Estamos vivendo um momento de total infantilização da humanidade. Parece que de repente todos se deram conta de que viemos ao mundo única e exclusivamente para nos divertir, sem maiores preocupações com aquilo que acontece bem ao nosso lado: se as pessoas sofrem, passam fome, frio e sede, se vivem pelas ruas ao relento, se temos guerras ou catástrofes para enfrentar.
Nada importa, além do nosso próprio conforto e bem-estar, principalmente quando nos sentimos numa situação superior, quando temos dinheiro o bastante para nos livrar de problemas que enfrentam aqueles que nasceram à margem, que precisam sobreviver com o mínimo ou, na maioria das vezes, com quase nada, pois falta-lhes o básico para viver com alguma dignidade.
E quando alguém levanta a voz para falar desse mundo de faz de conta em que parte da humanidade (os afortunados que vivem numa bolha de luxo e ostentação) está mergulhada, é acusado de esquerdista, comunista e de proteger pessoas que, segundo afirmam, estão na pobreza e na miséria porque não querem ou não gostam de trabalhar, quando, na verdade, sabemos das dificuldades que enfrentam aqueles que fazem parte das camadas menos favorecidas de nossa sociedade.
Nessa brincadeira que se tornou a vida para alguns (entre eles estão pessoas que sobrevivem nas mesmas condições que aqueles a quem criticam e menosprezam), a vida parece não ter problemas e o grande objetivo da vida é explorar o máximo daquilo que o dinheiro pode dar, sem se importar com o resto. Mesmo sabendo que esse 'resto' é a maioria e está bem ali no seu quintal.
Talvez tenha chegado a hora de nos tornarmos adultos de verdade e parar de brincar de viver e entender que na vida nada é definitivo, como num jogo, chega uma hora em que os papéis se invertem e aí é tarde demais para chororô.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, amor, paz, luz, caridade e GRATIDÃO.