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domingo, 27 de dezembro de 2015

Balanço do ano.

Resultado de imagem para imagem de balanço do anoOs meios de comunicação não se cansam de alardear o quanto o ano de 2015 está sendo um ano ruim. Na visão deles, o ano deveria ser apagado do calendário e esquecido definitivamente. Muitos vão além e pedem o final do ano já. Se pudessem, e ainda bem que não podem, abreviariam os dias que faltam e decretavam iniciado o ano de 2016.

Ninguém tem dúvida que no ano que ora chega ao fim as coisas não andaram nada fáceis. Ao mesmo tempo, também não se duvida de que 2015 foi um ano como outro qualquer. Durante o seu curso muitos nasceram, casaram, conheceram aquela pessoa que deu um novo sentido para as suas vidas, conseguiram comprar uma casa ou apartamento, compraram um carro zero, a moto dos sonhos, um sapato, um vestido, mesmo com o dólar nas alturas fizeram aquela viagem há muito sonhada...

Por outro lado, muitos morreram, separaram-se, descobriram que aquela pessoa que parecia feita sob medida não era bem assim, a saúde não andou bem, as finanças derraparam, os empregos andaram a perigo, muitos passaram a fazer parte das estatísticas de desempregado, as viagens tiveram que ser adiadas, as compras do carro e da casa também.

Se pararmos para pensar, aconteceu tudo que acontece em todos os anos. Então, por que acreditar que 2015 foi um ano pior que os outros? Os jornalistas, políticos e toda espécie que anda sob a terra e  pensa que a única coisa que interessa é a situação da economia, talvez o ano que termina não tenha sido mesmo muito bom.

No entanto, nós, pobres mortais, não guiamos nossas vidas apenas pela economia o que vai contar mesmo são as nossas realizações pessoais, as alegrias e tristezas que vivemos neste ano. É o resultado de tudo isso que vai contar no frigir dos ovos. Como todos os anos, 2015 deixará lembranças boas e tristes, realizações e frustrações que não teriam pesos diferentes se a economia estivesse às mil maravilhosas e dinheiro estivessem dando em árvores.

Talvez essa visão dos jornalista, políticos e economistas seja explicada pela máxima de que dinheiro traz felicidade. Nesse caso, fica justificado o grande número de roubalheiras descobertas durante o ano. Só não se pode dizer que dinheiro traga felicidade mesmo na cadeia, não é? 

Apesar de tudo, e como em qualquer outro ano, todos estaremos na torcida para que o ano novo seja muito bom. Afinal, é isso que se espera de um ano novo independente do que tenha sido o ano anterior.


Bom domingo.


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Festa da solidariedade .

Resultado de imagem para imagem de solidariedadeInfelizmente, não é difícil concluir que a solidariedade anda em falta nos últimos tempos. Parece distante o tempo em que as pessoas se sentiam irmãs de infortúnio umas das outras e tentavam demonstrar isso através de gestos e atitudes de compaixão.

Ao ver alguém caído, oferecia-se a mão, ao ver alguém com fome, dava-se um prato de comida, ao depararmos com alguém com frio, arrumava-se um cobertor ou algo que pudesse minorar os efeitos do inverno. Agora, a onda é rir de quem caiu, mandar o faminto procurar um trabalho, ao friorento conta-se a fábula "da cigarra e da formiga".

Ninguém quer mais saber dos problemas dos outros. O pensamento que impera é aquele que diz: "eu estou bem lutei por isso, lute também e também estará bem". Não se pode tirar a razão de quem pensa assim, mas estamos falando de solidariedade, o sentimento que faz com que esqueçamos todos os motivos que levam uma pessoa a estar caída, com fome ou com frio e nos coloquemos à sua disposição para fazer o que podermos para ajudá-la.

É claro que existem pessoas que são mais sensíveis que outras ao sofrimento alheio. Algumas se compadecem mais facilmente, outras se compadecem apenas em momentos de grandes tragédias. Isso talvez seja uma questão pessoal. O importante é que todos nos sintamos tocados pela dor do outro e nos coloquemos em seu lugar.

Ao cairmos, gostaríamos de ver uma mão estendida em nossa direção; ao sentirmos fome, seria uma bênção ter um prato de comida à nossa frente e ao sentirmos frio, o calor da oferta de um cobertor por mais simples que fosse.

Há um dito antigo que diz que "nunca sabemos o que vai acontecer amanhã". Quem pode duvidar disso?  Todas as tragédias que vêm acontecendo nos últimos tempos arrasando povos, às vezes um país inteiro, transformando pessoas que tinham vidas tranquilas em desabrigados à mercê da caridade alheia, nos mostra o quanto esse dito é verdadeiro.

Por isso, ser solidário é tão importante. E o natal é o momento ápice da solidariedade. É o tempo onde as pessoas se mostram mais tocadas pela dor do semelhante. E isso ocorre por que? Porque todos desejamos receber um presente, um carinho, uma visita, um telefonema... E isso nada mais é que solidariedade.

Nesse dia, amparamos o caído, alimentamos o faminto e aquecemos aquele que sente frio.  E o grande presente é um sorriso nos lábios e na alma.

Feliz natal!



domingo, 20 de dezembro de 2015

Os procuradores

Resultado de imagem para imagem de pessoas que falam pelas  outrasEspero que isso nunca tenha acontecido com você, mas se aconteceu você vai entender bem o que eu pretendo falar. Acho que todos mundo conhece alguma pessoa que tem o hábito de falar pelos outros. A situação é quase sempre a mesma. Você está conversando numa roda de amigos e o assunto nem está te interessando muito. De repente, a pessoa entra com essa:

- Você que é assim, não é, fulano?

Você leva um susto, faz  cara de aborrecido e a pessoa continua insistindo na afirmação de que você bebe demais nas festas e que uma vez... A saída é levar na brincadeira. Porém, o estrago já foi feito.. Todos na mesa, para sua infelicidade é a primeira vez que você encontra aquela turma, vai ficar achando que você é um cara que passa do ponto na bebida e dá vexames memoráveis. Não se assuste se alguém começar a te olhar meio torto ou começar a regular o seu copo.

Às vezes, essas pessoas atacam em outras frentes: compram ou encomendam coisas em seu nome:

- Isso é cara do Otávio. Pode trazer uns cinco que ele fica com todos. Ele é louco por bicho de pelúcia. 

Um belo dia você recebe a encomenda que nunca fez. E tudo só porque o abelhudo ou abelhuda um dia viu em sua casa um bichinho que seu sobrinho esqueceu e que você não lembrou de devolver.

Outras falam coisas comprometedoras e diz que foi você que disse. Isso causa muito mal entendido e se gasta tempo e energia para  desfazer. Vez ou outra, acabam causando prejuízos irreversíveis e a perda de amizades ou contatos que você não queria perder. 

Poderia ficar aqui elencando um monte de situações. Esse tipo de pessoa é sempre muito nocivo e, para contrabalançar o mal que fazem, elas costumam se fazerem de necessárias se oferecendo para ajudar em momentos importantes de sua vida.. Algumas se apresentam com verdadeiros "procuradores".  Tudo isso para ter mais acesso à sua vida e os seus passos.

- Pode falar comigo mesmo. Eu sei tudo da vida dele (a).

É preciso detectar esse tipo de pessoa e se afastar delas o mais rápido possível. É bem p4ovável que muitas não façam esse tipo de coisa por mal, mas a maioria age com objetivo de prejudicar e tem perfeita consciência do que está fazendo.

Muitas vezes são pessoas que tem algum problema com você: inveja, raiva, mágoa ou simplesmente não suporta ver o seu sucesso. 

Bom domingo.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Amor ao próximo

Resultado de imagem para imagem de amor ao proximoA frase é muito antiga, mas sempre ganha roupagem nova: estamos vivendo um momento de grande crise, os tempos são realmente muito difíceis. Até aí, nada de novo, não é:? Quem nunca ouviu ou disse isso um monte de vezes? Por outro lado, a humanidade continua viva exatamente por sua capacidade de enfrentar e vencer as barreiras que aparecem.

O problema é que dessa vez parece que tudo resolveu eclodir ao mesmo tempo. Vivemos uma crise geral. A insatisfação, seja ela motivada ou não, instalou-se e todos estão fazendo questão de deixar claro que não estão dispostos a ceder. Como crianças mal educadas todos batem o pé afirmando que se sua vontade não for satisfeita vão botar para quebrar.

Isso tem nome e é caos. O mundo vive um caos completo. Mata-se em nome de Deus, rouba-se ignorando a fome e a miséria que sacrifica tanta gente, mente-se e se faz conchavos para manter e perpetuar-se no poder.

O ser humano perdeu a sua capacidade de amar o próximo. Aquele ensinamento de Cristo que diz "ame o próximo como a ti mesmo" foi completamente esquecido. Nossos políticos nitidamente não são cristãos, embora muitos se valem dessa prerrogativa para chegar se elegerem.

A verdade é que não vivemos apenas uma crise econômica ou política, vivemos uma crise de falta de amor, falta de compaixão. Nenhum político vê no outro (o eleitor) o seu seu próximo, o seu irmão, ainda que esse "irmão" tenha sido o responsável pelo seu mandato.

Nossos políticos, empresários e lideranças serão melhores no dia em que eles pautarem suas vidas, princípios e decisões no amor ao próximo, quando eles virem no outro alguém como eles mesmos, quando a dor deles for a sua dor, quando a alegria deles for a sua alegria. Enquanto tivermos seres sem alma e coração à frente de tudo o quadro vai continuar o mesmo de sempre, ou seja, esse caos que atônitos vivenciamos. 

Bom domingo.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Há vida depois do último capítulo?

Resultado de imagem para imagem para final felizAs pessoas costumam dizer que adorariam ter vida de personagem de novela. Acreditam que a vida deles é bem mais interessante e que, além de  tudo acontecer mais rápido que na chamada “vida real”, tem o tal último capítulo. O que, em muitos casos apressa ainda mais a solução dos problemas. A solução dos problemas leva ao ansiado final feliz.

Que bom, não é? Último capítulo devidamente  apresentado, nunca é demais lembrar, os bons, somente eles, serão felizes para sempre. Nunca mais preocupações, nunca mais qualquer tipo de problema, felicidade eterna.

Até aí é fácil de entender esse desejo. Tudo mundo quer ser feliz para sempre. Mas fica uma inoportuna pergunta: como é a vida depois do último capítulo? Aliás, eu vou além: será que existe vida depois do último capítulo?

A impressão que eu tenho é que ninguém se dá conta que o último capítulo é como se fosse a morte. Depois dele vem o vazio. Os personagens simplesmente apagam como lâmpadas queimadas, desaparecem na fumaça.

Isso significa que ser feliz implica em deixar de existir, ficar congelado como numa pose de fotografia. Aquele sorriso, aquela expressão ficam ali para sempre, mas você não está mais lá.

Desculpa qualquer coisa. Não estou querendo botar caraminhola na cabeça de ninguém. É só uma ideia que ocorreu: o último capítulo é uma grande farsa, uma mentira deslavada e a prova de que felicidade para sempre não existe. Não existe vida depois do último capítulo.

Bom domingo.

domingo, 29 de novembro de 2015

Dupla humilhação

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Temos vivido nos últimos tempos muitas manifestações de preconceito racial contra negros. No Brasil, preconceito racial é sempre contra negros. As novelas de televisão  com todas as suas boas intenções de praxe fazem questão de incutir isso na cabeça da população.

A cena é típica: o ator ou atriz, branco como a neve, desfaz de um negro ou mulato demonstrando que ele ou ela é um ser menor porque é negro ou negra.

Antigamente a cena acabava com negro humilhado, de cabeça baixa, chorando para uma câmera que não fazia questão de enquadra-lo. Mais importante era mostrar a saída de cena do personagem branco pisando firme e cheio de razão.

Agora, não sei se para o bem ou para o mal, temos a lei que criminaliza aquele ou aquela que ofender alguém com base em sua cor ou raça. Por isso, a cena termina com o agressor sendo preso.

São cenas dignas de pena. Os autores de novela parecem que são forçados a escrever tal desfecho e fica claro que preferiam terminar a cena da forma antiga. Ou seja, com o negro humilhado chorando numa senzala imunda.

Até quando vamos viver isso? Os atores negros vão ser sempre humilhados em cena por causa da cor da pele? Porque, afinal de contas, a cor do personagem também é a cor do ator. Não se pode separar as coisas. Quando o ator ou a atriz ouve os xingamentos para sua personagem, eles também são dirigidos a ele/ela. Não fosse isso verdade, a cena não precisava existir.

Portanto, autores de novelas, criem personagens negros em que suas histórias não precisem passar necessariamente pela cor da pele. Até parece que o Brasil é um país de brancos e que os negros aqui são meros intrusos. Está na hora de mudar isso ou simplesmente assumam que não querem negros em suas novelas.

 

bom domingo.

domingo, 22 de novembro de 2015

O filme não acaba.

Não é raro as pessoas mais românticas desejarem que suas vidas fossem como nos filmes. Neles, tudo é possível e de uma cena para outra os sonhos podem se realizar, mesmo aqueles mais difíceis. Sem esquecer que  uma vez conquistada a felicidade no final ela é eterna, para sempre.
Deixando de lado as fitas românticas, tenho pensado em outro tipo de filme: os ficção científica e os chamados filme catástrofe. Nesses filmes a humanidade e o planeta estão quase sempre sendo ameaçados por organizações criminosas que querem por um motivo ou outro destruí-los. 
Embora sejam na sua maioria assustadores e nos apresentem um desfile de atrocidade, matança e destruição, temos a certeza de que tão logo o filme acabe poderemos conferir, para nossa sorte, que o mundo continua a salvo.
Não sou fã desse tipo de filme, mas bem que gostaria de estar numa sala de cinema ou no conforto de minha casa quando assisto ao noticiário que nos dão conta dos ataques de terroristas pelo mundo e de acidentes (anunciados) como o que aconteceu em Minas Gerais e poder respirar aliviado no final.
Infelizmente, não é filme, é realidade. As pessoas mortas nos dois casos, as sequelas que ficam são todas reais. Esses filmes não chegam ao fim e nós não podemos deixar o cinema. Somos obrigados a permanecer em cena contando os estragos, contando os mortos, temerosos do dia seguinte. 
Se em Paris e em outras cidades do mundo há o medo de sair à rua, em Minas e no Espírito Santo o medo não é menor. Talvez seja o medo de permanecer, de dia esperar pela lama que vai chegar e não ter para onde fugir. E como será quando ela passar? O que vai ficar? O rio Doce voltará a ser um rio de vida?
Nossa esperança é de que tudo volte ao normal, que a água volte e correr limpa como sempre e que a vida volte a correr em seu leito e às suas margens.
No entanto, como em Paris ou em qualquer lugar  a ameaça vai permanecer com represas podendo estourar a qualquer momento ou ataque surpresa. Mesmo com todos os ingredientes de um roteiro, a história não tem fim.

Bom domingo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Vivendo nos "fundos".

Resultado de imagem para imagem do negro no brasilNão tenho dúvida de que a intenção de criar um feriado para comemorar o dia da consciência negra foi boa. O negro entrou pela porta dos fundos neste país e muitos ainda acham que ele deve continuar nos "fundos" escondido. A sala, a parte da frente, é dos brancos. Os negros que se contentem com as sobras como foi durante séculos.
Essa triste e injusta realidade ensaia passos tímidos de mudança. Porém, ao contrário de vermos mudanças realmente significativas apresentam-nos um feriado. Como eu já disse, não acho a ideia das piores. Afinal de contas, não deixa de ser um tributo.
No entanto, esse feriado não traz uma conscientização do papel do negro na sociedade brasileira. Basta olhar para o número de negro deputados, ministros ou secretários de governo que temos no congresso, nas novelas ( esse espelho da nossa sociedade, onde o negro é sempre o subalterno e vive nos "fundos") para se ter uma noção de que as coisas não andaram muito.
Esse feriado me faz lembrar o "19 de abril", o dia do índio, que sempre foi a prova de que os indígenas tornaram-se um povo quase estrangeiro na sua própria terra. Como os negros, eles não precisam de um dia. Precisamos, sim,  de um país que seja de todos, que nenhum povo precise sentir-se estranho em sua terra natal.
A melhor comemoração seria dar oportunidades iguais a todos. Trabalho para todos, comida para todos, escola para todos, moradia para todos, ruas livres para que todos possam ir e vir sem problemas.
Vivendo assim, não teríamos necessidade de ter um dia para cada povo ou raça. Todos nos sentíramos irmãos nascidos na mesma pátria. Infelizmente, a realidade nos mostra outra coisa. 20 de novembro acaba sendo apenas mais um feriado. Quase ninguém está preocupado com o herói negro Zumbi dos Palmares ou com a consciência do valor do negro.

Bom descanso.