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domingo, 15 de novembro de 2015

Mocinhos e vilões na guerra ao terror.

Resultado de imagem para imagens do ataque em parisA cada tragédia que acontece em alguma parte do mundo, a humanidade meio que acorda atordoada. Nesse momento, todos colamos a mão na cabeça ou sufocamos um grito de horror. Da boca sai uma pergunta: "quem foi capaz de grande atrocidade?"
A resposta, por mais que tentemos não admitir, é fácil: "nós mesmos". Nós é que somos capazes de tratar a vida humana, a vida dos nossos semelhantes com tanto desprezo. Nós é que somos capazes de abater um avião em pleno voo, de entrar num restaurante, num supermercado, numa casa de shows e metralhar pessoas apenas porque elas pensam diferente. 
Não dá mais, tragédia após tragédia, tratamos esses acontecimentos como algo fora de nós, como se fôssemos todos personagens de novela de Gilberto Braga onde, já no primeiro capítulo, sabemos quem é mocinho e quem é bandido; é isso que nos fazem crer a todo momento. 
Até quando vamos viver nessa divisão simplista da humanidade? Por que insistimos em pregar essa separação? Enquanto insistirmos na ideia de dominante e dominado vai existir esse tipo de atrocidade. Nossos políticos tomam decisões que atendem aos seus interesses e quem paga são aqueles que não estão implicados diretamente nas decisões tomadas e talvez nem delas tenham notícias.
Fala-se de tudo nesses momentos, menos no fato de que esses ataques são retaliações. Além do mais, essas organizações criminosas, quase sempre, se fortalecem  com a  ajuda de potências que dizem combatê-las. 
Minha indignação por Paris ou qualquer outra cidade atacada é voltada para o fato de que o lado dos !mocinhos" fica contando os estragos, as perdas humanas com se nada tivessem com isso. Há algo de errado nesse combate ao terror e é urgente que se repense a forma como ele é feito. 
Toda vez que houver uma baixa do lado dos "vilões", a humanidade inteira pode ser alvo. Os governantes têm sempre seus fortes esquemas de proteção, mas o povo, seja de Paris ou daqui, não. Todos são pegos de surpresa em seus momentos de lazer, na sua vida cotidiana. Contamos todos com a providência divina para nos proteger. Proteger de nós mesmos, até porque terroristas não brotam da terra.

Que Deus nos ajude.