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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Os reencontros virtuais.

     Acredito que as redes sociais foram criadas com o objetivo de fazer com que as pessoas se interagissem mais e conquistassem milhões de amigos, além de reencontrar antigas relações.. Não é bem isso que acontece, embora muita gente jure que sim.
      Na verdade, não estou aqui para julgar a capacidade ou não das redes sociais de realmente transformar desconhecidos em amigos ou trazer para perto quem estava longe e se essas relações se tornam realmente verdadeiras. O que quero mesmo é falar sobre a possibilidade forte que elas proporcionam de se encontrar velhos conhecidos. Pessoas com  as quais convivemos no passado e que,. por um  motivo ou outro, perdemos o contato.
      Vez ou outra a gente dá de cara com conhecidos de quem não se ouvia falar há muito e se vê diante da possibilidade de voltar a ter contato com aquela pessoa, dar um alô, matar as saudades e ficar sabendo das novidades mesmo que sem ter contato físico.
      As redes sociais representam um bom canal para dizermos que estamos vivos, que estamos na luta e que, mesmo com a correria da vida, não esquecemos aqueles com os quais convivemos um dia. Basta um clique e temos aquela pessoa de volta para o nosso "convívio".
       Esse é o lado, digamos, bom das redes sociais. As distâncias deixam de existir e nada mais é empecilho para aqueles que querem (re) encontrar e serem (re) encontrados.
      No entanto, como sempre, tem  aquele lado desagradável, pelo menos na minha opinião, de quando a gente dá de cara com alguém que não se queria ver. Da mesma forma que uma simples fotografia nos remete às boas lembranças, também uma simples fotografia nos traz de volta coisas chatas que preferíamos não lembrar e que julgávamos esquecidas para sempre.
      Não sei se isso já aconteceu com algum de vocês de se deparem nas redes sociais com alguém que não se queria ver ou mesmo ouvir falar e também não sei qual o tipo de reação vocês tiveram. Comigo nunca tinha acontecido. Até que um dia desses recebi o convite de amizade de uma pessoa que me trouxe algumas lembranças nada agradáveis e estou tendo que pensar no assunto.
      Nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Sempre vi apenas o lado bom das redes sociais: os grandes reencontros com velhos amigos e a descoberta de novos. Por isso, não julgava que poderia ficar nessa situação  por causa de um simples pedido de amizade.
     Ainda não decidi o que fazer. Posso aceitar ou posso simplesmente ignorar o pedido de amizade. Ainda não sei.  Mas isso me fez pensar que aceitar alguém como amigo virtual não é  apenas dar um clique, é trazer alguém para a sua vida. Ainda que virtualmente..

sábado, 30 de novembro de 2013

O bem e o mal.

  1.      Será possível medir o bem ou o mal que nós fazemos a alguém? Não falo daquelas coisas terríveis ou da bondade extrema. Falo de coisas do dia a dia, aquelas nascidas do convívio diário e que são até mesmo inevitáveis e que, por esse motivo, deixam marcas profundas, para o bem e para o mal, porque vêm daqueles a quem amamos ou menos esperamos.
  2.     Não precisamos demorar muito para responder que não, não é? Não é mesmo possível a gente mensurar o tamanho do bem ou mal que fazemos a nós mesmos e às pessoas que nos rodeiam, ao mundo em que vivemos.
    No entanto, uma coisa podemos a afirmar: é sempre maior do que podemos imaginar. Um simples  ato nosso pode desencadear muita coisa. Pode salvar uma pessoa que esteja à beira de um precipício a ponto de cometer um suicídio, mas também pode derrubar alguém que estava firme como uma rocha.
    Por isso, temos que pensar muito antes de agir. Não dá para sair por aí fazendo e dizendo coisas sem pensar nas consequências. Mesmo quando julgamos conhecer muito bem a pessoa, nunca sabemos com certeza o verdadeiro estado do "coração" de ninguém. Não dizem por aí que "coração dos outros é terra onde ninguém anda"? Assim sendo, todo cuidado é pouco. Nossos atos tanto podem construir como destruir.
     Depois não adianta vir com aquela velha história de que não teve a intenção. Como diz bem a sabedoria popular: "de boa intenção o inferno está cheio". Isso pode até ser exagero popular, mas nunca é demais ter cautela quando o que está em questão é a vida das outras pessoas e os seus sentimentos. Ninguém gosta de ficar ouvindo coisas desagradáveis por aí, não é?
     É claro que também não se trata de ficar o tempo todo usando de "falsa" delicadeza, eufemismos e todas as formas de mascarar a realidade. Não se trata disso. Apenas devemos tomar cuidado para não piorar as coisas ou fazer coisas cujo resultado não podemos medir.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

"Sorriso de fotografia".

     É muito comum a gente suspirar ao ver uma fotografia antiga e dizer: "Que bons tempos eram aqueles", "Como eu era feliz e não sabia", ou mesmo ficar admirado do quanto se era bonito(a), magro!a),enfim, parece que tudo de bom ficou no passado. Já o presente...
     Bem, o presente é aquela coisa. Sempre achamos que não estamos bem,  que estamos acima do peso,  que o cabelo já não é mais o mesmo, que quilinhos a mais que se ganhou com o tempo passaram a ser uma barreira intransponível,  que  as rugas vieram para nos humilhar, que os amores perdidos deixaram marcas para sempre. Tudo é motivo para aumentar ainda a nossa ideia de que "o que era bom passou". E está tudo registrado na tal fotografia para não nos deixar esquecer, não é?
     O que fazer então? Rasgar a fotografia ou ficar olhando para ela cheio de saudades com os olhos cheios de lágrimas? Talvez  nem uma coisa nem outra. Apenas devemos procurar ver as coisas por um outro prisma, deixando de lado o saudosismo e encarar a realidade de frente.
     E podemos começar levando duas coisas em consideração: primeiro, aqueles tempos não eram tão bons assim coisa nenhuma. O que aconteceu é que você, por alguma razão, fez questão de esquecer todo o lado chato da coisa e guardou somente o lado bom. Deixou de fora os atropelos, as decepções e até mesmo as lágrimas que possa ter chorado. Vá lá que tristezas são mesmo para serem esquecidas, mas não ignoradas, não tratadas como se não tivessem existido com o intuito de romantizar um momento.
    O outro ponto é o fato de que nunca valorizamos como devíamos aquilo que estamos vivendo no momento presente. Só passamos a dar real importância quando tudo já passou e aí a nossa única saída é criar uma aura de felicidade que muitas vezes não corresponde com o que realmente se viveu.
    Seja como for, o importante é valorizar o que estamos vivendo aqui e agora. Depois, as coisas vão perdendo o contato com a realidade e quando passa a ser fato narrado ganha contornos que não tinham. Mesmo que esteja claro que por trás daquele "sorriso de fotografia" existiu felicidade sim, mas também dor, medo, incerteza e, sobretudo, muito esperança no futuro.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Desesperar jamais.

     Parece refrão de música, mas é preciso ser encarado como mais do que isso. Manter a esperança e a fé é o o que nos salva em muitos momentos de nossas vidas. Quando tudo está desabando em nossa volta é a esperança de que algo de bom vai acontecer é o que nos mantém vivos. Do contrário, o caos se instala e perdemos totalmente o controle de tudo. E uma vez que perdemos o controle de nossas ações não há muito mais o que se fazer, infelizmente.
    Por isso é preciso manter a chama sempre acesa. A esperança é aquela vela que precisa ser mantida acesa no meio de uma ventania, de uma tempestade. Não é fácil. Às vezes ela vai apagar, mas é necessário voltar a acendê-la quantas vezes o "vento" a apagar. 
     E você pode perguntar: como eu posso fazer isso? Sendo o seu próprio encorajador, aquele que vai te impulsionar para frente dizendo aquelas palavras que parecem mágicas em momentos de dificuldade. Palavras de conforto, de força, de fé, de coragem para manter firme na caminhada mesmo que o corpo não esteja mais aguentando, mesmo que todas as evidências apontem para o contrário.
     Pode parecer bobagem, mas uma simples palavra tem o poder nos levar a suportar as dificuldades que estamos enfrentando. Coragem, vá em frente, seja forte, muita gente já passou por isso e venceu, você vai vencer também, tenha fé em Deus, tenha fé em você mesmo, tenha fé na vida, no amor, na bondade dos outros, na sua própria bondade e na sua capacidade de superação.
     Tudo isso nos livra de entrar em desespero e botar tudo a perder. O desespero é o descontrole, é aquele momento em que desistimos de continuar lutando e optamos por ver o obstáculo numa dimensão muito maior do que ele realmente tem. 
     Pois, repare bem, para justificar o nosso sofrimento temos o hábito de super dimensionar a nossa dor  dando um poder maior ao nosso inimigo. Isso sem imaginar que o nosso maior inimigo é a falta de esperança, a falta de fé.

sábado, 16 de novembro de 2013

O negro na teledramaturgia brasileira.

     O assunto é bastante espinhoso e muita gente prefere nem abordá-lo e muitos chegam a negar que o problema exista. Mas não dá para ficar calado diante de uma realidade tão latente: a questão da presença do negro (atores negros) na dramaturgia brasileira, sobretudo nas novelas
     Parece que os autores de novelas, não se sabe bem porque razão, ignoram a existência de negros no nosso país e criam apenas personagens ditos brancos em suas histórias. Agem como se o nosso país fosse apenas habitado por brancos e que os negros não fizessem parte efetiva da população da nossa terra.
    Todos sabemos que o Brasil é um país de grande mistura de raças e que a presença negra é muito forte e não pode ser negada ou passar despercebida como se fosse apenas uma pequena parcela de nossa sociedade e que não mereça grande atenção. Basta andar nas ruas para perceber o quanto somos "misturados" e como na vida "real" negros e brancos convivem sem muito atrito ou diferenças.
    Mas em se tratando das novelas não é bem assim  que a coisa acontece. Negros e brancos vivem em mundos completamente diferentes e quando têm algum tipo de relacionamento, esse se dá sempre por algum tipo de subjugação de uma parte ou da outra. Ou o negro é empregado e por isso quase sempre maltratado pelo branco ou o negro surge como algum tipo de ser marginal que subjuga a boa gente branca.
     Pode parecer exagero, mas é assim mesmo que a coisa se dá. Na cabeça dos autores, os negros do Brasil não formam família, não casam, não amam (e naturalmente, ponto forte das novelas, não sofrem por amor), não ambicionam subir na vida, não empreendem, enfim, não fazem nada e, quando aparecem, é para fazer algum papel que poderia ser dado para qualquer outro ator.
    A desculpa é que não existem atores negros no mercado ou que eles não costumam ser bons atores. Sabe-se que isso não corresponde à verdade.
     Essa é uma realidade triste. O nosso país é grande e populoso. Temos milhares de atores negros por esse Brasil afora que não podem sequer sonhar com uma vida digna na profissão. Atores negros estão sempre relegados a segundo (seria, na verdade, terceiro ou quarto) plano. Muitos são desencorajados de se tornarem atores, pois não teriam chances no mercado de trabalho que só quer saber dos atores tidos como brancos.
     Quando vai acabar isso? Quando o negro será visto em nossa dramaturgia vivendo o seu verdadeiro papel? Não sabemos ainda. Mas sabemos que algo precisa acontecer e precisa acontecer urgente. Fala-se em cotas, Seria essa uma saída? Talvez. Afinal de contas, o que não acontece naturalmente precisa acontecer pela força da lei.

domingo, 10 de novembro de 2013

Ser feliz é tudo o que se quer. (?)

   Essa frase pode ser ouvida numa música da dupla gaúcha Cleiton e Cledir e é completada com uma reclamação: um certo fechecler  seria o impedimento para a total felicidade plena. Sempre ouvi essa música, da qual gosto muito, e nunca me dei conta disso, mas aí está uma grande verdade: queremos muito a felicidade, no entanto, sempre existe algo para impedir a sua realização. Ainda que seja um simples fechecler.
      É aí que está a questão: será que esses empecilhos existem mesmo ou somos nós que os inventamos por acreditar que a felicidade deve ser sempre algo difícil de se conquistar?   Ou será que a vemos como algo que demande luta e sacrifício para que realmente valha à pena?
     Provavelmente diremos todos que não é nada disso. Os empecilhos surgem alheios à nossa vontade e sempre somos pegos de surpresa. Pode até ser que em muitos casos isso seja mesmo verdade. Afinal de contas, existe o imponderável, aquilo que não se pode explicar ou controlar.
     Mas em boa parte do tempo, nós criamos empecilhos para a nossa felicidade nos ligando em detalhes que não teriam grande importância se estivéssemos dispostos realmente a tudo para ser felizes ou mesmo se acreditássemos de verdade nisso que costumamos chamar de felicidade.
     O problema é que temos muito pouca fé na felicidade e às vezes julgamos que não somos merecedores dela. Por isso os entraves surgem. Vemos a vida como se fosse um romance que precisa ter um enredo interessante e, assim sendo, precisa de lances emocionantes.
    Só que isso não é verdade. A felicidade pode estar em coisas fáceis e triviais.  Não precisa de aparato técnico e nem de superprodução. A felicidade é algo simples e que está ao alcance de nossas mãos, bem perto de nós.  E se existe um "fechecler" para atrapalhar o que se deve fazer é substituí-lo por algo que não a impeça. Afina de contas, ser feliz é tudo o que se quer. Ou não?

sábado, 2 de novembro de 2013

Vida e eternidade.

     O que é a vida? O que realmente significa viver?  São essas perguntas que nos fazemos toda vez que nos deparamos com algo que não conseguimos entender de maneira racional,  principalmente quando lidamos com a ideia de que tudo é passageiro, embora tenhamos todos a impressão de que tudo dura para sempre.
       Talvez não estejamos tão errados assim. Essa impressão faz sentido. Basta a gente levar em conta que passam os anos, .os meses, os dias, as horas e os segundos e continuamos nós mesmos, ainda que com algumas mudanças.
       Essas mudanças são provocadas por nossas vivências, nossas experiências e os caminhos que trilhamos e podem ser boas ou ruins dependendo das escolhas que fizemos ou da mão do destino. Pois acredito também que muitas vezes somos arrastados de roldão e não conseguimos nos livrar das teias e armadilhas que a vida nos prepara.
       Independente de qualquer coisa, estamos sempre lidando com as coisas eternas sem se dar conta disso ou mesmos levar isso em conta. É  a nossa eternidade que nos carrega por aí desde o início dos tempos até hoje e é ela que nos levará para sempre.
      Acreditando nisso, podemos viver sem temer esse fim que tanto nos incomoda e assusta. Mas longe de nos deixar livres de preocupação, essa eternidade nos faz mais responsáveis por tudo: por nós, pelo outro, pelo planeta que habitamos e habitaremos sempre, independente da forma que estaremos assumindo a cada momento da nossa existência, uma vez que essa "eternidade" nos faz uma coisa só e passamos a fazer parte de um todo que não se divide.
      Muitos usam o fim (a morte) como forma de nos obrigar a ser pessoas melhores, mas isso é apenas agir por medo, como se a vida fosse uma prisão. Não é nada disso. A vida é eterna. A morte do corpo é apenas uma mudança de estágio numa caminhada sem limites.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Crônica da novela que acabou antes de sair do ar.

     Parece estranho falar assim, mas essa é a mais pura verdade. "Amor à vida", a novela que não faz jus ao no nome que tem, agoniza no ar. Faz tempo que a novela acabou. O grande mote da novela era a mãe que procurava a filha que lhe foi tirada, isso deveria, na minha parca visão, nortear toda a história.
    Paloma, a dita mãe, passaria a novela (ou parte dela) procurando a filha, o destino a faria se envolver com o homem que, sem saber, criara a menina e o resto caberia à boa imaginação do autor para manter todo mundo ligado durante os sete (ou oito) meses que dura uma novela.
   A novela começou com fôlego e, por um momento, pensou-se que estávamos diante de uma nova "Avenida Brasil" tal era o volume de acontecimentos, passagens de tempo e mistérios que envolviam os personagens.
    Mas tudo não passou de alarme falso. Valcir Carrasco não conseguiu deixar de ser Valcir Carrasco e sua trama resvalou para o lugar comum e os acontecimentos se precipitaram. 
    Até aí, nada de mais. Acreditava-se que o autor tinha algumas cartas na manga e que embora desfazendo logo de cara alguns mistérios e outros tão absurdos (vide, por exemplo, o fato de Félix ter abandonando um bebê numa caçamba de lixo apenas porque esse bebê viria a ser mais um herdeiro de seu pai e com isso ele perderia alguns trocados) que perderam o valor dramático e agora não são nem mesmo lembrados pelo público e nem citados pelo autor em sua obra.
A trama do sumiço da garota já foi resolvida. A garota já está com a mãe e agora caminha para ficar com o pai biológico também. O que falta para acontecer na história? Além de umas tramas chinfrins, para não dizer outra coisa, tem a disputa do tal hospital San Magno (nome que em nenhum momento é explicado e todo mundo fica sem saber quem foi São Magno e quem era devoto que homenageou o santo e por quê) e mais nada.
    Caótica, a novela segue tentando parecer séria e relevante, mas não é. Tudo que se vê é uma produção da Rede Globo, onde é sabido que se gasta muito dinheiro, que não faz jus ao horário e a casa. Lamentável saber que autores da Globo ganhem tanto dinheiro para ter imaginação tão curta e rasteira.
Tramas como a da Perséfone, (que saco essa história virgindade, não?), a da rica morta no casamento, a do casal que faz sexo o tempo todo não fazem sentido e seguem sem nem mesmo o autor saber o que está querendo com elas. Sobra a trama da Márcia, a filha e o Luís Melo, mas também já passou do ponto e patinha como as outras. O resto parece um grande velório. E, convenhamos, velório todos os dias às nove da noite não dá, não é?
    E ainda temos que suportar a Suzana Vieira fingindo que é a Suzana Vieira fingindo que não é ela e as tiradas, infelizes, do Félix. Além, é claro, da mania que o autor tem de criar cenas desnecessárias recheadas de situações absurdas. Definitivamente, essa não é uma novela padrão Globo.

domingo, 20 de outubro de 2013

Ninguém é obrigado a ver você como você si vê

    Todos nós, salvo algumas exceções, costumamos nos ver com olhos bastante condescendentes. Alguns chegam até a ficar o  tempo todo tecendo longos elogios a si mesmos: "Olha como eu sou bom nisso", "olha como eu sou bom naquilo", "ninguém faz melhor do que eu" e vai por ai afora.
     Nada mau, não é mesmo? Afinal de contas, como dizem por aí: se a gente não gostar de si quem é que vai gostar, não é? Devemos mesmo ser os primeiros a nos elogiar. Principalmente quanto esse elogio vem na forma de incentivo, com o objetivo de nos jogar para frente e nos fazer manter a caminhada sem nos deter diante dos muitos problemas que a gente sempre encontra.
   Só que daí surge um problema. Nem sempre as pessoas com as quais nós convivemos ou precisamos conviver nos veem da mesma forma que nós nos vemos. Algumas chegam a não simpatizar nem um pouco com a nossa pessoa e há casos em que não fazem nenhuma questão de esconder isso. Basta ouvir o nosso nome ou saber do nosso envolvimento em algum negócio para começar a desfiar um rosário de  coisas ruins ao nosso respeito.
    O que fazer quando isso acontece? Tem gente que parte para a ignorância logo de uma vez,  há outros que simplesmente não tomam conhecimento e tem aqueles que tentam provar que não são bem assim e que a pessoa (ou pessoas) em questão está enganada ao seu respeito.
    Está bem. Qualquer reação é bastante natural. Mas pensa bem: ninguém é obrigado a nos ver pela ótica que nós nos vemos. Se somos "bonzinhos" como achamos que somos, os outros têm todo o direito de pensar diferente.  
    Não há dúvida que seria maravilhoso se todos nos conhecêssemos como nós nos conhecemos e que pudessem entender os motivos de agirmos dessa ou daquela maneira ou se soubessem que nunca fazemos nada gratuitamente e que cada ação nossa tem um significado e uma razão de existir.
    Como não é bem assim que a banda toca, o jeito é aceitar o veredicto do outro e perceber que nós também costumamos ver segundas e terceiras intenções nas pessoas com as quais convivemos e que achamos isso totalmente normal.
    Por isso, quando ouvir alguém dizer que acha isso ou aquilo de você, não se importe. Principalmente se for algo um tanto desabonador. Use a sua autoestima e diga para si mesmo que a outra pessoa não consegue ver o quanto você é bom (boa) e não sabe o que está perdendo.
    Podemos também usar a situação para fazer uma boa análise. Principalmente, quando muitas pessoas falam a mesma coisa, não é? De repente, as pessoas têm razão e está na hora de mudar alguma coisa. Mas essa é uma outra história...

sábado, 12 de outubro de 2013

Oração aos caídos.

     Alguém que conhece um pouco de espiritismo ou tem alguma noção de céu e inferno deve concordar comigo. Ao andar pelas ruas, sobretudo em grandes centros como o Rio de Janeiro, onde eu moro, muitas vezes tem-se a sensação de que estamos andando no vale das sombras, o local habitado por espíritos sem luz e sem paz.
     Eu sei que a imagem é forte e eu corro o risco de estar sendo exagerado, mas é assim mesmo que eu me sinto toda vez que passo pela região da Lapa. Pessoas bêbadas, drogadas, caídas e jogadas pelo chão. Uma visão, como já disse, infernal.
     Isso, além de me fazer sentir impotente, me faz pensar muito: o que leva uma pessoa à essa situação extrema? O que leva alguém a perder qualquer tipo de amor próprio e se deixar jogar pelas ruas como se fosse um animal irracional?
    As respostas podem ser muitas, não é mesmo? Desemprego, desilusão amorosa ou não, drogas, abandono, loucura, enfim, qualquer motivo pode levar alguém a esse tipo de situação. E quem tem que cuidar disso? Alguns já tem logo a resposta na ponta da língua: o governo. Sim, o governo. O tão aclamado "governo".
    Será que temos mesmo "governo"? Às vezes, eu tenho dúvida de que isso que temos seja mesmo governo. Mas esse é um assunto controverso, resvala para a polêmica e não é isso o que eu pretendo aqui. O que quero salientar é que se alguém, como eu, vê essas pessoas que vivem pelas ruas caídas como espíritos que se afastaram da "luz", o único jeito é orar para que elas retomem o caminho perdido, que levantem e sigam.
      Não é do homem ficar  caído. Talvez seja natural cair. Ninguém está livre de ter quedas, mas é preciso sempre se levantar e a oração é sempre uma boa maneira de fortalecer o espírito para que ele volte a animar o corpo de maneira que ele fique de pé e senhor dos seus atos e ações.
     Antes de ser feio ver pessoas caídas pelas ruas, é triste. Triste ver irmãos nossos sem razão para viver ou vivendo simplesmente como bichos. Quanto passar por alguém nessa situação você pode até dar esmolas. oferecer ajuda material, mas o que ela está precisamos mesmo é de oração. Ofereça à ela sua oração. Ore pedindo  a Deus, no seu credo e da sua forma, para que aquele irmão retome a sua vida.
    Por mais que a terra seja um planeta de expiação, aqui não é o vale das sombras, é onde devemos aprender a nos levantar sempre que cairmos.
Fé e luz no seu caminho.