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domingo, 31 de julho de 2016

O real e o virtual.

Resultado de imagem para imagem real e virtual diferençaEstamos, sem dúvida, vivendo um tempo em que o virtual ganha mais e mais espaço na vida das pessoas. Poucos são aqueles que não fazem parte de uma rede social como facebook, instagran. linkedin e muitas outras. Há quem participe de todas ao mesmo e se gabe de ter milhares de seguidores com os quais tem uma ligação que costumam chamar de amizade.
Num primeiro olhar, parece tudo muito bem. Pode-se até acreditar que a internet veio mesmo para acabar com as distâncias e aproximar de vez as pessoas. Qualquer um em qualquer lugar do mundo pode se comunicar instantaneamente dependendo apenas de um computador ou aparelho de celular. 
Viva a modernidade, não é mesmo? Finalmente, chegamos ao futuro, dizem alguns. Porém, parece que não temos muito o que comemorar. Como tudo, a internet e suas redes sociais têm dois lados. Se por um deles, acabaram-se as distâncias e outras barreiras que isolavam pessoas, por outro tem nos levado a perder o pé da realidade.
Sim, o virtual cresceu tanto que tem tomado o lugar do real. Hoje, já não sabemos mais o que de fato está acontecendo e o que é pura invenção., ou seja, o que é virtual. E isso vale principalmente para as notícias que são divulgadas, os produtos que são oferecidos, os feitos heroicos. Parece que estamos vivendo em um mundo à parte.
Será que isso é realmente benéfico? Nossas crianças são criadas para acreditar num mundo de vídeo games onde se mata o inimigo ou vence barreiras apenas apertando um botão e terminado o jogo começa-se outro sem nenhuma consequência maior.
Por outro lado, alguns adultos criam identidades fakes nas redes sociais onde dizem serem o que não são ou dão opinião devastadoras sobre assuntos sérios com o único intuito de disseminar preconceito contra minorias se fazendo valer do anonimato.
Talvez tudo isso aconteça pela necessidade que as pessoas têm de fugir da realidade hostil que as cerca. Mas não se pode deixar de se pensar que este é um caminho perigoso. Se podemos tudo no mundo virtual sem ter que responder pelos nossos atos, e isso sem dúvida é bastante sedutor, no real temos que prestar contas do que fazemos.
O problema é que os crimes virtuais como preconceitos de todo gênero, pedofilia, aliciamentos de toda sorte, golpes os mais diversos não ficam só no plano do imaginário. Eles atingem pessoas e provocam danos muitas vezes irreparáveis.
Ninguém duvida que as novas tecnologias trouxeram avanços inimagináveis para a humanidade, mas também trouxeram novos e graves problemas. É preciso separar o real o virtual. Por mais que o virtual nos dê a possibilidade do sonho, precisamos manter o pé firme no real.

Bom domingo.

domingo, 24 de julho de 2016

Como eu era antes de você, o filme..

Resultado de imagem para como eu era antes de você filmeComo eu era antes de você, adaptação de livro de mesmo nome de Jojo Moyes, poderia passar apenas como mais um filme feito para agradar sem obrigar o espectador a pensar muito, não fosse pelo fato de tocar num tema bastante polêmico.
A história não traz nenhuma novidade: jovem bonito e bem sucedido é atropelado por uma motocicleta quando atravessava uma rua e fica paraplégico. 
Na sequência, surge uma jovem romântica e atrapalhada que por sua generosidade e bom coração acaba perdendo seu emprego com atendente numa lanchonete. Nada de mais, não fosse o fato de todos em sua casa estarem praticamente na dependência do dinheiro que ela traria para casa no final do mês. O pai dela está desempregado e com dificuldade para arranjar um novo emprego. Trocando em miúdos, ela tem que arrumar sem demora uma nova ocupação para ajudar a sua família. 
Se você imaginou que ela vai acabar indo trabalhar com o jovem que acabou de ficar paraplégico, acertou. É isso que acontece. Também acertou quem pensou que o convívio entre eles não será nada fácil. Revoltado com sua condição, o rapaz não quer saber de conversa e, como faz com todos acompanhantes que sua mãe lhe arruma, não mede esforços para que a moça não fique no trabalho e o deixe em paz.
Só que a moça, como já sabemos, precisa do emprego e para mantê-lo é capaz de enfrentar os maus humores do patrão com paciência e perseverança. E é isso, aliado ao seu senso de humor imbatível, que acabará por amolecer o coração do rapaz provocando uma radical mudança no comportamento dele.
Pronto, o esperado acontece: eles se envolvem e a plateia acredita que o final feliz é questão apenas de mais algumas cenas. É aí que o filme nos lembra que não se trata apenas de mais uma comédia romântica. Apesar de apaixonado pela moça, o rapaz não está disposto a voltar a atrás numa decisão que tomou e que os pais dele, principalmente o pai,  já são sabedores e concordam: ele pretende dar cabo de sua vida.
Dois anos depois do acidente e vendo que não sairá da situação em que se encontra, o antes esportista e agora condenado a uma cadeira de rodas com movimento apenas do pescoço para cima decidiu que morreria daí a dois meses através da morte assistida. A jovem protagonista faz o que pode para demover seu patrão e, agora, grande amor de seu plano. Porém, é em vão. Ele mantém a palavra e viaja para a Suíça, país onde esse tipo de morte é legal, para morrer. 
Fica então a pergunta: despeito do que seja, nós temos o direito de abreviar o nosso sofrimento colocando fim em nossa vida? Preso num corpo sem movimento e dependente de ajuda para tudo, o rapaz do filme decide que sim. Não é fácil julgar sua atitude, mas nos faz pensar no real significado da vida. Será que ela só vale a pena enquanto está tudo bem? 

Bom domingo.

sábado, 16 de julho de 2016

Por que nos decepcionamos com as pessoas?.

Resultado de imagem para imagem de por que nos decepcionamos tanto com as pessoasVez por outra encontro pessoas enfrentando o mesmo problema: elas se decepcionaram com alguém no qual elas depositaram todas as suas esperanças. Coisa triste, não é? Seja qual for o tipo de relacionamento que você tenha, a decepção é sempre muito grande e causa muito estrago. Leva tempo para que a ferida seja cicatrizada e que se possa voltar a confiar em novamente em alguém.
Daí vem a pergunta: por que nos decepcionamos com as pessoas? Provavelmente, você responderia essa pergunta dizendo que existem muitas razões para que isso aconteça ou que cada caso é um caso. Com certeza, as duas respostas poderiam ser consideradas como válidas. Afinal, tudo vai depender da profundidade dessa relação, do quão importante essa pessoa é ou era para você e vai por aí. 
No entanto, toda e qualquer razão, explicação ou o que seja acaba esbarrando numa detalhe: em todos os casos os únicos responsáveis pela decepção somos nós mesmos. E sabe por que? Porque, quase sempre, criamos uma ideia falsa do que aquela pessoa é e passamos a acreditar nisso. 
Na verdade, praticamente inventamos uma pessoa com a qual passamos a nos relacionar. Não importa que a pessoa nos mostre o tempo todo que ela não é aquela figura que inventamos, nós continuamos vendo apenas aquilo que queremos ver. 
Há casos em que as pessoas ao nosso lado nos avisam, mas fazemos ouvidos de mercador para os avisos e seguimos acreditando me nossa miragem. E quando, finalmente, abrimos os olhos para a realidade, a decepção quase nos derruba. Só que aí é tarde demais, o estrago já está feito, Inês já é morta.
A melhor forma de evitar isso, é tentar ver as pessoas com elas realmente são, sem inventar personagens ou ver nelas qualidades que não existem. Sei que muitas vezes é difícil, pois algumas pessoas além de falsas são sedutoras e, em muitos casos, já se aproximam da gente dispostas a nos enganar e também ninguém vai sair por pedindo atestado de "bons antecedentes" antes de começar um relacionamento, seja de que tipo for. Mas não custa ficar atento e desconfiar de pessoas que tentam parecer aquilo que não são. 

Bom domingo.

domingo, 10 de julho de 2016

Entre os bons e maus existem os "sem noção".

Resultado de imagem para imagem de pessoas sem noçãoMuitos, para sua felicidade, veem a vida de forma simples e objetiva. Assim como as coisas, as pessoas se dividem entre boas e más. Mais que isso, para elas, no mundo existem apenas dois caminhos: o caminho do bem e o caminho do mal. Aqueles que escolhem o caminho do bem são os bons e maus os que escolhem o caminho oposto.
A vida seria muito simples se assim fosse, não? Ninguém se enganaria com o outro. Bastava um pouco de atenção nas atitudes de cada um e logo se saberia com quem estaríamos tratando. Porém, a vida não é bem assim. O ser humano é, antes de qualquer, capaz de ocultar os seus sentimentos ou até mesmo de mascara-los quando acha necessário. Por isso, fica difícil estabelecer critérios exatos de julgamento.
Uma pessoa pode estar muito feliz e convencer a todos do contrário e vice-versa. O mesmo pode acontecer quando se trata do caráter. Podemos nos fazer passar por bons e leais quando na verdade não somos nada disso. Apenas está usando de uma artimanha para convencer o outro e assim que consegue o que quer mostra-se a verdadeira face. O contrário, acredito, nunca acontece. Dificilmente uma pessoa realmente boa e leal usará de algum estratagema para nos convencer do contrário. Menos mal, não é? 
Mas existe um grupo, que não é nem de longe pequeno, das pessoas que parecem não terem muita noção de certo e errado. Para elas, o que vale é a vontade delas e nada mais. Elas não param para julgar (pensar) se aquilo que elas estão fazendo poderá prejudicar outras pessoas ou a elas mesmas. Levam em conta apenas as suas necessidades e vontades: se querem algum dinheiro e não têm, acham justo, por exemplo, roubar um banco; na falta de um bem, como um carro, lançam mão do que estiver "dando sopa". 
Simplesmente, elas não se enquadram nesse padrão bem e mal, bondade e maldade. Parecem crianças mal educadas ( na verdade, são) e a sociedade está cheia delas. Principalmente, levando-se em conta a fúria consumista que vigora nos nossos dias.
Os "sem noção" estão por todo lado, mas seu estrago maior costuma ser na família. Familiares (pais, mães, irmãos e afins) sofrem com eles. Sempre que são surpreendidos em suas traquinagens, essas pessoas têm uma resposta pronta para dar, ou seja, a culpa não é deles. Agiram assim ou assado com alguma boa intenção. Aquela mesma que dizem que o inferno está cheio.

Boa semana.

sábado, 2 de julho de 2016

Qual é o seu nome?

Resultado de imagem para imagens de qual é o seu nome?Parece uma pergunta simples, mas em alguns casos ela pode gerar pânico. É que muita gente não suporta o nome que tem. Algumas evitam o máximo que podem revelar ou falar em voz alta quando perguntadas, gerando com isso muita confusão, aumentando, muitas vezes, a exposição e o ridículo que tanto querem evitar.. Outros, por sua vez, adotam pseudônimos ou os apelidos que ganharam na infância e também ao longo da vida como forma de se livrarem dos nomes que receberam de seus pais ou responsáveis ao nascer. 
Tudo isso parte da ideia de que existem nomes bonitos e nomes feios. O que, particularmente, acho que não procede. Nome é nome. Não cabe julgar se é bonito ou feio. Poderia-se levar em conta a razão pela qual alguém tem um nome e não outro, mas, acredito, essa insatisfação aconteceria independente do nome recebido.
Quem não gosta de se chamar João não seria mais feliz se seu nome fosse Pedro. Uma Maria que se chamasse Cláudia, Andréa, Sabrina provavelmente diria que seria mais feliz se seu nome fosse mesmo Maria. Porque, na verdade, gostamos da sonoridade que o nome tem quando ele pertence a outra pessoa que não nós. E se essa pessoa for rica, bonita, benquista e famosa parece que sua beleza é muito maior e a força que ele exerce sobre quem  ouve é grande. Passa-se a acreditar que esse ou aquele nome dá sorte, fazendo de seu portador um afortunado, ou má sorte, fazendo aquele que o carrega um azarado.
Por outro lado tem aqueles que têm nomes estranhos e até ridículos e não se importam com isso. Muito pelo contrário. Elas gostam de proferi-los e até fazem piadas sobre eles com o intuito de fazer todo mundo rir. Há ainda os casos de que o nome é fruto de erro de pronúncia ou escrita na hora do registro e a criança se vê obrigada a carrega-lo para o resto da vida.
Seja como for, nome é nome, não importa qual seja. Quem pode fazer o nome ser bonito ou feio, sortudo ou azarado, vencedor ou derrotado é a pessoa que o leva, ninguém mais. Porém se o seu nome lhe causa desconforto, você está livre para mudar. Afinal de contas, gosto não se discute. O que conta é que você não se sinta constrangido(a) quando alguém perguntar o seu nome e possa responder com alegria e até uma certa dose de orgulho. Por mais comum ou raro que ele seja, ele é apenas seu, só seu e de mais ninguém.

Boa sorte!