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março 15, 2026

Expectativas.

 Expectativa é uma palavra que nos acompanha desde sempre. Nascemos marcados por expectativas de nossos pais e parentes de qual será (ia) o nosso destino. Portanto, nos acostumamos desde cedo a estar sempre buscando não decepcionar aqueles que nos cercam, geralmente tentando fazer o melhor que podemos para acertar, mesmo que isso represente para nós esforço desmedido ou sofrimento. 

O tempo passa e um dia crescemos, ficamos adultos e passamos a ter as nossas próprias expectativas de vida, de futuro e tudo o mais. Nada mais normal que isso, não é mesmo? Afinal de contas, a vida é nossa e cabe a nós decidir os seus rumos. No entanto, aquela cobrança, aquelas expectativas que os pais e parentes próximos tinham quanto à nossa vida e ao nosso futuro ganham um adicional: as pessoas em geral, aquelas com as quais passamos a interagir na sociedade na qual estamos inseridos.

No início, parece normal as pessoas estarem sempre perguntando sobre a sua vida, suas ações e planos. Com o tempo, porém, isso acaba virando uma espécie de intromissão, uma cobrança, como se você devesse satisfação de sua vida a terceiros, muitas vezes pessoas estranhas com as quais não tem a menor intimidade.

É aquele momento em que você se dá conta de que tem vivido para realizar as expectativas que não são suas, mas dos outros. É hora de dizer chega, de dar um fim nessa história. Você já não é mais o filho, o sobrinho, o neto fofinho (a), pois virou um adulto, com vida própria, com anseios, planos e expectativas próprios e se tem alguém a quem deve satisfação é a você mesmo.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.  

março 08, 2026

Ninguém está sozinho.

Raimundo sempre foi um homem pacato, sem grandes ambições, que, apesar de todas as dificuldades que enfrentava na vida, costumava evitar reclamar. No entanto, tinha um ponto que, por mais que tentasse, não conseguia deixar de se queixar: a solidão. Sempre muito sozinho, ele nunca teve amigos ou mesmo colegas com os quais pudesse conversar e trocar as impressões do mundo.

Sua vida se resumia a trabalhar e, após de anos de trabalho no balcão, ele conseguiu o posto de gerente numa farmácia de bairro, a igreja (sempre foi muito religioso, embora se achasse um tanto quanto esquecido por Deus) e a casa, um pequeno conjugado na Lapa. No que dizia respeito ao amor, teve um curto casamento com Elvira, frequentadora da mesma igreja que ele, que morreu durante um parto do filho que seria a coroação da felicidade de ambos, fato que o levou a ser mais solitário do que já era.

A vida foi passando e a solidão aumentando a cada dia, da mesma forma que aumentaram as reclamações pelo fato de sempre estar só, pois tanto no trabalho quanto no prédio onde morava mantinha apenas relações formais com as pessoas. A única exceção era o atrevido porteiro do prédio, seu Aluísio, uma figura que fazia questão de puxar conversa o tempo todo, o que deixava Raimundo bastante irritado, principalmente por estar sempre fazendo referência a assunto de sexo e pornografia.

Um dia, Raimundo começou a perceber que coisas estranhas estavam acontecendo: passou a ouvir vozes e a sentir que estavam mexendo em suas, objetos mudavam de lugar e sumiam inexplicavelmente. Depois, ele passou a ouvir vozes. A primeira suspeita foi de que seriam os vizinhos, por isso registrou uma reclamação no livro da portaria, mas de nada adiantou. A impressão que teve e que piorou, pois passou a desconfiar que havia pessoas dentro de seu apartamento.

Quando acordava pela manhã, encontrava o café pronto, sua roupa lavada e passada, seus sapatos escovados, a casa limpa. Tudo culminou com o dia em que, ao chegar do trabalho, ele encontrou um bolo de aniversário em sua mesa e a casa preparada como se fosse uma festa surpresa. Embora realmente fosse seu aniversário, ele não gostou da surpresa.

A culpa pela brincadeira recaiu sobre seu Aluísio, que tinha a chave do apartamento. Raimundo o acusou de, valendo-se da confiança, fazer troça de seu sofrimento, uma vez que sabia que vivia solitariamente e que nunca comemorava aniversário ou qualquer outra data.

- Está rindo da minha infelicidade - ele acusou.

A irritação foi tanta que Raimundo exigiu que a síndica despedisse o porteiro, apesar de o funcionário do prédio ter negado veementemente ser autor da brincadeira. A situação chegou a tal ponto que dona Soraia, a síndica, foi obrigada a colocar seu Aluísio de férias, para tentar acalmar os ânimos.

Nesse ponto, Raimundo passou a ser considerado louco pelos condôminos do prédio. 

 - O jeito é internar - diziam.

Foi quando Raimundo passou a encontrar por todo lado bilhetes contendo mensagens de encorajamento. Neles continham frases como: "Ninguém está sozinho. Estamos sempre por perto". 

As mensagens provocaram grande mudança em Raimundo. 

Dona Soraia foi a primeira a perceber.

- Tudo bem, seu Raimundo? - Ela perguntou.

- Tudo bem, dona Soraia.

A partir daí, seu Raimundo passou a ser outra pessoa: cumprimentava a todos, estava sempre com um sorriso no lábios e o jeito carrancudo triste desapareceu de vez, embora, aparentemente, ele tenha continuado a ser um homem solitário.

Dona Soraia e seu Aluísio, a síndica e o porteiro, afirmavam que era comum ouvi-lo travar longas conversas com seres invisíveis e, na rua, ele era visto caminhar como se estivesse acompanhado de uma ou várias pessoas.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.

PS. - Feliz dia das mulheres. 

fevereiro 22, 2026

A verdade que engana.

 Um dos maiores ensinamentos deixados por Jesus Cristo diz respeito à verdade e o quanto é libertador a sua busca, pois quem a segue encontra o Pai, que está no céu. No entanto, vivemos, principalmente após o advento da internet, no reino da mentira e da enganação. Transformamos a libertadora verdade na mentira que engana e confunde a cabeça de todos aqueles que, muitas vezes cheios de boas intenções, se deixam seduzir.

Atualmente, toda vez que se lê ou se ouve alguma notícia, não se pode mais confiar que é verdade, mesmo que seja contada por pessoas consideradas 'de confiança', pessoas que desfrutem de certa credibilidade na sociedade. Dessa forma, a desconfiança virou a melhor arma para evitar que sejamos enganados, para evitar darmos crédito a informações falsas veiculadas com o único objetivo de desviar os olhos e ouvidos da verdade.

Muitos já não conseguem distinguir a informação verdadeira da falsa, pois as duas vêm embaladas, quase sempre, da mesma maneira. Uma mentira deslavada é dita com a mesma veemência que se diz a mais pura das verdades. Por isso, é preciso estar atento, não se pode deixar seduzir pela embalagem, por mais bela e bem feita que seja.

Nesse ano de eleições, mais do que nunca, deveremos estar mais atentos do que nunca. Políticos, com o mero objetivo de conquistar um cargo de deputado (federal ou estadual), governador, senador ou presidente da república, são capazes de qualquer coisa, não medem esforços e, muitas vezes, na falta de argumentos que realmente possam convencer o eleitor, lançam mão de mentiras que a um olhar pouco atento podem parecer verdades. Portanto, muito cuidado.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

fevereiro 15, 2026

Aceitação.

 Alguém pergunta: o que a passagem do tempo representa para você? 

Começo dizendo que esta não é uma pergunta fácil de responder, por vários motivos. Em primeiro lugar, é preciso levar em consideração um monte de coisas. Há coisas boas, como a experiência que se adquire, a aprendizagem, as chances e oportunidades que aparecem, as pessoas que a gente conhece, os lugares que visita, aquela sensação de que somos donos de nosso próprio nariz, do nosso próprio tempo e de que somos imortais (acho que todo mundo acredita nisso até morrer), enfim, tem os amores, pois sem eles a vida é um 'saco', não é mesmo?

Por outro lado, tem todos os preconceitos e mitos que são despejados em cima daqueles que atravessam um certo limite de idade, os que vivem mais, além de todos os agravantes, ou seja, as doenças (as chamadas comorbidades), a solidão e o abandono, os problemas financeiros, o medo do fim que se aproxima. Trocando em miúdos, não é nada fácil, viver exige uma certa dose de coragem e, sobretudo, muita força de vontade para enfrentar tudo aquilo que surge em nosso caminho a todo momento.

Acima de tudo, o importante é nos aceitar como somos, encarando cada fase de nossas vidas, da infância à velhice, saboreando o lado bom de cada idade. Cada dia de nossa vida é único e nunca viveremos outro igual, nem teremos a chance de repetir as experiências que deixamos passar diante de nossos olhos. Por isso, cada instante é precioso, não podemos deixar escapar por preguiça ou preconceito. Sempre que a vida nos apresenta algo, ela tem um objetivo, uma intenção de nos ensinar uma coisa nova, importante para nosso futuro.

Aceitar a vida como ela é não significa ser conformista, acomodado ou apático. Significa simplesmente ser capaz de encarar os fatos de maneira adulta, sem se deter diante das adversidades ou mesmo se deslumbrar por estar vivendo um momento de felicidade e abundância. Tudo passa. Ao mesmo tempo, manter a esperança de que o melhor sempre está por vir nos impulsiona a manter o passo firme na caminhada.

Bom domingo e excelente carnaval, divirta-se.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

fevereiro 08, 2026

Diferenças.

Embora se fale muito de pluralidade, na verdade, vivemos na singularidade, ou seja, estamos cada vez mais parecidos uns com os outros, como se acabássemos de sair da linha de produção de uma fábrica de robôs. Por mais que se diga o contrário, a impressão que se tem é a de que todos querem a mesma coisa, todos falam a mesma coisa, têm o mesmo objetivo, trilham (ou desejam trilhar) o mesmo caminho e, o que é pior, não desejam abrir mão de disso.

Dessa maneira, a impressão que fica é que essa nossa tão aclamada pluralidade só acontece mesmo na superfície, por fora, 'para inglês ver', como se diz no popular. No fundo, não fazemos questão de ter a nossa própria identidade, a nossa própria visão de vida, a nossa própria opinião e, muitas vezes, fazemos isso conscientemente, pois o que queremos é fazer parte da maioria, não queremos ficar com a minoria que ousa pensar diferente.

Talvez essa seja uma onda passageira, que logo voltaremos a valorizar nossa própria opinião e visão de vida, nossa identidade, mas até lá, ninguém pode negar, está difícil de aguentar essa homogeneização do pensamento, do modo de viver, todos fazendo as mesmas escolhas, como ovelhinhas seguindo um pastor louco e alucinado, que, decididamente, não sabe para onde está indo.

É hora de voltarmos a pensar por nós mesmos, a pesar os prós e os contras de nossas escolhas, pois sabemos que elas têm efeitos não somente em nossas vidas, mas também nas vidas de todos aqueles que vivem à nossa volta, ou seja, nossa família, nossos amigos. Não podemos pensar apenas no nosso 'umbigo', vivemos num mundo que realmente tem uma enorme diversidade de raças, credos, cores, culturas e, sobretudo, com diferentes interesses que precisam ser respeitados, da mesma maneira que queremos ser respeitados.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

fevereiro 01, 2026

Trocas de experiências.

O passar do tempo sempre foi um problema, pelo menos assim parece, para praticamente todas as pessoas, não é mesmo? Envelhecer nunca foi um processo fácil de ser encarado e, nos últimos tempos, tem piorado muito, principalmente com essa onda que anda por aí, o chamado 'etarismo', ou seja, as pessoas são segregadas de acordo com suas idades. 

Em outras palavras, um verdadeiro culto à juventude e ao frescor da idade, em detrimento da experiência que aqueles que têm um tempo de vida a mais geralmente possuem.

Aqueles que têm menos idade reclamam que precisam de uma chance para mostrar do que são capazes, enquanto os de maior idade sentem que ainda têm muito mais para dar, que vivem seus melhores momentos e, portanto, se negam a 'pendurar as chuteiras'.

Diante disso, uma coisa fica clara: tanto os jovens quanto os 'mais experientes' estão cobertos de razão. Creio que há espaço para todos e que ninguém precisa ser descartado para que o outro entre no seu lugar. Há espaço para todos viverem e trabalharem pacificamente, trocando experiências. Aliás, como sempre foi e, acredito, deverá continuar sendo por muito tempo ainda.

Os jovens trazem o frescor, o idealismo (?) comum da idade, e os mais velhos carregam a experiência acumulada em anos de trabalho, uma união que só pode dar certo. No mais, precisamos, urgentemente, deixar de lado a mania que temos de jogar luz sobre as diferenças, as divisões que segregam as pessoas em guetos e nichos, em vez de incentivar a comunicação e o convívio das diferentes camadas de nossa sociedade.

Bom domingo e excelente semana para todos.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

   

  

janeiro 25, 2026

Por uma fé sem fórmulas e métodos.

 De uns tempos para cá, vez ou outra, nos deparamos com pessoas que se apresentam como entendidas dos assuntos que dizem respeito à religiosidade, fé, doutrina e tudo o mais relativo às ligações do 'homem' com a divindade, especificamente Jesus Cristo, neste caso particular, a Igreja Católica, e fazem posts onde ensinam (?) o que é certo ou o que é errado um fiel fazer ou deixar de fazer, quando está, ou não, praticando sua fé.

Antes de qualquer coisa, me parece presunçoso que alguém, sem apresentar credenciais mínimas, se arvore de grande entendedor de assuntos tão, digamos, misteriosos como os concernentes à fé e à passagem de Jesus Cristo aqui na terra, seus ensinamentos e tudo o que ele representa para os seus seguidores de hoje e de qualquer época.

No meu entender, a fé não é algo que se coloca dentro de uma redoma e se diz que só se pode agir de uma ou outra forma, não deixando espaço para que as pessoas possam usar da sua espontaneidade, ou seja, rezar, conversar com a divindade usando uma linguagem própria, falando sobretudo das coisas que estão em seu coração, em sua alma.

Quando criamos métodos e fórmulas para viver e expressar essa fé, determinando que quem usa de outros meios não está exercendo corretamente sua religiosidade e, o que é pior, que por esse motivo está condenado(a) a 'queimar no fogo do inferno', sem direito a apelação ou mesmo que não está exercendo plenamente seu papel de cristão, nenhum serviço se presta à mesma causa.

Precisamos, urgentemente, deixar de impor métodos e fórmulas de professar nossa fé, pois, desta forma, estamos afastando as pessoas da igreja e, mais que isso, daquilo que elas acreditam ou simplesmente fazendo com que vivam uma fé sem verdade, sem espontaneidade, transformando-as em repetidores de fórmulas e gestos dos quais pouco sabem a origem e significado.

Uma fé precisa ser vivida com a força de nosso coração, de nossa alma, tem de vir do nosso âmago e traduzir fielmente aquilo que somos, sem manchas e nódoas.

Bom domingo e excelente semana. 

Esperança, fé, paz, amor, caridade e GRATIDÃO.

    

janeiro 18, 2026

Será que perdemos para sempre a espontaneidade?

Já houve um tempo em que se podia confiar na espontaneidade das pessoas e mesmo dos acontecimentos em geral. Quando as coisas aconteciam, tinha-se a impressão de que elas se deram de maneira natural e espontânea, sem a interferência de quem ou do que quer que fosse. Os religiosos costumavam classificar os acontecimentos como 'vontade de Deus' e assim a vida seguia seu curso.

Depois do advento da internet, essa espontaneidade parece ter perdido espaço para artificialidade, dificultando saber quando estamos diante de fatos e acontecimentos considerados normais e naturais e quando estamos diante de puras ilações, mentiras deslavadas, hoje conhecidas mundialmente como 'fake news'.

O estrago é bem grande e atinge todos os segmentos de nossa sociedade, desde os relacionamentos pessoais até o que diz respeito à política, economia, religião, ciências, os costumes e tudo o mais que engloba a vida de todos os habitantes da Terra. Passamos a ter de nos preocupar, quase em tempo integral, em separar 'o joio do trigo', o verdadeiro do falso, o que só aumenta a desconfiança e o medo de estar, o tempo todo, sendo enganado.

É sob este signo que temos vivido ultimamente. Fala-se muito em geral, sobretudo que a 'terceira guerra mundial' pode eclodir a qualquer momento, mas esquecem que já vivemos a pior guerra que podemos enfrentar, que é a guerra da informação, a guerra invisível. Principalmente, quando lidamos com a internet (nos últimos tempos, se tornou impossível viver sem o seu uso), nunca se sabe quando estamos lidando exatamente com quem acreditamos estar lidando.

O perigo de ser vítima de golpes nunca foi tão grande. A cada momento, podemos ser enganados através dos mais diferentes (e prosaicos) meios. Numa ação simples, numa mensagem corriqueira, num simples telefonema, não se tem mais paz, nem podemos mais usar daquilo que tínhamos de mais precioso em nós, que era a nossa espontaneidade, nossa capacidade (e direito) de sermos nós mesmos.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

janeiro 11, 2026

Porque 'A viagem' é uma novela especial.

Na sexta-feira (07/11/2025) chegou ao fim mais uma reprise da novela 'A viagem', de Ivani Ribeiro. O acontecimento passaria despercebido não fosse o fato de esta ser talvez a quarta ou quinta reprise da novela, que chega ao fim com absoluto sucesso, deixando o público com gosto de 'quero mais', perguntando quando será a próxima reprise.

Dessa forma, nasce o questionamento: O que leva as pessoas a terem tanto interesse por uma trama (novela) cuja temática é abertamente espírita, principalmente se levarmos em conta o fato de este país (Brasil) ser predominantemente cristão? Não bastasse isso, o espiritismo, apesar de bastante difundido entre nós (dizem que superamos a França, país onde a doutrina nasceu), ainda é vítima de muito preconceito e desinformação.

Talvez esta pergunta não seja difícil de responder se partirmos do ponto que foi escrita pela maior novelista que o Brasil já conheceu, que é Ivani Ribeiro. A técnica apurada da autora, aliada a seu compromisso com a realidade, pois ela tinha o hábito de escrever calcada em pesquisas e estudo apurado do tema que pretendia abordar, smpre resultando em tramas simples, objetivas, sem rebuscamento ou excesso de fantasia, no ponto para serem apreciadas sem perigo de ser tomado por idiota ou ingênuo.

Foi assim não somente em A viagem, mas em As bruxas, Os inocentes, O profeta, O espantalho, Aritana e muitas outras tramas de grande sucesso que Ivani escreveu, sem esquecer do arrebatador sucesso que é Mulheres de areia. Além de tudo, suas histórias, como acontece especialmente com A viagem, resistem ao tempo e parecem não envelhecer, nem tornarem-se desinteressantes.

Faltam adjetivos para classificar Ivani Ribeiro e sua extensa obra, mas a explicação mais razoável para o fenômeno 'A viagem' é que, desde sua primeira versão em 1975/76, mostra-se capaz de vencer qualquer tipo de resistência, preconceito e conquista cada vez mais o público. Público esse que, embora não admita claramente, mostra-se aberto aos ensinamentos da doutrina decodificada por Allan Kardec.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, paz, amor, caridade e GRATIDÃO. 

janeiro 04, 2026

A boa e a má companhia.

Sou de um tempo em que os pais (no meu caso, especificamente, a minha mãe) sempre estavam alertando os filhos para evitarem as 'más companhias'. Para isso, usavam frases como: "Olhe com quem anda", "Você só anda em má companhia, precisa escolher melhor seus amigos" e outras pérolas que não me lembro agora.

Geralmente, a gente dava pouco ouvido a esse tipo de conselho, por um lado, porque um filho quase sempre acha que seus pais estão exagerando ou vendo coisa onde não têm, mas também pelo fato de, quando mais novos, ter dificuldade de discernir o que é bom ou mau, uma vez que não se tem experiência de vida.

O tempo passou e cá estou eu, ainda vivendo o mesmo dilema de antes: como saber se estou escolhendo boas ou más companhias. Não mais segundo o critério de meus pais, mas pelo meu próprio. Nesses momentos de indecisão, sinto inveja de meus pais (minha mãe) que sabia exatamente quem era bom e quem era mau, muitas vezes também sabia identificar quem era 'mais ou menos'.

Às vezes, penso que se tivesse a capacidade que minha mãe tinha de separar 'joio de trigo', não me meteria em tanta enrascada, pois, na vida, o tempo todo temos de fazer escolhas, desde as coisas mais simples (qual o sabonete devo usar?) até as mais complexas (me caso ou compro uma bicicleta?).

Brincadeiras à parte, o importante é estarmos sempre atentos: nossas vidas são feitas das escolhas que fazemos. Nossos pais estavam certos quando nos aconselhavam a evitar as 'más companhias', o problema é que eles esqueceram (pelo menos, no meu caso) de nos ensinar quais os critérios usar nessa escolha.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, paz, amor, caridade e  GRATIDÃO.

dezembro 28, 2025

Hora de se reinventar.

 É comum neste período do ano a gente ter a sensação de que já tentou de tudo para que as coisas dessem certo e mesmo assim nada aconteceu, pois estamos aqui, de novo, fazendo as mesmas promessas, os mesmos pedidos, enfim, aquela sensação de 'mais do mesmo', não é? 

Se você se sente exatamente assim, não está sozinho(a), o cordão é grande. Tem muita gente navegando nessas mesmas águas e o medo de 'se afogar' não é pequeno. É uma sensação bastante desagradável e a vontade que dá de quebrar tudo para ver alguma coisa surgir dos cacos. 

Muita calma nessa hora. Também não está para tanto, muita coisa boa aconteceu no ano que passou. O problema é que as coisas 'não tão boas' que aconteceram, geralmente, ficam mais vivas em nossa memória e sempre que tentamos fazer uma reflexão elas pulam na frente e ganham, com isso, uma importância bem maior do que têm realmente.

Portanto, muito cuidado. O ano ainda não acabou e fazer um balanço assim com 'o carro andando' pode ser um pouco arriscado, afinal, corremos o risco de fazermos um julgamento apressado e mesmo injusto dos acontecimentos. O melhor a fazer, nesses casos, é esperar que algum tempo passe e que estejamos de cabeça fria. Com o tempo, sempre mudamos de opinião ou passamos a ver as coisas por um ângulo diferente.

Outra boa saída é procurar fazer do 'limão uma limonada', o que pode ser entendido como tentar se 'reinventar', mostrar que tem capacidade de fazer as coisas de forma diferente, partindo dos erros e acertos. É a hora de manter aquilo que deu certo e rever nossos passos naquilo que falhamos. Só assim, poderemos nos tornar melhores no ano que vai chegar e em todos os que virão.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, caridade e GRATIDÃO. 

dezembro 21, 2025

Com fé eu vou, a fé não costuma falhar.


Estamos na reta final de mais um ano e, para muitos, é apenas uma época de festas, encontros e até mesmo algumas despedidas, mas, sobretudo, é um período de troca de presentes, manifestações de amor e desejos ardentes de muita felicidade e realização de todos os sonhos que acalentamos durante o ano que ora chega ao seu termo.

Desejos de se ganhar muito dinheiro e alcançar muita paz e felicidade estão sempre em primeiro lugar, mas a maioria não esquece de desejar muita saúde, até porque, como muitos acreditam, sem ela não adianta conseguir todos os outros, afinal precisamos estar bem física e emocionalmente para que todo o resto flua bem.

Por outro lado, é comum, nesse período do ano, a gente ficar um pouco mais preocupado com o que o próximo ano nos reserva e, o principal, é nesse momento em que surgem as dúvidas de como será o nosso futuro, se conseguiremos ou não realizar os nossos desejos e anseios, não é mesmo?

Não é novidade para ninguém que vivemos num mundo de incertezas. Alguém, muito sabiamente por sinal, já disse que 'o futuro a Deus pertence', e isso nos lembra que, por mais que a humanidade evolua e consiga perscrutar os mistérios que envolvem tudo aquilo que nos rodeia,  nunca podemos ter exata certeza de como os eventos realmente se darão num futuro próximo ou distante.

Seja como for, tenhamos as dúvidas que forem, temos algo com que podemos contar: a nossa fé, a nossa confiança de que tudo vai dar certo e que, seja qual for o resultado de nossos empreendimentos, sairemos vitoriosos ou, se preferirem, obteremos sucesso. Principalmente, quando lembramos que sucesso ou fracasso são apenas questão de ponto de vista.

No mais, nunca esquecer daquele lema: 'com fé eu vou, a fé não costuma falhar.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, paz, amor, caridade e GRATIDÃO. 

 

dezembro 14, 2025

Deus nos criou individualmente.

A figura de Deus nos é apresentada desde sempre como o Pai de todos, como se tivesse nos gerado ao mesmo tempo e coletivamente. Por um lado, isso parece muito bom, pois nos coloca na posição de que estamos sempre dividindo tudo o que há no mundo: a terra, a água, o ar e o sol nos pertencem coletivamente, nos levando a cuidar, respeitar e, sobretudo, a preservar o nosso planeta. Verdade que ninguém em sã consciência pode negar, não é?

Por outro lado, as correntes consideradas esotéricas nos lembram o tempo todo de que fomos criados individualmente, que cada um de nós é especial e que isso nós faz seres especiais aos olhos do Criador. Dessa forma, somos 'cuidados' separadamente e, o que é mais incrível, de forma especial e única, não importando quantos bilhões de seres semelhantes a nós habitem a Terra.

Ninguém pode negar que seja bastante reconfortante acreditar que somos especiais para o Criador e que isso não faz de nós seres egoístas, afinal, Deus é um ser ilimitado. Portanto, capaz de abarcar toda a humanidade, atinja ela o número que for. E nestes momentos difíceis que estamos vivendo, nada como voltar a nossa atenção para o fato de que não estamos sozinhos, que temos um ser superior que cuida de nós de forma especial e única.

No entanto, isso nos torna comprometidos com o fato de que, principalmente por sermos tratados de forma tão especial, não podemos decepcionar aquele que nos dispensa tal tratamento. Ao contrário, é preciso que 'paguemos com a mesma moeda', ou seja, que trabalhemos para que a paz, o amor e a concórdia sempre estejam presentes por onde quer que passemos. Este é o 'preço' que o Criador nos cobra pelo privilégio que nos dá de sermos seus filhos 'únicos'.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, paz, amor, caridade e GRATIDÃO. 

dezembro 07, 2025

Paz, Amor, Saúde e Prosperidade.

Ainda faltam alguns dias para o final do ano, mas é bem possível que as pessoas já estejam desejando umas às outras, como é o costume, todos os bons fluidos de paz, amor, saúde e, sobretudo, prosperidade. Afinal de contas, todos temos consciência de que precisamos estar bem física, espiritual e também financeiramente para seguir adiante realizando os nossos projetos, não é mesmo?

Na verdade, esse costume, felizmente, está tão entranhado em nossa sociedade (e em nós mesmos) que não mensuramos o valor e a importância de simplesmente desejarmos amor, paz, saúde e prosperidade para aqueles que encontramos pelo nosso caminho, pois, à medida que desejamos que o outro esteja bem, esse mesmo bem (na mesma quantidade e valor) volta para nós.

Quanto mais desejamos que coisas boas aconteçam com aqueles que estão à nossa volta, mais coisas boas acontecem em nossas vidas. Esse é o grande princípio dessa infalível lei do universo: tudo aquilo que sai de nós, volta para nós. Seríamos mais felizes e bem-sucedidos na vida se saíssemos por aí desejando 'todo bem e toda graça' para todos aqueles que encontrarmos; o retorno seria imediato. Pode ter certeza.

Por outro lado, é preciso lembrar que aqueles que, infelizmente, optam por sair por aí desejando o mal por onde passam, acreditando que o tempo apaga tudo ou que têm direito de agir dessa maneira, não esperem receber algo diferente disso, pelo contrário, terão a mesma medida daquilo que desejaram ou fizeram.

Bom domingo e excelente semana. 

 Esperança, paz, amor, caridade e GRATIDÃO.

 

novembro 30, 2025

Todo acontecimento tem o seu lado bom, creia ou não.

 Nem sempre as coisas são exatamente aquilo que parecem ser, pois mesmo os acontecimentos considerados tristes e indesejados têm o seu lado bom. Podemos, mesmo que não creiamos ou aceitemos, tirar proveito de tudo aquilo que nos acontece de bom ou de ruim. Uma aparente grande alegria pode, mais tarde, se transformar numa grande tristeza e o contrário também pode acontecer.

Vivemos uma vida transitória em que nada pode ser encarado como definitivo. Tudo muda a todo momento, inclusive nós mesmos. Enquanto vivemos, vamos adquirindo novas experiências que, geralmente, mudam completamente nossa visão de vida. Se hoje pensamos de uma certa maneira, amanhã poderemos pensar totalmente diferente. O que é visto como bom e agradável num momento, no outro pode ter outro significado. 

Portanto, é importante que tomemos muito cuidado ao classificar os acontecimentos como bons ou ruins, pois, mais tarde, podemos nos certificar de que a coisa 'não era tão feia quanto parecia' e que, através daquele episódio, aparentemente desagradável, podemos extrair algo de bastante positivo para nossas vidas e, inclusive, agradecer por termos vivenciado aquela experiência.

É preciso, independentemente da idade, encarar os acontecimentos da vida como eventos que fazem parte do nosso crescimento pessoal e espiritual. A todo instante, somos lançados em novos e instigantes desafios que, com certeza, virão acrescentar algo na construção do edifício que somos nós. E para que esse edifício seja sólido e não venha a cair durante os ventos e tempestades que enfrentamos, não podemos nos negar a nos esforçar na sua construção.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, caridade e GRATIDÃO.