Todos nascemos seres completamente indefesos (creio que isso acontece com todas as espécies existentes no planeta) e necessitamos dos cuidados de alguém (normalmente a mãe) para que possamos nos desenvolver com saúde. Em algum momento, nos tornamos capazes de cuidar de nós mesmos e já não precisamos tanto daquele suporte que recebíamos antes.
Para a maioria, essa transição entre a infância e a vida adulta é feita de maneira natural e sem grandes traumas, mas existem aqueles que se negam a aceitar a passagem do tempo e que não são mais os bebês indefesos de antes. Realmente, a vida adulta não é fácil. A ideia de que devemos cuidar de nós mesmos, nos responsabilizarmos pelo que fazemos ou deixamos de fazer, muitas vezes assusta ou mesmo apavora.
No entanto, para o nosso próprio bem, não devemos nos deixar abater pelos problemas que, independentemente de nossa vontade, surgem a cada momento. Pelo contrário. É preciso reunir forças dentro de nós para enfrentar cada um deles, pois só assim podemos crescer e nos tornar adultos de verdade.
Ninguém se torna forte do dia para a noite. Nossa formação, nosso crescimento, embora exteriormente aconteça de maneira mais rápida, em nosso interior costuma levar um pouco mais de tempo. Precisamos ter calma com as nossas deficiências, aceitar o nosso ritmo interno, sem forçá-lo. Cada coisa chega no seu tempo, apenas não podemos deixar de lutar para melhorar um pouco a cada dia.
Alcançar a maturidade, o entendimento de que não somos mais as crianças dependentes de ajuda a todo momento do início de nossas vidas, precisa ser a nossa meta constante e isso se dá a partir do momento em que nos dispomos a nos libertar de todas as correntes que nos prendem à ideia de que não temos capacidade de andarmos com as nossas próprias pernas, pois a criança cresceu.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.
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