Pesquisar este blog

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O mundo é uma panela de pressão.

     Por mais que tentemos nos alienar daquilo que acontece à nossa volta, parece impossível. A realidade se impõe e lá estamos nós diante dela, sem saber o que fazer, que atitude tomar. Basta colocar o pé fora de casa e nos damos de cara com todo o tipo de acontecimento: pessoas dormindo pelas ruas, crianças famintas, famílias inteiras ao relento, usuários de craque se drogando, assaltos, carros atravessando o sinal, batidas, atropelamentos, tiroteios, morte.
     Enfim, temos que estar preparados para tudo. Não dá para sair tranquilamente e despreocupadamente. A qualquer momento nos deparamos com alguma situação inusitada e nos sentimos perdidos qual crianças de se separaram de seus pais ou responsáveis. É como se estivéssemos num trem fantasma, sustos não faltam.
      O pior é que somos levados a acreditar que tudo isso é normal, que não devemos nos abalar. "Isso é normal", é o que dizem todos. Ninguém parece mesmo se abalar com nada que acontece. Além de tudo ainda temos que contar com a possibilidade de a qualquer hora alguém sacar de uma arma e fazer disparos por esse ou aquelo motivo.
     Mas será que é mesmo normal viver o tempo todo na expectativa como se estivéssemos vivendo em guerra? O mundo mais parece um panela de pressão pronta para explodir. A cada minuto surge um louco em alguma parte de mundo disposto a demonstrar toda a fúria que traz dentro de si, fúria essa sempre voltada contra os seus próprios irmãos que nada têm  ou nada sabem da sua dor, do seu inconformismo com o mundo. Pessoas essas que igualmente trazem em si o seu inconformismo e seus problemas e que também estão tentando viver nesse mundo de maneira que haja lugar para todos, que todos tenham os direitos respeitados, e que igualmente respeitem os direitos dos outros.
     Todos nós precisamos deixar de ver o outro como culpado pelos nossos problemas, culpado pelas nossas dificuldades de nos sentir parte integrante desse mundo. Só assim essas tragédias, esse descaso com a vida alheia vai deixar de existir.
     Ninguém é ingênuo de acreditar que o mundo alguma vez foi um lugar calmo e tranquilo para se viver. A humanidade sempre passou por momentos difíceis onde a vida valeu muito pouco. Mas temos que pensar que houve evolução, caminhamos. Não podemos estar eternamente regredindo, eternamente voltando a ser como nos primórdios dos tempos.
     Muito foi ensinado, muitos sinais foram dados, no entanto aprendemos muito pouco. E a lição que menos aprendemos foi a do "amor ao próximo", o respeito que devemos ter pelo nosso semelhante. Se essa lição tivesse sido assimilada, não aconteceria tanto atentado de irmão contra irmão. Irmãos não sairiam de casa com o triste objetivo de machucar o seu irmão.
     Que toda raiva, dor, inconformismo sejam transformados em paz, amor e tolerância. Que ao invés de alimentarmos motivos de destruição, nos sintamos imbuídos de amor, alicerce fundamental para a convivência pacifica entre os seres.