Pesquisar este blog

sábado, 27 de outubro de 2012

A voz das minorias.

     É bastante natural que as pessoas busquem companhia, não é mesmo? Dizem até que as pessoas se atraem umas às outras de acordo com os seus interesses, inclinações, desejos formando grupos e em certos casos, gangues, facções e coisas do gênero. Aparentemente isso não tem nada demais, creio eu, afinal, torna-se mais fácil a convivência quando todas as pessoas ao nosso redor falam a mesma língua, ou seja, a nossa língua.
     Porém, em muitos casos, isso é usado para criar verdadeiros muros separatistas. Grupos se formam e se relacionam entre si fazendo nascer diferenças que acabam sendo transformadas em ódios mortais. É dai que nascem as guerras e todos os tipos de confrontos. Um grupo passa a achar que é melhor do que o outro e que deve lutar para destruir ou dominar o outro.
     A história da humanidade está cheia desse tipo de coisa: impérios contra impérios, povos contra povos, religiões contra religiões numa luta sem fim que atravessa os tempos. Mesmo hoje em dia, quando nos gabamos de sermos tão modernos e adiantados, continuamos a agir como os bárbaros de antigamente.
     Parece que a beligerância faz parte do DNA da humanidade, que nascemos para estar permanentemente em estado de guerra. Países se armam uns contra os outros comprando e construindo armamentos pesados como mísseis e explosivos de toda sorte, gangues dão os gritos de guerra através da internet marcando duelos mortais.
      E tudo isso por que? Porque não sabemos lidar com as diferenças. Não conseguimos aceitá-las e respeita-las como seria o natural. Embora seja comum ouvirmos que somos todos iguais, que temos todos os mesmos direitos. caminhamos na direção contrária: basta que se veja alguém diferente para que essa história de igualdade venha caia por terra.
     Descobrimos que tudo não passa de discurso fácil, que prega-se uma coisa e vive-se outra completamente diferente. Dessa maneira, aqueles que não se enquadram nos padrões ditos normais sofrem para viver e conquistar o seu espaço e terminam por ter que viver segregados à margem, sem direito a voz, sem poder desfrutar daquilo que lhe é de direito.
     Falando assim, parece discurso de maluco, mas, infelizmente, nossa sociedade está cada vez mais intolerante quanto às diferentes quando, na verdade, tentamos fazer crer que estamos cada vez mais liberais e acolhedores.
    Nos jornais, as notícias não nos deixam mentir. E a mais dura delas é a de uma menina que sofreu um atentado. Seu crime: desejar estudar e ter voz em sua sociedade.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Respeito ao adversário.

     Parece que não tem mesmo jeito. Querendo ou não, vez por outra, a gente se vê disputando algo com outra pessoa: seja um emprego, a atenção de uma pessoa, um lugar à sombra, um acento na condução, a vez de falar, a vez de ser ouvido, enfim, qualquer coisa. Das mais importantes e vitais para a nossa vida, àquelas, aparentemente, sem grande importância, mas que, sabe-se lá por que, fazemos tanta questão.
      Acho que já falei aqui sobre ter cuidado com os nossos adversários, do quanto eles podem ser desleais. E continuo achando que devemos estar alertas, as pessoas costumam perder a linha quando se vêem disputando alguma coisa com alguém. Não medem esforços e, algumas, são capazes de praticar golpes baixos.
     Até aí, nada de novo, não é? As pessoas continuam as mesmas, as situações de repetem indefinidamente. No entanto, como tudo na vida, a questão tem dois lados. É preciso que tenhamos cautela antes de sair classificando esse ou aquele de inimigo ou adversário só porque essa pessoa deseja exatamente aquilo que queremos para nós. Só isso não faz de ninguém, necessariamente, uma pessoa desleal. Há que se ter parcimônia nessa hora. Todos temos os mesmos direitos.
      É aí que entra uma coisa chamada respeito. É esse o sentimento que devemos nutrir por todos aqueles com os quais nos cruzamos na vida. Principalmente aquele que se encontram do lado oposto a nós; aqueles que nunca vimos na vida, mas que o destino quis nos colocar uns contra os outros numa disputa, por exemplo, de uma vaga de emprego, de uma posição vital para nós e que, também, é importante para eles.
     Que Deus não permita que levados por sentimentos de raiva, prepotência, medo, orgulho ou vaidade ou dificuldade de aceitar os fatos tentemos prejudicar aqueles com os quais temos que disputar o que quer que seja. Que saibamos ser imparciais e admitir que o outro merece tanto quanto nós a vitória. Mesmo que isso seja difícil ou quase impossível de aceitar nesse mundo onde o importante não é competir e sim, vencer.
     Respeitando nossos adversários estamos respeitando a nós mesmos, pois, caso vençamos (e é isso que todos sempre esperamos) teremos certeza que a nossa vitória foi justa e honesta, que não trapaceamos ninguém e não aplicamos nenhum golpe sujo que possa manchar a nossa vitória.

sábado, 20 de outubro de 2012

Resistência.

     Não sei se todos vão concordar comigo, mas acho a palavra resistência uma daquelas que a gente não pode deixar de fora do nosso vocabulário cotidiano. Ela vem  do ato de resistir, manter-se firme, suportar e é quase um sinônimo de heroísmo, bravura. Principalmente nesses nossos dias em que somos levados a toda hora a pensar no seu oposto que é a desistência. Tantos são os problemas que enfrentamos, os obstáculos que encontramos.
     Não poucas vezes em nossas vidas ela é necessária. É resistindo que conseguimos chegar ao fim de nossos empreendimentos. Sem ela desistimos, caímos pelo caminho sem atingir os nossos objetivos, dos mais simples aos mais complexos. Nada na vida se obtém sem que ela seja acionada tanto na forma de força física quanto espiritual. Ninguém vai a lugar nenhum sem  acionar dentro de si uma boa dose dela.
     Muitos a tem naturalmente. Traz dentro de si essa força que leva a resistir em momentos difíceis da vida as mais duras provas, vencer os obstáculos que para muitos poderiam ser fatais. Nesse caso, ela pode chamada de fé, confiança, otimismo.
     Por outro lado, quem não a tem, física ou espiritualmente, não raro, luta para encontrá-la. Afinal de contas, ela pode ser obtida através do treino e do estudo, da luta pessoal contra o desânimo, a preguiça e o negativismo.
     Mas não pense que é fácil: ter resistência, em qualquer um dos seus muitos aspéctos não é moleza. É preciso olhar para frente e vislumbrar uma vida melhor com conquistas e vitórias e estar certo de que a vida não é feita de facilidades, que a felicidade passa, muitas vezes, pelo caminho da dor e do sacrifício. Os que pensam que as coisas "caem do céu", geralmente acabam por ter suas expectativas frustradas, pois nossa cota de empenho e resistência a qualquer momento será cobrada.
     No entanto, resistência também pode ser sinônimo de falta de vontade e coragem de aceitar o novo ou lutar por mudanças. Em muitos casos, resistência pode significar estagnação, ficar parado sem ânimo para dar um passo necessário para que novos caminhos se abram e se possa enxergar um mundo melhor. E isso, convenhamos, não é nada bom, não é? Devemos ter resistência para vencer os obstáculos nunca para fortalecê-los.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A descoberta de Marina.

     Marina era uma daquelas pessoas que, se não podiam ser classificadas como desafortunadas, também não podiam ser chamadas de sortudas. Vivia o que podia classificar de una vida simples e corriqueira. Uma das coisas que a deixava cabreira, era o fato de que parecia que ela estava sempre vivendo numa espécie de contramão de tudo o que ela desejava ou necessitava para sua vida.  Nao raros foram os momentos em que ela se considerou infeliz mesmo.
     Como ela chorou e praguejou contra a vida, contra Deus e contra toda a existência. Não compreendia mesmo o mecanismo da vida: se ela pedia uma coisa, recebia outra completamente diferente ou, quase sempre, não recebia nada. Ficava triste, acabrunhada, resmungava pelos cantos.
     Porém, como todo quase todo mundo, ela logo esquecia aquele infortúnio e tratava de levar a vida adiante. Acreditava muito em Deus e que um ia ela a sua sorte acabaria mudando. Mas não foi bem isso o que aconteceu. Marina seguiu sua vida vivendo de maneira modesta e vendo muitas pessoas à sua volta terem muito mais do que ela.
     Isso trazia de volta aqueles pensamentos que tanto tentava evitar, mas que vinha sempre à sua mente: Será que Deus é injusto e dá mais para uns do que para outros? Onde está a minha boa carreira, o marido e os filhos que não tive? A casa boa, as viagens que não fiz? Por que uns têm tanto e outros são obrigados a amargarem uma vida de sofrimento, de falta até das coisas básicas?
     Não é preciso dizer que Marina não encontrou resposta para nenhuma de suas indagações, não é? E que chegou um certo tempo em que todas elas, aquelas indagaçoes, desapareceram. O tempo passou, os invernos ficaram cada vez mais rigorosos e Marina morreu.
     Lá do outro lado veio a surpresa: Marina percebeu que a mudança de estado a deixou muito bem e que ela agora sentia-se feliz por ter cumprido uma vida que parecia tão pouco feliz aos olhos da terra de maneira tal que não tinha arrependimentos. Agora ela via que as fortunas da terra, muitas vezes, nos afastam das fortunas do céu.

sábado, 13 de outubro de 2012

Participação inteligente.

     Em determinados momentos, até que seria bom se a gente pudesse viver sem se dar conta do que se passa ao nosso lado, não e? Tantas coisas tristes acontecem a todo instante que a vontade de se desligar de tudo surge como a opção dos sonhos de qualquer um que vive nesse nosso conturbado planeta.
     Porém, como se diz no jargão popular: "o buraco é mais embaixo". Não dá para simplesmente fechar os olhos e fingir que não está nem aí. Tudo o que acontece à nossa volta tem, direta ou indiretamente, a ver com a gente queiramos ou não. Mais do que isso: nossa responsabilidade sobre tudo o que acontece de bom ou de ruim é muito grande.
     Como aprendemos desde cedo:  não cai uma folha de uma árvore sem que Deus assim o queira. Também, nada se movimenta nesse mundo sem a nossa participação. Principalmente as coisas que nos dizem respeito ou nos afetam diretamente. Embora para muitos seja difícil admitir isso. Mas se algo chega até nós é porque o atraímos de alguma forma.
     Quantas desgraças não poderiam ser evitadas se a gente tomasse mais cuidado com as nossas ações, não é mesmo? Cabe a nós a arrumação da casa, a disposição dos móveis. Enfim, a cara que esse mundo tem é a cara que damos para ele. Não há como negar que participamos de tudo isso, que contribuímos para as coisas estarem do jeito que estão.
     Não há como simplesmente virar a cara para o lado e seguir adiante como se a gente não fizesse parte de uma coisa só: ricos e pobres, bonitos e feios, saudáveis e doentes. letrados e analfabetos. Tem gente que prefere se esconder atrás de muros, grades, barricadas, proteções que nada protegem, antes apenas isolam, segregam.
     E não foi com este objetivo que viemos a este mundo. Viemos aqui para caminharmos juntos, compartilhar. Não para uns estarem à frente dos outros apostando uma corrida desenfreada cujo único prêmio é sempre o sofrimento alheio, a dor e o desamparo de milhões de irmãos.
     Por isso, precisamos todos, de uma vez , nos conscientizarmos de que somos responsáveis por tudo aquilo que acontece à nossa volta e não apenas vítimas indefesas das circunstãncias. E isso só poderá acontecer quando decidirmos participar inteligentemente do jogo da vida: se sentimos amor, damos amor e o recebemos amor de volta; se sentimos ódio, indiferença, preconceito é essa a nossa participação e é isso que volta para nós em forma de guerra, violência, fome, desamparo e dor.
     Portanto, se queremos um mundo melhor, já sabemos o que devemos fazer.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ninguém é tão feio(a) quanto parece.

      Decididamente, tem muita gente que não está dentro dos padrões de beleza ditados pela moda. Sei que essa afirmação pode parecer bombástica e que você já se preparando para refutá-la. Sei também que você  não acredita e nem segue os padrões ditados pela moda e que acredita que toda essa discussão de padrão de beleza , moda ou qualquer coisa do gênero é conversa para "boi dormir".
     Tudo bem. Não precisa perder a linha. Eu sei que esse não é o seu assunto preferido e que você faz a sua própria moda. Peço licença para dizer que concordo totalmente com você e que também penso assim. Afinal de contas, quem são essas pessoas que ditam moda? Baseado em que eles chegam a conclusão que isso é bom ou que aquilo não é?
     Acho que nem eles sabem a resposta. Tenho para mim, e acho que você vai concordar comigo, que nem eles mesmos sabem. Escolhem tudo na base da orelhada: isso é chique, isso não é chique. Sem seguir nenhuma regra, nada. Apenas palpite, escolha aleatória.
     Depois eles vêm com aquela cara de entendidos e faz todo mundo acreditar que o que eles estão dizendo é a mais pura verdade. Prova disso são os lançamentos que não decolam. Mas pera aí... Eu não estou aqui para falar de moda e nem sou versado no assunto.
     O que quero é falar de como nós costumamos ser severos quando olhamos no espelho.  Sempre achamos que estamos fora do peso, que nosso nariz é assim ou assado, que a boca podia ser isso ou aquilo, que o cabelo... Principalmente se você é o sexo feminino. Aí a coisa pega.
     Nada disso, moçada. Espelho que fala é só na Branca de Neve. O resto é mudo, ainda  bem, não é? Já pensou se os espelhos falassem? Se bem que não seria má ideia. Assim eles diriam para muita gente, ao contrário do que fez o espelho daquela bruxa malvada, que elas não têm nada de anormal, que podem até não serem nenhum exemplo de beleza, mas que também não assustam ninguém.
     A beleza que vale de verdade é aquela que a gente traz no coração, na alma. Essa é que deve ser cultivada e buscada durante toda a nossa vida. Além do mais, quando estamos de bem com a gente e com o mundo ficamos mais bonitos e atraímos mais pessoas para junto de nós. Pessoas igualmente sintonizadas com a nossa energia.

sábado, 6 de outubro de 2012

Nada acontece por acaso.

     Para os céticos essa afirmação pode apenas despertar a vontade de dar uma bela e sonora gargalhada. Nada mau. Afinal, eles dizem acreditar exatamente no contrário, não é? Ou seja, que tudo é fruto do acaso e que, inclusive, todos estamos aqui por acaso e que nada foi pensado pela inteligência divina. Tudo bem. Ninguém é obrigado a acreditar em nada mesmo. Somos livres até para sermos ateus "graças a Deus".
     Incongruências à parte, o que queremos aqui é falar justamente que as coincidências muitas vezes estão bem longe de serem simples coincidências.
     Creio piamente que tudo faz parte de um grande todo que tem o seu princípio em Deus ou cosmo, como queiram, e que somos criaturas algo maior que tudo fez e criou. Fomos dotados de uma coisa chamada "livre abitrio" ou que muitos podem entender como liberdade de ação. É através desse, digamos, mecanismo que deixamos de ser meros robôs controlados por Deus.
     Somos livres para pensar e agir. E talvez esse seja o nosso maior tesouro e ao mesmo tempo a nossa maior desgraça. Por causa dele chegamos a pensar que não tivemos um princípio criador e que não devemos satisfação dos nossos atos a ninguém. Por pensar assim acabamos, muitas vezes, por nos tornar pessoas frias e arrogantes, verdadeiros semideuses.
     No entanto, logo percebemos que tudo não passa de ilusão. Somos, sim, falíveis e nossa existência tem ligação direta com Aquele que nos deu a vida  e que toda a nossa liberdade faz parte da generosidade desse Criador que nos ama. Ao tomarmos contato com essa verdade, descobrimos que tudo faz sentido, que nada acontece por simples obra do acaso, que a mão de Deus está sempre pairando sobre as nossas cabeças.
     Se Ele permite que sejamos felizes em nossa passagem por aqui é porque sabe que a felicidade terrena tem muito a nos ensinar; do contrário, se a nossa passagem pela terra é repleta de dor e sofrimento igualmente Ele quer que aprendamos a nossa lição dessa maneira.
     Dizer que tudo é preestabelecido e que não há como lutar contra o destino, talvez seja precipitado. Podemos, claro, influenciar em nosso destino, podemos nos livrar das teias do sofrimento. Para isso, basta que aceitemos que viemos ao mundo por uma vontade maior e que tudo o que nos acontece é fruto de um amor sem tamanho que o Criador tem por nós.
     Dessa maneira, todo sofrimento deixa de ser apenas sofrimento para ser luz que ilumina a nossa estrada.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O que não tem remédio...

      É comum as pessoas chegarem para nós e dizerem o quanto estão mal nisso ou naquilo. Falam que estão mal de grana (estão devendo todo mundo), mal de saúde (muitos chegam a dizer que estão praticamente à beira da morte), mal no relacionamento amoroso ( à beira do sempre doloroso fim), mal de solidão ("não consigo ninguém"), mal de tudo quanto se possa imaginar.
      E, muitas vezes,  não se trata de exagero não. Tudo o que a pessoa está dizendo parece saltar de sua cara. É possível, sem muito esforço, ver que a coisa é séria mesmo. É preciso manter-se firme para não chorar junto com a pessoa. Afinal de contas, ninguém é de ferro, não é? Principalmente quando se trata de um parente, um amigo, alguém de quem gostamos muito. Aí a coisa fica difícil. Duro ver a pessoa que queremos bem naquela situação.
      Surge, então, uma questão: o que dizer numa hora dessas? Será que devemos fazer coro com a pessoa e concordar que ela está realmente no fundo posso? Ou será que devemos dar uma de otimistas e, mesmo que pareça improvável, tentar animar aquela pessoa, dizendo-lhe palavras de encorajamento e que ela vai sair daquela situação?
     Embora possa parecer puro escapismo, eu acho que a saída, sempre, é tentar demover a pessoa daquele estado de ânimo que, caso persista, só poderá piorar as coisas. Concordar com alguém que seu caso não tem jeito, que seu problema não tem solução é o mesmo que colocar mais peso sobre suas costas e ajudá-la a "rolar ladeira abaixo".
      Nosso papel de amigo nessa hora é o de servir como estímulo, mesmo que as coisas não demonstrem nenhuma possibilidade de mudar de rumo, Muitos acham que isso é fuga da realidade, mas existe um ditado popular que diz: "o que não tem remédio, remediado está". Portanto, não há o que temer quando tudo já parece "resolvido".
      Então, calma e confiantemente, podemos optar por lançar mão da melhor saída que é acreditar que tudo pode melhorar. Ainda que esta melhora só possa ser vista, sentida ou entendida muito tempo depois, quando podemos perceber que daquela revolução produzida pelo "problema sem solução" nasceu algo de novo, algo transformador.
     Ninguém fica caído para sempre. Por mais que se demore, a luz chega clareando tudo à nossa volta e revelando belezas que antes não conseguíamos ver, acomodados que estávamos em nossa aparente tranquilidade.
     Portanto, quando alguém chegar falando de dores, acreditando que nada mais tem solução, escolha ser aquele (a) que diz que tudo vai passar e que as coisas vão ficar bem, que tudo vai voltar para o lugar, ainda que modificadas, que reestruturadas.  Nunca devemos esquecer que não estamos nesse mundo a passeio. Nossa passagem por aqui é de crescimento e de aprendizagem. Infelizmente essas duas coisas quase sempre só nos vem pela dor e pelo sofrimento.