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domingo, 28 de agosto de 2016

Reciprocidade.

Resultado de imagem para imagem de reciprocidadeÉ muito comum as pessoas questionarem que depois de muito ajudarem alguém não receberam igual tratamento quando passaram por dificuldades. Afirmam, bastante amarguradas e decepcionadas, que a própria pessoa que recebeu sua ajuda foi a primeira a lhes virar as costas. Muitos acabam por decidir nunca mais ser solidário com ninguém e passam a pregar o egoísmo e a indiferença.
Isso é muito triste e denota desconhecimento de algumas das "leis" da vida. Primeiro, devemos fazer o bem sem olhar a quem nem esperar recompensas. Que a nossa mão direita não saiba o que faz a esquerda, diz o provérbio. Segundo, nem sempre aquela pessoa a quem fazemos o bem é quem vai nos retribuir a gentileza nos ajudando num momento de necessidade. Essa ajuda virá, quase sempre, de onde nós mesmos esperamos. Assim como, provavelmente, aquela pessoa que recebeu a nossa ajudar não esperava ser ajudada por nós, pois, certamente, fizera o bem para uma outra pessoa..
Portanto, não devemos ficar tristes ou mesmo decepcionados por não receber a reciprocidade esperada nem achar que aquela pessoa é mal agradecida e não é merecedora de ajuda. Antes, devemos ficar felizes por isso. Mostra-nos claramente que nada deve ser feito visando receber a recompensa no futuro. A ajuda e assistência que prestamos aos outros devem ser feitas baseadas na lei do amor ao próximo e desprendida de qualquer interesse  sem olhar a quem. Nunca se sabe de onde a solidariedade virá.
Se alguém foi merecedor da nossa ajuda é porque fez alguma coisa que a credenciou para isso. Em algum momento, ela fez o mesmo por alguém e nós fomos o escolhidos por retribuir-lhe a boa ação realizada. É assim que Deus entrelaça o seu povo formando uma corrente de amor e solidariedade que une todo o planeta.

Bom domingo.

domingo, 21 de agosto de 2016

Paz em nós.

Resultado de imagem para imagem da pazTodos somos unânimes em dizer que tudo o que desejamos é que o mundo seja um lugar bom de se viver, onde todos, sem exceção, vivam em paz. Para isso, somos capazes de vestir camisas brancas, empunhar faixas e ir para o meio da rua em caminhadas, corridas, abraços e mais o que for possível, ou esteja na moda, para reivindicar esse nosso sagrado direito.
Tudo isso, sem dúvida, é muito legítimo. Temos mesmo que lutar por aquilo que tanto queremos e necessitamos para viver. O que causa estranheza é o fato de que colocamos toda a responsabilidade pela paz no mundo nas outras pessoas. Parece que nós somos as únicas pessoas pacificas que existem e que o mal e a desordem são criados pelos outros.
Sabemos que isso não é verdade. Antes de sair às ruas fazendo protestos em nome da paz devemos fazer um exame de consciência para saber se nós somos mesmo agentes dessa paz que tanto pedimos ou se também precisamos ser "pacificados".
Uma caminhada, seja pela paz ou não, é sempre uma boa coisa. Principalmente para a saúde do nosso corpo. Mas ninguém precisa disso para pacificar o mundo. A paz deve existir primeiro dentro de nós. É de dentro de nós que ela deve sair para contagiar quem vive ao nosso lado, a nossa comunidade, a cidade onde vivemos, o país para, então, ganhar o mundo sem que sejam necessários grandes eventos.
A paz é algo que se conquista passo a passo, gota a gota. Não adianta organizarmos grandes encontros em nome dela, se quando estamos sozinhos mantemos o nosso coração cheio de raiva, intolerantes, preconceituosos, incessíveis aos problemas dos outros e incapazes de um gesto humanidade.
Para que haja paz no mundo e preciso que, antes de qualquer coisa, exista paz em nós, dentro dos nossos corações e mentes. Pessoas raivosas, ressentidas, vingativas não têm paz nem podem dar paz aos outros. Pacifiquemo-nos. É assim que nasce a paz no mundo.

Bom domingo.

domingo, 14 de agosto de 2016

A questão das diferenças e as olimpíadas.

É inegável que a humanidade deu um grande salto nos últimos cem anos através de inventos e descobertas que vieram para facilitar a vida de todo mundo encurtando distâncias, trazendo progresso para lugares antes condenados ao atraso e ao abandono e muito mais coisas que talvez seriam impossíveis de relacionar.
No entanto, todas esses inventos e descobertas não foram capazes de acabar com o pior dos males de nossa sociedade: o preconceito. Essa mácula que segrega, inferioriza, nega direitos e até, em muitos casos, a liberdade, condenando pessoas por causa da cor de sua pele, origem racial, sua opção sexual, orientação religiosa, posição política e muito mais.
Dia chegará que será praticamente proibido dar a nossa opinião. Já vemos isso acontecer sistematicamente na internet. Basta que alguém manifeste seu pensamento para que, em seguida, sofra verdadeiro linchamento.
Muitas vezes, é claro, tratam-se de reações legítimas. Até porque muitos têm usado as facilidades que as novas tecnologias trouxeram para espalhar ideias racistas, xenófobas, homofóbicas e todo tipo de intolerância.  Isso, sem dúvida, precisa ser combatido.
O problema é que estamos todos perdendo a mão. Ao tentar defender algum tipo de preconceito acabamos também sendo preconceituosos ou violentos demais. É o caso, por exemplo, da intolerância política que vivemos no Brasil nesses tempos. O que vemos é agressão de todos os lados e ninguém preocupado em respeitar as posições do outro, como se pensar diferente fosse crime.
Ninguém é criminoso (a) por pensar diferente de nós, por ter uma opção sexual diferente da nossa, por crer em coisas que não cremos, por ser estrangeiro (a), por ser de uma raça diferente da nossa ou por não ter a mesma cor da nossa pele. Isso são apenas diferenças. Diferenças que, ao contrário do que se possa crer, fazem esse nosso mundo melhor.
É exatamente por sermos, em geral, tão diferentes que o mundo fica mais suportável de viver. A diversidade de povos, costumes, religiões, opções sexuais, pensamento é que torna esse mundo incrível que ele é.
Para se certificar disso, basta dar uma olhada nas olimpíadas que ora acontecem no Rio de Janeiro. Essa é a prova de que o bom mesmo é sermos todos diferentes. É isso que nos aproxima. Infelizmente, muitos ainda não pensam assim.

Bom domingo.