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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Revolução.

     Como dizem por aí: "a maré não está para peixe". O mundo, apesar de todos os esforços que se empreendem no sentido de torná-lo um lugar onde todos possam viver em paz e harmonia, parece caminhar na direção contrária. Dia após dia, nos deparamos com situações que nos deixam um tanto desanimados. Não bastassem as tragédias que vez por outra se abatem sobre a humanidade: os desastres da natureza como as chuvas, os terremotos e suas consequências, os vulcões temos também aquelas que acontecem pela "vontade" do homem como a fome, o desemprego, os assassinatos, as chacinas (essas, por sua vez, mais inexplicáveis que quaisquer outras), a falta de escrúpulos e de caráter que assolam nossa gente, em especial os políticos e aqueles que cuidam da coisa pública. 
     Há quem diga que já perdeu a esperança de que as coisas possam realmente melhorar algum dia. Muitos, como forma de autoproteção, dizem não lerem mais jornais, ver noticiário de televisão e evita sair de casa. As grades estão aí para não nos deixar mentir. Outros migram para outros lugares. Tudo para evitar ter que conviver com toda essa miséria ou mesmo para não correr o risco de ir para os ares quando mais um bueiro resolver explodir. Isso sem falar do sem-número de pedintes pelas ruas, da sujeira e do lixo que toma conta de tudo, do trânsito caótico onde todos, veículos e pedestres, vivem apressados para chegar não se sabe onde e, por isso, não podem parar um instante para esperar um sinal abrir ou fechar, o que só faz contribuir para o caos.
    Diante de tudo isso, os que trafegam pelas ruas parecem seres que fingem não se importarem com a realidade que se apresenta. Podemos pedir emprestado o título daquele filme americano e dizer: " assim caminha a humanidade". Somos um bando de conformados e, quem olha de fora, pode até achar que estamos todos satisfeitos, que esse caos nos faz bem, que estamos acostumados com ele. Mas não creio que seja verdade. No fundo, todos nós gostaríamos de dar um jeito nessa situação, como numa espécie de revolução.
    Não uma revolução de armas, com banho de sangue, retomada de poder. Não, nada disso. Uma revolução à moda dos grandes mestres espirituais como Jesus, Buda, Mahatma Gandhi e tantos outros. Uma revolução que parta de nossas atitudes, de nosso comportamento, de nosso respeito pelo próximo e pelo mundo onde habitamos. Uma revolução "santa" que partisse do nosso compromisso com um mundo melhor, onde não houvesse vencidos, apenas vencedores. Na qual todos fossemos vencedores, pois o mundo não estaria mais dividido entre bons e maus, vítimas e algozes. Todos seríamos irmãos. Não haveria mais porque temer uns aos outros. Antes uns protegeriam os outros.
    Já não mais andaríamos alheios às crianças que encontramos perambulando pelas ruas, os velhos, os pedintes, os loucos e doentes, os(as) prostitutos(as), os ladrões de toda sorte (de almas e de corpos), pois todos seriam vistos com compaixão e essa compaixão os trariam para o nosso lado e eles seriam chamados de nossos irmãos e viveríamos em comunidade.
    Pode dizer que tudo isso é sonho, utopia vazia. Até pode ser. Mas continuo acreditando que essa é a verdadeira vocação da humanidade: livrar-se de tudo que nos leva a caminhar na direção contrária à do  bem comum.