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abril 26, 2026

Eterna insatisfação.

 Não é novidade nem segredo para ninguém que o ser humano é um eterno insatisfeito. Insatisfeito com a vida que leva, com a situação política e econômica do país em que vive, com seus relacionamentos de amizade ou amorosos, com o clima e também com seu corpo, com seu sexo e grau de importância na sociedade.

Não faltam motivos para insatisfação e não ficamos restritos apenas a reclamar daquilo que não nos satisfaz, queremos de toda maneira mudar para ficar exatamente do jeito que acreditamos que nos fará mais felizes. Dessa forma, muitos passam a viver suas vidas sob a motivação da mudança, da transformação que desejam, sem o que afirmam que suas vidas não têm sentido, preferindo muitas vezes abrir mão dela caso não consigam seu intento.

Talvez não tenha nada de errado nisso. Afinal de contas, a vida deve ser uma constante busca pela satisfação de estar vivo, mas vivo totalmente integrado ao mundo em que estamos inseridos, felizes de corpo e alma, inteiros. Se alguma parte de nós incomoda, é preciso que se busque ajustá-la para nosso conforto e bem-estar, não é mesmo?

Entretanto, a pergunta que fica é a seguinte: não estaríamos indo na contramão da vida ao querer mudar tudo aquilo que nos incomoda sem deixar espaço para a superação, para a busca da aceitação de sermos exatamente aquilo e do jeito que somos, sem medo, vergonha ou sentimento de rejeição, sem querer seguir um modelo imposto pela sociedade?

Alimentar a ideia de que devemos nos livrar daquilo que não nos satisfaz faz de nós pessoas incapazes de lidar com aquilo que temos de diferente dos outros, que antes de nos fazer sentir menores ou excluídos poderia ser motivo de engrandecimento, de força, prova de resistência, superação e, acima de tudo, prova de fé. 

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

Viva São Jorge!


 

abril 12, 2026

Haverá um amanhã.

Por mais que se fale que a morte não existe e que é apenas um estágio de transição, vivemos como se tudo fosse acabar de uma hora para outra, que vamos todos desaparecer, simplesmente virar fumaça. Esse tipo de pensamento faz com que a humanidade viva como se não houvesse amanhã, sem compromisso com qualquer coisa que não seja se divertir e vantagem sobre tudo e sobre todos.

Muito triste esse tipo de pensamento, pois leva as pessoas a cometerem atos tresloucados e a viver voltadas somente para si, pouco se importando com o que acontece com as pessoas que vivem ao seu lado. Tragédias como guerras, fome, problemas climáticos não lhes dizem respeito desde que não as atinjam, tirando-as de seu conforto e bem-estar.

A falta de espiritualidade faz com que a humanidade cada vez mais perca sua capacidade de se colocar no lugar do outro, daí vivermos constantemente em guerras e disputas de força. A ideia de unir forças para fazer com que o mundo se torne um lugar melhor para todos viverem é refutada em nome de um individualismo que despreza o outro e suas necessidades.

Conscientizarmo-nos de que estamos apenas de passagem neste mundo e que logo o deixaremos é a chave para perdermos a pressa de viver ou mesmo o desejo de amealhar cada vez mais bens que, no fundo, de nada nos servirão no porvir. Do mundo levamos apenas o resultado de nossas ações, os sentimentos que cultivamos e as lições que aprendemos com cada erro e acerto que fizemos.

Bom domingo e excelente semana. 

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

abril 05, 2026

Um presente bem vivido.

Talvez seja difícil para a gente precisar exatamente em que tempo estamos vivendo neste momento, pois a nossa mente vaga indisciplinadamente pelo passado, presente e futuro sem que para isso, aparentemente,  façamos grandes esforços. Há quem diga que quase nunca vivemos no momento presente, estando ora no passado, com as nossas boas e más lembranças, ora planejando e imaginando o nosso futuro.

Parece, a um primeiro olhar, que isso não tem nada demais. Afinal, muitas vezes esses tempos se misturam na nossa cabeça, não é mesmo? Dessa forma, como o passado já aconteceu e o futuro ainda está por vir, preferimos caminhar pelo que já conhecemos ao mesmo tempo em que damos asas à nossa imaginação, criando um futuro que cabe dentro dos nossos sonhos e fantasias.

Porém, esquecemos de viver exatamente o momento capaz de corrigir os possíveis erros do passado, acertando os passos de nosso futuro. Esse tempo é o presente, o momento que vivemos agora, nesse instante. E, queiramos ou não, o único que realmente vale a pena. Dele depende o passado e, muito provavelmente, o nosso futuro. Se vivermos bem o momento presente, se prestarmos atenção aos nossos sentimentos, desejos e sensações, se procurarmos acertar os nossos passos e ser felizes, não tenhamos dúvida de que tanto nosso passado quanto nosso futuro serão melhores.

Um presente bem vivido nos proporcionará boas lembranças, ao mesmo tempo que deixará um caminho aberto para que os acontecimentos de futuro, além de mais otimistas, sejam mais próximos daquele que almejamos. Um presente bem construído é o alicerce para um futuro brilhante e o espelho retrovisor onde refletirá todas as nossas boas recordações.

Bom domingo de Páscoa e excelente semana.

Esperança, fé, paz, amor, caridade e GRATIDÃO. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

março 22, 2026

Quando não se fala com palavras.

 Vivemos imersos num mundo em que as palavras têm o poder de aproximar e distanciar as pessoas, torná-las amigas ou inimigas, enfim, uma simples palavra pode unir o que está separado e separar o que parecia estar unido para sempre. Dessa forma, devemos tomar muito cuidado com elas e nunca proferi-las de maneira descuidada, sem se preocupar com o significado que elas carregam. Nunca esquecendo que em determinadas regiões ou culturas a mesma palavra pode ser um elogio e noutras um horrível xingamento.

É preciso sempre estar atento para não ofender quando na verdade estamos querendo elogiar ou simplesmente mostrar a nossa simpatia, o nosso apreço, a nossa estima numa sociedade em que qualquer deslize pode ocasionar uma guerra, geralmente com resultado imprevisível. Para isso, basta reparar com atenção as relações entre países e mesmo entre familiares, amigos, colegas de trabalho, vizinhos, onde uma palavra dita com descuido pode provocar distúrbios.

No entanto, existe uma outra forma de linguagem e comunicação que, da mesma forma que as palavras, merece nossa atenção: a linguagem corporal. Sim, através do corpo falamos muitas vezes muito mais claramente do que com meras palavras que, não podemos esquecer, dependem do entendimento que o ouvinte tenha do idioma que falamos para entender o seu significado. 

Nosso corpo, por outro lado, dispensa esse tipo de entendimento, pois sua linguagem é universal. Independente da língua que falamos, entendemos claramente o que alguém está sentindo ou transmitindo através do seu gestual, se ela está triste ou feliz, aborrecida ou não, se concorda ou discorda, pois nosso corpo não mente, mesmo quando nos esforçamos ferozmente para isso.

Se com palavras podemos dizer o que não estamos sentindo, com o corpo isso é praticamente impossível. Por isso, devemos prestar bastante atenção à mensagem que estamos passando corporalmente.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.  

março 15, 2026

Expectativas.

 Expectativa é uma palavra que nos acompanha desde sempre. Nascemos marcados por expectativas de nossos pais e parentes de qual será (ia) o nosso destino. Portanto, nos acostumamos desde cedo a estar sempre buscando não decepcionar aqueles que nos cercam, geralmente tentando fazer o melhor que podemos para acertar, mesmo que isso represente para nós esforço desmedido ou sofrimento. 

O tempo passa e um dia crescemos, ficamos adultos e passamos a ter as nossas próprias expectativas de vida, de futuro e tudo o mais. Nada mais normal que isso, não é mesmo? Afinal de contas, a vida é nossa e cabe a nós decidir os seus rumos. No entanto, aquela cobrança, aquelas expectativas que os pais e parentes próximos tinham quanto à nossa vida e ao nosso futuro ganham um adicional: as pessoas em geral, aquelas com as quais passamos a interagir na sociedade na qual estamos inseridos.

No início, parece normal as pessoas estarem sempre perguntando sobre a sua vida, suas ações e planos. Com o tempo, porém, isso acaba virando uma espécie de intromissão, uma cobrança, como se você devesse satisfação de sua vida a terceiros, muitas vezes pessoas estranhas com as quais não tem a menor intimidade.

É aquele momento em que você se dá conta de que tem vivido para realizar as expectativas que não são suas, mas dos outros. É hora de dizer chega, de dar um fim nessa história. Você já não é mais o filho, o sobrinho, o neto fofinho (a), pois virou um adulto, com vida própria, com anseios, planos e expectativas próprios e se tem alguém a quem deve satisfação é a você mesmo.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.