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domingo, 4 de novembro de 2012

"Caiu na rede".

     Dia desses, rolou na internet, sobretudo no facebook, um alerta de pessoas preocupadas com violação da privacidade nos sites de convivência. Esse alerta era bastante enfático e buscava chamar a atenção para que as pessoas tomassem cuidado com as coisas que publicam em seus perfis.
     Até aí, tudo muito bom. É legal saber que as pessoas se preocupam em alertar umas as outras sobre os perigos e riscos que se corre na internet para que todos tenham a chance de não cair em armadilhas. Bastante louvável a iniciativa e que isso aconteça sempre. As pessoas precisam mesmo ser solidárias umas com as outras. E essa é boa forma de demonstrar isso.
     São essas "pequenas" contribuições que fazem a diferença e podem evitar crimes muito maiores (como pedofilia, roubos de senhas bancárias e muito mais)  e que, todos devem saber, a internet está cheia deles. Mais que isso: a internet ainda parece ser uma "terra sem lei". Dessa forma, todo tipo de cuidado que se possa ter, é pouco.
     Só que existe um porém, ou melhor dizendo, existem perguntas que não querem calar: como pode uma pessoa querer manter a sua privacidade, se ela, por sua própria vontade (pelo menos assim nos parece) posta fotos, vídeos, faz comentários, críticas, dá opiniões, conversa sobre todos os tipos de assuntos de forma aberta e livre? Será que essas pessoas que expõem suas vidas na rede são ingênuas e desinformadas, sem nenhuma noção do que estão fazendo, ou estão, sim, apenas querendo aparecer?
     São perguntas que me faço e, acredito, muitos devem se fazer também. Porque não se pode querer manter sua privacidade ao mesmo tempo que se expõe, acreditando que aquela exposição só está sendo feita para um grupo seleto de pessoas, "os seus amigos virtuais" e que só eles e ninguém mais terá acesso ao que foi postado.
     Infelizmente, é preciso que se diga que isso é pura ingenuidade. Principalmente sabendo que em termos de internet não há ninguém que seja santo. Todos entram em tudo. Para isso, todos sabemos, basta um simples clic. Eu mesmo, no momento em que escrevo esta postagem, sei que não terei o menor controle sobre quem terá acesso à ela e sobre qualquer outra coisa que eu venha a publicar aqui.
     Confesso que não sei se seria bom ter esse controle. Aliás, qualquer tipo de controle assusta um pouco, porque lembra censura, autoritarismo. Por isso, não existe outra saída senão nós mesmos termos o bom senso de sabermos discernir sobre o que queremos e o que não queremos que caia na rede. Depois, como diziam antigamente, muito antes da internet: é reclamar com o bispo.