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terça-feira, 18 de março de 2014

Pra vida melhorar.

      Antigamente, e bota antigamente nisso, as pessoas procuravam as religiões com o intuito de buscar a salvação de suas almas e livrar-se da danação do inferno. O tempo passou. As pessoas já não acreditam tanto assim em danação do inferno. Passou a imperar a crença de que o inferno é aqui e não que precisamos     morrer para encontrá-lo do outro lado.
      Por isso, durante muito tempo, as religiões ficaram relegadas ao mero compromisso social. Fazer parte de uma igreja ou seita seria apenas uma forma de pertencer a um grupo social ou filosófico.    Muitos herdavam suas crenças dos pais, avós e parentes influentes.
     Nem sempre seguir uma religião implicava em professar verdadeiramente uma fé. Os pais mandavam e os filhos obedeciam sem questionar. E os que questionavam eram tidos como rebeldes e eram alijados do grupo social.
    Talvez nos dias de hoje a coisa não tenha mudado muito, mas já é possível ter mais independência de pensamento e filhos já não seguem tão a risca o que os pais ou mais velhos determinam em relação a assuntos religiosos, principalmente.
      Seria muito bom se as pessoas só procurassem as religiões quando por elas se sentissem atraídas e quando as doutrinas e filosofias por elas defendidas calassem fundo em suas almas. Assim, teríamos verdadeiros religiosos, pessoas convictas daquilo em que acreditam e que levariam para as suas vidas diárias tudo que se ensina e se vivencia nos templos.
     No entanto, o que vemos hoje em dias são pessoas escolhendo religiões de acordo, não com os princípios por elas pregados, mas pelo que elas oferecem no quesito prosperidade financeira. Todos querem prosperar, ganhar muito dinheiro e mostrar para todo mundo que está bem. Até aí, nada de mais. Esse é um desejo justo. Porém, não pode ser a única razão para que procuremos uma ligação com Deus.

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