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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Minha primeira vez.

     É uma sensação muito boa colocar o ponto final num livro. E é isso que acabo de fazer. com "Dona Semíramis ". O livro está pronto. Não quero mais mexer em nada. Foi difícil chegar até esse ponto de achar que a história que eu queria contar está toda ali e que nada mais deve acrescentado.
     Esse é o meu segundo livro. O primeiro foi "No olho da rua". Além da distância que separa um do outro, o primeiro foi escrito nos anos 1990, eles são dois livros completamente diferentes. Em "No olho da rua", conto uma experiência pessoal e eu nem chego a considerá-lo como algo literário. É um relato de vida, um desabafo.
Com "Dona Semíramis ",  é diferente, embora eu também parta de uma experiência pessoal para a feitura do livro, mas tudo se desenrola de maneira ficcional. É, digamos, a minha primeira vez. Sempre escrevi muito para teatro, várias peças minhas estão publicadas aqui em forma de páginas, e me arrisquei a escrever duas novelas para televisão, inéditas: "Só a vida ensina", publicada aqui, e "Brasil Feliz". Mas romance de verdade, esse é o primeiro.
A lê-lo mais dez vezes para fazer as correções, me convenci de que ficou um trabalho bom, onde boto toda a minha e4xperiência em condomínios de forma muito bem humorada. Dona Semíramis não é um livro triste, embora muitas vezes conte histórias tristes. A minha intenção com o livro é mostrar o convívio num prédio de apartamentos onde uma mulher, Dona Semíramis, tenta fazer uma obra no apartamento que acaba de comprar e se vê diante de uma síndica intransigente e louca.
Tenho certeza que todos vão se divertir muito com a história. Mas, se isso não acontecer, ainda preciso encontrar uma editora, já valeu a pena ter escrito o livro. Contar histórias, criar personagens sempre foi uma coisa que me fascinou. O livro me trouce isso de volta.
Agradeço a todos os personagens do livro que, tão gentilmente, me cederam as suas histórias. Fico feliz de triste ao me despedir de Semíramis, José de Arimatéia, Raimundo Nonato, sua mulher Edivânia e os seus filhos, Severino da Guia, dona Tereza, seu Aristides e sua esposa, dona Vilma, dona Filó, dona Helena, Jorginho, Luizinho Maconheiro, Flora, o policial Osvaldo e sua família, Maracele e seus pais,  Zildete e seu quase pai, o Desembargador, dona Iraíldes, Diocléciano e sua família, dona Celeste e tantos outros que povoaram a minha mente durante os dois meses que levei para colocar o ponto final nessa história.
 A todos, meu muito obrigado. Que esse romance consiga publicação e que outros muitos venham.