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quarta-feira, 30 de maio de 2012

O despertador - estreia no Teatro Henriqueta Brieba em 01/06/12.

Estreia nesta sexta-feira, às 20 horas, no Teatro Henriqueta Brieba (Tijuca Tênis Clube), na rua Conde Bonfim, 451, Tijuca, Rio de Janeiro, o espetáculo "O despertador" que tem texto e direção de Julio Fernando, esse blogueiro que vos fala.

O espetáculo é uma comédia-sentimental e conta a história de Dagoberto da Silva um homem que acaba de se casar e entra em conflito com sua esposa porque ela não aceita que ele leve para a casa nova do casal um velho despertador que o acompanha por toda a vida e com o qual ele tem uma relação de "amizade" muito profunda. Desse "conflito" nasce o espetáculo que tem cerca de uma hora de duração e é indicado para qualquer idade.

Venha se divertir e refletir sobre até que ponto vai nossa relação com os nossos objetos de estimação e, às vezes, como é difícil desfazer-se deles.

 

Serviço.

O despertador


Texto e direção: Julio Fernando
Teatro Henriqueta Brieba
(Tijuca Tênis Clube)
Rua Conde de Bonfim, 451
(Próximo ao Metrô Saens Penna)
(Próximo Metrô Saens Penna)
Horário: 20 horas
Duração: 1 hora
Indicação: Livre

Estreia: 01/06/12

Ingressos: R$20,00

Todas as sextas-feiras de Junho/2012

Conto com a presença de todos.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

A magia do nome Maria.

     Não há a menor dúvida de que esse nome é de longe o mais usado para batizar as meninas que nascem mundo à fora. Simples e belo ao mesmo tempo ele nomeia mulheres humildes e soberbas, belas e feias, jovens e velhas, sábias e ignorantes, pobres e ricas. No fundo, parece mesmo que todas as mulheres se chamam Maria, independe de levarem em seus registros outros nomes.
     Antes de qualquer coisa, na verdade, toda mulher é Maria. É como se esse nome representasse uma dinastia, ou antes, um caminho traçado por  aquela Maria, a mais famosa de todas, a mãe do filho de Deus, aquela que foi capaz de abrir mão de tudo para atender um chamado maior: o chamado de Deus.
     A partir desse ato de amor e entrega, todas as outras marias passaram a carregar, querendo ou não, conscientes disso ou não essa marca de mulher forte e decidida, capaz de enfrentar tudo e todos para em nome dos grandes objetivos da vida.
     Frágeis ou fortes, não importa. A força que elas (todas as marias) têm vem de dentro, mora no âmago do seu ser. Nada nelas é superficial, raso. Elas trazem em si profundidade de sentimentos, fé e amor para si e para distribuir por todos aqueles que as rodeiam sejam conhecidos ou estranhos, próximos ou distantes.
     Embora sejam muitas, talvez existam bilhões delas de todas as raças, elas são também únicas. Todas trazem em si caracteristicas que as assemelham, mas também trazem marcas próprias que as fazem serem distinguidas umas das outras sem nenhum perigo de confusão.
     Isso faz de cada Maria uma Maria única e verdadeira. Uma Maria não imita a outra. Segue um traçado original, mas sem com isso deixar também de ser original. É isso que faz desse nome, um nome mágico e surpreendente e que não sai de moda.
    Todo dia é dia de nascer Marias, mesmo que muitas vezes ele venha acompanhado de outro nome, como se fosse assim uma forma (desnecessária, é preciso que se diga) de diferenciar umas das outras, ela será sempre Maria.
     Mesmo as que o tem como segundo nome são marias, porque esse nome acaba sendo maior do que qualquer outro, por mais bonito e representativo que seja. Poderia até arriscar uma afirmação: toda mulher nasce Maria, depois pode até ganhar outro nome, mas permanece sendo MARIA.
     Viva todas as Marias, as que nasceram e permaneceram Marias e as que deixaram de ser, mas  que permanecem marias para todo o sempre.

sábado, 19 de maio de 2012

As festas do mês de maio da minha infância.

     Não sei se eu sou realmente muito antigo, se é devaneio meu, ou o que quer que seja. O caso é que eu tenho certeza que houve um tempo em que o mês de maio, esse que ora corre, era tido como um mês especial por ter várias comemorações: era o mês das noivas, o mês das rosas, o mês das mães e, o mais importante, era , sobretudo para os católicos, o mês dedicado à Maria.
     Sem dúvida, com tanta comemoração assim, o mês tinha mesmo que ser especial, não é? Porém, acho que com o passar do tempo isso foi caindo em desuso. Creio que nem as revistas e jornais fazem mais reportagens falando dessas caracteristicas do mês de maio. É até possível que nem as noivas, que antes faziam questão de marcar a data de seus casamentos para maio, fazem isso mais.
     Definitivamente, o mês de maio saiu de moda. Não tem mais o destaque que tinha antes. Até o dia das mães, festejado em seu segundo domingo, tem mais aquele brilho de antes. Quanto à festa de Maria, a mãe de Jesus, essa fica reclusa às igrejas.
     No meu tempo de criança era um mês inteiro de coroações de Nossa Senhora com crianças vestidas de anjinhos, músicas feitas especialmente para a data e muita pétala de rosas. Sim, pétalas de rosas. A imagem de Nossa Senhora ficava sob uma chuva de pétalas de rosas. Eu achava esse momento o mais bonito de todos e chegava, na minha inocência de criança, a acreditar que a Virgem Maria estava mesmo ali embaixo daquela "chuva" , ao som de música e sinos tocando, recebendo, em pessoa, aquela homenagem.
     Bons tempos aqueles. Era mais fácil acreditar na magia das coisas. Magia essa que me fazia ver numa imagem (alguns chamam, não sei porque, de estátua) de gesso a própria Virgem Maria. Isso me leva a crer que quando conservamos a nossa pureza de alma somos capazes de ver coisas que nossos olhos calejados de tanto ver a realidade dura de nossas vidas não nos deixa nem vislumbrar.
     Talvez no calendário religioso ( vide Igreja Católica) o mês de maio ainda continue sendo aquele mesmo mês da minha infância, mas fora dele, na correria de cada dia, ele acabou virando um mês do ano como qualquer outro. 

sábado, 12 de maio de 2012

Mãe, o maior amor.

     Dizem muitos que o dia das mães não passa de uma data comercial e que os comerciantes fazem a festa. Por um lado, não deixa de ser verdade, porque não existe filho (a) nesse mundo (pelo menos, eu assim acredito) que, podendo, não se dispõe a comprar um belo presente para sua mãe. Ainda que seja uma lembrança simples, algo apenas para não deixar a data passar em branco e ver brotar um sorriso emocionado nos lábios daquela que lhe deu a vida. E ela. lógico, vai receber o presente com aquela frase clássica de toda mãe:
- Não precisava, filho.
É claro que precisava. Nada no mundo é capaz de pagar o sacrifício e a dedicação de uma mãe e todas elas gostam de ser lembradas, amadas, visitadas. Mesmo quando dizem o contrário.
    Agora, deixando de lado aqueles que insistem em ver a data apenas como comercial  o que eu, particularmente, não acho tão comercial assim.  Afinal nossas mães merecem todos os presentes, afagos e tudo mais, não é verdade?  O que gostaria mesmo é de falar sobre a palavra mãe, esse substantivo que dá nome àquelas cuidam de nós, que nos embalam, amamentam, educam, encaminham na vida simplesmente por nos amar. Sem nada pedir em troca.
     Durante a nossa vida usamos muitas palavras, muitas delas acabam perdendo o valor, mudam de significado e tudo o mais, mas a palavra mãe... Essa nunca perde seu sentido inicial para nós. Qualquer filho (a) de todas as idades vão sempre dizer essa palavra com o mesmo tom de chamamento, de busca, de volta ao ponto de partida.
     Por mais que a gente de se distancie delas, elas estão sempre presentes. Ainda que seja apenas na nossa memória, ainda que seja apenas nos nossos documentos ela está sempre lá. Mãe é para sempre.. Viva, morta, presente, distante, boazinha, brava. Não importa. Mãe é mãe. Mãe é tudo. Sem elas, não seríamos nada. Sem elas, não existiríamos.
    Como dizer obrigado? Como demonstrar que somos gratos por tudo o que elas fizeram e fazem por nós? É quase impossível. Nada paga. Aliás, só existem uma coisa capaz de apagar todos os nossos malfeitos, malcriações, toda nossa desatenção, toda nossa ausência: o amor.
     Toda mãe deve ser amada com o melhor amor que temos dentro de nós. Não serve um amor mais ou menos, um amor condicional, só vale o maior amor que temos. Aquele amor que vence o tempo e supera a morte. Um amor que não acabe nunca, feito o amor que elas têm por nós.

Feliz dia das mães.

sábado, 5 de maio de 2012

Feios e pobres, bonitos e ricos...

     Já faz tempo que nossas novelas se tornaram um tanto quanto lugar comum. Entra novela e sai novela, a receita é a mesma. Todos os autores (alguns até que tentam, às vezes, criar um traçado novo, mas fica só na tentativa) seguem o mesmo roteiro ou seja:
     - personagens bons e maus - nesse caso, a separação chega a ser tão nítida quanto a mistura de água e óleo. É onde se comete os maiores deslizes. Se o cara é mau, ele é muito mau, algo patético. se é bom,chega a parecer bobo, idiota. A coisa chega a tal ponto que, quase sempre, tem-se a impressão de que não se trata de novela e sim de uma peça infantil escrita por alguém debilóide. No caso dos maus, os pobres do atores se matam em cenas estapafurdias, falas absurdas, onde os personagens sempre querem aquilo que não lhes pertence ou querem vingança pelos motivos mais disparatados.
     - os feios e os bonitos:  a conhecida frase de Vinícius de Moraes que condena as feias e diz que beleza é fundamental parece ser a máxima nesse quesito. Além dos bonitos terem direitos e regalias, só a eles cabe se apaixonarem e serem felizes no amor. Algo como: a felicidade só existe para os  belos e os muito belos, os feios têm que amargar a solidão ou quando muito torcer pela felicidade dos bonitos. Quando se apaixonam, os feios estão condenados ao que antigamente (parece que saiu de moda essa palavra) amor platônico e o máximo que conseguem é ser amigo do ser amado. Cenas de amor só em sonhos, recurso usado para que os enjeitados possam ter seus minutinhos de desfrute. Mas não se engane, a cena seguinte sempre será a do feio sonhador acordando de seu devaneio, descobrindo que na verdade estava vivendo uma fantasia e que sua realidade está lá intacta. O jeito é botar a mão na cabeça e dizer: "Oh, como eu sou infeliz".
    - os velhos e os novos - em novela velho é sempre alguém muito antiguado, que perdeu o bonde ( essa expressão também caiu no limbo, juntamente com o meio de transporte tão, digamos, charmoso), reacionário e quando tenta fazer alguma coisa de diferente tem sempre alguém lembrando a sua idade. Para falar a verdade. novela é sempre coisa de jovem, mesmo que o protagonista seja um velho.
   - os ricos e os pobres:  dessa divisão novela nenhuma escapa. É até possível dizer que só se faz novela com ricos e pobres bem separados. Além do núcleo pobre ser sempre empregado dos ricos, a separação precisa ser sempre marcada com algo bastante peculiar: rico entende de tudo, conhece tudo, já viajou o mundo todo, já esteve em todos os lugares, já comeu todas as comidas, fala línguas e está sempre aberto para o novo. Já os pobres... Bem, esses vivem num mundo totalmente à parte. Não conhecem nada, não viram nada. É como alguém que acabou de chegar: tudo é novidade, tudo é estranho. Mesmo nesse nosso mundo pós internet, onde todos têm acesso a tudo. Tem claros traços de "casa grande e senzala".
     - os bem vestidos e os mal vestidos - Pobre é sempre mal vestido, tem um mau gosto atroz e não entende nada de  moda, de comportamento em sociedade (falam alto, não sabem usar talheres, um horror), em resumo. estão sempre dando vexame. Agora os ricos... Esses, mesmo quando têm  carater duvidoso não perdem a linha, o bom gosto, estão sempre bem vestidos, perfumados com os melhores perfumes.
     - os vilões e o dinheiro: tudo o que todo vilão quer é dinheiro, mesmo quando ele já tem o suficiente. Eles sempre querem mais e, principalmente, o de todos aqueles que o cercam. Desalmados, adoram roubar o dinheiro do leite das crianças dos outros.
     Para encurtar a conversa, é disparate em cima de disparate. O jeito é mudar de canal e dar um jeito de voltar para a realidade nossa de cada dia, onde tudo parece seguir ditames menos maniqueístas..

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Acreditar ou não em destino, eis a questão.

     Para algumas pessoas não tem conversa: qualquer coisa que acontece em suas vidas ou à sua volta, elas logo dizem que foi o destino que quis assim e que nada podia ser feito para impedir que aquilo acontecesse. E não adianta ninguém tentar explicar que tudo não passou de falta de atenção ou cuidado. Fatalistas, elas se fecham em copas e não abrem mão de suas crenças e pontos de vistas. Essas são pessoas que acreditam que nascemos com um destino traçado por Deus e que dele não podemos escapar por mais que tentemos.
     Sem querer, essas pessoas acabam fazendo uma profissão de fé ao contrário. Ao acreditar que nosso destino é traçado antes mesmo do nosso nascimento, elas abrem mão de algo muito importante em nossas vidas que é a fé no amanhã, a fé que podemos transformar as nossas vidas, para o bem ou para mal, sempre que acharmos que algo nelas precisa ser mudado, que algo não está exatamente como nós queremos ou pretendemos.
     Acreditar na vida como um pacote fechado, uma viagem planejada nos mínimos detalhes torna tudo maniqueísta demais tirando, com isso, a beleza das surpresas, de sonharmos com dias melhores ou com uma vida diferente daquela que levamos. Até porque somos movidos a sonhos, fazemos planos, estabelecemos metas para nossas  vidas. Com um destino previamente traçado isso tudo perde o sentido e estaríamos aqui fazendo papel de bobos e vivendo como verdadeiros robôs, sem poder fugir daquilo para o que fomos criados.
     Por outro lado, existem aqueles que acreditam que nascemos como uma verdadeira folha em branco e que nossa vida começa do zero. Para essas pessoas, só à partir de nossa saída do útero materno é que começamos a existir. Para elas, não temos antes e o depois é um incógnita total. Algo como, não se pode dizer que a criança será isso ou aquilo, se será boa ou má, inteligente ou se terá dificuldade de aprendizado, se será alguém comum  ou se ocupará cargos importantes e por aí vai.
     Papel em branco. livro ainda por escrever, destino totalmente traçado, seja o que for, o importante é  não  abrir mão de que podemos influir no nosso caminho. Podemos fazê-lo bom ou ruim, depende de nossas atitudes, de nossas intenções e de nossa vontade de transformar nossas vidas em algo produtivo, em algo do que possamos nos orgulhar, mesmo que nossa vida seja simples, humilde. Mesmo que a nossa contribuição não seja lá assim tão grande. O destino somos nós que traçamos, mesmo acreditando no contrário.
     Se por um lado trazemos bagagens de outras vidas, também estamos aqui para uma espécie de recomeço e isso implica em tentar fazer tudo de forma diferente, buscando superar nossas deficiências e chegar o mais perto possível daquilo que chamamos de busca do conhecimento, de iluminação
     É comum algumas religiões falarem que "Deus tem um plano para nós". Talvez isso seja o mesmo que dizer que Deus criou um destino para nós. Mesmo assim nunca é demais lembrar que até Deus só consegue influir em nossas vidas se nós permitirmos. Sendo assim, é mais prudente dizer que, se temos esse poder de seguir ou não a vontade do Criador, também temos o poder de mudar o nosso destino, de refazer nosso traçado e escolher o melhor caminho para nós.