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domingo, 29 de novembro de 2009

Mediunidade

Esse é um assunto que sempre desperta curiosidade em todo mundo. Basta alguém dizer que é médium ou que tem mediunidade para ser olhado com espanto, como se fosse portador de alguma anomalia, chegam até a achar que se trata de algo contagioso, ou mesmo ser visto como uma espécie de oráculo que tudo vê e tudo sabe, sobretudo as coisas do futuro. Exageros à parte, é o que quase sempre acontece. As pessoas, talvez pela nossa (brasileiros) formação religiosa voltada quase sempre para o catolicismo que nos chegou via Europa, mais precisamente via Portugal, têm sempre a sensação que mediunidade está ligada a atos demoníacos, feitiçaria, bruxaria e por aí vai. Não é nada disso. Mediunidade nada mais é do que uma sensibilidade a mais que todos possuem, mas poucos desenvolvem, de manter contato com outras dimensões, outros mundos. O espiritismo costuma colocar a mediunidade como um compromisso que assumimos antes de nos encarnarmos nesta vida de trabalhar para a facilitação desses contatos entre os mundos, compromisso de ser um elo, não de pura curiosidade, mas como prova de que a vida não termina com a morte do corpo. A vida é muito mais que isso. Como disse Shakespeare em uma de suas peças: "Há mais mistérios entre o céu e a terra do que explica nossa vã filosofia". A verdade é que ainda não sabemos muito a respeito desse fenômeno e tudo que nos cabe é continuar estudando e pesquisando. E se você tem essa tal sensabilidade chamada mediunidade mais desenvolvida, não fique assustado (a) e antes de tomar qualquer atitude procure pessoas sérias, casas ou grupos espíritas que se dediquem ao estudo da doutrina e tente entender o que está acontecendo. Outro caminho é a leitura. Os livros de Alan Kardec ( o Livro dos médiuns, o Livro dos espíritos, O evangelho segundo o espiritismo, dentre outros) são os mais importantes e embora careçam muitas vezes que serem explicados e até comentados por alguém com mais experiência podem ser lidos por qualquer um. A literatura espírita é muito grande, mas é preciso saber separar o "joio do trigo". De todos que conheço os que mais me ajudaram foram os do médium mineiro Chico Xavier, principalmente os livros ditados pelo espírito André Luiz. São livros bastante instrutivos e dão uma boa visão de como é o mundo espiritual. O livro Nosso Lar é leitura obrigatória para quem está começando. Vale dizer que a autora de novelas Ivani Ribeiro se baseou nele para escrever sua novela A viagem. Porém, o principal é lembrar que mediunidade não poder. Ninguém é mais importante por ser médium. Muito pelo contrário: ser médium é estar pronto a ser o mais humilde de todos e ter no mestre Jesus como seu modelo, pois Ele foi o maior médium que já passou pela terra.

sábado, 28 de novembro de 2009

Sobre o Centro Cruz de Oxalá

Algumas pessoas postaram ou me perguntam sobre o Centro Cruz de Oxalá, aonde eu trabalho como médium. Esse não é um assunto que gosto muito de falar, por várias razões: as pessoas, muitas vezes, não estão preparadas para entender os mistérios que nos envolvem neste mundo e por isso tratam com preconceito àqueles que desenvolvem esse tipo de trabalho e pelo fato de eu manter, apesar de espírita convicto, minha ligação com a igreja católica (assunto que pretendo falar no futuro). Mas vamos lá. Há muito eu já queria falar um pouco mais sobre o Centro. Em primeiro lugar gostaria de dizer que é uma casa espírita extremamente simples e desenvolve um trabalho na linha umbandista: a chamada umbanda branca. A casa foi fundada por volta do ano de 1952, pelo casal senhor Carlos e dona Marieta, tendo funcionado em vários endereços, quase sempre pelo bairro do Catete e Flamengo (em ruas como Silveira Martins, Buarque de Macedo e Dois de Dezembro, entre outras), esteve fora deste perímetro apenas uma vez quando esteve por curto período de tempo na rua da Passagem, em Botafogo. O casal manteve a casa por vários anos, até vir a falecer na década de 1980. O Centro passou a ser administrado por Edmar Castelo Branco, Clemente Abtibol e Sebastião Lima e assim permanece até hoje.
Sobre o episódio da invasão ao Centro.
Sobre esse assunto gostaria de dizer que, embora seja um fato que sempre vamos lamentar profundamente como um ato de intolerância, desrespeito e brutalidade incomparáveis, o Centro continuou seus trabalhos e segue em frente.
Sobre o seu funcionamento.
A casa funciona de segunda a sexta feira, sempre no período da noite. Sendo às segundas dia do trabalho de Cablocos ( gira de cablocos e cablocas), terça dia do trabalho de terreiro, quartas reservada para aulas de desenvolvimento e reuniões, quinta -feira dia de Pretos Velhos ( Pretas Velhas, Vovós e Vovôs), sexta-feira é dia do trabalho de cruz e do trabalho de mesa kardecista. Apenas os trabalhos de segundas e quinta-feiras são abertos ao público com distribuição de senhas a partir de sete horas da noite. Os trabalhos começam sempre às 08:00 da noite. O Centro não cobra pelos atendimentos e é mantido pelos seus sócios e por doações espontâneas
Atualmente o Centro funciona na rua Bento Lisboa, 146, no Flamengo. O telefone para contato é 021 2556 6450.

Mais alguma dúvida ou informação basta postar que será um prazer responder. Obrigado pela atenção.

domingo, 22 de novembro de 2009

Não deixe "limitar seu santo".

Dizem que um determinado cineasta americano ao ouvir que o ator Ronald Reagan seria candidato a governador de um determinado estado americano respondeu (penso que acreditando tratar-se de uma escalação para um filme) que Reagan não poderia ser o governador, quando muito poderia ser o assessor do governador. Se a história é verdadeira ou não, não posso afirmar, o fato é que todos sabemos que Ronald Reagan não só foi governador , como Presidente dos Estados Unidos da América. Contei esse fato para ilustrar o fato que muitas vezes aparecem pessoas nas nossas vidas pessoas para "limitar o nosso santo", dizendo que não podemos ou devemos fazer isso ou aquilo, que não estamos preparados ou que simplesmente não temos condições de tal empreitada. Não sei se isso acontece com vocês (caso não aconteça , você é um sortudo), mas comigo é muito comum. Vez ou outra sempre aparece um "limitador de santo" disposto a me provar que não posso, que não devo, que isso não é para mim e coisa e tal. No início eu ficava muito chateado, me sentindo o último dos seres humanos, mas com o tempo passei a identificar esse tipo: geralmente são pessoas que não têm coragem de ir à luta e ficam incomodas com a sua capacidade para correr atrás dos seus sonhos. A maneira mais fácil de identificar esse tipo de pessoa é contando para ela alguma coisa que você está fazendo ou pretende fazer, se você ouvir dela pérolas como: isso não vai dar certo:, isso não é para você; se eu fosse não fazia isso, tenho uma amiga....; e vai por ai: cuidado! Afaste-se desse tipo. São aves de mau agouro. Fuja delas. Não deixe que "limitem o seu santo". Seu "santo" é ilimitado, você pode tudo. Basta querer e não dar ouvidos a esses falsos profetas que só sabem fazer previsões apocalípticas. Fora com esses amigos da onça!