Pesquisar este blog

sábado, 20 de novembro de 2010

Nosso legado.

     Sei que parece conversa de velho isso de ficar falando sobre o que se deve ou não deixar para as próximas gerações. Muitos encaram isso como uma forma de amealhar fortunas para que seus pimpolhos não tenham problemas e vivam uma vida tranquila no futuro. Tenho lá minhas dúvidas se isso é ou não válido. Mas deixemos isso para lá e vamos tratar de outra herança: o planeta. Querendo ou não teremos que deixar esse mundo para ser habitado pelas gerações que virão depois de nós, isso é um fato. Não há como mudar isso. Recebemos esse planeta quando nascemos e teremos que devolvê-lo quando partirmos. E, se possível, em boas condições de uso.
     Nos últimos anos (e cada vez de forma mais intensa) tem se falado da sobrevivência do planeta terra. Muitas pesquisas são feitas e os resultados não nada animadores: o planeta terra pede socorro. A humanidade precisa se conscientizar  de que é urgente uma mudança de atitude em relação à casa em que vivemos. Caso contrário esse planeta ficará insuportável e nossa vida aqui muito difícil. Muitos alertas são feitos. Reportagens são feitas mostrando a degradação do planeta, mas parece que ninguém (ou quase ninguém) está se importando com isso. Indiferente a qualquer apelo, as pessoas continuam vivendo como se nada tivesse acontecendo e continuam jogando lixo nas ruas, desmatando florestas, poluindo o ar, córregos, lagoas, rios, mares, insensíveis aos apelos das organizações que cuidam do meio ambiente, dos governos e até de populares.
     Uma dessas últimos campanhas é da sacola do supermercado. Uma bela oportunidade de voltarmos a levar as sacolas de casa e com isso livrar o solo desse poluente agressivo que é o plástico. Porém, salvo honrosas exceções, as pessoas não estão dando a devida importância e os supermercados continuam distribuindo sacolas plásticas à vontade num flagrante desrespeito a uma iniciativa tão boa. Mais uma vez o povo está deixando de dar a sua, ainda que humilde, colaboração.
     É preciso que tomemos a sério esses alertas e passemos a fazer, de forma consciente, o nosso papel na preservação do nosso planeta. E isso é muito simples. Basta que nos engajemos nas campanhas que são feitas, que não sujemos tanto as ruas, as matas, as praias, que não produzamos tanto lixo sem se importar com o destino que ele terá. A partir do momento em que tomarmos essa responsabilidade para nós, estaremos deixando para aqueles que virão depois de nós a melhor herança que alguém pode deixar. Não os milhões, as propriedades, mas um planeta plenamente habitável.

Salve o planeta terra!

sábado, 13 de novembro de 2010

Necessidade de ser aceito.

     Também acredito que é muito bom ser uma pessoa popular, bem aceito pela maioria, cheio de amigos, mas acho que tem gente que exagera na medida e para ser aceito é capaz de qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo. Chega a dar vexame e a se humilhar para receber um pouco de atenção. Alguns chegam ao ponto de se anularem como pessoas, deixam de lado as suas convicções e ideias só para não ir contra as ideias e convicções da pessoa (ou pessoas) que quer conquistar ou estar perto. Será que isso é mesmo válido? Vale a pena deixar de ser a gente mesmo em troca de um pouco de atenção?
     Tem gente que acha, não é mesmo? Que pena! Com isso não percebe que está sendo ridículo (a) e  que, ao contrário de conquistar amigos ou admiradores, acaba despertando pena, dó nas pessoas. Ninguém quer ficar perto de uma pessoa que passa o tempo todo se oferecendo, sendo gentil demais, boazinha demais, condescendente demais apenas para agradar. Não que pessoas com estas caracteristicas não existam. É claro que existem. Ainda bem que existem, mas elas são assim naturalmente, sem forçar a barra, sem tentar fazer tipo, entende? As pessoas gostam de estar perto de gente de verdade que age com honestidade, que joga limpo, que diz o que pensa, que não fala ou faz coisas apenas para agradar ou ser simpático.
     Não se deve negar que existem aqueles momentos em que estamos tentando conquistar alguém, chegando num grupo de amigos, numa escola, numa igreja, num clube e que, por uma questão de ainda não saber aonde estamos, agimos com certa cautela, sem mostrar muito da nossa personalidade. Mas isso se dá num primeiro momento, não podemos agir assim o tempo todo. Se assim o fizermos, podemos correr o risco de passar para os outros que não somos muito confiáveis e ai...
     O melhor de tudo é sermos sempre autênticos, mostrar logo a nossa cara e não ficar atrás do muro com medo de não ser aceito. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Além do mais, ninguém é perfeito. Viva a liberdade. Somos livres para sermos o que e quem somos, sem culpas. Não devemos viver presos a padrões de comportamento, regras de etiqueta que só levam ao artificialismo. Por outro lado, agir com simpatia, não significa agir com falsidade. Sejamos nós mesmos, sempre.

sábado, 6 de novembro de 2010

O código secreto de Chico Xavier

     Acabo de ler "As vidas de Chico Xavier", a biografia de Francisco Cândido Xavier, o Chico Xavier, escrita por Marcel Souto Maior. É realmente  inacreditável que esse homem tenha mesmo existido. Tudo em Chico Xavier nos leva a acreditar que ele não era desse mundo, tal a forma como viveu, tal a maneira como se colocou a disposição dos espíritos que através dele mandavam mensagens para nosso mundo dando-nos conta da vida após a morte, tal o número de pessoas que ele arrebanhou durante a sua existência, fazendo com que elas, mesmo provindas de outros credos ou convicções, se rendessem aos ensinamentos dos quais ele era porta-voz, tal a maneira como enfrentou os céticos, os que vinham nele um embusteiro, uma fraude ou um aproveitador da boa fé do povo. A todos Chico brindou com sua paciência, seu silêncio, sua dedicação, sua inesgotável capacidade de trabalhar em prol dos mais necessitados fosse material ou espiritualmente.
       Através dele todo um mundo novo se descortinou para nós. Chico Xavier foi responsável por divulgar a ideia de que a vida não termina no túmulo, ao contrário, apenas muda de forma: se antes ttínhamos um corpo para abrigar o espírito, a morte apenas nos livra dele, mas o trabalho continua, os laços continuam. Fato que para muitos materialistas adeptos do aqui e agora pode assustar, pois parece muito mais fácil acreditar que tudo acaba com a morte. A ideia de continuidade da vida nos impõe uma severa mudança de atitude diante de nós mesmos, diante do outro e diante do Criador. A partir de Chico/kardec a ideia da morte como descanso fica sem sentido. O céu/inferno/purgatório que a Igreja Católica apregoa já não responde às ansiedades daqueles que pensam além.
     O mais curioso de tudo é que os textos psicografados por Chico Xavier trazem, acima de qualquer coisa, mensagens de alguém muito conhecido de todos: Jesus Cristo. Em nenhum momento Chico Xavier e os espíritos ( Emmanuel/ André Luiz/ Bezerra de Menezes/ Maria João de Deus, sua mãe e tantos outros) tiveram outro "guia" que não fosse Ele. Isso fazia calar vozes exaltadas e dispostas a querelas inúteis. Ao mesmo tempo atraía (e ainda atrai) multidões em busca de consolo, em busca de tantas respostas que o catecismo tradicional não conseguia ( e ainda  não consegue) responder.
      Com Chico a comunicação entre os dois mundos está definitivamente estabelecida. Prova  maior disso são os mais de quatrocentos livros escritos e o sem-número de mensagens recebidas. Prova disso é o número cada vez maior de livros editados  e de médiuns que psicografam no Brasil mundo a fora.
     Porém, a ideia de que Chico Xavier criou um código (essa informção não contém no livro) para se identificar (teria sido numa tentativa de evitar fraudes) em possíveis mensagens do além, me deixou um tanto perplexo. Não consigo acreditar que em sã consciência Chico tenha criado esse "código". Isso não combina com a vida que ele levou. Essa preocupação não condiz com o que ele pregou; se em vida Chico não pertenceu a si mesmo e sim a causa espírita, como depois de morto ele ficaria preso à ideia de que alguém pudesse receber mensagens mentirosas dele?  É difícil de acreditar  que ele tenha deixado esse mundo com esse tipo de preocupação no alto de seus 92 anos e bastante alquebrado pelas enfermidades que acometeram seu corpo. Prefiro acreditar que isso tenha nascido de 'outras" mentes e que ele, sempre disposto a concórdia, tenha concordado apenas para não magoar aqueles que o assistiam em seus últimos dias na terra. Definitivamente essa história de código não tem nada a ver com Chico Xavier.