Pesquisar este blog

sábado, 29 de dezembro de 2012

O que esperar do novo ano?

      É  comum a gente jogar todas as nossas fichas no futuro apostando que no tempo que virá nós seremos felizes e realizaremos todos as nossas aspirações e desejos. E  isso se torna mais evidente na passagem de ano. Nesse momento até os mais desanimados não deixam de fazer os seus pedidos e cruzar os dedos esperando que tudo seja melhor.
     Na verdade é apenas uma mudança no calendário, nada mais que isso. Mas todos ficamos imbuídos de uma espectativa tão grande que acreditamos que o que vai acontecer é algo muito grande e mágico. Não apenas uma troca de números, mas a chegada de um tempo novo, sem as marcas do tempo que passou, sem tristezas, sem dores, com tudo ainda por fazer, uma história ainda por ser escrita e, o que é melhor, ainda por ser vivida.
     É essa magia que o ano novo nos traz: a ideia de que nós, no tempo que vai chegar, seremos agentes da nossa própria história, que nada vai nos impedir de escrever essa história da melhor maneira que pudermos, pois acreditamos que isso está em nossas mãos. Assim que raiarem as luzes do novo ano, estaremos começando um novo tempo.
     Mais do que isso, estaremos nascendo de novo, melhores, mais sábios, mais experimentados, com mais certezas que dúvidas e mais fortes do que nunca, pois temos dentro de nós a certeza de que somos capazes de qualquer coisa para mudar o rumo de nossas vidas e faremos isso da forma mais acertada possível.
     Quem na passagem de ano nunca tomou resoluções com o objetivo de corrigir erros passados e dar um novo rumo às suas vidas? É possível que todos sem exceção possamos responder que já tomamos decisões, fizemos planos, imaginamos que tudo seria melhor. Mas veio o ano novo e ...
     Não preciso dizer que muitas promessas foram quebradas e que tão logo o ano começou percebemos que o ano tinha mudado, mas que nós continuávamos os mesmos e mais uma vez voltamos a jogar as nossas esperanças no futuro, aquele que está sempre à nossa frente, novinho em folha e portanto ainda possível de ser escrito, sonhado, imaginado.
    E a vem outra pergunta: será que essa constatação é boa ou ruim? Talvez nenhuma coisa nem outra. Como tudo na vida, temos que arriscar e quando fazemos planos para o que tempo que vem seja melhor ou tão bom  quanto  tempo que estamos vivendo é porque acreditamos no futuro, acreditamos na vida, acreditamos e apostamos em nós mesmos. E isso é mais que bom, é ótimo.
     Antes da chegada do novo ano faremos tudo o que sempre fazemos. Repetiremos todas as simpatias que conhecemos e até agregaremos outras novas. Não importa o que faremos, o importante é que a gente nunca perca a vontade de apostar no futuro, de desejar que ele seja muito melhor para nós e para todos aqueles que nos rodeiam, ou seja, toda a humanidade. Só não podemos esquecer é de contribuir para que isso aconteça de fato.

Feliz  !

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Até o último gole.

     Com essa história de fim de mundo tomando conta da cabeça de todo mundo (principalmente nos meios de comunicação), uma coisa me deixou bastante intrigado: a necessidade que as pessoas têm de querer aproveitar tudo até o último momento. Algo assim como: "já que o mundo vai acabar mesmo, quero fazer tudo o que tenho vontade".
     Até aí, nada de mais. Afinal, cada um tem o direito (pelo menos, assim parece) de escolher como como quer desfrutar seus derradeiros momentos aqui na terra. O que me deixou intrigado foi a necessidade de que isso fosse sempre de uma forma exagerada e desmedida.
     Havia aqueles que queriam estourar o cartão de crédito, os que queriam passar seus últimos momentos na cama em boa companhia, enfim todo mundo queria realizar seus desejos mais secretos antes que as luzes se apagassem de vez.  E desejos bizarros é que não faltaram.
     Teoria fatalista à parte, será que a vida é isso mesmo? Aproveitar tudo enquanto dá para com isso se sentir mais recompensado: "o mundo acabou, mas eu aproveitei tudo o que tinha direito".  Pensamento, na minha opinião, materialista demais. Como se com o fim da terra (mundo) todos fossemos desaparecer igual à fumaça e fim de papo.
     Ei, não é bem assim. O buraco, como dizem, é mais embaixo. A sorte de tudo isso é que a maioria das pessoas é espiritualizada o bastante para não embarcar nessas ondas  e acabou vendo tudo isso apenas como um bom motivo para fazer piada e divertir entre os amigos. Do contrário, teria sido o caos.
     Para nossa sorte ou azar tudo continua como dantes no quartel de Abrantes e temos a chance de cuidar melhor deste mundo, antes que uma dessas profecias malucas acabem virando realidade e aí, com certeza, não teremos tempo para brincadeiras ou piadas.

sábado, 22 de dezembro de 2012

A festa do natal.

      Podemos até dizer que todos os anos é a mesma coisa: chega o mês de dezembro e todos somos tomados pelo que se denomina chamar: espírito natalino. É aquele sentimento de que todos fazemos parte de uma mesma e grande família, que a humanidade inteira tem um único interesse: viver em paz e harmoniosamente.
      Tem gente que acha tudo isso lindo. O espírito do natal as comove e elas se sentem como se realmente um menino fosse nascer em Belém de Judá trazendo de volta a esperança de um mundo melhor e que a nossa ligação com o Criador estivesse de novo sendo restabelecida através desse acontecimento maravilhoso que mudou o mundo para sempre.
     A pobre e humilde estrebaria da estalagem de Belém nos faz pensar na nossa vaidade, nos nossos apegos materiais, na nossa falta de caridade e amor aos nossos semelhantes que, por ventura, se encontram em condições piores que a nossa e precisam da nossa atenção, do nosso carinho e atenção. Ou seja, natal é uma festa de amor, paz e esperanças renovadas.
     Por outro lado, há aqueles que veem o natal apenas como uma festa comercial onde tudo é feito em nome das vendas, do interesse no lucro. Para esses, tudo o que falamos acima não passa de 'conversa para "boi dormir", sem nenhum significação maior. Chegam a dizer que o natal é um festa inventada, que Jesus não nasceu no dia vinte e cinco de dezembro.
     Não nos cabe aqui dizer quem está certo ou quem está errado. As duas possibilidades existem e devem ser levadas em conta. Afinal, como dizem por aí: a moeda tem dois lados. Só que, diante de uma e de outra existe a fé, existe a crença num Deus Criador e a sua bondade.
     Ninguém é obrigado a acreditar em nada, mas, festa capitalista ou não, o importante é se deixar seduzir por esta magia que toma conta de todos, crianças, jovens, velhos e adultos, nesse período do ano. E, sem medo de ser feliz, sair por aí experimentando a sensação de paz que paira no ar.
     Se acaso somos contra o lado capitalista do natal podemos ignorar as luzes, os enfeites, o burburinho das compras, mas não podemos deixar passar a chance de receber o MENINO que vem nos trazer a certeza da alegria de pertencer à grande família humana.
FELIZ NATAL!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

É preciso saber se (re) inserir.

     Acontece com bastante frequência (muito mais até do que a gente muitas vezes gostaria) de perdemos o contato com pessoas ou grupo de pessoas que eram ou são importantes em nossa vida social e profissional. Um belo dia acordamos e descobrimos que nos transformamos em verdadeiros desconhecidos para as pessoas com as quais conviviamos e nos lugares onde antes transitávamos com desenvoltura e facilidade. E a aí é aquele "deus nos acuda".
     Parece que estamos sozinhos no mundo e que todos nos esqueceram para sempre. Tentamos fazer contato de todas as formas e tudo que recebemos de volta é o mais absoluto silêncio. Não tem jeito, não há como negar:  fomos esquecidos mesmo.
     Isso se dá por diversos motivos: seja porque você teve que fazer uma viagem, mudou de cidade, saiu do emprego ou porque quis se afastar de tudo e de todos voluntariamente e agora está querendo (precisando)  retomar as relações cortadas ou perdidas. 
     Ou seja, motivo é que não faltam para que esses distanciamentos aconteçam. O certo é que nossos interesses também mudam de vez em quando e isso nos leva a dar mais atenção para um lado que para outro e quando damos por si perdemos  de vistas pessoas e coisas com as quais gostamos de estar, trabalhar, conviver e conquistar de volta se torna um trabalho penoso e até inglório, para  não dizer simplesmente impossível.
     Muitas relações cortadas, quebradas, perdidas, negligênciadas jamais são recuperadas por um monte de razões que não nos cabe aqui enumerar. Mas uma coisa sabemos, por motivos afetivos ou de sobrevivência, estamos "na pista" de novo e precisamos nos (re) inserir. Não dá para ficar à margem de tudo apenas reclamando da sorte e tentando desesperadamente trazer de volta um tempo que passou.
    Além do mais, você não é mais o mesmo, as pessoas, aquelas com as quais você se relacionava, também não são mais as mesmas, o tempo é outro, você, provavelmente, está mais velho, a vida lhe agregou algumas coisas e tirou outras. Trocando em miúdos: nada é como antes.
    Então, se ao estar de volta você tentou recuperar aqueles relacionamentos antigos e não conseguiu porque todo mundo já estava em "outra" e nem lhe reconhece mais, não adianta ficar deprimido e virar ermitão. Nada de se sentir excluído para sempre. Mãos à obra. Pode ser difícil, mas não é impossível. 
    A saída é começar tudo do zero, agir como se estivesse chegando agora e saber que tudo está por fazer. É isso mesmo. Crie uma "embalagem" nova e saia por aí vendendo o produto: você. Apenas não se esqueça de ser honesto, tentar não cometer os erros do passado e valorizar suas conquistas e aprender que quando, voluntária ou involuntariamente, precisamos nos afastar de alguém ou de alguma coisa devemos sempre deixar uma porta aberta. Nunca se sabe o dia de amanhã, não é mesmo? No mais: BOA SORTE!

sábado, 15 de dezembro de 2012

"Mão podre".

     Não precisa se assustar. Não se trata, literalmente, de uma mão podre. É apenas uma forma usada para identificar aquelas  pessoas que não costumam ter muita sorte em suas escolhas pela vida. Aquelas pessoas que quase sempre (pelo menos, elas acham assim) escolhem mal seus amigos, negócios e se veem obrigadas a admitir que não têm lá muita sorte.
      É exatamente assim que o João se sente. O rapaz diz que não tem sorte. Vira e mexe lá vem ele reclamar que se deu mal com alguém em quem ele confiou ou em algum negócio que lhe parecia tão bom à primeira vista e que logo em seguida se revela um fiasco. Para não deixar dúvida, o João chega ao cúmulo de dizer que nada que ele planta nasce, tal é a ruindade de sua mão
     Não adiante dizer para o João que a coisa não é bem assim, que tudo não passa de pura e simples coincidência e que ele devia mesmo era tomar mais cuidada da próxima vez examinando melhor os prós e os contras antes de tomar uma decisão ou plantando sua árvore com mais cuidado.
     O João não concorda. Diz que isso acontece só com ele e coisa e tal. Faz longas comparações. Diz, por exemplo, que não tem sorte com os amigos. As amizades começam muito bem e quando ele menos espera tem uma decepção daquelas de derrubar touro bravo. Negócios então nem se fala: não consegue emplacar nada. A ideia pode ser maravilhosa e funcionar com qualquer pessoa, mas com ele não. Com ele é fracasso na certa.
     Tento dizer para o João que isso que ele tem é pessimismo, que não existe esse negócio de sorte e azar, mão podre, então, é invenção da cabeça dele. Acrescento que ele tem mudar a sua maneira de pensar, rever a sua postura diante da vida, acreditar mais nele mesmo, mas o João encasquetou com a tal da "mão podre".
     Pelo meu lado,  um tanto cabreiro, me pergunto: "Será que nessa história de "mão podre", eu também estou incluído? Parece lógico pensar assim, não? Afinal, ele diz que não dá sorte com nenhum amigo, que não dá sorte com nada. Então, definitivamente, eu estou incluído.
     Diante disso, ele muda um pouco o discurso dizendo que eu sou uma exceção. Bom, penso eu. Pelo menos existe exceção e isso já é alguma coisa, não é? Replico dizendo que nesse caso ele não pode dizer que nunca dá sorte. Ele fica um pouco encabulado e começa a dizer que um dia tudo já foi diferente. Fico logo interessado e ele me conta histórias do tempo em que ele ainda não tinha " mão podre".
     Descobro que João teve algumas decepções e que isso marcou muito a sua vida. Concordo com ele que alguns golpes são mesmo muito duros de se enfrentar, mas que ele tem que reagir. Afinal de contas, tudo passa. Até as decepções passam. Agora quem concorda comigo é ele. Promete que vai ver as coisas pelo lado positivo e que nem todo mundo é igual.
    Sinto que o João está mais leve. Sinto que eu também estou mais leve. Mais um pouco e acabo descobrindo que falei para o João o que eu estava precisando ouvir.  No fundo, eu também sempre fui meio cismado com esse negócio de pouca sorte, mão podre. O João acabou despertando em mim também uma necessidade de ver mais o lado bom das coisas. O resto é pura cisma tanto minha quanto do João.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Xô, tristeza!

     Todos sabem que você é a musa inspiradora de muitos artistas. Graças à você e, por que não dizer, para embalá-la inúmeras obras primas foram criadas. Lá isso não se pode negar. Mas para quê mais você serve ainda mais quando não se é ( e nem se tem a pretensão de ser) um artista inspirado?
     Se você acaba de chegar agora, devo esclarecer que estou falando de ninguém menos que a tristeza. Sim, essa sensação que nos pega meio sem avisar e toma conta da gente. Bobeou e ela vai ficando. Quando a gente se dá conta ela já montou casa e aí é difícil fazer com que ela vá procurar outro rumo.
     Portanto, é preciso ser rápido e espantar essa coisa para bem longe antes que ela faça os seus estragos. Xô, tristeza! Vai para bem longe de mim. Não venha com as suas insinuações. Não venha dizer que a vida é uma porcaria, que nada presta, que nada dá certo. Não me venha com esse seu derrotismo, com o seu desânimo. Quero ter pensamentos de alegria, de prazer, de vitória.
     Mesmo quando as coisas não saiam do jeito que eu planejei, quero ver nisso motivo de alegria. A alegria de tentar de novo, e de novo e de novo e mais uma vez se for preciso.  Tentar quantas vezes forem necessárias. Levantar  de todas as quedas que por ventura aconteçam.
     Não quero, não vou, não posso dar espaço para você na minha vida . Sinto muito, tristeza. Seu lugar na minha vida acaba de ser ocupado pelo cultivo da alegria. Isso mesmo. Essa plantinha que pretendo regar todos os dias para que ela cresça frondosa no meu jardim.
     E sabe o por quê disso,  tristeza? Porque descobri que vinha dando muito espaço para você, dando ouvidos aos seus argumentos e você, sorrateira, foi tomando conta de tudo. Agora acabou. Descobri que você é  péssima companhia e que não serve para nada. NADA, ouviu bem? NADA mesmo! Nem mesmo se eu fosse um poeta romântico e solitário, ia querer a sua companhia.
Adeus, tristeza.

sábado, 8 de dezembro de 2012

A lei do mais forte.

     Como diz aquela canção: "amizades sinceras me interessam..." Viver sozinho não é bom. Essa coisa do compartilhamento é muito importante para que possamos viver melhor ou, na melhor das hipóteses, se sentir menos deslocado, menos sozinho.
     Seria muito bom que as convivências fossem todas para o bem, não é mesmo? Que todas as pessoas se juntassem apenas para fazer coisas que as dignificassem. Mas, infelizmente, não é isso o que acontece com frequência. Muita gente se junta para praticar atos que talvez sozinhas elas não teriam coragem de praticar.
     Sozinhos, muitas vezes, são verdadeiros santinhos, mas basta se juntar com uma galera para mostrar que o santo era mesmo do "pau oco", como se dizia nos antigamentes. E isso até que não seria nada de mais se os atos praticados fossem brincadeiras inocentes, pequenas travessuras e coisas do gênero. 
     Só que não é nada isso.  Tem gente se juntando para cometer crimes bárbaros, hediondos mesmo. E por que? Por que são mesmo assassinos, bandidos perigosos? É provável que não. Não acredito que alguém já nasça mau, bandido ou marginal. Embora as tendências estejam sempre presentes e, não raro, às vistas de pais, colegas, vizinhos, educadores e sociedade em geral.
     O que chama a atenção é que tem havido já há muito tempo uma crescente valorização da força bruta, dos gritos de guerra, da tal "lei do mais forte". Através de mecanismos de mudança de corpos ( via academias e outros meios), um corpo antes franzino ganha músculos e o que antes era apenas por preocupações estéticas e, talvez, de saúde passa a ser usado como forma de amedrontar e mostrar força. E quando tantos músculos ociosos se encontram querem barbarizar e mostrar porque foram esculpidos.
    Nada contra o culto do corpo malhado. Pelo contrário, Nosso corpo precisa mesmo ser "trabalhado" para aguentar o tranco do dia a dia e, além do mais, uma boa aparência nunca fez mal a ninguém, não é? O que não se pode, na minha opinião, é usar os mecanismos que se tem à disposição para se cuidar da saúde e ter uma vida melhor, como meio para transformar nossas ruas, bairros e cidades em verdadeiros campos de guerra.
    Fala-se muito que se aprende, por exemplo, artes marciais para se defender. Porém, o que se vê por aí é muita gente usando o que aprende para atacar aqueles que não detém os mesmos conhecimentos. Além de covardia, isso parece não condizer com o que se prega.
    Precisamos, urgentemente, de uma lei para desarmar os corações. Principalmente os  corações  daqueles que se juntam para barbarizar por aí, acreditando que estão apenas se divertindo.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A lição da árvore.

     Nossas experiências contam muito. Através de nossas vivências podemos entender melhor a nós mesmos e o mundo em que vivemos e assim nos posicionar de forma mais segura diante das situações que a vida nos apresenta.
     Se trazemos dentro de nós a memória de um determinado acontecimento, quando ele por ventura se repete, já sabemos mais ou menos como nos comportar em face a ele e até já sabemos como tudo se desenrolará, o que torna as coisas mais fáceis para nós. Isso é o que se denomina experiência de vida. E ela só se dá mesmo pela vivência, no dia a dia, sofrendo, rindo, chorando, com os sucessos e os insucessos.
     É claro que muita gente, talvez por distração, não costuma prestar atenção nas lições da vida. Daí surgem as repetições, os sofrimentos, porque quase sempre as coisas se repetem desmentindo aquela afirmação que diz que "um raio não cai duas vezes no mesmo lugar". Infelizmente cai. Principalmente quando se é desatento e não se procura aprender logo "a lição de casa".
     Cada um de nós tem a sua maneira própria de assimilar as coisas, de entender as mensagens que estão ocultas em cada acontecimento, cada erro, cada acerto. Dizem que não cai uma folha de uma árvore sem que haja um propósito maior por trás desse simples e corriqueiro fato. E assim é em nossas vidas. Tudo faz parte da nossa escola de vida, do nosso aprendizado.
     Por isso, é tão importante estar sempre atento a tudo. Não que devamos  sair por aí vendo coisas, fazendo associações descabidas, "achando que focinho de proco é tomada". Não é isso. É coisa íntima, pessoal. Um olhar especial, generoso para a vida. Um olhar de quem colhe os frutos da árvore tratando bem dela para que ela sempre dê frutos bons.
     E essa árvore também somos nós mesmos: árvore frondosa, mas  necessitada de carinho, de proteção, de cuidados para enfrentar o vento, as chuvas e tempestades, o sol inclemente do verão, o outono que leva todas as suas folhas, o inverno sem agasalho, mas a certeza (experiência) de que a primavera sempre vem florindo tudo novamente.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Nada de fim: recomeço.

     Muito se fala da necessidade que temos de viver em grupo. Talvez esteja essa característica da raça humana, e quase todas as espécies de animais, a razão pela qual ainda continuamos existindo nesse planeta, uma vez que por mais atritos que a convivência possa trazer a verdade é que vivendo todos juntos uns protegem os outros e a vida fica mais fácil para todo mundo.
Quanto a isso creio que ninguém tem dúvida: viver em sociedade é muito melhor que viver sozinho. A convivência, além de tornar a vida melhor e mais prazerosa, também faz com que uns aprendam com os outros, dividindo experiências e conhecimento.
     Isso acontece com mais sucesso principalmente quando essa sociedade é formada por pessoas das mais diferentes procedências, classes sociais, raças, cores, religiões e a convivência seja baseada na tolerância e no respeito à essas diferenças. Onde não haja minorias segregadas e as leis sejam feitas para todos sem  excessões ou privilégios.
     Sei que pode parecer utópico e que você possa estar pensando que estou falando de uma sociedade ideal e não de uma sociedade real. Pode até ser. Mas convenhamos que, levados por uma situação que perdura anos a fio (talvez séculos ou milênios), passamos a acreditar que tudo é assim mesmo e que essa sociedade que discrimina e segrega grande parte de sua população é a sociedade que conhecemos e que não existe outra.
     Muitos dizem que sempre foi assim: os fortes massacrando os fracos e tudo na base do "manda quem pode, obedece quem tem juízo." Será que é assim mesmo? Tenho certeza que não.  Por mais que todo esse estado de coisas pareça estar sacralizado, por mais que as coisas pareçam que não tem mais jeito, ainda existe a esperança de  chegarmos à uma sociedade mais justa e igualitária.
     Falo isso por causa dessa onda que diz que o mundo vai acabar em 21 de dezembro, segundo uma profecia maia.  Embora os próprios maias tenham conhecido o seu fim com a chegada dos europeus às Américas, não acredito que isso vá acontecer. O mundo vai continuar aqui do jeito que está.
     O que é  uma pena, pois já estava mais do que na hora de aproveitarmos essa onda para tentar melhorar  o que está aí. Ao invés de um fim, podemos pensar num recomeço. Onde todos nós nos disponhamos em criar um mundo melhor sem tantas diferenças, sem tanta fome, sem tanta guerra e sem, acima de tudo, tanta degradação.
     Em 21 de dezembro de 2012 ou em qualquer data que a gente escolha, essa é a oportunidade que temos para dar um destino melhor para o nosso mundo.  É só a gente querer.