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sábado, 25 de agosto de 2012

"Phantasmagoria".

     E´evidente o desespero com que os programadores de televisão, sobretudo nos programas de variedades, enfrentam para apresentar novidades que atraiam os telespectadores nesses tempos de internet e mil parafernálias mais. Haja criatividade, não é? A concorrência é grande e os pontinhos na audiência são disputados segundo a segundo.
     Por  isso é comum a gente ver coisas muitos interessantes, mas também  muita coisa sem muito valor ou necessidade sendo apresentada ao distinto público. E´o caso do "Phantasmagoria" que vem sendo apresentado no programa dominical da Globo, "Fantástico". Aliás, já faz tempo que o programa apresenta muito pouca coisa de "fantástico". Na verdade, não tem passado de uma revisão da semana com ares de telejornal comum.
     Mas isso é um outro assunto. O que quero falar é da falta de proposito do quadro. Pelo que dá para entender ele tem a intenção de desmascarar os fantasmas que a crença popular acredita habitar determinadas casas assustando as pessoas. Para isso, os responsáveis pelo quadro vão até esses lugares e entrevistam as pessoas que tiveram contato com esses fantasmas e ouvem os seus relatos. Neles os entrevistados contam suas experiências e ...
     Bem, seria muito bom se o quadro parasse por ai, pois é sempre muito interessante ouvir relatos desse tipo, não é? Aguça a nossa imaginação, ao mesmo tempo que a gente fica torcendo para não ser visitado por esses nossos amiguinhos do além. Só que eles, não se sabe com por que razão, resolveram tirar a prova dos nove com os fantasminhas: Será que eles existem ou as pessoas que dizem vê-los são vítimas de alucinação? E´como se fosse aquele quadro do mesmo programa em que eles testam marcas de produtos.
     Aqui os testados são os fantasmas. E pouco importam as historias contadas pelos entrevistados, de nada adianta a experiência vivida. Tem um cara lá prontinho para dizer que tudo não passa de golpe de vista, imaginação. Ou seja, depois desse quadro, os fantasmas estarão todos desempregados, desmascarados e condenados ao esquecimento. Nunca mais ninguém vai se deixar enganar por qualquer fantasma que seja. E´o fim para eles.
     Pura pretensão e falta dela, a imaginação. E´por falta dela que fazem quadros tão sem sentido. E´ lógico que essa história de ver fantasmas é cercada de muita fantasia, imaginação e até alucinação. Ninguém duvida disso. O medo, a tensão, os agentes externos como barulhos, sombras contribuem para que se crie a ilusão de algo mais. Também acredito nisso. Daí querer provar que todos os casos são mentirosos é outra coisa.
      As duas coisas são inteiramente perigosas: tanto acreditar que eles existem sem procurar ver as coisas por um lado racional, como taxar todos de embusteiros. Ninguém tem autoridade para afirmar isso ou aquilo. Tem coisas que fazem parte do mistério da vida, da nossa crença nas coisas, da nossa fé.
     Nunca acreditei em espíritos que vêm à terra apenas para assustar os outros. Se eles vêm, se tentam algum contato é por um objetivo muito maior que o de simplesmente assustar. Se isso acontece é muito mais pela nossa ignorância do que pela vontade deles. Pelo lado espiritual da coisa é preciso lembrar que situações como essas são de espíritos que não encontram o seu caminho depois da morte do corpo e precisam se libertar para seguir o seu destino.
     Outro ponto é a questão da câmera de filmagem. Na verdade, um realty show disfarçado. Será que espírito ou fantasma, como queiram, se interessam por aparecer num programa de televisão? Acho que nossos amigos do "Fantástico" pensam que sim. Acreditaram que era só ligar a câmera que todos eles viriam correndo, loucos para dar as caras na televisão no programa de maior audiência dos domingos. Tenha paciência, não? Até os fantasmas devem ter algo mais interessante para fazer.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Encontros felizes.

     Eu gosto muito de assistir e ler entrevistas. Não que eu seja um simples curioso da vida dos outros. E´que gosto muito de saber como as pessoas construíram e constroem suas vidas, como foi o caminho delas até ali, se venceram sozinhas, se tiveram a ajuda de outras pessoas, enfim, como alcançaram o sucesso. Além disso, tem a questão do exemplo, as dicas, a lição de vida.
     E não pense que só as entrevistas com os bambambans da vida me interessem. Pelo contrário. Todo mundo tem sempre muita coisa para ensinar, histórias interessantes para contar. Isso sem falar que em entrevistas as pessoas não contam somente as coisas boas que lhes aconteceram, contam também suas mancadas, seus deslizes, o número de vezes que tentaram e falharam, que quase desistiram, que se não fosse isso ou aquilo elas não estariam onde estão.  Coisas que a gente precisa saber para não pensar que tudo cai do céu, que os vencedores sempre encontram muitas facilidades na vida.
      E isso não é simples fofoca, é aprendizado. Através de uma entrevista ficamos sabendo o quanto somos todos parecidos, o quanto passamos pelas mesmas dúvidas, as mesmas inseguranças, os mesmos enganos.
Mais do que isso, fica a certeza de que muito raramente alguém vence sozinho. Sempre tem aquela pessoa que surgiu no seu caminho e deu aquela dica, aquela força, aquele suporte tão necessário, aquela palavra amiga que fez tanta diferença. E a isso, eu dou o nome de "encontros felizes".
      Se, por acaso, você também tem esse hábito de ler ou assistir a entrevistas, de ouvir relatos de vida deve ter reparado que a maioria teve um desses "encontros felizes" a quem elas atribuem grande parte do seu triunfo. Essa pessoa, geralmente, é alguém simples, mas dona de uma generosidade capaz de levar o outro ao caminho do sucesso, da paz, do amor, ao caminho do encontro com as realizações que tanto buscamos na vida.
      E eu acho que  tudo o que devemos desejar é ter um desses encontros. De repente a gente até já teve e não se deu conta disso. Essa pessoa esteve lá, nos apontou o caminho e nós, cegos, não enxergamos, não nos demos conta. Por isso, é preciso estar vigilante: alguém pode estar tentando fazer com que trilhemos o caminho das realizações e nós estamos nos negando a perceber.
     Isso acostuma acontecer porque é comum a gente criar falsas expectativas que nos levam a não dar importância para o que verdadeiramente vale à pena. Às vezes essa pessoa não vem vestida a caráter e sim em vestes simples e maltrapilhas, o que pode nos confundir.
     O importante é estar atento e saber identificar quando esses "encontros felizes" acontecem. Depois, é só não esquecer de falar deles quando for contar a sua história.

sábado, 18 de agosto de 2012

Quanto vale o show?

     Uma das coisas mais difíceis da vida, na minha opinião, é saber quando é que realmente estamos agradando e quando estamos forçando a barra, quando alguém é mesmo nosso amigo ou se estamos forçando a nossa presença. O mesmo se pode dizer em relação ao amor, a convivência, até mesmo as ajudas que prestamos e as que recebemos. Nunca se sabe quando as pessoas estão agindo por vontade ou por pura convenção social.
     Infelizmente, nossa sociedade nos empurra para o convencionalismo. Agimos para agradar, para não parecer pedantes, para não aborrecer o outro, para parecer educado. Há casos em que fazemos exatamente o contrário: nos fingimos de grossos, mal educados, fingimos que estamos aborrecidos, chateados. Tudo porque acreditamos que naquele momento não é bom demonstrar nossos verdadeiros e reais sentimentos: poderíamos parecer bobos, idiotas, ingênuos. E esses papeis definitivamente não considerados bons.
     Por isso, é comum uma pessoa reagir mal numa situação apenas porque acha que essa atitude vai parecer boa aos olhos de quem está assistindo à cena. Ou seja, nossas atitudes e reações são mais voltadas para uma plateia que acreditamos estar muito interessada naquilo que fazendo, apesar disso nem sempre representar a verdade. É muito pouco provável que alguém na rua vá ficar muito preocupado se ao levar uma fechada de um veiculo você reagir de forma civilizada e desculpar o outro motorista.
     Na nossa cabeça, pensamos que a plateia vai gostar mais se agirmos de forma irracional e partirmos para cima do outro com xingamentos, impropérios e muitas coisas mais. Isso me faz pensar que agimos mais voltados para os outros do que para nós mesmos. Existe um compromisso invisível com o outro: o que vão pensar de mim? Vão achar que sou um banana, que não reajo à altura e isso é muito ruim.
     Essa é a convenção da nossa sociedade. Para ser sincero, essa é a convenção da nossa selva. Porque, agindo assim, nos igualamos aos animais selvagens e até eles só atacam para manter o seu território ou para se alimentar. Com a barriga cheia muitos animais se mostram dóceis e sociáveis. Já o ser humano... Bem, precisamos deixar de lado essa mania de que o certo é sair por aí agindo com destempero e que a plateia gosta assim.
     Em primeiro lugar, é preciso lembrar que não existe plateia nenhuma. No fundo, as pessoas estão tão absorvidas em seus problemas que elas não têm tempo nem condições para analisar e julgar as nossas atitudes. É claro que os gritos de  alguém sempre faz com que parem e olhem. Mas param e olham para condenar e não para aplaudir. Se aplaudem é com o simples objetivo de atiçar ou de demonstrar reprovação.
     É comum uma pessoa estar com a razão e ser vaiada exatamente por causa de seu destempero. Apesar disso, as pessoas continuam achando que o melhor é dar um showzinho toda vez que se sente ofendida ou contrariada em seus objetivos.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O poder do pensamento.

      Muito se fala do poder da nossa mente. O próprio Jesus Cristo nos seus ensinamentos está sempre nos lembrando: "Pedi e recebereis". Só que mesmo com esse aval que Ele nos dá, parece que não acreditamos muito e continuamos a viver como seres limitados. Esquecemos que temos uma mente maravilhosa e que ela tem contato direto com o Grande Criador.
     Em sua passagem pela terra Jesus não fez outra coisa que não fosse tentar nos convencer disso. E quantos outros têm tentado fazer a mesma coisa? No entanto, preferimos ficar presos às limitações do corpo sem se dar conta dessa força que possuímos dentro de nós.
     Por vivermos milênios de cegueira, temos dificuldade de nos convencer do poder da nossa mente, do poder do pensamento, do poder da nossa intuição. E´por isso que vivemos tão imersos em nossos mundinhos nos sentindo frágeis e pequenos. E´como se tivéssemos medo de nos dar conta desse poder enorme que temos e não saber o que fazermos dele. Não é fácil descobrir, de uma hora para outra, que não somos tão frágeis como pensamos e que podemos, sim, direcionar a nossa vida de maneira positiva e produtiva.
     Passamos muito tempo acreditando no contrário. Nossa sociedade é feita em cima da ideia de que existem fortes e fracos e que os primeiros sempre vencerão e vão dominar. Baseado nesse principio passamos a vida convencidos de que os fortes são os outros, que nascemos marcados para sermos menos do que realmente somos.
     E´isso que faz com que as pessoas passem a vida inteira paradas sem buscar aquilo que têm de mais precioso na vida que é a fé em si mesmo. Sem que mudemos esse paradigma não adianta vir à terra centenas de profetas anunciando que podemos tudo, que somos feitos à imagem e semelhança de Deus. Se nós não mostramos capazes de acreditar nisso.
     Nosso pensamento pode nos abrir para um mundo melhor, mas também pode nos criar um inferno interior. A escolha é nossa. Talvez seja por isso que muitos preferem viver na escuridão da ignorância, morrendo de medo de dar o primeiro passo.

sábado, 11 de agosto de 2012

Vencendo obstáculos.

     Em tempos de olimpíadas é comum ver os atletas às voltas com a questão do limite. Até onde somos capazes de chegar? Quanto de esforço é necessário para que possamos vencer os obstáculos e barreiras que se apresentam no nosso caminho? Estas são perguntas que a gente nunca sabe a resposta exata. Nunca sabemos se nos esforçamos o bastante ou se desistimos antes da hora. Sempre fica a dúvida: será que aquele era o momento certo de parar?  Estamos sempre achando que podíamos ir mais longe, tentar um pouco mais, resistir mais.
     Porém, nosso corpo é dotado de limites. Chega uma hora que não dá mais, que temos mesmo que dizer: chega. Atravessar essa linha tênue que separa o que é esforço pessoal do que é simplesmente loucura é muito difícil. Só depois, com a cabeça fria, é que conseguimos analisar se paramos na hora certa ou se fomos além da nossa capacidade. No caso de ter ido além, nosso corpo vai estar lá para nos avisar, só ele pode responder a essa pergunta.
     No entanto, é preciso frisar que sempre podemos ir além desde que respeitemos nossos limites, sem fazer deles um motivo para "jogar o boné". Antes, devemos estar sempre buscando superá-los. E é isso que os atletas nos ensinam: temos que ser nossos próprios incentivadores, conhecedores das nossas capacidades e estar sempre querendo mais. Sempre tentando vencer as dores, o cansaço, a preguiça, a falta de ânimo e a falta de fé em si mesmo.
     E´ isso. Temos que acreditar na nossa força. Mais do que isso, temos que fazer com que essa força aumente a cada dia. Do contrário, corremos o risco de ficar sentados á beira do caminho à espera de sermos bafejados pela sorte, de que alguém passe e nos estenda a mão. E´ preciso, mesmo quando caímos, levantar e por-se a caminho, certos de que o objetivo está sempre bem mais à frente e que caminhando firmes nos nosso propósito de vencer a nossa paralisia vamos chegar lá.
     Muitas são as dificuldades, os impecílios, mas nossa força interior, nossa fé que o amanhã será melhor do que  hoje deve estar sempre na ordem do dia. Podemos cair, podemos nos sentir impossibilitados por algum tempo, mas sempre se consegue levantar e seguir adiante, ainda que esse levantar seja apenas metaforicamente. O que vale é a atitude que temos diante da vida, diante de nós mesmos. Sem nunca esquecer que não estamos sozinhos: existe algo maior que nos guia e nos ampara e que nos chama a dar o passo seguinte.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O mundo é uma panela de pressão.

     Por mais que tentemos nos alienar daquilo que acontece à nossa volta, parece impossível. A realidade se impõe e lá estamos nós diante dela, sem saber o que fazer, que atitude tomar. Basta colocar o pé fora de casa e nos damos de cara com todo o tipo de acontecimento: pessoas dormindo pelas ruas, crianças famintas, famílias inteiras ao relento, usuários de craque se drogando, assaltos, carros atravessando o sinal, batidas, atropelamentos, tiroteios, morte.
     Enfim, temos que estar preparados para tudo. Não dá para sair tranquilamente e despreocupadamente. A qualquer momento nos deparamos com alguma situação inusitada e nos sentimos perdidos qual crianças de se separaram de seus pais ou responsáveis. É como se estivéssemos num trem fantasma, sustos não faltam.
      O pior é que somos levados a acreditar que tudo isso é normal, que não devemos nos abalar. "Isso é normal", é o que dizem todos. Ninguém parece mesmo se abalar com nada que acontece. Além de tudo ainda temos que contar com a possibilidade de a qualquer hora alguém sacar de uma arma e fazer disparos por esse ou aquelo motivo.
     Mas será que é mesmo normal viver o tempo todo na expectativa como se estivéssemos vivendo em guerra? O mundo mais parece um panela de pressão pronta para explodir. A cada minuto surge um louco em alguma parte de mundo disposto a demonstrar toda a fúria que traz dentro de si, fúria essa sempre voltada contra os seus próprios irmãos que nada têm  ou nada sabem da sua dor, do seu inconformismo com o mundo. Pessoas essas que igualmente trazem em si o seu inconformismo e seus problemas e que também estão tentando viver nesse mundo de maneira que haja lugar para todos, que todos tenham os direitos respeitados, e que igualmente respeitem os direitos dos outros.
     Todos nós precisamos deixar de ver o outro como culpado pelos nossos problemas, culpado pelas nossas dificuldades de nos sentir parte integrante desse mundo. Só assim essas tragédias, esse descaso com a vida alheia vai deixar de existir.
     Ninguém é ingênuo de acreditar que o mundo alguma vez foi um lugar calmo e tranquilo para se viver. A humanidade sempre passou por momentos difíceis onde a vida valeu muito pouco. Mas temos que pensar que houve evolução, caminhamos. Não podemos estar eternamente regredindo, eternamente voltando a ser como nos primórdios dos tempos.
     Muito foi ensinado, muitos sinais foram dados, no entanto aprendemos muito pouco. E a lição que menos aprendemos foi a do "amor ao próximo", o respeito que devemos ter pelo nosso semelhante. Se essa lição tivesse sido assimilada, não aconteceria tanto atentado de irmão contra irmão. Irmãos não sairiam de casa com o triste objetivo de machucar o seu irmão.
     Que toda raiva, dor, inconformismo sejam transformados em paz, amor e tolerância. Que ao invés de alimentarmos motivos de destruição, nos sintamos imbuídos de amor, alicerce fundamental para a convivência pacifica entre os seres.

sábado, 4 de agosto de 2012

Perdoando para viver melhor.

       Infelizmente, existem muitas coisas que atravancam a vida e impedem que a gente viva em paz. Dentre elas estão a raiva, a mágoa, o rancor e tantos outros sentimentos. Sentimentos esses que nos levam a ter pensamentos e emoções ruins. Quando sentimos, por exemplo, raiva de alguém é possível que essa pessoa nunca tome conhecimento desse nosso sentimento, mas, por outro lado, o nosso corpo... Ele é o primeiro a ter notícia de que estamos odiando determinada pessoa, pois grande parte do ódio, da raiva, do rancor, do ressentimento fica parada em nós e passa, consequentemente, a nos fazer mal.
      Portanto, não vale à pena ficar alimentando dentro de nós sensações que nos causam tantos estragos. E´claro que ninguém é santo. E´ difícil sair por aí perdoando todas as vezes em que sofremos ofensas, maus tratos, injúrias, todas as vezes em que somos ofendidos, humilhados. Esses, digamos, baixos sentimentos são, muitas vezes, nossa válvula de escape. Através deles tentamos exorcizar, botar pra fora aquilo que nos corrói a alma.
     Acreditamos que tendo um pensamento ruim por aquela pessoa estamos acertando as contas com ela, que  estamos reagindo. Em muitos casos, a pessoa até pode receber aquela carga ruim que enviamos para ela, chegando mesmo a sofrer as consequências maléficas dele tal é a força do pensamento, o poder da sugestão.
     Só que existe a lei do retorno. Nada fica parado. Aquilo que saiu de nós, a nós retorna. Já pensou você recebendo de volta uma carga de ódio enviada a alguém? Seria muito triste constatar que podemos estar sofrendo exatamente porque de nossa mente saiu uma mensagem de sofrimento que retornou a nós. Parece estranho, mas é a mais pura verdade.
     Você já deve ter ouvido dizerem que a raiva invenena aquele que a sente. E´ exatamente isso. Literalmente, nos envenenamos com o nosso próprio veneno. Aí você pode dizer: "Fui eu quem foi ofendido primeiro". Pode mesmo ser verdade. A ofensa e a injúria partiram do outro lado. Como se diz: você estava quieto no seu cantinho. E´ duro sofrer a ofensa e ainda por cima ter que ter bons sentimentos. Mas é esse, pode se dizer, o pulo do gato. Não se deve cair em tentação.  O "diabinho" está ai para tentar, para dizer que não se deve levar desaforo para casa.
     E´por esse motivo que temos tanta contenda, tanta briga. Ninguém quer levar desaforo para casa. Baseado nesse tipo de pensamento, estamos sempre prontos a reagir, nos defender. Basta um simples encontrão e lá vamos nós tirar satisfação acreditando que assim é que está certo. Afinal, é isso que aprendemos desde que nascemos: é preciso reagir, senão ficamos em desvantagem.
     Nada disso. Dê um sorriso e siga adiante. Seu corpo vai agradecer. E aquela pessoa que te deu a topada, se foi intencional, vai ficar muito sem graça e até mesmo desapontada por não ter conseguido o seu intento. Pelo seu lado, você poderá seguir o seu caminho livremente, sem precisar conviver com as emoções ruins que uma reação intempestiva pode causar. Aprender a perdoar é difícil, duro e exige muito treinamento, mas nos faz viver melhor.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Cuidado com os adversários.

     A amizade é algo que todos buscamos. Quem não se orgulha dos amigos que faz pela vida afora. Principalmente daqueles que nos acompanham anos seguidos e que estão sempre presentes em nossos melhores e piores momentos. Temos certeza de que se eles não estivessem ao nosso lado não suportaríamos as passagens difíceis do nosso caminho. Mas por outro lado, sabemos que as nossas melhores realizações, nossos triunfos só são o que são porque eles estão ali do lado vibrando com a gente.
     Porém, a amizade tem o seu contrário: a inimizade. Inimigos são aquelas pessoas que, em determinado momento, muitas vezes sem nenhuma explicação plausível, deixam de ser nossos amigos, de fazer parte da nossa história e passam a nos querer mal, a bem da palavra, passam a nos amaldiçoar. Nossos feitos que antes para elas eram motivo de alegria e festa, agora passam a ser motivo de raiva e rancor.
     Triste situação de se viver. No entanto, não podemos negar que desentendimentos fazem parte da vida. E. com muita sorte, esses momentos acabam passando e a amizade sendo plenamente restabelecida, não é? Quantos casos conhecemos e até vivemos em que isso deu, não é mesmo? Uma relação muito próxima não está livre de sofrer percalços. De repente, uma palavra mal falada, um mal entendido acaba por azedar uma relação de anos ou da vida inteira.
     E´ preciso lembrar também que não existe a possíbilidade, pelo menos eu penso assim, de uma inimizade nascer sem que antes tenha existido a amizade. Inimizade é o oposto da amizade. Por isso, vem sempre depois. Para alguém ser nosso inimigo tem que ter sido nosso amigo antes ou coisa muito parecida com o calor humano e as afinidades de uma amizade. Sem querer ser filósofo de esquina, mas essa é uma grande verdade. Ninguém pode ser inicialmente nosso inimigo. Isso é praticamente impossível. E´ o mesmo com o ódio em relação ao amor. Um vem depois do outro.
      Estou falando disso para chegar à uma descoberta que fiz há algum tempo e que ultimamente tenho notado com mais frequência. Acontece que tenho percebido que algumas pessoas das quais eu nunca fui nem próximo tem se revelado, sem nenhuma razão aparente,  minhas verdadeiras inimigas. Achei isso muito estranho e me pus a pensar no assunto e cheguei a uma conclusão: elas não são realmente minhas inimigas, elas são minhas adversárias.
     E´ isso mesmo. Essa é a terceira porta. Nem amigo, nem inimigo, mas adversário. E´ como se estivéssemos numa olimpíada, num campeonato onde queremos sair sagrados campeões e por isso temos que vencer os adversários que surgem no nosso caminho. Sem isso, nada de pódium, nada de levantar o caneco.
     Brincadeiras à parte, não temos mais que temer os inimigos e sim ficar atentos aos adversários que encontramos em nosso dia a dia. Eles são piores que os inimigos. Pois se alguém tem raiva de nós ou quer nos prejudicar é por alguma razão, justa ou injusta, mas uma razão. Já os adversários querem apenas levantar a taça e para isso não pensam duas vezes em quebrar-nos as duas pernas.