Pesquisar este blog

sábado, 31 de julho de 2010

A cura do corpo.

     Vivemos numa época em que cada vez mais se fala de meios alternativos de buscar uma vida melhor e mais saudável. Muitos são os meios e todos estão disponíveis para todos, basta querer buscar, ler e se informar. Além de toda uma cultura passada de pai para filho, de geração em geração. Quem não tem ou teve um avô, avó ou qualquer parente versado em chás ou garrafadas? Muitos de nós, não é mesmo? Fora isso, existem muitos livros e revistas que tratam do tema, prontos a informar a quem queira penetrar nesse mundo mágico.
     Outro vasto campo de pesquisa é nossa amiga Internet. Os sites de busca e pesquisa estão aí para isso. Difícil é decidir para que lado seguir pesquisando. Deixando de lado mentiras e puras invenções (é sempre necessário estar atento), há um campo vasto e pode-se encontrar verdadeiros tesouros. Em sua maioria trata-se de coisas simples e corriqueiras que nós deixamos para lá porque acreditamos serem apenas lendas ou coisa de gente ignorante. Estamos sempre prontos a colocar em dúvida qualquer coisa que não seja cientificamente provada mesmo sabendo de experiência própria da eficácia de um chá ou de uma simpatia ensinada por uma pessoa mais velha.
     Pelo outro lado, estamos sempre prontos a ingerir qualquer medicamento receitado por qualquer médico, farmacêutico ou balconista de farmácia. Não importamos se eles são ou não pessoas habitadas para isso ou se estão mesmo interessados que nos curemos do mal que sofremos ou apenas querem vender mais um medicamento e aumentar o lucro da indústria farmacêutica.
      Embora essa seja uma questão bastante complexa e que necessita de ser vista com bastante cuidado, não temos aqui a intenção ou capacidade de fazer um julgamento. Quero apenas trazer a baila um lado da questão: outro dia fiquei um tanto assustado de ver uma conhecida ingerindo calmantes dizendo que não consegue viver sem eles por causa da vida agitada que leva. Diante disso, fui levado a pensar no número de pessoas que usam remédios para enfrentar o dia-a-dia, passando suas vidas praticamente dopados. Isso é um absurdo! Não podemos tomar esse caminho. Não sou médico nem nada parecido, mas tenho certeza que esse é um caminho sem volta. A humanidade está cada vez mais se escondendo de si mesma através de remédios que prometem curar o corpo quando na verdade nada mais fazem do que criar mais doenças e a pior delas é a dependência.
     Trabalho num local onde as pessoas passam o dia disputando quem está mais doente que o outro, quem tem a doença mais grave, quem toma maior número de medicamentos ou quem vai mais vezes ao médico. Nenhuma delas não quer nem ouvir falar em formas alternativas de cura ou fazer algum esforço que não seja o de ingerir medicamentos, mesmo sabendo que eles fazem mais mal que bem. Ignorando que remédio não faz milagre, que antes de querermos curar o corpo precisamos buscar a cura de nosso espírito. E a porta da cura de nosso espírito é a nossa mente. Precisamos curar nossas mentes para que elas não adoeçam nossos corpos. Está aí o "mente sã, corpo são" que não me deixa mentir e que ninguém ignora, mas faz questão de esquecer.
     Vamos todos, num esforço conjunto, buscar a cura do nosso corpo através de atos simples como o de respirar corretamente buscando tranquilizar nosso corpo integrando-o à natureza, ao mundo que nos rodeia, buscando toda a beleza que nos rodeia, a beleza que vem dos outros e aquela que parte de nós. Fiquemos todos tranquilos e em paz. Quem sabe assim não descobrimos que saúde também é um estado de espírito?

domingo, 25 de julho de 2010

Passando como um rio.

     Outro dia falei aqui sobre as amizades que, por uma razão e outra, tive que interromper. Falei da dor que essa interrupção, tenha sido ela voluntária ou não, muitas vezes me causou. Isso me levou a uma outra reflexão: vale a pena ir atrás de relacionamentos seja de amor ou amizade que vivemos no passado para tentar reavê-los? A conclusão a que cheguei foi que não, não vale a pena. A vida vive-se para frente, como um rio que nunca volta a irrigar novamente as terras por onde passou, que segue sempre o seu curso cujo  destino é o grande oceano. Assim acredito que somos nós.
     Talvez não seja boa ideia fazer o caminho de volta, sobretudo quando temos a clara intenção e desejo de reviver tudo o que se viveu num passado próximo ou distante. Falo isso porque vive esse tipo de experiência de maneira bastante dolorosa. 
     Nasci em Ibiá, pequena cidade do interior de Minas Gerais, de onde saí "em busca de melhores oportunidades na vida", creio, como qualquer jovem que nasce numa cidade que oferece poucas oportunidades de trabalho e progresso na vida.
     Até aí, nada de mais, não é? Isso acontece todos os dias em todos os lugares do mundo. E como qualquer pessoa que deixa sua cidade natal, no início eu voltei algumas vezes. Confesso que eu não fazia a menor ideia de como é difícil deixar para  trás a família, amigos, vizinhos e até mesmo a paisagem, as ruas, o cheiro da cidade, enfim tudo o que diga respeito àquela vida que você está deixando para trás. Sofri muito, tentei voltar muitas vezes. O tempo passou e acabei ficando.
    Não preciso dizer que enfrentei muitas dificuldades e que isso me afastou de Ibiá. Fiquei muitos anos sem aparecer por lá e sem dar muitas notícias; só o bastante para saberem que eu estava vivo, que estava tudo bem comigo. Um belo dia bateu uma saudade daqueles ares e, como as coisas tinham dado uma melhorada, resolvi ir até lá para rever o pessoal. Fui cheio de amor para dar, certo de que (ingenuamente) encontraria braços abertos e belos sorrisos nos lábios de todos, felizes com a minha "volta".
     Nem tanto. Encontrei pessoas que talvez até estivessem felizes com a minha volta, mas o tempo tinha passado. Elas não eram mais as mesmas, nem eu era mais o mesmo. Posso dizer que chegou a ser constrangedor. Aquela alegria toda, aqueles abraços só existiam na minha cabeça. Eu criei uma fantasia onde as pessoas continuavam as mesmas de antes, mas como o rio, que embora pareça que está sempre no mesmo lugar, elas passaram. Algumas envelheceram, constituíram famílias, desfizeram famílias, mudaram-se como eu para outros cantos e até morreram. As que ficaram não tinham os mesmos objetivos de antes, mudaram por dentro e por fora, como eu. Afinal, eu também não era o mesmo jovenzinho que deixou aquele cidade.
     Por essa experiência passei a acreditar que é preciso pensar bem antes de sair por aí tentando resgatar o passado em busca de pessoas, momentos felizes (ou não) que vivemos. Que cada um de nós, sem magoas, rancores sejamos como o rio que passa, não por acaso ou capricho, mas porque tem como objetivo maior o grande oceano.

Deus nos proteja. 

sábado, 17 de julho de 2010

Amizades interrompidas

      Hoje,17 de julho, um sábado, o dia amanheceu chuvoso no Rio de Janeiro. Nada de se surpreender, há dias o tempo anda meio assim mesmo; chuva e um frio que convida ao recolhimento. Nada melhor nos dias frios do que ler e pensar. E pensando fui dar naquele recanto da mente aonde ficam guardadas nossas lembranças; algumas boas e felizes, outras, nem tanto. Entre elas, a lembrança daquelas pessoas que passaram pela minha vida e que hoje não vejo mais, das quais não tenho notícias se estão vivas ou mortas, se estão bem ou se passam por algum problema. Pessoas que em algum momento da minha vida estiveram muito próximas de mim, fosse por motivo de trabalho, moradia, amizade ou mesmo envolvimento amoroso.
     Não sou nenhum "Matuzalém", mas já vivi o bastante para já ter me despedido de muita gente. Algumas, aquelas que a morte levou, que vejo apenas em sonho ou verei num futuro que acredito esteja distante, e aquelas que, embora continuem "vivinhas da silva", não vejam e , provavelmente, não verei mais. Algumas foram por decisão própria. Em algum momento, por um motivo ou outro, eu (ou elas) decidi que não as veria mais. É, isso acontece. Às vezes as amizades tomam caminhos muito estranhos e é preciso que se coloque um ponto final, da mesma maneira que a gente bota um ponto final num relacionamento amoroso, mesmo ainda amando (ou pensando que ainda ama) aquela pessoa. Na amizade isso também acontece. Amizade é um relaciomento como outro qualquer. Quando se percebe que os objetivos não estão pelo menos parecidos, quando  há muita divergência de opiniões e atitudes, é preciso pensar se está valendo a pena mantê-la ou se é mais prudente um rompimento, um afastamento temporário ou definitivo.
     Sei que parece estranho eu estar falando assim, mas é justamente o que acontece. Comigo já aconteceu várias vezes. Não foram poucas as vezes que tive que tomar a decisão de me afastar de um amigo ou amiga cuja a amizade não estivesse sendo correspondida da maneira que eu desejava. É possível que você esteja pensando: "Nossa, que cara egoísta!" Não acho que seja egoísmo querer ter um relacionamento saudável, baseado no respeito mútuo. Tal como nos relacionamentos amorosos, é justo querermos ter nossos sentimentos correspondidos. Por isso, sou da opinião que devemos nos afastar daqueles que não correspondem às nossas expectativas, que nos magoam, chateiam e aborrecem com suas amizades fingidas, interesseiras e até desleais.
     Mas... Tudo tem um "mas". E lá vem ele: mas ninguém é de ferro. Tem dias que bate uma saudade, um arrependimento de não ter tentado mais, de não ter dado uma última chance... Hoje é um daqueles dias. Estou pensando naquelas pessoas das quais, por um motivo qualquer, eu tive que me afastar. É para elas que quero falar. Não vou citar nomes, afinal foram tantas. Pessoas de todos os lugares onde vivi. Falo também daquelas das quais eu me afastei meio como aquele marido que foi comprar cigarros e nunca mais voltou. Talvez dessas eu sinta mais saudade, porque não houve um motivo para o afastamento. Eu apenas atravessei para a outra margem do rio, prometendo que voltaria sempre que desse, e nunca mais voltei. Pelo menos não voltei até agora. Para elas, desejo tudo de bom. Quem sabe um dia ( nesta vida ou em outras vidas) possamos nos reencontram e refazer juntos esse caminho interrompido? Caminho que de qualquer forma teremos que fazer um dia. Apenas adiamos. Até lá fica a saudade e uma sensação de que era preciso ter tentado mais.

Deus os proteja.

domingo, 11 de julho de 2010

Caso Bruno do Flamengo ou a queda de um anjo.

     Todo mundo sonha em ficar rico e famoso, ganhar muito dinheiro e se tornar um vencedor na vida. Existe alguma coisa de errado nisso? Não. Não existe nada de errado em querer o melhor para nós e, aliás, todos devemos pautar nossas vidas exatamente por esse lado: desejar o melhor e lutar por isso. Analisando, num primeiro momento, a história de vida do goleiro do Flamengo, Bruno, é isso que vemos, não é? Dá até para imaginar ele criança sonhando com o dia em que, adulto, defenderia a camisa de times como o Corinthians e o Flamengo. Ele conseguiu. Ele chegou onde, embora todos sonhem, poucos (muito poucos) chegam.
     Dando asas à nossa imaginação podemos pensar que ele estaria feliz da vida vivendo num verdadeiro oásis, longe dos problemas que nós, simples mortais, vivemos. Nada disso. Clichê ou não, dinheiro e fama não trazem felicidade. Como diria o poeta, também mineiro, Carlos Drumont de Andrade, havia uma pedra no meio do caminho. Em sua corrida para cima e para alto, o jogador não viu, ou não quis ver, a pedra. Ou teria ele mesmo criado a sua pedra de tropeço? Nesse caso  "a pedra"  não é necessariamente um caso amoroso fortuito. A pedra é a vaidade que toma conta daqueles que são bafejados pela sorte, os escolhidos. Como os reis do passado, eles passam a se sentirem como verdadeiros enviados de Deus, quando não se sentem, eles mesmos, deuses ou semideuses.
     É sobre isso que eu quero falar. Não cabe a mim dizer se esse rapaz é culpado ou inocente. Esse é um problema da policia e da justiça. O que quero falar é sobre o lado espiritual da questão, os nossos passos na terra. Não acredito que nasçamos todos com nossos destinos previamente traçados, com tudo determinado; esse vai ser bom, justo e honesto; aquele vai ser um assassino cruel. Nada disso. A cada vez que nascemos aqui na terra meio que zeramos nossos erros passados e assumimos o compromisso de sermos mehores. Nascemos todos marcados com o amor de Deus em nossos corações.
     Durante algum tempo somos educados por nossos pais  ou responsáveis, mas um dia crescemos e passamos a ver a vida com os nossos próprios olhos, a andar com nossos próprios pés, a ser guiados por nossa própria cabeça. E aí que nossa personalidade vai falar mais alto, pois quase sempre a impomos aos outros. Nesse momento podemos confirmar o compromisso de seguir nossa escalada para a luz (o conhecimento, o entendimento) ou se vamos repetir os erros das vidas passadas.
     Eu sei que falando assim tudo parece muito fácil. É claro que não é. As coisas não acontecem de maneira clara, tudo as vezes é muito subjetivo. Depende muito do nosso adiantamento moral e espiritual para entendermos as "entrelinhas" dos acontecimentos. E coube a esse rapaz um dos, digamos, carmas mais difícil: o da facilidade com o dinheiro, fama e prestígio. Muitos usam esse benefício dado por Deus para construir uma vida digna e admirável, mas outros capitulam atraindo para si energias destruidoras, pessoas interesseiras, infladores de ego. Diante disso, somado com seus próprios defeitos, a queda é certa.
     Como falei no início, todos desejam fama, dinheiro e poder, mas poucos sabem lidar com isso. Por isso, além de fama, dinheiro e poder, devemos desejar também ter sabedoria para saber lidar com eles para que não nos sirvam de queda.

Bom domingo e que Deus nos proteja a todos, com alegria.

sábado, 10 de julho de 2010

Hora de mudança

     Todos nós, em algum momento de nossas vidas, somos ou fomos influenciados por alguém. Em muitos casos essa influência foi tão forte que chegamos a confessar que seríamos iguais àquela pessoa quando crescêssemos. Essa pessoa pode ser o pai, a mãe, a professora, o artista famoso, o padre da paróquia, o músico da praça, ou seja, qualquer pessoa que  tenha despertado em nós algo de mágico, de inexplicável que costumamos chamar de admiração.
     Muitos de nós pautamos nossas vidas nesse algo mágico e passamos a viver em função daquilo. O filho do advogado ou médico que quis ser como o pai quando crescesse tudo fez para seguir os passos do seu modelo e assim aconteceu (ou acontece) com todos os outros. O menino que admirava o padre e quis seguir seus passos foi em busca de seus sonhos. Todos tentamos seguir o nosso modelo.
     Porém, o tempo passou. Muitos sonhos se tornaram realidade e outros não. Meninos que sonhavam com a medicina hoje são médicos, ou quem sabe?, são pacientes. O sacristão pode ser hoje um bispo, mas também pode ter se tornado um ateu convicto que jura que Deus não existe. Tudo pode ter acontecido, tudo pode acontecer. E pode ter chegado a hora de rever o modelo, rever os planos que traçamos para as nossas vidas. Porque, o tempo  passa. Nós mudamos. E como mudamos, não é? Chegamos a ficar irreconhecíveis para nós mesmos. Isso não significa que pioramos. Muito pelo contrário, acredito que sempre melhoramos, mesmo quando não realizamos ou cumprimos os planos que traçamos para o nosso futuro. Planos que muitas vezes nem eram nossos. Eram influências e até uma forma de agradar aqueles que nos eram caros, uma forma de mostrar o quanto os amávamos.
     Só que nós crescemos. Hoje adultos olhamos para traz e tentamos recuperar as pegadas daquele (a) garoto (a) que agora só existe dentro de nós. As pegadas foram apagadas pela ação do tempo e não há como voltar atrás e o que nos resta e criar novas pegadas, criar um novo caminho e por que não mudar o modelo que seguimos até agora? Não importa se deu certo ou não, se fomos até certo ponto, se desistimos no meio do caminho. Ah!, e tiveram aquelas barreiras intransponíveis, aqueles acidentes de percurso. Não importa. Que tal se refizéssemos todos os planos, que reformulássemos as nossas vidas seguindo os ditames do nosso coração evitando qualquer influência externa, ouvindo apenas a voz da nossa alma? Assim poderíamos ver o médico decidir virar carpinteiro; o padre converter-se ao espiritismo, sem deixar de ser padre; o judeu render-se ao catolicismo e aceitar Jesus como o filho de Deus, o Messias; o professor virar um dançarino. Tudo é possível.
     O que não podemos é ficar presos a antigos conceitos e fórmulas que não funcionam mais ou que já deram o que tinham que dar. É claro que também acredito que muitos tiveram a sorte e acertar nas suas escolhas e foram ( e são) felizes para sempre. Felicidade existe. Mas até os felizes também gostam de trilhar novos caminhos, criar novas pegadas.

domingo, 4 de julho de 2010

Pequenos gestos.

     Outro dia, do alto da minha janela, assisti a uma cena que me fez pensar. Não se tratou de nenhum atropelamento, assalto, briga, tumulto, ou coisa parecida. Simplesmente uma mulher, aparentemente jovem, tirou da bolsa e começou a desembrulhar o que, provavelmente, seria um lanche. Logo pensei que ela iria jogar todo o material descartável pelo chão e partiria como a mais justas das mulheres. Cheguei mesmo a esboçar uma certa indignação: " Olha, que porca! É por isso que a cidade está tão suja." Mas, felizmente, queimei a língua. O julgamento foi apressado. Ela caminhou calmamente até uma lixeira e ali depositou o lixo que eu pensei que  jogaria na rua, demonstrando para mim que era uma cidadã civilizada e comprometida com a limpeza e organização da cidade onde mora.
     Ato simples e que deveria ser corriqueiro em nossa cidade, mas que, infelizmente, não é. Por isso, atitudes como a daquela moça acabam despertando uma certa admiração: "Nossa, ela é educada. Sabe que lixo é para colocar na lixeira. Que maravilha!" Talvez até merecesse ser condecorada com alguma medalha ou mesmo ser aplaudida de pé pelo seu ato.
     Brincadeira à parte, as pessoas continuam tratando nossa cidade como uma lixeira a céu aberto, ignorando qualquer apelo ao bom senso e à educação. Principalmente nesses dias de copa do mundo. Em nome de uma euforia, muitas vezes descabida, suja-se as ruas, polui-se o ambiente, sem culpa. Afinal, estamos (ou devemos estar) felizes. Depois os garis da Comlurb vêm e faz a limpeza. É o que, creio, pensam os que sujam por todos os lugares por onde passam.
     Está mais que na hora de todos nós nos conscientezarmos de que somos nós os responsáveis por uma cidade mais limpa e ordeira, que somos nós os responsáveis por um mundo melhor. Depende de cada gesto nosso, por menor e mais insignificante que seja, que esse planeta fique melhor. E que nossas atitudes não podem ser de um momento apenas, mas de todos os dias. A cada manhã quando acordamos temos que refazer o compromisso de fazer a nossa parte na melhoria desse mundo e isso inclui a limpeza de nossa cidade.
     Não conheço aquela mulher que vi pela janela de minha casa tendo uma atitude civilizada para com sua cidade, mas acredito que é de pessoas assim que o mundo precisa; pessoas que anonimamente fazem o seu papel de exemplo a ser seguido, porque a qualquer momento podemos estar servindo de modelo para os outros e todos queremos ser bons exemplos, não é?