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fevereiro 08, 2026

Diferenças.

Embora se fale muito de pluralidade, na verdade, vivemos na singularidade, ou seja, estamos cada vez mais parecidos uns com os outros, como se acabássemos de sair da linha de produção de uma fábrica de robôs. Por mais que se diga o contrário, a impressão que se tem é a de que todos querem a mesma coisa, todos falam a mesma coisa, têm o mesmo objetivo, trilham (ou desejam trilhar) o mesmo caminho e, o que é pior, não desejam abrir mão de disso.

Dessa maneira, a impressão que fica é que essa nossa tão aclamada pluralidade só acontece mesmo na superfície, por fora, 'para inglês ver', como se diz no popular. No fundo, não fazemos questão de ter a nossa própria identidade, a nossa própria visão de vida, a nossa própria opinião e, muitas vezes, fazemos isso conscientemente, pois o que queremos é fazer parte da maioria, não queremos ficar com a minoria que ousa pensar diferente.

Talvez essa seja uma onda passageira, que logo voltaremos a valorizar nossa própria opinião e visão de vida, nossa identidade, mas até lá, ninguém pode negar, está difícil de aguentar essa homogeneização do pensamento, do modo de viver, todos fazendo as mesmas escolhas, como ovelhinhas seguindo um pastor louco e alucinado, que, decididamente, não sabe para onde está indo.

É hora de voltarmos a pensar por nós mesmos, a pesar os prós e os contras de nossas escolhas, pois sabemos que elas têm efeitos não somente em nossas vidas, mas também nas vidas de todos aqueles que vivem à nossa volta, ou seja, nossa família, nossos amigos. Não podemos pensar apenas no nosso 'umbigo', vivemos num mundo que realmente tem uma enorme diversidade de raças, credos, cores, culturas e, sobretudo, com diferentes interesses que precisam ser respeitados, da mesma maneira que queremos ser respeitados.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.