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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Mãos.

     As mãos sempre foram uma parte do corpo que estiveram em destaque. Através delas muitos gestos se efetivam, muitas intensões são passadas, acima de tudo elas falam. Desde simplesmente estendê-las na direção de alguém em sentido de ajuda e apoio, mas também podem ser as mãos de batem, maltratam, ou seja, elas estão presentes nas situações mais diversas.
    Quem vai dizer que não é bom quando se está "caído" vislumbrá-las estendidas oferecendo aquela tão necessária ajuda? Muitos estão, nesse momento, à espera de que alguém faça esse gesto concreto em sua direção. Por falta dele muitos, incapazes de levantar por si mesmos pelos mais diferentes motivos, permanecerão estendidos no chão até que elas cheguem bondosas e salvadoras.
    Todos nós, vez ou outra, precisamos de uma "mãozinha", um "empurrãozinho" seja dos amigos, parentes, de conhecidos ou desconhecidos e dela: da sorte. A mãozinha da sorte é sempre esperada por todos. Ninguém é bobo de dispensar essa "mão" tão sonhada, desejada, mentalizada.
     Tem também a mão amiga, o trabalho a quatro mãos e algumas expressões bastante usadas no nosso dia a dia como: "me da uma mãozinha aqui". Trocando em miúdos, a mão está sempre presente em nossas vidas. Lembra  dos casais apaixonados andando de mãos dadas, a criança que é levada pela mão a dar os seus primeiros passos antes de ser capaz de andar por conta própria?
     Tudo isso coloca as mãos como símbolo máximo de ligação entre os seres humanos. Não é à toa que sempre que queremos nos unir num pensamento único alguém logo sugere que todos deem-se aos mãos.  Ou mesmo quando alguém pede que segure a sua mão num momento difícil que se está enfrentando. Assim se efetiva a união necessária em momentos cruciais da vida. As mãos dadas como símbolo de força. Através delas passamos energia, damos conforto, calor humano.
     Infelizmente, esse mesmo simbolo de amor e união também é usado para maltratar e destruir. Essas mesmas mãos podem bater, prender, matar. A decisão é de cada um. Por isso, temos liberdade de escolha, liberdade de ação.
    Que as mãos sejam apenas motivo de alegria e mensageiras de bons e construtivos gestos de paz, amor, compreensão, tolerância, respeito, solidariedade. Que sejam mãos que plantam, que semeiam, que irrigam solos secos e estéreis transformando-os em solos férteis onde tudo de bom se dá em abundância.