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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Viver a vida - última emoção.

          É de opinião geral que a novela global, Viver a vida, ficou devendo (e muito) no quesito emoção. Todos concordam que a novela não chegou lá, não aconteceu. Embora, creio, essa devia ser a intenção do autor, Manoel Carlos: uma novela que fugisse do esquemão, onde a vida corresse sem muito maniqueísmo. As pessoas eram o que eram, nem boas nem más. Apenas pessoas com sonhos normais, ambições normais. Confesso que preferiria que a novela tivesse seguido o esquema normal maniqueista de sempre que é disso que o povo gosta. Essa coisa de jogo terminar zero a zero... Mas essa é uma outra história. Estou escrevendo para falar do último depoimento apresentado pela novela, o do pianista João Carlos Martins.
          Foi supreendente ouvir sua história e saber do número de vezes em que ele se viu diante da possibilidade de ter de abandonar a música e que, levado por um amor extremado por ela, deu a volta por cima em todas elas. Isso que é paixão! Com sua história, ele emocionou a todos e acabou dando a novela seu momento de maior enlevo, como diria o Nilson Xavier do site Dramaturgia. O que faltou de emoção na novela, sobrou no último depoimento. Elenco e equipe reunidos, painéis ao fundo mostrando os depoimentos que passaram durante o período de exibição da novela e João Carlos Martins regendo sua orquestra.
         Bela história de superação. Não desprezando nenhum dos outros depoimentos apresentados, o de João Carlos Martins realmente emocionou e deixou claro que nada pode nos abater quando temos uma meta, um alvo. Ele soube pegar o limão e fazer a limonada. E que limonada!