De uns tempos para cá, vez ou outra, nos deparamos com pessoas que se apresentam como entendidas dos assuntos que dizem respeito à religiosidade, fé, doutrina e tudo o mais relativo às ligações do 'homem' com a divindade, especificamente Jesus Cristo, neste caso particular, a Igreja Católica, e fazem posts onde ensinam (?) o que é certo ou o que é errado um fiel fazer ou deixar de fazer, quando está, ou não, praticando sua fé.
Antes de qualquer coisa, me parece presunçoso que alguém, sem apresentar credenciais mínimas, se arvore de grande entendedor de assuntos tão, digamos, misteriosos como os concernentes à fé e à passagem de Jesus Cristo aqui na terra, seus ensinamentos e tudo o que ele representa para os seus seguidores de hoje e de qualquer época.
No meu entender, a fé não é algo que se coloca dentro de uma redoma e se diz que só se pode agir de uma ou outra forma, não deixando espaço para que as pessoas possam usar da sua espontaneidade, ou seja, rezar, conversar com a divindade usando uma linguagem própria, falando sobretudo das coisas que estão em seu coração, em sua alma.
Quando criamos métodos e fórmulas para viver e expressar essa fé, determinando que quem usa de outros meios não está exercendo corretamente sua religiosidade e, o que é pior, que por esse motivo está condenado(a) a 'queimar no fogo do inferno', sem direito a apelação ou mesmo que não está exercendo plenamente seu papel de cristão, nenhum serviço se presta à mesma causa.
Precisamos, urgentemente, deixar de impor métodos e fórmulas de professar nossa fé, pois, desta forma, estamos afastando as pessoas da igreja e, mais que isso, daquilo que elas acreditam ou simplesmente fazendo com que vivam uma fé sem verdade, sem espontaneidade, transformando-as em repetidores de fórmulas e gestos dos quais pouco sabem a origem e significado.
Uma fé precisa ser vivida com a força de nosso coração, de nossa alma, tem de vir do nosso âmago e traduzir fielmente aquilo que somos, sem manchas e nódoas.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, paz, amor, caridade e GRATIDÃO.