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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Resposta à Marcelle.

    Abri minha caixa de e-mails e encontrei um recado de Marcelle de Castro. Eu não conheço a Marcelle e ela chegou até mim por uma postagem que escrevi sobre o Centro Cruz de Oxalá, local em que trabalhei durante bastante tempo e onde, por motivos particulares, não trabalho mais.
    Para começo de conversa, eu não tinha a menor intenção de responder ao e-mail da Marcelle. Em primeiro lugar,  porque já não atuo nesse campo da mediunidade (pelo menos, não ostensivamente como antes) e segundo, por discordar da visão que as pessoas têm da Umbanda e do espiritismo ao usá-los apenas quando querem interferir em seus destinos, mudar aquilo que acham que não está do jeito que gostariam que estivesse. Essa é uma visão bastante limitada e, para muitos, a única. Pena, pois  o espiritismo é (como qualquer religião) um meio de nos ligar ao sagrado , uma busca do entendimento tão necessário para nossa passagem aqui na terra.
   Conheço muita gente que não desassocia o espiritismo de feitiçaria e magia (quase sempre, magia negra) e acha que ele existe apenas para fazer trabalhos para trazer a pessoa amada, conseguir emprego, ganhar dinheiro fácil.  Não posso dizer que este seja o caso da Marcelle. Ao ler o seu e-mail, pensei logo em descartá-lo. Fico assustado quando percebo que as pessoas possam estar tendo esse tipo de engano a respeito do que eu entendo por espiritismo. Porém, aqui estou. 
   Pensando melhor, achei que precisava falar com a Marcelle e resolvi que seria aqui no blog. Afinal de contas, quando alguém bate à nossa porta, não é por acaso.
   Olha, Marcelle, entendo o seu sofrimento. Também já passei por isso. Aliás, dificil alguém não tenha, não é? Sei que é duro gostar de alguém que não sente o mesmo por nós. Mas não acredito, por incrível que possa parecer, que através de trabalho alguém possa amarrar outra pessoa. Acredito, sim, que temos ou não uma história para viver ao lado de alguém e se temos, essa história um dia começa e um dia pode chegar ao fim. Às vezes esse fim vem de forma natural, às vezes vem de forma brusca pegando uma das partes desprevenida. É provável que seja isso o que aconteceu com você. Houve descuido e quando deu por si a pessoa que estava ao seu lado tinha partido. Assustada com o abrupto do acontecimento  passou a pensar numa forma de reverter a situação. Difícil encarar os fatos e a dor que faz seu peito oprimido.
   Não se preocupe, Marcelle. Isso vai passar. Dizem que não há bem que sempre dure nem mal que nunca  acabe. Essa dor vai passar, essa opressão no peito vai dar lugar a uma Marcelle mais firme e positiva. Capaz de valorizar mais os momentos felizes e não dar tanta importância aos tristes. Se aquela pessoa foi embora, agradeça a Deus pelo tempo em que ela esteve do seu lado e diga que estará de braços abertos para recebê-la caso ela volte, mas não faça disso um cavalo de batalha. Se ela ainda nem chegou, deixe a vida seguir o seu rumo. O que é seu virá. Não tenha dúvida disso. Por hora, dê mais valor a tudo o que você tem: família, amigos, colegas de trabalho, vizinhos e sinta-se feliz por tudo de bom que vai acontecer na sua vida daqui para frente. E isso não acontecerá por forças de "trabalhos" e sim pela força da vida, pois você é criação de Deus  e merece tudo bom.

Tudo de bom para você. Tenha fé e siga em frente.