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sábado, 21 de maio de 2011

Pena não ter dito que te amava.

     A frase do título não é a única. Existem outras formas de dizer que nos arrependemos de não termos sido mais explícitos ao verbalizar aquilo que estávamos sentindo em relação à alguém que vivia ao nosso lado, que estava sempre ao alcance da nossa mão e que, de repente, saiu da nossa vida e só então nos demos conta da importância que aquela pessoa tinha em nossa vida.´
     Esse afastamento pode ocorrer por morte (talvez a pior de todas elas, por quase sempre não depender da nossa vontade, nem da vontade da pessoa), por mudança (bairro, cidade, estado, país), briga, rompimento amoroso, separação, por nossa simples vontade, enfim, toda uma gama de situações às quais estamos expostos no nosso dia a dia.
     Apesar dos ares folhetinescos da situação, ela ocorre mais vezes em nossas vidas do que podemos supor. Quem não viveu uma situação parecida algum dia na vida, não é? É muito arriscado apostar num não. Até porque estamos envolvidos com pessoas desde que nascemos: primeiro são os nossos pais, irmãos, avós, tios, primos, vizinhos, colegas de rua e de escola e vai por aí. Não há como escapar de conviver com pessoas e, por algum motivo, muitas vezes inexplicável, não perceber o quanto elas são vitais para nós.
     Basta que esta pessoa (ou pessoas) saia de nossa vida para que descubramos que ela não era uma pessoa qualquer, que não estava apenas fazendo figuração em nossa vida, que sua presença tinha uma razão de ser e que, o pior de tudo, sentimos sua falta.
     Trata-se de uma situação delicada, triste, difícil de encarar. Para muitos, é hora de cantar aquele bolerão da Maísa: "E o mundo caiu". Brincadeira à parte, muitos enfrentam sérias dificuldades para atravessar esses momentos e, muitas vezes, precisam da ajuda de profissionais para poder seguir em frente sem a tal pessoa antes praticamente invisível e que, de uma hora para outra, se transforma no ar que respiramos, na nossa razão de viver. Parece exagero, não? Mas infelizmente não é. A coisa é brava mesmo. Dor de amor, de saudade, de arrependimento é, como diz no salmo: "ferida que dói e não se sente".
     Há também aqueles que buscam ajuda na fé. São aqueles que vão buscar consolo nas  religiões (inclusive aquelas que prometem trazer a pessoa amada em três dias) tornando-se seguidores, não pela doutrina em si, mas pela necessidade de respostas para sua dor. Talvez aí esteja o perigo. Essa dor só o tempo pode curar. Não adianta querer milagres. E ela pode nos proporcionar um grande salto rumo ao entendimento da vida. É verdade que muitos se tornam amargos após viver suas desilusões, mas que elas ensinam, ensinam. Saímos mais maduros e prudentes, não é?
     O fato é que precisamos prestar mais atenção naqueles que vivem ao nosso lado, com os quais dividimos as nossas vidas. Ninguém é para sempre. Um belo dia vem uma onda e carrega as pessoas para  longe. Pode ser até que nós mesmos a qualquer momento possamos partir para outro lugar e ter que nos separarmos daqueles com os quais convivemos. Que saibamos externar os nossos sentimentos enquanto essas pessoas estão próximas a nós sem medo  de ser meloso ou fraco. Pelo contrário, os bons sentimentos são a nossa fortaleza, são eles que nos mantém ligados ao mundo, ao universo.
      Não perca a chance de demonstrar o seu sentimento àqueles que você ama. A hora é agora:  Eu te amo.