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junho 25, 2017

Deus dividido.

Resultado de imagem para imagem para um deus divididoNem sempre se acreditou que todos somos filhos do mesmo Deus e que, apesar de todas as aparentes diferenças, somos todos iguais, temos os mesmos deveres e os mesmos direitos. No entanto, já faz tempo que se passou a acreditar num Deus único criador de todas as coisas. Isso por si só já seria motivo bastante para que todos vivêssemos em relativa paz.
Afinal de contas, acreditamos no mesmo Deus e estamos sujeitos às mesmas leis. Infelizmente a coisa não é bem assim. Ao abolirmos todos os deuses da antiguidade passamos a dar, cada um à sua maneira, uma cara para esse novo Deus. Apenas na teoria acreditamos no mesmo Deus, na prática moldamos nosso deus ao nosso bel prazer.. 
A partir daí passou a existir o deus dos cristãos, o deus dos judeus, o deus dos muçulmanos, o deus dos candomblecistas, dos espíritas e vai por aí. Cada uma dessas religiões vê seu deus de forma muito particular e em nome dele fazem e deixam de fazer muitas coisas.
Não quero entrar no mérito de quem está certo ou errado, qual o deus é realmente o verdadeiro Deus. Não se trata disso. Apenas quero chamar atenção para o fato de o que seria o mesmo Deus ser visto de maneiras tão distintas e, ao invés de unir os povos num mesmo objetivo, causar tanta divisão e tanta guerra. Isso me faz acreditar que ainda vivemos no tempo do politeísmo. 
Não bastasse isso, acontecem as divisões dentro das próprias religiões fazendo com que pessoas do mesmo credo e que, em tese, acreditam no mesmo Deus, o vejam de maneira completamente diferentes e antagônicas.
Parece, no fundo, que tudo o que queremos é ter um deus particular, moldado de acordo com a nossa vontade e necessidade. Ou seja, voltamos ao que era antes de Moisés. Cada um constrói o seu bezerro de ouro e o adora à sua maneira.
Longe de julgar, quero apenas salientar que ao dividir e moldar Deus de acordo com a nossa vontade, estamos perpetuando a divisão do mundo, onde cada um vive sem se preocupar com o outro, fazendo aumentar a cada dia o individualismo. Cada um preocupado consigo, sem levar em conta que o mundo, assim como o seu criador, é um só.
Vem daí o fato de vivermos atualmente em meio a tanta divisão.  Principalmente entre aqueles que acreditam e lutam pela paz e portanto querem a preservação de nossa planeta e aqueles que pensam apenas no lucro fácil e em amealhar fortunas. 
Precisamos voltar a pensar num Deus verdadeiramente único e que isso nos faça viver como irmãos de fato fazendo com que o mundo se torne de fato a casa de todos.

Bom domingo.


junho 24, 2017

Suavizando nosso olhar.

Resultado de imagem para imagem para suavizando a maneira como olhamos o mundoAlguém já disse que feio e belo é uma questão de ponto de vista. Uma coisa olhada de um determinado ângulo pode parecer feia ou bonita dependendo do olhar, que por sua vez vai depender do humor e do grau de envolvimento com coisa olhada.
Isso me leva a pensar que é quase impossível que o nosso julgamento seja totalmente isento e que possa coincidir com o julgamento que outra pessoa faça sobre a mesma coisa, mesmo quando acreditamos que pensamos igual ou de maneira parecida. Quando julgamos, quase sempre inconscientemente, usamos a nossa visão de mundo não a razão como costumamos pensar e a nossa decisão é baseada nisso. Por isso temos visões e opiniões tão diferentes sobre as mesmas coisas. Um pode achar uma montanha uma linda paisagem, o outro pode ver a mesma montanha apenas como uma barreira que o impede de ver o que há do outro lado. 
Tudo na vida depende do nosso olhar, da maneira que enxergamos as coisas. Nosso olhar determina não só o belo e o feio, mas também o que é bom ou ruim, o que vale e o que não vale a pena. Nosso olhar pode enfeiar ou embelezar as coisas. É ele que decide se o mundo em que nós vivemos é um lugar bom para se viver ou não. O mundo esse qye é sempre o mesmo para todos. A diferença é a maneira que com estamos dispostos a ver esse mundo, como olhamos para ele.  
A boa notícia é que podemos moldar o nosso olhar passando a ver um mundo de uma maneira mais doce. Para quê tanta ferocidade nesse olhar? Por que ver o mundo com tanta raiva, ódio e rancor? Já sei. Você vai dizer que a vida não é fácil e que esse olhar duro é apenas uma forma de defesa. Mas de quem ou de que você está se defendendo?  Não seria mais fácil tenar mudar esse olhar? 
Passe a olhar o mundo com mais doçura e o mundo vai se tornar, naturalmente, um lugar muito melhor de se viver. A ferocidade, a dificuldade, todas as barreiras estão muito mais no seu olhar do propriamente no mundo. A violência, o desemprego, a falta de habitação e todos os problemas que enfrentamos em nossa sociedade são reais, ninguém pode negar isso, mas deixar-nos endurecer torna tudo mais difícil ainda.
Suavizar o nosso olhar já é meio caminho andado na busca por soluções para os nossos problemas. Acredite nisso. E se isso poder vir acompanhado de um sorriso nos lábios, melhor ainda. Essa é a nossa grande contribuição que podemos dar não só para o mundo, mas para nós mesmos. 

Bom final de semana.

junho 18, 2017

Julgando com imparcialidade.

Resultado de imagem para imagem de julgamento imparcialPolitica nunca foi um assunto sobre o qual gosto de escrever neste blog e, apesar de todo o turbilhão em que vivemos em nosso país nos últimos tempos, tenho tentado evitar, uma vez que nossa intenção aqui é falar sobre assuntos ligados à espiritualidade. 
No entanto, o julgamento da chapa Dilma-Temer fez com que algumas perguntas ficassem no ar e aí não foi mais possível ficar alheio. E eis algumas dessas perguntas; os julgamentos, de juízes ou mesmo os nossos julgamentos, são realmente isentos? Quando julgamos, somos imparciais e honestos em nossos veredictos? 
A resposta que nos parece mais viável  para ambas é de que não. Não somos imparciais. Julgamos de acordo com nossa conveniências. Se o réu em questão é nosso amigo ou familiar, o nosso julgamento é um, se, ao contrário, é  nosso inimigo ou uma pessoa estranha, o nosso julgamento é outro e, nesse caso, costumas sermos bastante severos. Será que isso é justo? Pode um juiz colocar em primeiro plano os seus interesses pessoais acima até mesmo da verdade?
Nossos juízes deram um mau exemplo ao mesmo tempo em que confirmaram uma tendência comum em todos nós. Infelizmente nunca é exagerado dizer que esses políticos que não respeitam os cargos que exercem são nossos legítimos representantes, que eles agem assim porque nós, o povo que os elegem, também agimos assim. 
Essa parcialidade claramente mostrada pelos juízes do STE é também nossa parcialidade. Essa é a lição que fica do resultado favorável pela não cassação da chapa Dilma-Temer. Independente de qualquer coisa, ficou claro que o que estava em jogo não era a verdade dos fatos, mas os interesses particulares de cada um.
Para que isso mude, teremos que mudar também. Só teremos maioria de políticos e juízes comprometidos com a verdade e o decoro no dia em que a maioria da população optar por rever suas posições e tentar tomar decisões com imparcialidade e calcados pura e tão somente na verdade. Enquanto isso não acontecer, teremos que conviver com esse quadro deplorável que temos aí. Políticos que mais parecem bandidos e assaltantes do dinheiro públicos e juízes que julgam de olhos fechados para a verdade e gravidade dos fatos.
Felizmente nem tudo está perdido. Ainda temos políticos e juízes que honram seus cargos. Mas eles ainda são uma minoria sem voz.

Bom domingo.

junho 17, 2017

Progresso espiritual.

Resultado de imagem para imagem falta de progresso espiritualÉ inegável que a humanidade fez grandes progressos nos últimos trinta anos em vários segmentos. Muitas coisas que não passavam de mirabolante ficção tornaram-se realidade nos nossos dias facilitando consideravelmente a vida de todos, pobres e ricos. Hoje já se consegue, por exemplo, alongar a vida das pessoas através de tratamentos que antes eram impossíveis ou mesmo impensáveis, conseguimos nos transportar de um lugar para o outro com muito mais rapidez e segurança, nos comunicamos instantaneamente com os lugares mais distantes do mundo, entre outras maravilhas.
Alguém que tivesse passado os últimos trinta em coma e despertasse de repente teria muita dificuldade de entender tantas mudanças. Essa pessoa, com certeza, pensaria que teria acordado num futuro distante, que estaria fazendo parte de um filme de ficção ou que ainda estaria sonhando.
Muitos acham isso muito bom. Isso se chama progresso. A humanidade realmente fez grandes progressos, a vida na terra, apesar de todos de todos os percalços (sobretudo no que diz respeito á concentração de riquezas e o aumento da fome e da miséria), melhorou muito e, sabemos, pode e vai melhorar muito mais.
No entanto, enquanto seres humanos, estamos na mesma condição que estávamos, não há trinta anos, mas há séculos.  .Se tecnologicamente e cientificamente demos grandes passos, o mesmo não se pode dizer de nossa espiritualidade. Sentimentos como desamor, desprezo, egoismo e falta de compaixão ainda nos deixam presos ao passado, aos primórdios de nossa existência.
Pouco mudamos desde que habitávamos as cavernas. O individualismo está cada dia mais forte. Queremos um mundo melhor para nós, até mesmo para nossa família, mas estamos pouco nos importando com o que acontece com o irmão que está do nosso lado. Vivemos como se fossemos uma ilha e que nada nos perturbe.
Esse tipo de comportamento faz com todos os avanços dos últimos tempos pareçam de pouca valia. Se  por um lado tivemos a nossa vida facilitada pela tecnologia e outras descobertas, por outro vivemos nas trevas do espírito. Precisamos evoluir também espiritualmente para que possamos desfrutar de verdade de todo esse avanço. No dia em que isso acontecer, finalmente poderemos dizer que a humanidade chegou ao futuro.

Bom final de semana.

junho 11, 2017

O dinheiro pode se transformar numa arma traiçoeira e perigosa.

Resultado de imagem para imagem de dinheiroAprendemos desde o berço que o dinheiro é a mola mestra do mundo e que sem ele não se pode fazer nada. Sabemos também que os detentores de grandes somas têm o mundo aos seus pés, pois o que ele não traz, manda buscar. Acredita-se que com ele se compra até bens que normalmente não se compram como a saúde e a felicidade. Por isso todos querem ter dinheiro. Não pouco que dê apenas para se viver com razoável conforto, mas muito, muito mesmo.
Até aí, nada demais. Afinal de contas, o dinheiro em si é uma coisa boa. Como já dito, ele nos proporciona muitas coisas, principalmente as coisas boas que tanto almejamos e das quais, acreditamos, dependem a nossa felicidade. Só isso já seria motivo suficiente para ser considerado importante em nossas vidas. O problema é que ao tentar ganhá-lo, muitas vezes, nos deparamos com um lado nosso que não é muito bom que é a ganância, aquela ambição desmedida que nos leva a perder a noção de certo e errado ou até mesmo do bom senso.
Muita gente se perde diante da possibilidade de possuir grandes somas. Sobretudo quando nos lembramos de uma máxima muito nossa conhecida que diz que ninguém ganha muito dinheiro ou se enriquece trabalhando. Isso leva muitos a pensar que para ter muito é preciso deixar de lado a ética, a moral e até mesmo o senso de humanidade. 
Para essas pessoas, vale tudo para enriquecer e passar a fazer parte do seleto grupo daqueles que detêm quase todo o capital do mundo, não se importando que o seu acúmulo e retenção esteja causando dor e sofrimento em milhões mundo afora. Muito pelo contrário, parece que isso lhes causa prazer.
É isso que vemos acontecer hoje em relação aos nossos políticos. Eles são eleitos para resolver os problemas do povo que eles mesmos gostam de alardear que é sofrido e carente de muitas coisas, mas quando chegam no poder e veem-se diante de grandes somas de dinheiro decidem embolsá-lo e deixa o povo na miséria e no abandono.
Esse é o exemplo mais triste que temos do mal que o dinheiro pode fazer não só a uma pessoa em particular, mas a toda uma coletividade quando é usado para outro fim que não seja o de proporcionar o bem estar de todos. Algo bom e que foi criado para facilitar o comércio entre povos e nações, acabou como motivo de cobiça e ambição desmedida. 
Dinheiro é bom e ninguém deve sentir-se envergonhado por querer possuí-lo para comprar aquilo que deseja ou necessita para viver. O que não se pode é tornar-se escravo dele. Nesse caso, ele vira uma arma perigosa pela qual matam-se e morrem-se. Ame o dinheiro, queiram bem a ele, mas ame muito muito a vida e o desapego.

Bom domingo. 

junho 10, 2017

Nunca desista de seus sonhos.

Resultado de imagem para imagem de nunca desista de um sonhoEu já escrevi uma postagem onde eu falei que em algum momento a gente precisa, muitas vezes por razões alheias à nossa vontade, desistir de nossos sonhos. Não mudei de opinião, continuo pensando assim. A vida, por mais que a gente não queira, pode nos obrigar a alguns recuos estratégicos que olhando de fora parece que estamos capitulando. São aqueles momentos em que paramos para reavaliar os caminhos percorridos, as decisões tomadas e chegamos a conclusão que o melhor a fazer é dar um tempo ou mesmo seguir por outro lado.
No entanto, isso não significa que devemos esquecer aquele sonho para sempre. Não é nada disso. Um sonho pode ser abandonado num momento para ser retomado num outro mais propício em que, mais maduros, não cometeremos os mesmos erros e não deixaremos que as oportunidades passem sem que as aproveitemos. 
Dessa forma, descobrimos que precisávamos de um tempo para amadurecer as nossas ideias e para que nós mesmos estivéssemos prontos para realizar aquilo que tanto almejávamos. Não há nada pior na vida do que  algo chegar no momento em que não estamos preparados. A falta de preparo faz com que a gente deixe passar grandes oportunidades na vida e muitos sonhos são desfeitos por isso.
Além de sonhar, devemos nos preparar para realizar os nossos sonhos. Sonhar, desejar, querer apenas não basta. É preciso, antes de qualquer coisa, nos preparar não só para as coisas boas que o nosso sonho poderá nos trazer, as alegrias, mas também o lado trabalhoso e árduo de nossos desejos. Um atleta que sonha com as glórias do pódio não pode nunca esquecer que o caminho que o levará até ele não é nada suave. Para se chegar ao topo é preciso criar uma boa base, Caso contrário, corre-se o risco de que quando você estiver lá em cima tudo desmorone. 
Um sonho deve ser sempre calcado na realidade. Devemos sempre nos visualizar e imaginar conseguindo grandes feitos na vida, mas ao mesmo tempo devemos nos convencer de que só se realiza sonhos com o pé no chão, consciente das alegrais e vicissitudes do caminho e ter na cabeça que nunca se deve desistir de um sonho.Até podemos adiar os nossos sonhos, desistir deles nunca. Sonhe. Sonhar é preciso.

Bom final de semana.

junho 04, 2017

O poder do depois.

Resultado de imagem para imagem  do poder da paciênciaNuma era em que as informações são despejadas em nossas cabeças com a velocidade da luz, não costumamos perder muito tempo com as coisas. Tudo tem que acontecer de forma rápida e constante. Ninguém quer perder tempo. Se por um lado isso é bom, pois nos tornamos pessoas muito mais ágeis e capazes de tomas decisões rapidamente, por outro, perdemos a nossa capacidade de analisar as coisas com mais cuidado.
Decidir rapidamente não significa decidir bem ou mesmo tomar decisões das quais não vamos nos arrepender depois. Agimos quase que por impulso e não analisamos bem todos os pontos das questões. Apenas não queremos perder o bonde da história, ficar para trás.
Esse comportamento apressado nos leva a arrependimentos atrozes que poderiam ser evitados se passássemos a dar-nos um tempo maior para tomar as nossas decisões. Às vezes deixar uma decisão para o dia seguinte pode representar uma decisão mais amadurecida mesmo que para outros possa parecer que você é indeciso ou inseguro.
De um dia para o outro mudamos muito a nossa visão das coisas. Uma noite de sono pode fazer muita diferença na hora de tomar uma decisão. Deixar algo para resolver depois não é somente postergação, é uma atitude inteligente de quem acredita no poder do depois.
Muita gente já viveu a experiência de dormir pensando de uma maneira e acordar no outro dia com uma visão bastante diferente sobre o assunto que na véspera decidiria de maneira a prejudicar-se ou deixando passar algum detalhe importante que na hora não foi notado.
Existe um dito popular que diz que a pressa é inimiga da perfeição e é totalmente verdadeiro. Correria só nos leva a tomar decisões impensadas. Sempre que pudermos devemos dar um tempo de maturação para as nossas decisões e procurar ouvir a voz da nossa intuição, que sempre nos mostra o caminho certo a seguir. Principalmente quando essas decisões envolvem sentimentos. A forte raiva de um dia pode tornar-se muito mais branda no dia seguinte e todos os desaforos que poderíamos ter dito e nos arrependido podem ser completamente esquecidos evitando brigas e dissabores.
Uma pessoa de bom senso sempre pensa duas vezes antes de agir e faz isso sem medo do julgamento dos outros. Prefere dar ouvido a si mesmo que ao disse me disse.  É livre para agir e pensar com a própria cabeça.

Bom domingo.

junho 03, 2017

Barraram a minha entrada no clube.

Resultado de imagem para imagens de pessoas impedidas de entrar no clubeHá quem garanta que atualmente vivemos dias bem mais democráticos que em outros tempos, que as pessoas em geral estão mais receptivas e abertas para o novo, o diferente. Estão também muito mais tolerantes e que isso tem transformado os relacionamentos.e a convivência. 
Não discordo inteiramente de quem pensa assim.  Vai longe o tempo em que as pessoas por sua cor, raça, credo, posição política e social ou preferência sexual eram proibidas de entrar em alguns lugares e até mesmo hostilizadas na rua. Vivemos o tempo do politicamente correto e isso faz com que as pessoas e instituições tomem precauções e evitem demonstrar claramente as suas posições preconceituosas. 
Isso não significa que estejamos todos menos preconceituosos e intolerantes. As pessoas continuam pensando e agindo como sempre fizeram. Apenas escondem os seus sentimentos de rejeição a determinados grupos sociais fazendo crer que mudaram a sua maneira de pensar, tornaram-se mais tolerantes para com aqueles que até muito pouco tempo desprezavam e consideravam como inferiores.
Na verdade, vivemos um tempo em que ninguém sabe dizer ao certo qual é a verdadeira posição de alguém quanto a determinados assuntos. Quando se trata de religião, sexo, cor, raça, posição política ou qualquer assunto espinhoso, optamos por nos manter em cima do muro e esperar que o outro se posicione. Diante do posicionamento alheio é que tendemos para um lodo ou outro, ou seja, aquele que nos for mais conveniente e nos causar menos aborrecimento.
Outro ponto da questão é que vivemos tempos de agrupamentos, verdadeiros clubes em que só é permitida a entrada daqueles que pensam e agem como nós. Os que pensam, falam e agem diferente são barrados na entrada do clube, ficam do lado de fora. Essa é a sociedade atual. Parece que a única saída é aderir à moda dos guetos e criar um para si e aqueles que pensam como você.
Até quando isso durar? Até o momento em que entendermos que aqueles que vivem, agem e pensam diferente de nós não são nossos inimigos e não precisam ficar de fora de nossas vidas. Pelo contrário. As diferenças deveriam ser o passaporte para entrada no clube, onde todos poderiam se expressar e viver da maneira como bem entendessem. Viva a diferença.

Bom final de semana.

maio 29, 2017

Os tímidos e os extrovertidos.

Resultado de imagem para imagens de tímidos e extrovertidosSabemos que existem pessoas extrovertidas e pessoas tímidas. As extrovertidas, como bem sabemos, são aquelas que costumam expressar seus sentimentos e pensamentos sem muito se preocupar com o que vão dizer delas. Geralmente falam muito e alto, tem opinião sobre tudo e, não muito raro, são alegres e divertidas. 
As tímidas, como também é do nosso conhecimento, são caladonas, reservadas e muito raramente expressam seus sentimentos e pensamentos. Ao contrário das extrovertidas que são consideradas pessoas simpáticas e de bom convívio, as tímidas são consideradas antipáticas e até em muitos casos pessoas intragáveis.
É claro que muita gente baseia-se nesse estereotipo para escolher as suas amizades acreditando que é muito melhor ser amigo de uma pessoa expansiva que de uma pessoa que não costuma expressar seus sentimentos com muita facilidade. E aí vem a pergunta: será que as pessoas tidas como expansivas são mesmo mais amigas que as pessoas consideradas tímidas? 
Não me cabe aqui julgar quem é melhor amigo, se os tímidos ou os extrovertidos. Apenas quero chamar atenção para o fato de que pessoas tímidas são quase sempre vítimas de preconceito e deixadas de lado apenas por serem caladas e terem receio de dizerem o que pensam.
Muita gente julga as pessoas tímidas como pessoas sem humor, tristes e inadequadas. Pode ser verdade ou não.  Vencida a barreira da timidez, muitos se revelam boas companhias e pessoas muito interessantes, com bom papo e inteligentes. O contrário pode acontecer com uma pessoa extrovertida. Muitos usam uma certa expansividade e alegria para esconder que no fundo é uma pessoa triste e mau humorada. 
Por isso, não devemos julgar as pessoas pela aparência. Outro dado importante a se destacar é que em muitos casos as pessoas são ou se tornam para nós o que pedimos delas. Cabe a cada um de nós descobrir as qualidades e também os defeitos das pessoas com as quais convivemos. Se queremos ser amigos de uma pessoa e descobrimos que ela é extremamente tímida, devemos criar espaço para que essa pessoa se abra e veja que do seu lado ela pode ficar à vontade.
Por outro lado, uma pessoa extremamente alegre e falante pode tornar-se fechada e tímida diante de alguém que não se mostra receptivo à sua expansividade. Ou seja, depende muito de nós como as pessoas se comportarão do nosso lado. O resto é puro preconceito. Isso que é abominável, seja na pessoa tímida ou extrovertida.

Boa semana.

maio 27, 2017

A história de Mateus.

Resultado de imagem para imagem de preconceito socialMateus, apesar de ser muito pobre, sempre teve uma boa aparência. A pele clara, o cabelo bem cortado e as roupas joviais ajudavam a dar a ele uma imagem, não de rico e abastado, mas de um rapaz de classe média baixa. Aliás, como a maioria da população de nossa cidade. 
Inteligente, articulado e dono de um papo, - ele costumava falar de tudo com muita desenvoltura e. o que é melhor, sem demonstrar muito pedantismo, como é comum às pessoas muito falantes - ele vivia pelos bairros do Catete, Flamengo e Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro, onde tinha muitos amigos. Amigos, basicamente, feitos na praia do Flamengo onde ele era sempre visto, sobretudo nos fins de semana.
Ele nunca disse exatamente quem era, que idade tinha (percebi-se apenas que era muito jovem, talvez uns vinte anos) o que fazia, onde morava, se morava com a família, se vivia sozinho ou... Bem, uma coisa ele fazia questão que todos soubessem: ele era solteirinho da silva.  Provavelmente, com a intenção de que as moçoilas soubessem que seu coração estava vago e à disposição. 
Brincadeiras à parte, ele  não costumava dizer se era natural do Rio de Janeiro ou se veio de outro estado, mas ninguém também nunca perguntava e ele seguia sem revelar seu estado de origem. O sotaque não denunciava nem o estado nem a região, pois ele falava de um jeito, digamos, manso e educado sem nenhum acento marcante.
Dos encontros na praia do Flamengo, ele passou a frequentar alguns apartamentos de pessoas da turma, que era formada principalmente por pessoas de meia idade, homens  e mulheres, na sua maioria recém aposentados ou  à espera da aposentadoria. Entre eles, estavam Tomás e Lidiane. O casal se afeiçoou a Mateus e ele também gostava deles. Eles apresentaram a filha, Ludmila, a Mateus. 
Como não podia deixar de ser, o rapaz ficou caidinho pela Ludmila e ela por ele. No início, Tomás e Lidiane acharam aquilo meio fora de propósito. Afinal de constas, Ludmila ainda não tinha completado dezessete anos e eles desejavam ver a filha estudando e não namorando. Porém, logo acostumaram com a ideia e o jovem casal pode namorar em paz.
Em pouco tempo, Mateus praticamente estava morando na casa de Tomás e Lidiane. Isso fez com que ele ficasse cada vez mais próximo do casal. que o tratavam como a um filho. Mateus nunca se sentiu tão feliz e acolhido em sua vida. Tomás arrumou um emprego para o genro na firma de um amigo e a ideia do casamento nasceu. 
Tanta felicidade fez com que Mateus finalmente abrisse o seu coração para o casal. Ele contou que era baiano e que saiu de casa muito cedo. Na verdade, ele fugiu de casa quando tinha dez anos. Queria viver no Rio de Janeiro. Aqui chegou dois ou três depois e desde então sobrevivia pelas ruas da cidade. Ele contou que fez de tudo para sobreviver, só não roubou ou usou drogas.
Tomás e Lidiane ouviram sua história sem dizer uma palavra. Não tinham o que dizer. Em suas cabeças apenas uma ideia latejava: quer dizer que nós abrimos as portas  de nossa para um mendigo e, o que é pior, deixamos a  nossa filha única se envolver com ele?
Eles não permitiram que Mateus ficasse nem mais um minuto no apartamento. Ele teve que sair naquela noite mesmo e foi proibido de ver Ludmila. Para completar, Tomás pediu ao amigo que  mandasse Mateus embora do emprego. Dessa forma, ele voltou a morar na rua e nunca mais foi visto pelos bairros do Catete, Flamengo e Laranjeiras. Nem mesmo na praia do Flamengo ele foi visto mais.

Bom final de semana.

maio 21, 2017

Todos somos um.

Resultado de imagem para imagem para todos somos umSabe aquela velha conversa de que somos todos iguais e que o mundo foi criado para ser habitado em por todos? Tem muito gente que acha que não é bem assim e que isso é conversa de socialista. O mundo tem dono e é deles. Totalmente deles. E não pense que isso é só no plano das ideias.. É real mesmo.
Essas pessoas não aceitam que todos têm direitos iguais e que merecem igual tratamento. Elas insistem em acreditar que são especiais e que, por isso, têm direito a um tratamento especial. Sentem-se superiores por terem mais dinheiro, se acharem mais bonitas, inteligentes, talentosa ou simplesmente por carregarem um sobrenome importante.  
Puro engano. Elas esquecem que esse tipo de comportamento as fazem apenas parecer ridículas e soberbas. Desconhecem  o ensinamento de Jesus que diz que "o maior deve lavar os pés do menor". Ou seja, o fato de nascer em situação privilegiada, seja financeiramente, intelectualmente etc, nos faz antes de qualquer coisa responsáveis por aqueles que não tiveram a mesma sorte. 
Deus não nos dá talentos para nos fazer superiores aos outros. Pelo contrário. Quando Ele nos oferta com algum dom, espera de nós que usemos esse dom para minorar os sofrimentos daqueles que vivem próximos de nós. Além disso, existe aquele outro ensinamento de Jesus que diz que" aquele a quem muito foi dado, muito será exigido".
Portanto, devemos ficar atentos para não passarmos a nossa vida juntando tesouros ou usando nossos talentos e habilidades para nos exibirmos e humilhar as outras pessoas. Isso é viver egoisticamente, cuidar do próprio umbigo e não se importar com o que acontece do seu lado. Somos responsáveis pelo mundo onde vivemos e seu bom funcionamento também depende de nós, de nossas ações.
Ninguém é obrigado a anular-se para pensar no outro. Não se trata disso. Na verdade, fazemos parte de um todo. Todos somos um. O que acontece com uma pessoa acaba refletindo em todos. Estamos inexoravelmente ligados. O ser humano precisa entender isso para que o mundo se torne um lugar melhor para se viver.

Bom domingo.

maio 20, 2017

Respeito ao outro.

Resultado de imagem para imagem de respeito ao outroPor mais que afirmemos que somos pessoas transparentes e abertas, sempre tem aqueles assuntos os quais não conseguimos falar tão abertamente assim. Basta surgir na conversa para nos fecharmos em copas e até nos irritamos quando a pessoa, muitas vezes sem querer, insiste naquele assunto tabu. Mesmo que seja considerado trivial para aquela pessoa e qualquer outra no mundo. Não importa. O assunto é proibido para nós e ponto.
Isso demonstra o quanto conviver é uma arte difícil e exige tato. É preciso, antes de qualquer coisa, entender que cada pessoa tem as suas particularidades e que não se pode julgar o comportamento de alguém baseado apenas em nossa forma de ver o mundo. Se para nós um assunto ou atitude é considerado de pouca ou nenhuma importância para outra pessoa pode não ser. É preciso ter cuidado. Do contrário, conviver se torna impossível e o rompimento acaba acontecendo.
Trocando em miúdos, é preciso respeitar as individualidades de cada um. Só assim poderemos construir uma convivências sem atritos, baseada no respeito mútuo. Onde, apesar de muitas vezes não concordar com a maneira de viver, se comportar e pensar da outra pessoa, conseguimos respeitar suas atitudes evitando com isso brigas e afastamentos.
A diferença de ideias e pontos de vista não podem representar empecilho para a boa convivência. Ninguém é obrigado a pensar como nós. É saudável conviver com pessoas que têm visões diferentes das nossas a respeitos dos mesmos assuntos. Isso faz com que enxerguemos as coisas por um prisma que não víamos antes. Isso nos enriquece e nos torna mais tolerantes.
Não somos obrigados a mudar a nossa forma de pensar e agir para acatar a forma de agir e pensar de uma outra pessoa. É importante termos nossa própria opinião. Porém, isso não impede que ouçamos a opinião do outro e, em muitos casos, venhamos a concordar e até a passarmos a pensar da mesma maneira. Sem que com isso possamos parecer "Marias vai com as outras".
Embora seja difícil admitir que outras pessoas têm mais conhecimento que nós a respeito de determinados assuntos, se tivermos a humildade de ouvir. o que elas têm a dizer podemos aprender muitas com elas. Manter os ouvidos tapados e ignorar o fato de que não somos "experts" em todos os assuntos é apenas uma prova de soberba.
Devemos estar sempre abertos a ouvir o que os outros têm a dizer e nos ensinar. Isso nos faz mais inteligente e nos mostra que da mesma forma que temos muito o que aprender com as pessoas também temos muito que ensinar a elas. A vida é uma eterna troca. Como diria São Francisco de Assis: é dando que se recebe."

Bom domingo.