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fevereiro 22, 2026

A verdade que engana.

 Um dos maiores ensinamentos deixados por Jesus Cristo diz respeito à verdade e o quanto é libertador a sua busca, pois quem a segue encontra o Pai, que está no céu. No entanto, vivemos, principalmente após o advento da internet, no reino da mentira e da enganação. Transformamos a libertadora verdade na mentira que engana e confunde a cabeça de todos aqueles que, muitas vezes cheios de boas intenções, se deixam seduzir.

Atualmente, toda vez que se lê ou se ouve alguma notícia, não se pode mais confiar que é verdade, mesmo que seja contada por pessoas consideradas 'de confiança', pessoas que desfrutem de certa credibilidade na sociedade. Dessa forma, a desconfiança virou a melhor arma para evitar que sejamos enganados, para evitar darmos crédito a informações falsas veiculadas com o único objetivo de desviar os olhos e ouvidos da verdade.

Muitos já não conseguem distinguir a informação verdadeira da falsa, pois as duas vêm embaladas, quase sempre, da mesma maneira. Uma mentira deslavada é dita com a mesma veemência que se diz a mais pura das verdades. Por isso, é preciso estar atento, não se pode deixar seduzir pela embalagem, por mais bela e bem feita que seja.

Nesse ano de eleições, mais do que nunca, deveremos estar mais atentos do que nunca. Políticos, com o mero objetivo de conquistar um cargo de deputado (federal ou estadual), governador, senador ou presidente da república, são capazes de qualquer coisa, não medem esforços e, muitas vezes, na falta de argumentos que realmente possam convencer o eleitor, lançam mão de mentiras que a um olhar pouco atento podem parecer verdades. Portanto, muito cuidado.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

fevereiro 15, 2026

Aceitação.

 Alguém pergunta: o que a passagem do tempo representa para você? 

Começo dizendo que esta não é uma pergunta fácil de responder, por vários motivos. Em primeiro lugar, é preciso levar em consideração um monte de coisas. Há coisas boas, como a experiência que se adquire, a aprendizagem, as chances e oportunidades que aparecem, as pessoas que a gente conhece, os lugares que visita, aquela sensação de que somos donos de nosso próprio nariz, do nosso próprio tempo e de que somos imortais (acho que todo mundo acredita nisso até morrer), enfim, tem os amores, pois sem eles a vida é um 'saco', não é mesmo?

Por outro lado, tem todos os preconceitos e mitos que são despejados em cima daqueles que atravessam um certo limite de idade, os que vivem mais, além de todos os agravantes, ou seja, as doenças (as chamadas comorbidades), a solidão e o abandono, os problemas financeiros, o medo do fim que se aproxima. Trocando em miúdos, não é nada fácil, viver exige uma certa dose de coragem e, sobretudo, muita força de vontade para enfrentar tudo aquilo que surge em nosso caminho a todo momento.

Acima de tudo, o importante é nos aceitar como somos, encarando cada fase de nossas vidas, da infância à velhice, saboreando o lado bom de cada idade. Cada dia de nossa vida é único e nunca viveremos outro igual, nem teremos a chance de repetir as experiências que deixamos passar diante de nossos olhos. Por isso, cada instante é precioso, não podemos deixar escapar por preguiça ou preconceito. Sempre que a vida nos apresenta algo, ela tem um objetivo, uma intenção de nos ensinar uma coisa nova, importante para nosso futuro.

Aceitar a vida como ela é não significa ser conformista, acomodado ou apático. Significa simplesmente ser capaz de encarar os fatos de maneira adulta, sem se deter diante das adversidades ou mesmo se deslumbrar por estar vivendo um momento de felicidade e abundância. Tudo passa. Ao mesmo tempo, manter a esperança de que o melhor sempre está por vir nos impulsiona a manter o passo firme na caminhada.

Bom domingo e excelente carnaval, divirta-se.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

fevereiro 08, 2026

Diferenças.

Embora se fale muito de pluralidade, na verdade, vivemos na singularidade, ou seja, estamos cada vez mais parecidos uns com os outros, como se acabássemos de sair da linha de produção de uma fábrica de robôs. Por mais que se diga o contrário, a impressão que se tem é a de que todos querem a mesma coisa, todos falam a mesma coisa, têm o mesmo objetivo, trilham (ou desejam trilhar) o mesmo caminho e, o que é pior, não desejam abrir mão de disso.

Dessa maneira, a impressão que fica é que essa nossa tão aclamada pluralidade só acontece mesmo na superfície, por fora, 'para inglês ver', como se diz no popular. No fundo, não fazemos questão de ter a nossa própria identidade, a nossa própria visão de vida, a nossa própria opinião e, muitas vezes, fazemos isso conscientemente, pois o que queremos é fazer parte da maioria, não queremos ficar com a minoria que ousa pensar diferente.

Talvez essa seja uma onda passageira, que logo voltaremos a valorizar nossa própria opinião e visão de vida, nossa identidade, mas até lá, ninguém pode negar, está difícil de aguentar essa homogeneização do pensamento, do modo de viver, todos fazendo as mesmas escolhas, como ovelhinhas seguindo um pastor louco e alucinado, que, decididamente, não sabe para onde está indo.

É hora de voltarmos a pensar por nós mesmos, a pesar os prós e os contras de nossas escolhas, pois sabemos que elas têm efeitos não somente em nossas vidas, mas também nas vidas de todos aqueles que vivem à nossa volta, ou seja, nossa família, nossos amigos. Não podemos pensar apenas no nosso 'umbigo', vivemos num mundo que realmente tem uma enorme diversidade de raças, credos, cores, culturas e, sobretudo, com diferentes interesses que precisam ser respeitados, da mesma maneira que queremos ser respeitados.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

fevereiro 01, 2026

Trocas de experiências.

O passar do tempo sempre foi um problema, pelo menos assim parece, para praticamente todas as pessoas, não é mesmo? Envelhecer nunca foi um processo fácil de ser encarado e, nos últimos tempos, tem piorado muito, principalmente com essa onda que anda por aí, o chamado 'etarismo', ou seja, as pessoas são segregadas de acordo com suas idades. 

Em outras palavras, um verdadeiro culto à juventude e ao frescor da idade, em detrimento da experiência que aqueles que têm um tempo de vida a mais geralmente possuem.

Aqueles que têm menos idade reclamam que precisam de uma chance para mostrar do que são capazes, enquanto os de maior idade sentem que ainda têm muito mais para dar, que vivem seus melhores momentos e, portanto, se negam a 'pendurar as chuteiras'.

Diante disso, uma coisa fica clara: tanto os jovens quanto os 'mais experientes' estão cobertos de razão. Creio que há espaço para todos e que ninguém precisa ser descartado para que o outro entre no seu lugar. Há espaço para todos viverem e trabalharem pacificamente, trocando experiências. Aliás, como sempre foi e, acredito, deverá continuar sendo por muito tempo ainda.

Os jovens trazem o frescor, o idealismo (?) comum da idade, e os mais velhos carregam a experiência acumulada em anos de trabalho, uma união que só pode dar certo. No mais, precisamos, urgentemente, deixar de lado a mania que temos de jogar luz sobre as diferenças, as divisões que segregam as pessoas em guetos e nichos, em vez de incentivar a comunicação e o convívio das diferentes camadas de nossa sociedade.

Bom domingo e excelente semana para todos.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

   

  

janeiro 25, 2026

Por uma fé sem fórmulas e métodos.

 De uns tempos para cá, vez ou outra, nos deparamos com pessoas que se apresentam como entendidas dos assuntos que dizem respeito à religiosidade, fé, doutrina e tudo o mais relativo às ligações do 'homem' com a divindade, especificamente Jesus Cristo, neste caso particular, a Igreja Católica, e fazem posts onde ensinam (?) o que é certo ou o que é errado um fiel fazer ou deixar de fazer, quando está, ou não, praticando sua fé.

Antes de qualquer coisa, me parece presunçoso que alguém, sem apresentar credenciais mínimas, se arvore de grande entendedor de assuntos tão, digamos, misteriosos como os concernentes à fé e à passagem de Jesus Cristo aqui na terra, seus ensinamentos e tudo o que ele representa para os seus seguidores de hoje e de qualquer época.

No meu entender, a fé não é algo que se coloca dentro de uma redoma e se diz que só se pode agir de uma ou outra forma, não deixando espaço para que as pessoas possam usar da sua espontaneidade, ou seja, rezar, conversar com a divindade usando uma linguagem própria, falando sobretudo das coisas que estão em seu coração, em sua alma.

Quando criamos métodos e fórmulas para viver e expressar essa fé, determinando que quem usa de outros meios não está exercendo corretamente sua religiosidade e, o que é pior, que por esse motivo está condenado(a) a 'queimar no fogo do inferno', sem direito a apelação ou mesmo que não está exercendo plenamente seu papel de cristão, nenhum serviço se presta à mesma causa.

Precisamos, urgentemente, deixar de impor métodos e fórmulas de professar nossa fé, pois, desta forma, estamos afastando as pessoas da igreja e, mais que isso, daquilo que elas acreditam ou simplesmente fazendo com que vivam uma fé sem verdade, sem espontaneidade, transformando-as em repetidores de fórmulas e gestos dos quais pouco sabem a origem e significado.

Uma fé precisa ser vivida com a força de nosso coração, de nossa alma, tem de vir do nosso âmago e traduzir fielmente aquilo que somos, sem manchas e nódoas.

Bom domingo e excelente semana. 

Esperança, fé, paz, amor, caridade e GRATIDÃO.

    

janeiro 18, 2026

Será que perdemos para sempre a espontaneidade?

Já houve um tempo em que se podia confiar na espontaneidade das pessoas e mesmo dos acontecimentos em geral. Quando as coisas aconteciam, tinha-se a impressão de que elas se deram de maneira natural e espontânea, sem a interferência de quem ou do que quer que fosse. Os religiosos costumavam classificar os acontecimentos como 'vontade de Deus' e assim a vida seguia seu curso.

Depois do advento da internet, essa espontaneidade parece ter perdido espaço para artificialidade, dificultando saber quando estamos diante de fatos e acontecimentos considerados normais e naturais e quando estamos diante de puras ilações, mentiras deslavadas, hoje conhecidas mundialmente como 'fake news'.

O estrago é bem grande e atinge todos os segmentos de nossa sociedade, desde os relacionamentos pessoais até o que diz respeito à política, economia, religião, ciências, os costumes e tudo o mais que engloba a vida de todos os habitantes da Terra. Passamos a ter de nos preocupar, quase em tempo integral, em separar 'o joio do trigo', o verdadeiro do falso, o que só aumenta a desconfiança e o medo de estar, o tempo todo, sendo enganado.

É sob este signo que temos vivido ultimamente. Fala-se muito em geral, sobretudo que a 'terceira guerra mundial' pode eclodir a qualquer momento, mas esquecem que já vivemos a pior guerra que podemos enfrentar, que é a guerra da informação, a guerra invisível. Principalmente, quando lidamos com a internet (nos últimos tempos, se tornou impossível viver sem o seu uso), nunca se sabe quando estamos lidando exatamente com quem acreditamos estar lidando.

O perigo de ser vítima de golpes nunca foi tão grande. A cada momento, podemos ser enganados através dos mais diferentes (e prosaicos) meios. Numa ação simples, numa mensagem corriqueira, num simples telefonema, não se tem mais paz, nem podemos mais usar daquilo que tínhamos de mais precioso em nós, que era a nossa espontaneidade, nossa capacidade (e direito) de sermos nós mesmos.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.