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sábado, 30 de novembro de 2013

O bem e o mal.

  1.      Será possível medir o bem ou o mal que nós fazemos a alguém? Não falo daquelas coisas terríveis ou da bondade extrema. Falo de coisas do dia a dia, aquelas nascidas do convívio diário e que são até mesmo inevitáveis e que, por esse motivo, deixam marcas profundas, para o bem e para o mal, porque vêm daqueles a quem amamos ou menos esperamos.
  2.     Não precisamos demorar muito para responder que não, não é? Não é mesmo possível a gente mensurar o tamanho do bem ou mal que fazemos a nós mesmos e às pessoas que nos rodeiam, ao mundo em que vivemos.
    No entanto, uma coisa podemos a afirmar: é sempre maior do que podemos imaginar. Um simples  ato nosso pode desencadear muita coisa. Pode salvar uma pessoa que esteja à beira de um precipício a ponto de cometer um suicídio, mas também pode derrubar alguém que estava firme como uma rocha.
    Por isso, temos que pensar muito antes de agir. Não dá para sair por aí fazendo e dizendo coisas sem pensar nas consequências. Mesmo quando julgamos conhecer muito bem a pessoa, nunca sabemos com certeza o verdadeiro estado do "coração" de ninguém. Não dizem por aí que "coração dos outros é terra onde ninguém anda"? Assim sendo, todo cuidado é pouco. Nossos atos tanto podem construir como destruir.
     Depois não adianta vir com aquela velha história de que não teve a intenção. Como diz bem a sabedoria popular: "de boa intenção o inferno está cheio". Isso pode até ser exagero popular, mas nunca é demais ter cautela quando o que está em questão é a vida das outras pessoas e os seus sentimentos. Ninguém gosta de ficar ouvindo coisas desagradáveis por aí, não é?
     É claro que também não se trata de ficar o tempo todo usando de "falsa" delicadeza, eufemismos e todas as formas de mascarar a realidade. Não se trata disso. Apenas devemos tomar cuidado para não piorar as coisas ou fazer coisas cujo resultado não podemos medir.