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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O milagre da renovação.

http://imageserve.babycenter.com/24/000/097/V3olRvP0TMs9yOgxhqOq4A0bgJU0DJLy     Como além de ator, e outras coisas mais, sou metido a escrever, um colega pediu que eu ajudasse a escrever uma pecinha de natal para ser apresentada na igreja.  Pois muito bem. Mãos à obra. Pensei comigo: vai ser  fácil, afinal natal é um acontecimento anual e todos estamos acostumados a falar sobre o assunto. 
     Bastava falar de um casal (Maria e José) a caminho de Belém, a estrela que surgiu nos céus, os três reis magos que a seguiam e finalmente o nascimento do menino Jesus numa pobre estrebaria. Quadro bastante conhecido de todos nós  e que é presença constante nos enfeites natalinos que encontramos por aí.
     Porém, ao sentar para escrever dei-me conta de que não é nada disso.  O natal em si é algo muito mais profundo. Com o passar dos anos acabamos ficando apenas em sua superfície: um presépio é montando, uma ceia é preparada, presente são trocados e pronto. Poucos são aqueles que tentam ver algo além disso em todo o barulho que se faz.
     É verdade que essa representação tem o seu valor. E através dela se comemora a vinda do Salvador ao mundo,  o que não nos deixa esquecer do grande plano divino para a salvação do mundo, através da encarnação de seu próprio filho.
     Mas precisamos ir além da simples representação, da comemoração rotineira. Antes de qualquer coisa, natal é tempo de renovação, é o momento em que nos damos conta de que, pelas circunstâncias, levamos uma vida muito alienada, que mal temos tempo de parar para pensar que a nossa vida faz parte de um plano maior, que não somos meras figuras autônomas que vagam por este mundo.
     Acima de tudo, vivemos pelo propósito maior que é o nosso encontro com a luz. Essa luz que se fez quando aquele menino nasceu em Belém despido de luxo e de pompa.
     Diante de tudo isso, cheguei a conclusão de que o natal pode até ser uma festa comum, do conhecimento de todos: crianças, jovens, adultos e os mais velhos. O  natal jamais será é uma festa repetitiva, pois a cada ano que passa descobrimos algo de novo, algo que não tínhamos nos dado conta em anos anteriores, coisas simples (sem jamais deixarem de ser profundas) e que sempre estiveram bem na nossa frente à espera do nosso olhar atento.
     O milagre do nascimento de Cristo. Milagre esse que se repete toda vez que nasce uma criança no mundo, o milagre da renovação.

sábado, 24 de novembro de 2012

Acalme o seu coração.

     Seria bom e desejável que a vida fosse feita apenas de coisas boas, que recebêssemos apenas boas notícias e que nunca ficássemos em estado de apreensão, com a respiração ofegante, o coração batendo descompassado, que é como ficamos nos momentos em que a incerteza toma conta de nossos sentidos e nos deixa à deriva.  
     Coisas ruins, ou não tão boas, acontecem e somos obrigados a encará-las todos os dias querendo ou não. Por isso, precisamos estar preparados para elas. O estranho é que mesmo sabendo disso, não temos como nos conduzir de maneira a que não nos exasperemos diante daquilo que tanto tememos.
Dizem por aí, para não lançar mão de algo mais, digamos,  picante que: "quando não se tem remédio, remediado está". E talvez essa seja mesmo a saída.  Se não tem solução, já está solucionado. Nada de levar a mão à cabeça, nada de desespero. Muita calma nessa hora. Nada como um dia após o outro.
     Para os que acreditam numa força maior, é hora de voltar-se para essa força, seja qual for, e se agarrar à ela até que a tempestade passe. Até porque, graças a Deus, as tempestades sempre passsam. Mesmo que fiquem alguns estragos, elas não duram para sempre.
     Já ouviu aquela que diz que "não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe" ? É outro dito popular que nunca deve ser esquecido. A voz do povo é cheia de sabedoria porque transpira experiência, conhecimento de causa.
     É preciso sempre lembrar que qualquer que seja o problema que a gente esteja vivendo, muita gente já passou por ele antes. Não somos os primeiros e e nem seremos os últimos a passar pela mesma coisa. Se isso não resolve, pelo menos, consola.
     E tudo o que precisamos nos momentos difíceis é de acalmar o nosso coração. Não espere que a palavra amiga venha de fora de você através de uma outra pessoa. Se vier, muito bom. É sempree ter um (a) amigo (a) nessas horas. Mas você mesmo pode, e deve, ser aquele (a) que vai dizer as palavras de encorajamento que você tanto precisa ouvir.
     Fale com você, converse consigo mesmo. É mais fácil ouvir e aceitar a nossa própria voz nos encorajando do que a voz de uma outra pessoa. Faça o teste e comprove. Assim o que é difícil, duro, intransponível pode ficar mais fácil de ser encarado.
     Agindo assim, estamos sendo os nossos melhores amigos.  Sem abrir mão, é claro, de todos aqueles que nos rodeiam e são tão importantes para nós.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

À luz de velas.

     Outro dia uma conhecida minha, ao passar diante de um lugar desses onde se acendem velas, resolveu questionar esse hábito que as pessoas têm. Teceu longo comentário sobre o ato e acabou por concluir que que acender velas para mortos, anjo da guarda, para santos ou coisa que valha é a maior besteira, algo sem o menor sentido prático.
- Quem garante se isso tem mesmo alguma eficácia? - perguntou-me ela, querendo, talvez, que eu fizesse coro à sua posição.           
     Dei uma boa respirada antes de dar qualquer parecer. Além de não ser nenhuma autoridade no assunto, acho que cada um de nós, via educação que recebeu ou alguma postura adquirida durante a vida, tem o direito de ter opiniões e pontos de vista diferentes.
     Não queria, de modo nenhum, me posicionar contra ou a favor de minha conhecida. Apenas chamei sua atenção para o fato de que ninguém tem cem por cento de certeza de nada nessa vida. Estamos todos tateando no escuro e por isso mesmo podemos cometer muitos erros, fazer coisas que não nos levam à nada acreditando estar fazendo algo de bom e grandioso.
     É o caso de acender velas, esse hábito que começou com os povos antigos e que perdura até hoje. Quem em algum momento não lançou mão desse expediente para tentar buscar um contato com os espíritos de luz, os santos e até mesmo para "iluminar" o caminho de um ente querido que já se encontra no outro plano?
     Sem dúvida quase todo mundo já fez isso, acreditando ou não. Não importa. Muitas vezes a pessoa faz issso de forma inconciente, porque está no subconsciente de cada um, principalmente dos católicos, espíritas, umbandistas e tantos outros.
     Nossa fé não é racional. Não acreditamos baseado em números estatísticos, provas cientificas. Acreditamos porque nossa intuição nos leva a acreditar. Quando acendemos uma vela, o fazemos porque aprendemos que esse ato nos coloca em contato com o nosso guia espiritual ou anjo da guarda, nosso santo de devoção, com nossos entes queridos, nos fazendo todos mais próximos.
     Uma simples vela tem o poder de quebrar as barreiiras entre os mundos, de mostrar o quanto somos gratos pelas graças que recebemos, o quanto amamos nossos entes queridos que já se foram (acredita-se que ao acender uma vela na intenção de um morto estamos iluminando o seu caminho e diminuindo o seu sofrimento) e  o quanto piedosos somos.
     Enfim, ao acender uma vela demonstramos nossa humildade e  desejo de que a luz reine em nossas vidas e de todos aqueles que nos cercam.  Na verdade as velas estão presentes em muitos momentos da vida, não só nos tristes ou religiosos, mas também nos festivos como nos aniversários, nos românticos jantares à luz de velas, nos enfeites de natal...
     Não faltam motivos e ocasiões para que acendamos uma vela. O que não muda é o objetivo: o desejo de que a luz esteja presente. Mesmo quando a luz elétrica nos deixa na mão. O resto, é querer ser racional demais

sábado, 17 de novembro de 2012

SIM ou NÃO?

      Ninguém pode negar que diariamente recebemos, vindo de todos os lados que se possa imaginar e sob os mais diversos aspéctos, os mais diferentes tipos de propóstas e que não dá para sair por aí dizendo SIM para tudo o que nos é oferecido.
      Se agirmos assim, corremos o risco de cometer muitos enganos e ter muita dor de cabeça, prejuizo, aborrecimento e tudo o que pode advir quando agimos sem pesar antes os prós e os contras, se vale ou não vale à pena, se temos realmente necessitade de adquirir aquele bem,  se queremos mesmo que aquela pessoa entre na nossa vida e por aí vai.
      O ideal, nesse caso, seria agir com muita prudência. Até proque é nossa vida que está em jogo. E, muitas vezes, em nome de estar antenado com as novidades do momento, para não ficar sozinhos, acabamos adquirindo e fazendo coisas que mais tarde descobrimos que não têm nenhum significado relevante para as nossas vidas ou descobrimos que compramos "gato por lebre".
     Por outro lado,  há aqueles que não querem nem saber: dizem NÃO para tudo o que lhe é proposto sem nem ao menos parar para pensar. O NÃO vem de forma automática, afastando qualquer possiblidade de acesso ao novo, àquilo que pode vir a representar uma mudança em sua vida, muitas vezes bastante esperada e até necessária.
     Nesse caso,  o medo de dizer SIM baseado em experiências ruins do passado faz com que a gente fique um tanto quanto ressabiado quando é apresentado a algo que não conhecemos e isso é totalmente justificável. Afinal, somos mesmo movidos por nossas vivências pretéritas e é com base nelas que tomamos as nossas decisões.
      Mas não se pode negar que esse tipo de atitude paralisa nossas vidas, impedindo que a gente possa seguir adiante. Ficamos excessivamente presos ao passado e não damos chance a que a própria vida nos prove o contrário: que as coisas mudam, ou antes, que nós mudamos. As experiências que tivemos precisam somar a nosso favor,  não contra nós.
      Nada acontece em vão. Cada dia que vivemos experimentamos coisas boas e ruins e é isso que fez de nós as pessoas que somos hoje. O importante é não valorizar de mais as coisas boas nem menosprezar as que não deram muito certo ou não aconteceram exatamente do jeito que a gente queria e planejou.
     Agindo assim, estamos nos comportando como crianças mimadas que só aceitam a brincadeira quando tudo está como elas querem, sem dar chance ao outro (a vida) de lhe ensinar uma nova e agradável brincadeira.
     Mais que dizer SIM ou NÃO, o que conta mesmo é que não nos sabotemos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

"Ninguém vive pra semente".

     Mesmo sabendo que ela será inevitável, muita gente se nega a sequer falar sobre ela. Basta que alguém toque no assunto para que muitos se afastem temerosos ou  mesmo que tapem os ouvidos, como se dessa maneira conseguissem afastá-la para bem longe. Não há dúvida que ela é algo que todo mundo quer evitar e que para isso seria capaz de fazer qualquer coisa.
     Uma dessas das formas que as pessoas encontram para tentar escapar desse encontro marcado é tentando não falar sobre o assunto. Muitos passam a vida inteira se negando a pensar na hipótese de um dia vir a ter que enfrentá-la de frente.
     Apesar de termos nascido com esse selo. Um dia teremos que deixar esse mundo e continuar a nossa viagem rumo a outros mundos e a outras experiências. E isso nada tem a ver, na minha opinião,  com castigo ou injustiça. Muito pelo contrário. É uma lei natural e um presente que recebemos ao nascer. Como diz o povo: "ninguém vive pra semente".
     E a ideia de que a vida estará sempre em movimento e que estaremos sempre sendo apresentados a novos caminhos deveria antes nos alegrar do que nos entristecer. Quem não gosta de sair de viagem e conhecer novos lugares, novas pessoas, rever amigos, viver novas experiências? Todo mundo gosta, não? Pois é assim que devemos encarar essa travessia.
     É claro que essa atitude de manter absoluto silêncio sobre o assunto merece total respeito. Todos temos o direito de escolher de que maneira vamos enfrentar os desafios que se apresentam em nosso caminho, nao é mesmo?
     Mas, no entanto, as pessoas vivem indo ao encontro dela toda vez que botam suas vidas em risco seja de maneira voluntária ou involuntária. E isso se dá, muitas vezes, sem que percebamos, sem nos darmos conta. Até porque a vida é um risco constante e essa possibilidade sempre existe. Por mais que tenhamos cuidado, por mais que sejamos precavidos, os perigos estão aí a todo momento.
     O importante é vivermos com alegria, agradecendo a todo momento o dom maravilhoso que recebemos que é a vida.

sábado, 10 de novembro de 2012

Mais que amizade: parceria.

junto 2     Muito se fala do quanto é bom termos bons amigos e eu estou aqui para confirmar isso: uma boa e sólida amizade, como diria aquele comercial de cartão de crédito, não tem preço. A vida fica muito melhor para quem pode desfrutar dessa verdadeira dádiva que é um(a) amigo(a), independemente do momento que se esteja vivendo, se alegre ou triste, ter alguém do lado para compartilhar é tudo de bom.
     Mas engana-se quem pensa que encontrar uma boa amizade seja uma coisa fácil. Pelo contrário. Talvez até se pode dizer que, como no caso do amor, é uma questão de sorte, de alma gêmea. Verdadeiros encontros que acontecem sem que a gente espere ou mesmo planeje. Quando se vê a ligação está criada, os laços estão feitos e nada pode explicar de forma razoável o por que da "união" fraternal que se estabelece.
     Quem está de fora, muitas vezes, não entende muito e pode, num primeiro momento, se confundir com o que vê. Muitos acabam por classificar como outra coisa. Principalmente quando a amizade em questão é entre duas pessoas do mesmo sexo.
     Esse é um dos riscos que se corre numa sociedade, infelizmente, ainda preocupada em fazer julgamentos ou classificar tudo segundo padrões preconceituosos. Porém, o lado bom de tudo é que, quando temos a sorte de um encontro desses na vida ( e eles, que pena!, são muito raros) não damos bola para qualquer tipo interpretação maldosa.
     No entanto, há algo melhor do que encontrar amigos(as): é encontrar parceiros(as). Aquelas pessoas, que muitas vezes nem são classificadas como amigas, pois não acostumamos abrir os nossos corações para elas, não saímos para jantar, não é comum recebê-las em nossa casa ou ir ao cinema com elas, mas elas são aquelas com as quais contamos no nosso trabalho, no nosso dia a dia.
     Sem elas, muito do nosso esforço seria em vão, não conseguiríamos levar o nosso trabalho a termo e acabaríamos "morrendo" na praia. Como formiguinhas, elas têm o dom de se fazerem ocultas, anônimas, pois não fazem questão de aparecer. Querem apenas somar, dar a sua contribuição. 
     E depois e tudo pronto, desaparecem como que quase por encanto sem cobrar aplausos ou nomes em letreiros. Apenas estavam lá no momento em que eram necessárias, no momento em que você precisava daquela ajuda, daquele ombro amigo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Motivo de queda ou soerguimento".

     É mais que comum a gente se sentir bastante insatisfeito com tudo aquilo que obtém na vida, sendo possível até mesmo afirmar que dificilmente encontramos pessoas plenamente satisfeitas e realizadas, pois a insatisfação é da natureza humana. Graças á ela é que chegamos, para o bem e para o mal, aonde estamos e o nosso mundo se encontra do jeito que está.
     Somos mesmo movidos pela nossa eterna insatisfação. Estamos sempre desejando coisas novas e quando as conseguimos, ou não, logo passamos a desejar outras num jogo que não tem fim. E isso, como já dissemos, é bastante natural por fazer parte de nós, da nossa condição.
     Porém, há casos em que esta insatisfação, essa busca desenfreada por algo que nem sempre sabemos exatamente o que é, nos leva a caminhos um tanto quanto nebulosos. Desejamos apenas por desejar, sem medir as consequências, sem perguntar se a coisa desejada é mesmo importante ou necessária em nossas vidas ou se apenas queremos acumular.
     É nessa hora que  acabamos sendo vítimas dos nossos desejos. Acompanhando a marcha desse nosso mundo moderno que nos leva ao consumismo desenfreado, julgamos que só seremos felizes se possuirmos isso ou aquilo, do contrários seremos eternamente condenados à infelicidade perene.
     Mas basta adquirir aquela coisa para descobrimos que não era verdade, que não nos tornamos mais felizes com aquela aquisição, muito pelo contrário, a nossa insatisfação permanece intacta, continuamos desejando algo que acreditamos ser material, pois na nossa visão só as coisas materiais podem trazer alegria e satisfação, que só elas podem ser motivo de soerguimento, só elas podem nos elevar.
     Infelizmente, não se pode negar que essa visão tem sido, sim, motivo de queda para muita gente. Ao desejar tão e somente bens materiais nos afundamos no lamaçal da falta de perspectivas futuras mais sólidas que nos levem ao desapego.
     Enquanto vivemos nesse mundo precisamos de bens materiais, dinheiro. Sem eles não se pode viver, é verdade. O que é preciso lembrar é que não ficaremos para sempre nesse mundo. Chega uma hora em que esse amontoado de coisas passa a fazer peso. Apenas peso, nada mais. Os bens que exibimos na praça, os últimos lançamentos não são capazes de melhorar a nossa figura diante de nós mesmos.

domingo, 4 de novembro de 2012

"Caiu na rede".

     Dia desses, rolou na internet, sobretudo no facebook, um alerta de pessoas preocupadas com violação da privacidade nos sites de convivência. Esse alerta era bastante enfático e buscava chamar a atenção para que as pessoas tomassem cuidado com as coisas que publicam em seus perfis.
     Até aí, tudo muito bom. É legal saber que as pessoas se preocupam em alertar umas as outras sobre os perigos e riscos que se corre na internet para que todos tenham a chance de não cair em armadilhas. Bastante louvável a iniciativa e que isso aconteça sempre. As pessoas precisam mesmo ser solidárias umas com as outras. E essa é boa forma de demonstrar isso.
     São essas "pequenas" contribuições que fazem a diferença e podem evitar crimes muito maiores (como pedofilia, roubos de senhas bancárias e muito mais)  e que, todos devem saber, a internet está cheia deles. Mais que isso: a internet ainda parece ser uma "terra sem lei". Dessa forma, todo tipo de cuidado que se possa ter, é pouco.
     Só que existe um porém, ou melhor dizendo, existem perguntas que não querem calar: como pode uma pessoa querer manter a sua privacidade, se ela, por sua própria vontade (pelo menos assim nos parece) posta fotos, vídeos, faz comentários, críticas, dá opiniões, conversa sobre todos os tipos de assuntos de forma aberta e livre? Será que essas pessoas que expõem suas vidas na rede são ingênuas e desinformadas, sem nenhuma noção do que estão fazendo, ou estão, sim, apenas querendo aparecer?
     São perguntas que me faço e, acredito, muitos devem se fazer também. Porque não se pode querer manter sua privacidade ao mesmo tempo que se expõe, acreditando que aquela exposição só está sendo feita para um grupo seleto de pessoas, "os seus amigos virtuais" e que só eles e ninguém mais terá acesso ao que foi postado.
     Infelizmente, é preciso que se diga que isso é pura ingenuidade. Principalmente sabendo que em termos de internet não há ninguém que seja santo. Todos entram em tudo. Para isso, todos sabemos, basta um simples clic. Eu mesmo, no momento em que escrevo esta postagem, sei que não terei o menor controle sobre quem terá acesso à ela e sobre qualquer outra coisa que eu venha a publicar aqui.
     Confesso que não sei se seria bom ter esse controle. Aliás, qualquer tipo de controle assusta um pouco, porque lembra censura, autoritarismo. Por isso, não existe outra saída senão nós mesmos termos o bom senso de sabermos discernir sobre o que queremos e o que não queremos que caia na rede. Depois, como diziam antigamente, muito antes da internet: é reclamar com o bispo.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Uma pequena confusão.

     "Quem pensa, não casa". Essa afirmação é uma expressão que era muito usada em Ibiá, interior de Minas, minha cidade natal, toda vez que alguém se mostrava muito indeciso nos rumos que daria para sua vida ou a um negócio. E até hoje, toda vez que me vejo um tanto atarantado, meio sem rumo na vida, ela me vem à cabeça.
     O pior é que descobri que esses momentos não assim tão raros como eu pensava que fossem. Vira e mexe e lá vem a conhecida, e também temida, dúvida, indecisão, medo de dar um passo maior que a perna e vai por aí.
     Aliás, não vai coisa nenhuma. Até que seria bom que ela fosse embora. Mas ela é insistente e fica. Ainda que eu tente não dar muita bola, fingindo que ela não existe. É nessa hora que a gente pensa em como seria bom se os oráculos do tempo dos gregos antigos ainda existissem. Bastaria chegar e fazer a pergunta que a resposta vinha. Pelo menos a história nos faz crer que era assim.
     Se era ou não, acho que nem tem importância. Afinal de contas, eles (os oráculos) não existem mais, ou até que existem (estão aí as cartomantes, os videntes e toda sorte de prestidigitadores), mas o que me deixa bastante aliviado é saber que a dúvida é tão velha quanto a humanidade. Ela já nasceu com o homem.
     Haja vista que Adão, o aclamado primeiro homem, teve lá as suas dúvidas (ou será que não teve?) quando Eva, a também aclamada primeira mulher, ofereceu a ele a maçã, ou seja, o fruto proibido. Portanto, eu não tenho motivos para me se sentir infeliz porque a danada da dúvida chegou e montou acampamento.
     O jeito é continuar pensando e pensando. Pesar prós e contras, calcular os riscos, E se depois de tudo isso, ela persistir o jeito vai ser arriscar. Como diziam lá em Ibiá também: quem não arrisca, não petisca. Se bem que entre casar e petiscar (que eu ainda estou para saber o que vem a ser isso exatamente), penso que petiscar deve ser mais fácil e menos perigoso (sem nenhuma conotação contrária ao casamento, por favor).
     Se bem que, dependendo o petisco ( isso, se pesticar for mesmo o que estou pensando que é), pode resultar numa bela dor de barriga. Alguém poderia dizer que dores de barriga são melhores (ou menos piores) que dores de cabeça (novamente, sem maldade). Nesse caso, a saída  mesmo pode ser petiscar, ou melhor, arriscar. Acho que confundi tudo. Na próxima, eu prometo que vou procurar ser mais claro.

Bom feriado a todos.