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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Hospitalidade.

     Com a chegada do carnaval, chegam também os visitantes, também conhecidos como turistas. A cidade está cheia deles. E muitos dirão que isso é muito bom para a cidade por isso e aquilo.  Na verdade isso não é bom, é ótimo.  E não digo que seja só pelo dinheiro que eles deixam na cidade, pelos empregos que criam etc e tal. É claro que só isso já era motivo de sobra para comemorar.
     Além do mais, o Rio de Janeiro é uma cidade linda, cheia de coisas boas para oferecer e, como dizem por aí:  o que bonito é para ser visto. Portanto, os turistas são muito mais que bem-vindos. E eles são sempre portadores de muita alegria, curiosidade pela cidade e dá ver o quanto ficam encantados, o quanto fotografam, filmam. Há todo um deleite. E mesmo não sendo carioca, fico um  tantinho orgulhoso disso.
    Mas, além de "um tantinho orgulhoso", fico também preocupado. Afinal, como estamos recebendo esses visitantes que deixam suas terras, deixam de escolher outros destinos e vêm parar aqui em nossa cidade? É óbvio que a resposta é que estamos recebendo da melhor maneira possível e que cada vez estamos procurando melhorar. Nada mais certo e justo. Até porque as coisas se fazem aos poucos. Cada ano, cada dia, cada visitante tudo é diferente, sempre.
   Creio que a prefeitura (e seus órgãos) está buscando esse aprimoramento, principalmente com vistas aos eventos que a cidade vai sediar (copa do mundo e olimpíadas), mas não é sobre isso que quero falar. Falo sim, do papel de cada cidadão dessa cidade que é o verdadeiro  anfitrião. A partir do momento em que qualquer visitante chega aqui é com as pessoas que eles têm contato, nós somos a cidade. Depende de cada um essa hospitalidade, se ela é boa ou ruim.
     Não adianta a cidade estar bonita, o carnaval de rua, perfeito, o desfile das escolas de samba, deslumbrante se esse contato não for bom, hospitaleiro. Se não nos propusermos a ser gentis, dar informações corretas, mostrar que eles são bem-vindos e sobretudo não querer explorar ninguém.
    Infelizmente é isso que vemos por aí: gente, que parece não gostar de sua cidade, utilizando do desconhecimento dos costumes, da língua e da ingenuidade dos visitantes para poder se dar bem. É uma pena. Dessa forma, os visitantes, sejam eles de outros estados ou outros países, dificilmente voltarão. É quem perde é a cidade, somos todos nós que vivemos aqui.