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agosto 23, 2026

Tente outra vez.

 

 


Não diga que a canção está perdida

Tenha fé em Deus, tenha fé na vida

Tente outra vez

Beba (beba)

Pois a água viva ainda está na fonte

(tente outra vez) 

Você tem dois pés para cruzar a ponte

Nada acabou

Não, não, não, oh, tente

Levante sua mão sedenta e recomece a andar

Não pense que a cabeça aguenta se você parar

Não, não, não, não, não, não

Há uma voz que canta, há uma voz dança

Uma voz que gira (gira) bailando no ar

Queira (queira)

Basta ser sincero e desejar profundo

Você será capaz de sacudir o mundo

Vai, tente outra vez

Tente (tente)

E não diga que a vitória está perdida

Se é de batalhas que se vive a vida

Tente outra vez.

 

Raul Seixas.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

 

agosto 16, 2026

A natureza do escorpião.

 Acho que muita gente conhece aquela história que narra o encontro entre um sapo e um escorpião. Para aqueles que não conhecem, vou tentar resumi-la aqui: Em meio a uma enchente, um escorpião se viu diante de um sério problema. É que ele estava acostumado a atravessar todos os dias de uma margem para outra de um rio, que era relativamente raso. Porém, com a enchente, o rio transbordou com o aumento de seu volume e profundidade.

Até aí, nada demais, não é? A questão é que o escorpião não sabia nadar. Por isso, foi obrigado a ficar parado à margem do rio, esperando que ele voltasse ao normal. No entanto, a chuva não dava trégua e a enchente só aumentava. Do lado do escorpião havia um sapo que, diferentemente dele, fazia a travessia várias vezes ao dia sem problema algum, causando sua inveja.

Depois de algum tempo reparando aquele vai e vem do sapo, o escorpião resolveu se aproximar dele para conversar. O sapo não queria saber de muita conversa, pois estava ocupado atravessando coisas de um lado para outro, afinal, ele vivia disso. 

Foi então que o escorpião teve a ideia de pedir ajuda ao sapo.

- Olha, amigo sapo. Eu tenho muita urgência de atravessar para a outra margem, porque tenho problemas urgentes a resolver. O amigo, que é um nadador tão exímio, não poderia...

Aquela conversa durou até que o sapo, já sem paciência, perguntou:

- O que quer de mim, seu escorpião? Não vê que estou trabalhando? O que deseja, afinal?

- Uma carona - respondeu o escorpião.

- Uma carona? - espantou-se o sapo.

- Sim. Deixe que eu monte em suas costas enquanto atravessa o caudaloso rio. Não te custa nada, não é? É que eu não sei nadar e os meus filhos estão na outra margem me esperando para alimentá-los, pobrezinhos.

O sapo parou um instante com sua faina e pensou que não custaria nada ajudar o escorpião com sua família, pois uma vez na vida a gente sempre precisa da ajuda dos outros, não é mesmo? E, embora um tanto ressabiado com a má fama que os escorpiões têm, permitiu que ele montasse em suas costas e iniciou a travessia do rio.

A viagem corria tranquila, a parte perigosa da travessia já tinha sido feita e os dois já estavam a poucos metros da outra margem do rio quando o sapo sentiu uma ferroada forte em suas costas.

- Ai, o que é isso? - Ele perguntou. - Eu acabei de lhe prestar uma ajuda e o senhor me ferroou, seu escorpião.

O escorpião saltou para a terra firme e, quando já estava em segurança, respondeu:

- Desculpe, amigo sapo, mas ferroar é da minha natureza.

Enquanto isso, o sapo desaparecia nas águas do rio, fulminado pelo veneno da ferroada.

É isso, amigos, nunca devemos esquecer que a natureza de um escorpião é ferroar, apesar de muitas vezes se fazer passar por um simples necessitado.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

agosto 02, 2026

No meio do vendaval.

 Às vezes usamos a expressão 'passou como um vendaval' para abordar coisas que acontecem subitamente em nossas vidas e nos pegam de surpresa. Acho que todo mundo tem um momento desses (ou vários) na vida. De repente, nos vemos no meio de um 'vendaval' e mal conseguimos nos manter de pé, pois somos sacudidos dos pés à cabeça.

Dia desses, os moradores da cidade do Rio de Janeiro (inclusive, esse que vos escreve) viveram um momento desses: ventos fortíssimos pegaram todo mundo de surpresa e foi preciso se proteger para não sofrer quedas e outros danos. Infelizmente, houve mortes e muitos prejuízos materiais pela cidade, que ainda tenta apagar os vestígios que a ventania deixou por onde passou.

Independente de todo o lado desagradável, sobretudo do caos e das privações (fornecimento de luz, por exemplo, que ainda afeta a muitos), a ventania deixa uma lição: nunca sabemos em que momento todas as nossas certezas e aparente tranquilidade serão colocadas em xeque. De uma hora para outra, nos vemos obrigados a lutar pela nossa sobrevivência numa luta desigual com a natureza, essa mesma que negligenciamos tanto, que tratamos como se estivesse o tempo todo à nossa disposição.

Outro ponto importante é que o acontecimento nos lembra que estamos todos interligados. Natureza e homem precisam falar a mesma língua. Não dá mais para vivermos fingindo que podemos destruir tudo o que está ao nosso lado, desmatar, poluir rios e oceanos, espalhar lixo por todo lado e seguir como se nada tivesse acontecido. Uma hora a conta chega em forma de um rugido da natureza, que não aguenta mais ser maltratada.

Amar a natureza e cuidar bem dela talvez seja a nossa única saída para não sermos pegos de surpresa outras vezes.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

julho 26, 2026

Ser feliz é tudo o que se quer.

 Esta frase é um dos versos de uma canção famosa e contém uma grande verdade: todos queremos ser felizes. Este é o grande objetivo de praticamente a maioria das pessoas e vivemos lutando para realizá-lo, custe o que custar, não é mesmo? 

O problema é que, nessa luta desenfreada para encontrar a tal felicidade, muitos acabam exagerando na dose e chegam a acreditar que felicidade se compra, que basta ter um montão de dinheiro para consequentemente ter direito a ela. Será mesmo?

Particularmente, não acredito nisso. Para mim, felicidade é, antes de qualquer coisa, uma conquista pessoal e dependente não somente da maneira como encaminhamos nossa vida, mas da forma como encaramos o que é realmente ser feliz. 

Muitos dizem que a verdadeira felicidade é possuir muitos bens, ter muito dinheiro, de preferência sem trabalhar ou fazer o menor esforço, e não ter que se incomodar com nada que acontece à sua volta. Nesse caso, os problemas enfrentados pelas pessoas comuns, como fome, doenças, desemprego e falta de moradia, não passam de chatice para atrapalhar seu conforto e bem-estar.

Felizmente, existem aqueles que, embora não neguem que vivam em busca da felicidade, da realização de todos os seus sonhos, não esquecem que para isso aconteça será necessário que aqueles que vivem à sua volta desfrutem do mínimo de conforto possível, com menos miséria e pobreza. Afinal de contas, ninguém é uma ilha perdida num oceano distante.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

julho 19, 2026

Brincando de ser adulto.

 Estamos vivendo um momento de total infantilização da humanidade. Parece que de repente todos se deram conta de que viemos ao mundo única e exclusivamente para nos divertir, sem maiores preocupações com aquilo que acontece bem ao nosso lado: se as pessoas sofrem, passam fome, frio e sede, se vivem pelas ruas ao relento, se temos guerras ou catástrofes para enfrentar.

Nada importa, além do nosso próprio conforto e bem-estar, principalmente quando nos sentimos numa situação superior, quando temos dinheiro o bastante para nos livrar de problemas que enfrentam aqueles que nasceram à margem, que precisam sobreviver com o mínimo ou, na maioria das vezes, com quase nada, pois falta-lhes o básico para viver com alguma dignidade.

E quando alguém levanta a voz para falar desse mundo de faz de conta em que parte da humanidade (os afortunados que vivem numa bolha de luxo e ostentação) está mergulhada, é acusado de esquerdista, comunista e de proteger pessoas que, segundo afirmam, estão na pobreza e na miséria porque não querem ou não gostam de trabalhar, quando, na verdade, sabemos das dificuldades que enfrentam aqueles que fazem parte das camadas menos favorecidas de nossa sociedade.

Nessa brincadeira que se tornou a vida para alguns (entre eles estão pessoas que sobrevivem nas mesmas condições que aqueles a quem criticam e menosprezam), a vida parece não ter problemas e o grande objetivo da vida é explorar o máximo daquilo que o dinheiro pode dar, sem se importar com o resto. Mesmo sabendo que esse 'resto' é a maioria e está bem ali no seu quintal.

Talvez tenha chegado a hora de nos tornarmos adultos de verdade e parar de brincar de viver e entender que na vida nada é definitivo, como num jogo, chega uma hora em que os papéis se invertem e aí é tarde demais para chororô.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, luz, caridade e GRATIDÃO. 

julho 12, 2026

Cuide-se: a criança cresceu.

 Todos nascemos seres completamente indefesos (creio que isso acontece com todas as espécies existentes no planeta) e necessitamos dos cuidados de alguém (normalmente a mãe) para que possamos nos desenvolver com saúde. Em algum momento, nos tornamos capazes de cuidar de nós mesmos e já não precisamos tanto daquele suporte que recebíamos antes.

Para a maioria, essa transição entre a infância e a vida adulta é feita de maneira natural e sem grandes traumas, mas existem aqueles que se negam a aceitar a passagem do tempo e que não são mais os bebês indefesos de antes. Realmente, a vida adulta não é fácil. A ideia de que devemos cuidar de nós mesmos, nos responsabilizarmos pelo que fazemos ou deixamos de fazer, muitas vezes assusta ou mesmo apavora.

No entanto, para o nosso próprio bem, não devemos nos deixar abater pelos problemas que, independentemente de nossa vontade, surgem a cada momento. Pelo contrário. É preciso reunir forças dentro de nós para enfrentar cada um deles, pois só assim podemos crescer e nos tornar adultos de verdade.

Ninguém se torna forte do dia para a noite. Nossa formação, nosso crescimento, embora exteriormente aconteça de maneira mais rápida, em nosso interior costuma levar um pouco mais de tempo. Precisamos ter calma com as nossas deficiências, aceitar o nosso ritmo interno, sem forçá-lo. Cada coisa chega no seu tempo, apenas não podemos deixar de lutar para melhorar um pouco a cada dia.

Alcançar a maturidade, o entendimento de que não somos mais as crianças dependentes de ajuda a todo momento do início de nossas vidas, precisa ser a nossa meta constante e isso se dá a partir do momento em que nos dispomos a nos libertar de todas as correntes que nos prendem à ideia de que não temos capacidade de andarmos com as nossas próprias pernas, pois a criança cresceu.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.