até mesmo pessoas das quais você depende por uma razão ou outra.
E aí surge a pergunta: como fazer nesses casos? Afinal de contas, você não pode cortar relações com todas as pessoas que têm caráter duvidoso. É bem provável que sobraria muito pouca gente no frigir dos ovos. Infelizmente, vivemos um tempo em que as pessoas não estão fazendo tanta questão assim de primar pelo caráter reto. Haja vista os inúmeros casos de corrupção de que temos notícia em todas as esferas governamentais e mesmo no nosso dia a dia. 
A reposta está em aceitar que nem todo mundo tem o mesmo grau de entendimento da vida que você. Se você, espero fortemente que sim, já conseguiu vencer algumas imperfeições próprias daqueles que se encontram encarnados neste mundo e consegue separar de certa forma "o joio do trigo", parabéns. Use o convívio com esse tipo de pessoas para aprender e cada vez mais ter certeza de que está trilhando o caminho certo.
Essas pessoas são a prova viva de que já não somos mais tão ignorantes como éramos antes de entender que a vida. Não brigue com elas, não as xingue, nem se afaste delas. Aprenda com elas e mantenha-se sempre firme em suas convicções e propósitos de vida. Sem que você saiba elas te ensinam muito. Ainda que seja pela negação.
Ao vê-las agindo sorrateiramente com seus ardis, mentiras, maledicências e provocações você, com certeza, pensa consigo: " eu não quero ser assim, não é bom agir dessa maneira". E esse pensamento reforça sua convicção de pensar e agir de forma positiva e construtivamente em relação a você mesmo e ao mundo que te rodeia.

Bom domingo.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Ideias velhas.

Resultado de imagem para imagem de ideias velhas apresentadas como novasVivemos num mundo em que parece que tudo já dito, feito e experimentado. Mesmo assim, todos os dias são anunciadas novidades, coisas que nunca foram vistas, feitas ou experimentadas. E lá vamos nós, sempre ávidos por novidades, atrás daquela coisa nova e que, extraordinariamente, vai revolucionar as nossas vidas. Passado o primeiro momento, o que vemos diante de nós é uma velha ideias maquiada e apresentada como inédita. 
Isso se dá principalmente quando o assunto é espiritualidade. O homem parece ter prazer em enganar o seu semelhante impondo-lhe, sob a falsa condição de estar apresentando o único caminho que pode levar \à salvação, dogmas e regras sem sentido que não levam a lugar nenhum. Pelo contrário. Enchem a cabeça das pessoas de medo e temor. Passamos a viver escravizados por doutrinas fundamentadas mais na tristeza que na alegria, mais na dor que no amor. A velha ideia de que o mundo é um lugar de sofrimento, o eterno "vale de lágrimas".
Talvez já seja tempo de a humanidade livrar-se dessas doutrinas que aprisionam mais que libertam e nos colocam em becos sem saída, que nos fazem lembrar a todo momento da nossa pequenez e insignificância quando, ironicamente, dizem que fomos feito à imagem e semelhança do Criador. Se fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, somos deuses também. Disso não pode haver dúvida, não é?
É por acreditar nessa "pequenez" que a humanidade permanece presa no atoleiro. Tentamos caminhar, ver uma luz no fim do túnel, mas as mensagens negativas que recebemos o tempo todo não nos permitem olhar par frente confiantes na nossa força e na nossa descendência divina. Descendência essa que não nos faz superiores, mas igualmente capazes de fazer desse mundo um lugar bom de se viver.
Todo esse caos que ora vivemos no Brasil e no mundo é fruto desse pensamento predador que alimentamos desde o início dos tempos. Quando é que vamos nos conscientizar de que não precisamos matar, roubar e destruir tudo à nossa volta para podermos nos sentir ricos e poderosos?  
Já está passada a hora de entendermos que toda riqueza e poder moram dentro de nós. Apenas precisamos aceitar e administrar essa força que emana do íntimo do nosso ser. O resto é pura enganação.  .

Bom final de semana.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Viver é correr riscos.

Resultado de imagem para imagem de viver é correr riscosTodos sonham com uma vida tranquila e sem problemas em que bastasse desejar para ter tudo nas mãos na hora e, se possível, sem precisar fazer o menor esforço. Esse é o ideal de felicidade. Talvez um dia, não se sabe quando, chegaremos a esse estágio. Mas isso só acontecerá depois que evoluirmos bastante através do aprendizado constante e não tivermos mais a necessidade de enfrentar as vicissitudes da vida.
Até lá, sem que a luz do conhecimento dissipe a nossa cegueira, estaremos sempre enfrentando problemas e todo o sofrimento que eles geralmente acarretam. Portanto, não adianta tentar fugir da raia. Enquanto estivermos neste plano, vamos sempre encontrar dificuldades em nosso caminho, pois elas são a única maneira que temos para crescer e aprender.
Por isso, ao contrário de querer fugir dos problemas, devermos, antes de qualquer coisa, enfrentá-los de frente e tentar tirar o maior proveito que pudermos deles. Transformando cada problema, dificuldade ou obstáculo em oportunidade de crescimento pessoal e espiritual. Só assim poderemos caminhar no sentido de nos libertarmos dos problemas.
Chorar e reclamar não resolve. Pelo contrário. Só faz piorar. Enquanto estamos chorando e reclamando estamos, sem saber, nos negando a dar um passo à frente e, com isso, aumentando o tempo de duração de nossas provações. Provações essas que nós mesmos atraímos para o nosso caminho através de nossos pensamentos, ações e atitudes. 
Principalmente por causa da nossa eterna mania de reclamar e achar que tudo o que acontece em nossas vidas não é fruto da nossa responsabilidade. Em nossa maneira de pensar, somos eternas vítimas do destino, eternos coitadinhos que sofrem sem saber por que estão sofrendo. Já temos conhecimento o bastante para sabermos que isso não é verdade. 
Tudo o que nos acontece de bom ou de ruim em nossas vidas é da nossa inteira responsabilidade. Além do mais, ninguém nos ofereceu um paraíso quando viemos para a terra. Quem encarna nesse planeta precisa ter consciência de que esse não é um local de férias e regozijo. Basta olharmos para nosso lado para confirmar que não somos os únicos a enfrentar problemas. 
Todos padecem de algum mal, em maior ou menor grau. O que nos difere uns dos outros é a nossa capacidade de entendimento. Uns mais que os outros já entenderam que viver implicar correr riscos. Inclusive o risco de ser feliz. Para isso, basta enfrentar os problemas de frente e sem medo.

Bom domingo.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Despedida



Resultado de imagem para imagem de despedida
bom. Eu sei que você vai dizer que nós dois temos conserto, que eu estou sendo precipitado e que ainda existe chance da gente se entender. Quer saber de uma coisa? Eu também acho. Mas é exatamente por isso que estou indo embora. Porque acredito... Vai ser melhor assim. Você segue a sua vida, eu sigo a minha. Precisamos fazer isso enquanto estamos inteiros, enquanto conseguimos ver as coisas com clareza e enquanto ainda existe respeito entre nós. Não temos o direito de, pela insistência, destruir algo que foi tão bonito, tão verdadeiro, tão intenso. Eu vou sentir saudades de tudo o que vivemos juntos: dos nossos jantares, das nossas noitadas, do sexo, das nossa viagens, dos nossos encontros e desencontros. Acima de tudo, vou sentir saudades de seu sorriso, de sua companhia. Levo tudo isso comigo para sempre porque valeu muito à pena esse tempo que ficamos juntos. Espero que você também lembre de mim como uma coisa boa que te aconteceu. Adeus.