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sábado, 23 de abril de 2011

Enfrentando os nossos medos.

     Há quem diga que eles são os nossos melhores conselheiros e que por tê-los nós deixamos de fazer muitas besteiras cujas consequências nem podemos calcular. Vá lá que isso seja verdade. Mas por tê-los também deixamos de fazer muitas coisas que poderiam dar um novo sentido para nossas vidas e tirarmos do marasmo que muitas vezes nos encontramos exatamente por causa da nossa falta de coragem de dar um passo rumo à concretização de nossos sonhos ou simples rotinas de nossas vidas.
     Não é preciso de dizer que estou falando deles: os medos. Esses sentimentos (eles são muitos) que nascem, muitas vezes sem uma explicação lógica ou razoável, e que vão tomando conta da gente.  Começam pequenos, quase de forma imperceptível e vão se agigantando dentro nós. Quando você menos espera está paralisado, sem ação por causa de um deles.
     Quem mora no campo pode ter  medo de ser atacado por uma onça faminta, uma cobra venenosa ou que um raio caia na sua cabeça durante uma tempestade. Só que a maioria vive na cidade e os medos são outros: medo de assalto, tiroteio, desemprego, fome, falta de habitação, medo de chuvas e alagamentos (que na cidade provocam mais estrago que qualquer raio) e medos mais, digamos, modernos como medo de avião, medo de sair de casa, medo de elevador, medo de multidão, medo de abandono, medo da solidão e vai por aí. O que não faltam são situações em nos sentimos quais crianças abandonadas, perdidos sem saber como dar um passo e nos livrar daquilo que não nos deixa seguir em frente.
     É claro que esse é um assunto para especialistas, coisa que eu não sou. Mas o fato de ser humano e também ter que conviver com alguns medos, me leva a tocar no assunto. Tenho aprendido com o correr dos anos que medos existem para serem enfrentados. Eles são peças fundamentais para o nosso crescimento seja espiritual e até material. Só quando nos dispomos a enfrentá-los é que conseguimos sair do casulo em que vivemos por falta de coragem de descobrir que temos capacidade de voar bem alto.
     É verdade que quando voamos saímos da terra firme e ganhamos os céus e isso pode assustar no início, mas logo vamos perceber que não precisamos de tanta segurança assim. Até por que, estar firme no chão só nos limita e isso não é segurança. É apenas uma fórmula que encontramos para explicar a nossa falta de coragem para enfrentar a vida.
     Portanto, não cultive medos. Não se orgulhe deles. Pelo contrário, livre-se deles. Livre-se de todos eles. Eles não servem para nada. Vá lá que devemos pensar uma, duas, ou quantas vezes forem necessárias para dar um passo, mas só não podemos é ficarmos reféns de nossas dúvidas  receios e medos. Agir com cautela é diferente de se render aos medos. Os medos são monstros que precisamos enfrentar para que eles não nos impeçam de viver e desfrutar do que a vida tem de melhor.

Feliz Páscoa para todos!