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março 28, 2021

A última encarnação do presidente da Fundação Palmares.


Já dizia o esperto dramaturgo Shakespeare que existem mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia, Essa grande verdade foi dita há, aproximadamente, uns quinhentos anos, mas os mistérios continuam intactos até hoje; continuamos nos perguntando o que realmente existe entre esses dois polos. 

No entanto, se você  quer saber o que isso tem a ver com o título do nosso post a resposta é simples: o presidente da ferida Fundação que, em tese, existe para dignificar a raça negra e suas lutas parece querer, pelo contrário, desmerecê-las através de atitudes, no mínimo esdruxulas, fazendo com que se acredite que exista algum mistério que a "filosofia" não está conseguindo explicar.

Pelo meu lado, prefiro acreditar que a explicação vem através do espiritismo e a teoria da reencarnação; cheguei a conclusão que esse senhor em sua encarnação pretérita foi um branco escravocrata que jamais aceitou a abolição da escravatura. Reencarnado num corpo negro, ele mantém os pensamentos e atitudes da outra vida. Só assim para entender o que se passa na cabeça de um negro que nega a história e as lutas de sua raça.

A solução indicada nesses casos, que são mais comuns do que se pode supor "nossa vã filosofia", é uma regressão à vidas passadas, para que conscientize esse senhor de que ele está vivendo em outro tempo e num corpo negro. Triste saber que a falta de conhecimento, e mesmo competência intelectual e emocional, não impeça alguns indivíduos de ocupar tão importantes posições em nossa sociedade. Só nos resta torcer para que esses tempos difíceis passem e que logo a Fundação Palmares esteja em mãos realmente competentes.

Bom domingo.

Não esquecendo que hoje é domingo de Ramos para os católicos: Jesus, montado num jumentinho, entra em Jerusalém, que é o nosso coração.

março 21, 2021

A campanha da fraternidade de 2021.


É muito triste o que vem acontecendo com a Campanha da Fraternidade,  promovida todos os anos durante a quaresma pela igreja católica, de 2021. Alguns grupos que se dizem cristãos católicos estão se sentindo ofendidos porque, passando longe dos temas de fácil aceitação, este ano a campanha é um claro chamamento a todos, independente de raça, opção sexual ou mesmo a religião que professa a se unirem em nome de Cristo, que faz unidade de toda a divisão.

Capitaneada por nosso valoroso Papa Francisco, a campanha tinha (e tem) tudo para ser um marco na história da igreja, pois representa um passo adiante no tempo. Pela primeira vez, a igreja está se abrindo ao diferente. Como diz a letra da música da campanha: "Venham todos vocês, venham todos. Reunidos num só coração, de mãos dadas formando a aliança, confirmados na mesma missão". O que há de errado em fazer um chamamento para que unamos o que estava divido?

O mundo anda muito polarizado politicamente e isso tem contaminado tudo em volta, caminhando na direção oposta do que e proposto pela Campanha da Fraternidade. As pessoas acreditam que Deus repudia aqueles que vivem e pensam diferente do que é pregado pela Bíblia ou pelos costumes da sociedade. Pelo contrário; Ele criou a todos com o mesmo amor e os mesmos direitos, não para uns viverem apartados dos outros. Precisamos acabar com a intolerância que tem marcado nossas atitudes nos últimos tempos. Onde está o nosso amor ao próximo e a nossa capacidade de aceitar o outro exatamente como ele é?

A quaresma é o momento de refletirmos sobre esse amor que tanto professamos em palavras e tão pouco vivemos na prática do nosso dia a dia. Nunca devemos esquecer que todos temos livre-arbítrio. Se tomamos decisões acertadas ou erradas a responsabilidade é toda nossa; ninguém é responsável pelos erros ou os acertos dos outros. O que devemos fazer quando acharmos que alguém está agindo de maneira considerada errada é dar o nosso exemplo através das nossas ações, pois o único que pode nos julgar é Deus.

Bom domingo.

março 07, 2021

Meias verdades



Tem sido cada vez mais difícil a convivência entre as pessoas em nossos dias, Por um lado a COVID vem impondo que todos vivam afastados para evitar o contágio e, por outro, estamos mesmo ficando dia após dia mais complicados, mais intransigentes, mais intolerantes com o que é diferente; basta que alguém não comungue das mesmas ideias que nós para que partamos para o confronto.

Triste momento esse que estamos vivendo, não é mesmo? Parece que a humanidade de repente resolveu dar um passo atrás ignorando todas as barreiras que vencemos por milênios à custa de muita luta, muita guerra sangrenta, muito genocídio. Perdemos o amor e o respeito ao próximo em nome de ideologias rasteiras e seguimos ídolos com pés de barro que não resistirão o julgamento da história. 

A saída encontrada por aqueles que querem viver em relativa paz, para fugir da polaridade e dos enfrentamentos vigentes em nosso ambiente de trabalho, familiar e social, é partir para as meias-verdades; De certa forma, desistimos de ser diretos e verdadeiros, pois acreditamos que o mais importante é "viver em paz", embora não saibamos mensurar que paz seja essa e se ela vale mesmo a pena.

Resta torcer para que esse tempo de treva passe e que logo tenhamos de volta nossa liberdade, principalmente nossa liberdade de expressão, pois não dá mais para vivermos amordaçados e com venda nos olhos como se estivéssemos na mais sombria das ditaduras, fingindo que somos um país democrático.

Boa semana.