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janeiro 18, 2026

Será que perdemos para sempre a espontaneidade?

Já houve um tempo em que se podia confiar na espontaneidade das pessoas e mesmo dos acontecimentos em geral. Quando as coisas aconteciam, tinha-se a impressão de que elas se deram de maneira natural e espontânea, sem a interferência de quem ou do que quer que fosse. Os religiosos costumavam classificar os acontecimentos como 'vontade de Deus' e assim a vida seguia seu curso.

Depois do advento da internet, essa espontaneidade parece ter perdido espaço para artificialidade, dificultando saber quando estamos diante de fatos e acontecimentos considerados normais e naturais e quando estamos diante de puras ilações, mentiras deslavadas, hoje conhecidas mundialmente como 'fake news'.

O estrago é bem grande e atinge todos os segmentos de nossa sociedade, desde os relacionamentos pessoais até o que diz respeito à política, economia, religião, ciências, os costumes e tudo o mais que engloba a vida de todos os habitantes da Terra. Passamos a ter de nos preocupar, quase em tempo integral, em separar 'o joio do trigo', o verdadeiro do falso, o que só aumenta a desconfiança e o medo de estar, o tempo todo, sendo enganado.

É sob este signo que temos vivido ultimamente. Fala-se muito em geral, sobretudo que a 'terceira guerra mundial' pode eclodir a qualquer momento, mas esquecem que já vivemos a pior guerra que podemos enfrentar, que é a guerra da informação, a guerra invisível. Principalmente, quando lidamos com a internet (nos últimos tempos, se tornou impossível viver sem o seu uso), nunca se sabe quando estamos lidando exatamente com quem acreditamos estar lidando.

O perigo de ser vítima de golpes nunca foi tão grande. A cada momento, podemos ser enganados através dos mais diferentes (e prosaicos) meios. Numa ação simples, numa mensagem corriqueira, num simples telefonema, não se tem mais paz, nem podemos mais usar daquilo que tínhamos de mais precioso em nós, que era a nossa espontaneidade, nossa capacidade (e direito) de sermos nós mesmos.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

janeiro 11, 2026

Porque 'A viagem' é uma novela especial.

Na sexta-feira (07/11/2025) chegou ao fim mais uma reprise da novela 'A viagem', de Ivani Ribeiro. O acontecimento passaria despercebido não fosse o fato de esta ser talvez a quarta ou quinta reprise da novela, que chega ao fim com absoluto sucesso, deixando o público com gosto de 'quero mais', perguntando quando será a próxima reprise.

Dessa forma, nasce o questionamento: O que leva as pessoas a terem tanto interesse por uma trama (novela) cuja temática é abertamente espírita, principalmente se levarmos em conta o fato de este país (Brasil) ser predominantemente cristão? Não bastasse isso, o espiritismo, apesar de bastante difundido entre nós (dizem que superamos a França, país onde a doutrina nasceu), ainda é vítima de muito preconceito e desinformação.

Talvez esta pergunta não seja difícil de responder se partirmos do ponto que foi escrita pela maior novelista que o Brasil já conheceu, que é Ivani Ribeiro. A técnica apurada da autora, aliada a seu compromisso com a realidade, pois ela tinha o hábito de escrever calcada em pesquisas e estudo apurado do tema que pretendia abordar, smpre resultando em tramas simples, objetivas, sem rebuscamento ou excesso de fantasia, no ponto para serem apreciadas sem perigo de ser tomado por idiota ou ingênuo.

Foi assim não somente em A viagem, mas em As bruxas, Os inocentes, O profeta, O espantalho, Aritana e muitas outras tramas de grande sucesso que Ivani escreveu, sem esquecer do arrebatador sucesso que é Mulheres de areia. Além de tudo, suas histórias, como acontece especialmente com A viagem, resistem ao tempo e parecem não envelhecer, nem tornarem-se desinteressantes.

Faltam adjetivos para classificar Ivani Ribeiro e sua extensa obra, mas a explicação mais razoável para o fenômeno 'A viagem' é que, desde sua primeira versão em 1975/76, mostra-se capaz de vencer qualquer tipo de resistência, preconceito e conquista cada vez mais o público. Público esse que, embora não admita claramente, mostra-se aberto aos ensinamentos da doutrina decodificada por Allan Kardec.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, paz, amor, caridade e GRATIDÃO. 

janeiro 04, 2026

A boa e a má companhia.

Sou de um tempo em que os pais (no meu caso, especificamente, a minha mãe) sempre estavam alertando os filhos para evitarem as 'más companhias'. Para isso, usavam frases como: "Olhe com quem anda", "Você só anda em má companhia, precisa escolher melhor seus amigos" e outras pérolas que não me lembro agora.

Geralmente, a gente dava pouco ouvido a esse tipo de conselho, por um lado, porque um filho quase sempre acha que seus pais estão exagerando ou vendo coisa onde não têm, mas também pelo fato de, quando mais novos, ter dificuldade de discernir o que é bom ou mau, uma vez que não se tem experiência de vida.

O tempo passou e cá estou eu, ainda vivendo o mesmo dilema de antes: como saber se estou escolhendo boas ou más companhias. Não mais segundo o critério de meus pais, mas pelo meu próprio. Nesses momentos de indecisão, sinto inveja de meus pais (minha mãe) que sabia exatamente quem era bom e quem era mau, muitas vezes também sabia identificar quem era 'mais ou menos'.

Às vezes, penso que se tivesse a capacidade que minha mãe tinha de separar 'joio de trigo', não me meteria em tanta enrascada, pois, na vida, o tempo todo temos de fazer escolhas, desde as coisas mais simples (qual o sabonete devo usar?) até as mais complexas (me caso ou compro uma bicicleta?).

Brincadeiras à parte, o importante é estarmos sempre atentos: nossas vidas são feitas das escolhas que fazemos. Nossos pais estavam certos quando nos aconselhavam a evitar as 'más companhias', o problema é que eles esqueceram (pelo menos, no meu caso) de nos ensinar quais os critérios usar nessa escolha.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, paz, amor, caridade e  GRATIDÃO.

dezembro 28, 2025

Hora de se reinventar.

 É comum neste período do ano a gente ter a sensação de que já tentou de tudo para que as coisas dessem certo e mesmo assim nada aconteceu, pois estamos aqui, de novo, fazendo as mesmas promessas, os mesmos pedidos, enfim, aquela sensação de 'mais do mesmo', não é? 

Se você se sente exatamente assim, não está sozinho(a), o cordão é grande. Tem muita gente navegando nessas mesmas águas e o medo de 'se afogar' não é pequeno. É uma sensação bastante desagradável e a vontade que dá de quebrar tudo para ver alguma coisa surgir dos cacos. 

Muita calma nessa hora. Também não está para tanto, muita coisa boa aconteceu no ano que passou. O problema é que as coisas 'não tão boas' que aconteceram, geralmente, ficam mais vivas em nossa memória e sempre que tentamos fazer uma reflexão elas pulam na frente e ganham, com isso, uma importância bem maior do que têm realmente.

Portanto, muito cuidado. O ano ainda não acabou e fazer um balanço assim com 'o carro andando' pode ser um pouco arriscado, afinal, corremos o risco de fazermos um julgamento apressado e mesmo injusto dos acontecimentos. O melhor a fazer, nesses casos, é esperar que algum tempo passe e que estejamos de cabeça fria. Com o tempo, sempre mudamos de opinião ou passamos a ver as coisas por um ângulo diferente.

Outra boa saída é procurar fazer do 'limão uma limonada', o que pode ser entendido como tentar se 'reinventar', mostrar que tem capacidade de fazer as coisas de forma diferente, partindo dos erros e acertos. É a hora de manter aquilo que deu certo e rever nossos passos naquilo que falhamos. Só assim, poderemos nos tornar melhores no ano que vai chegar e em todos os que virão.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, caridade e GRATIDÃO.