A praça, Vonnie Von, Jovem Guarda.
A mesma praça. o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim.
A praça, Vonnie Von, Jovem Guarda.
A mesma praça. o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim.
Desde criança somos convencidos de que a vida nos foi dada para grandes conquistas, que devemos almejar sempre as coisas mais altas que nos coloquem, se não acima de todos os outros, pelo menos, em pé de igualdade com aqueles que estão na posição de maior destaque. Ninguém pode duvidar de que isso seja bom, pois nos impulsiona a cada vez mais procurar nos superar.
A vida é feita de superação, todos sabemos disso. A cada dia somos impelidos a seguir em frente, mesmo quando tudo à nossa volta nos faz sentir fracos e sem ânimo. Na verdade, é justamente nesses momentos em que devemos nos esforçar mais, evitando nos deixar levar pelas circunstâncias desfavoráveis; sempre devemos acreditar que tudo vai melhorar, que se trata de algo passageiro o problema que estamos, porventura, enfrentando.
No meio de tudo o que nos acontece, existem as pequenas vitórias que vamos colhendo aqui e ali e que, muitas vezes, desprezamos, por acreditar que o vale são as grandes vitórias, os grandes acontecimentos. Nesses momentos, esquecemos que a vida é feita de pequenas vitórias que juntas vão se transformar nas grandes vitórias que tanto almejamos.
O pódio, o lugar mais alto, nunca está a dois passos, pelo contrário, para chegar até ele é preciso muito esforço, muita paciência, resiliência, poder de superação, esperança e, sobretudo, muita fé, em Deus e em nós mesmos. Por isso, cada passo que damos na direção de nossos objetivos representa uma pequena vitória que deve ser comemorada, pois a grande vitória que buscamos nunca aconteceria (ou acontecerá) sem ela.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.
A paz invadiu o meu coração, assim o cantor e compositor Gilberto Gil começa uma de suas mais belas canções, que eu ouvi um dia desses. Impossível não se deixar tocar por sua mensagem, não é mesmo? Seria muito bom se todos nós, de uma hora para outra, deixássemos que a paz invadisse os nossos corações. Não tenho dúvida de que não só o mundo, mas cada um de nós teria muito a ganhar com isso.
No mundo em que vivemos, onde só ouvimos falar de guerras, assassinatos e mais tantas outras atrocidades, parece que não existe espaço para que se fale de paz, para que nos deixemos invadir por esse sentimento que todos nós desejamos, mas, ao mesmo tempo, nos sentimos incapazes de espalhar por onde quer que passemos.
Sabemos que não vem do alto, não vem do outro, nem do desconhecido, mas de nós, de cada um que esteja disposto a promovê-la. Precisamos construir o edifício da paz tijolo por tijolo, desde a fundação, tomando conta para que a construção seja sólida, que não caia com uma simples ventania. Uma paz que seja duradoura ou, por que não dizer, uma paz que seja eterna.
A cultura da guerra e da beligerância parece nos ter roubado o direito de sonhar com um mundo onde reine a mais absoluta paz. Por outro lado, como seres humanos, creio que perdemos a capacidade de sermos plenamente pacíficos, agimos como se a paz fosse algo distante de nós, que jamais vamos conseguir neste lado da vida. No entanto, basta que, como diz a canção, nos deixemos invadir por este sentimento, deixar que a paz invada os nossos corações e almas.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.
Não são poucos os momentos na vida em que, diante de alguma dificuldade, nos sentimos propensos a desistir de tudo, 'jogar a toalha', como se diz popularmente. No entanto, é exatamente nessas ocasiões que devemos reunir todas as forças que ainda restarem em nós para enfrentar a situação, mesmo que pareça simplesmente impossível.
É preciso, antes de qualquer coisa, estar certos de que não somos tão frágeis e pequenos como acreditamos ou somos levados a acreditar que somos; existe uma força extraordinária dentro de nós que, muitas vezes, nem desconfiamos, porque nos acostumamos a acionar o nosso lado 'coitadinho' quando nos vemos em alguma situação difícil, talvez como forma de despertar a piedade das pessoas, como garantia de que seremos ajudados, socorridos.
Isso nem sempre acontece, pois, quase sempre, as pessoas do nosso lado estão passando pelas mesmas dificuldades que nós e também estão à espera de que as amparemos. O ideal nesses momentos é, com certeza, buscar forças dentro de nós, sermos nós mesmos o nosso amparo, a nossa fortaleza, aquele que vai nos incentivar a levantar, sacudir a poeira e seguir em frente, se possível, sem olhar para trás ou se valer de lamentos que em nada nos ajudam.
Não digo, com isso, que ajudas externas não valem a pena, pelo contrário, é sempre bom contar com o apoio daqueles que nos cercam, até mesmo com a misericórdia divina, mas não devemos ficar sentados à espera de que ajudas caiam do céu em nosso colo. Como também dizem por aí: quem quer, faz cara de quem merece. Se aqueles que nos rodeiam virem o quanto estamos nos esforçando para vencer alguma dificuldade, certamente se sentirão mais dispostos a nos auxiliar, oferecendo-nos sua mão para podermos nos reerguer mais rapidamente. Pense nisso.
Bom domingo e excelente semana para todos.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.
Por mais que nos mostremos fortes, há momentos na vida em que sentimos o peso dos acontecimentos lato demais para as nossas forças e nos vemos à beira de desistirmos de tudo, entregar os pontos, como se diz popularmente. No entanto, é justamente nesses momentos que, mesmo sentindo as forças faltarem, precisamos resistir, acreditando que tudo é passageiro e que logo respiraremos novos ares.
Chame a isso de resiliência, força de vontade, ou o que quer que seja, o importante é que não podemos simplesmente abandonar a luta, pois corremos o risco de ficarmos caídos pelo caminho, enquanto a vida, que nunca para, segue seu curso.
Não se trata de provar para ninguém que somos fortes, que resistimos a todas as intempéries da vida com galhardia, mas um voto de confiança no amanhã, sempre olhando para frente, sem perder a esperança de que tudo caminha para a melhor solução, aquela que vai mais contribuir para o nosso engrandecimento espiritual.
Não adianta estar bem com as coisas do mundo material, se espiritualmente estamos um lixo, se nada fazemos para a nossa libertação. Nada do que nos acontece nesta vida é em vão; somos caminhantes e nosso destino é encontrar a iluminação. Nunca podemos esquecer que as barreiras que encontramos nessa estrada são apenas etapas que precisamos vencer.
Cada passo representa uma vitória. Por isso, sejamos resilientes, tenhamos muita força de vontade para passar por cada percalço, cada problema que surgir, renovemos a cada instante nossa fé em nós mesmos, na chama que nos mantém de pé e sempre prontos para o que vem a seguir.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, paz, amor, caridade e GRATIDÃO.
Não são poucos os momentos em nossa vida em que nos sentimos propensos a desistir, a literalmente entregar os pontos, pendurar as chuteiras levados pelos diversos problemas que somos obrigados a enfrentar a cada instante. Muitos são aqueles que, diante dessas situações, entram em desespero e acabam tomando decisões das quais muitas vezes se arrependem depois.
Que a vida é dura, ninguém pode em sã consciência discordar, mas de nada adianta, quando nos vemos numa situação difícil, entrarmos em desespero acreditando que nada mais tem jeito, que não temos outra saída que não seja jogar tudo para o alto. Precisamos, sim, nesses momentos, reunir todas as nossas forças no sentido de nos manter calmos e com lucidez bastante para não nos deixar levar pelo turbilhão.
É sempre bom lembrar que são justamente nessas ocasiões que podemos testar nossas forças e a nossa capacidade de resiliência. Podemos nos comparar com um corredor (ou qualquer outro desportista) que pretende aumentar sua marca: o corpo, muitas vezes, parece dizer que não aguenta mais, que chegou ao seu limite, porém, se o atleta precisa insistir um pouco mais. Só assim ele poderá alcançar seu objetivo, do contrário, ficará sempre no mesmo ponto.
Assim é a vida, a todo instante estamos sendo levados a acreditar que estamos no nosso limite, ao mesmo tempo que sabemos que precisamos resistir um pouco mais, nos convencendo de que a linha de chegada está logo ali à frente. Não é justo abandonar a corrida a poucos metros da chegada, não é mesmo? Acima de qualquer coisa, precisamos estar sempre renovando as nossas esperanças num futuro melhor, numa vida muito melhor logo ali à frente. O importante é nunca desistir.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.
Esse é um ditado popular que anda um tanto esquecido nesses nossos tempos em que parecem existir mais motivos para ficar triste do que alegre. A cada momento, recebemos uma avalanche de notícias ruins, verdadeiras tragédias, e fica mesmo muito difícil manter a fé na humanidade e a esperança de que tudo, uma hora ou outra, vai melhorar, ou, quem sabe, mudar.
Alguns aconselham que se deva alienar-se, ou seja, simplesmente ignorar o que acontece ao nosso lado e mundo afora, pois, dessa forma, estaremos livres de nos deixar contaminar, de nos entristecer com tudo o que se vê e se ouve por aí. Não acredito que essa seja a melhor solução; não podemos virar as costas para o mundo em que vivemos.
Alguém já disse que "ninguém é uma ilha", fazemos parte da humanidade, nascemos para viver em grupo, para uns ajudarem os outros. Como se promete num casamento, devemos estar juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença; enfim, a vida é feita de momentos tristes e alegres, não há como fugir disso. Os acontecimentos se alternam e se dão independentemente de nossa vontade.
Ao mesmo tempo, ninguém escolhe ser alegre ou triste; apenas acontece. O que podemos escolher, na verdade, é a forma como vamos encarar as tristezas e as alegrias que por ventura surjam em nossas vidas. A melhor escolha, não tenho dúvida, é não se deixar levar pelas tristezas, que parecem acontecer com mais constância, e valorizar os momentos alegres que, embora raros, sempre surgem para clarear o nosso dia.
Feliz Dia das mães!
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, amor, paz e Caridade.
Se alguém me perguntasse o que eu acho que está faltando no mundo, não teria dúvida em dizer que é empatia, aquela condição que todos temos (ou devíamos ter) de nos colocar no lugar do outro, sentir suas dores e alegrias, e, dessa forma, avaliar o que esteja realmente se passando com ele.
É por quase sempre não colocarmos esse sentimento em prática que assistimos a todo momento o sofrimento de nossos irmãos e agimos de maneira muitas vezes fria e distante, sem nos importarmos, como se não nos dissesse respeito.
A falta de empatia é um sinal claro de egoísmo, um sinal de que pensamos apenas em nós mesmos, pouco nos importando com o que acontece bem ao nosso lado. É como se a pobreza, a fome, as guerras, os acidentes da natureza, na sua maioria provocados por nosso descuido com o meio ambiente, geralmente por não nos afetar, fosse um assunto que não nos interessa.
Pensar dessa forma é um erro. Não devemos esquecer que todos vivemos no mesmo planeta e que, uma hora ou outra, esses acontecimentos "baterão à nossa porta", independentemente de nossa situação financeira ou da parte do planeta em que vivemos. Queiramos ou não, o mundo é um só, o que acontece com um em algum momento atinge a todos.
Por isso, precisamos contar uns com os outros, pois somos um único organismo vivo. Ninguém vive só, nem está livre de necessitar da ajuda ou da comiseração daqueles que estão ao nosso lado. Ajudando uns aos outros nos fortalecemos, nos tornamos capazes de enfrentar os desafios que a vida nos impõe. Quando sentimos empatia pelos nossos irmãos, mostramos que fazemos parte do mesmo todo, que não estamos sozinhos.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.
Não é novidade nem segredo para ninguém que o ser humano é um eterno insatisfeito. Insatisfeito com a vida que leva, com a situação política e econômica do país em que vive, com seus relacionamentos de amizade ou amorosos, com o clima e também com seu corpo, com seu sexo e grau de importância na sociedade.
Não faltam motivos para insatisfação e não ficamos restritos apenas a reclamar daquilo que não nos satisfaz, queremos de toda maneira mudar para ficar exatamente do jeito que acreditamos que nos fará mais felizes. Dessa forma, muitos passam a viver suas vidas sob a motivação da mudança, da transformação que desejam, sem o que afirmam que suas vidas não têm sentido, preferindo muitas vezes abrir mão dela caso não consigam seu intento.
Talvez não tenha nada de errado nisso. Afinal de contas, a vida deve ser uma constante busca pela satisfação de estar vivo, mas vivo totalmente integrado ao mundo em que estamos inseridos, felizes de corpo e alma, inteiros. Se alguma parte de nós incomoda, é preciso que se busque ajustá-la para nosso conforto e bem-estar, não é mesmo?
Entretanto, a pergunta que fica é a seguinte: não estaríamos indo na contramão da vida ao querer mudar tudo aquilo que nos incomoda sem deixar espaço para a superação, para a busca da aceitação de sermos exatamente aquilo e do jeito que somos, sem medo, vergonha ou sentimento de rejeição, sem querer seguir um modelo imposto pela sociedade?
Alimentar a ideia de que devemos nos livrar daquilo que não nos satisfaz faz de nós pessoas incapazes de lidar com aquilo que temos de diferente dos outros, que antes de nos fazer sentir menores ou excluídos poderia ser motivo de engrandecimento, de força, prova de resistência, superação e, acima de tudo, prova de fé.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.
Por mais que se fale que a morte não existe e que é apenas um estágio de transição, vivemos como se tudo fosse acabar de uma hora para outra, que vamos todos desaparecer, simplesmente virar fumaça. Esse tipo de pensamento faz com que a humanidade viva como se não houvesse amanhã, sem compromisso com qualquer coisa que não seja se divertir e vantagem sobre tudo e sobre todos.
Muito triste esse tipo de pensamento, pois leva as pessoas a cometerem atos tresloucados e a viver voltadas somente para si, pouco se importando com o que acontece com as pessoas que vivem ao seu lado. Tragédias como guerras, fome, problemas climáticos não lhes dizem respeito desde que não as atinjam, tirando-as de seu conforto e bem-estar.
A falta de espiritualidade faz com que a humanidade cada vez mais perca sua capacidade de se colocar no lugar do outro, daí vivermos constantemente em guerras e disputas de força. A ideia de unir forças para fazer com que o mundo se torne um lugar melhor para todos viverem é refutada em nome de um individualismo que despreza o outro e suas necessidades.
Conscientizarmo-nos de que estamos apenas de passagem neste mundo e que logo o deixaremos é a chave para perdermos a pressa de viver ou mesmo o desejo de amealhar cada vez mais bens que, no fundo, de nada nos servirão no porvir. Do mundo levamos apenas o resultado de nossas ações, os sentimentos que cultivamos e as lições que aprendemos com cada erro e acerto que fizemos.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.
Talvez seja difícil para a gente precisar exatamente em que tempo estamos vivendo neste momento, pois a nossa mente vaga indisciplinadamente pelo passado, presente e futuro sem que para isso, aparentemente, façamos grandes esforços. Há quem diga que quase nunca vivemos no momento presente, estando ora no passado, com as nossas boas e más lembranças, ora planejando e imaginando o nosso futuro.
Parece, a um primeiro olhar, que isso não tem nada demais. Afinal, muitas vezes esses tempos se misturam na nossa cabeça, não é mesmo? Dessa forma, como o passado já aconteceu e o futuro ainda está por vir, preferimos caminhar pelo que já conhecemos ao mesmo tempo em que damos asas à nossa imaginação, criando um futuro que cabe dentro dos nossos sonhos e fantasias.
Porém, esquecemos de viver exatamente o momento capaz de corrigir os possíveis erros do passado, acertando os passos de nosso futuro. Esse tempo é o presente, o momento que vivemos agora, nesse instante. E, queiramos ou não, o único que realmente vale a pena. Dele depende o passado e, muito provavelmente, o nosso futuro. Se vivermos bem o momento presente, se prestarmos atenção aos nossos sentimentos, desejos e sensações, se procurarmos acertar os nossos passos e ser felizes, não tenhamos dúvida de que tanto nosso passado quanto nosso futuro serão melhores.
Um presente bem vivido nos proporcionará boas lembranças, ao mesmo tempo que deixará um caminho aberto para que os acontecimentos de futuro, além de mais otimistas, sejam mais próximos daquele que almejamos. Um presente bem construído é o alicerce para um futuro brilhante e o espelho retrovisor onde refletirá todas as nossas boas recordações.
Bom domingo de Páscoa e excelente semana.
Esperança, fé, paz, amor, caridade e GRATIDÃO.
Vivemos imersos num mundo em que as palavras têm o poder de aproximar e distanciar as pessoas, torná-las amigas ou inimigas, enfim, uma simples palavra pode unir o que está separado e separar o que parecia estar unido para sempre. Dessa forma, devemos tomar muito cuidado com elas e nunca proferi-las de maneira descuidada, sem se preocupar com o significado que elas carregam. Nunca esquecendo que em determinadas regiões ou culturas a mesma palavra pode ser um elogio e noutras um horrível xingamento.
É preciso sempre estar atento para não ofender quando na verdade estamos querendo elogiar ou simplesmente mostrar a nossa simpatia, o nosso apreço, a nossa estima numa sociedade em que qualquer deslize pode ocasionar uma guerra, geralmente com resultado imprevisível. Para isso, basta reparar com atenção as relações entre países e mesmo entre familiares, amigos, colegas de trabalho, vizinhos, onde uma palavra dita com descuido pode provocar distúrbios.
No entanto, existe uma outra forma de linguagem e comunicação que, da mesma forma que as palavras, merece nossa atenção: a linguagem corporal. Sim, através do corpo falamos muitas vezes muito mais claramente do que com meras palavras que, não podemos esquecer, dependem do entendimento que o ouvinte tenha do idioma que falamos para entender o seu significado.
Nosso corpo, por outro lado, dispensa esse tipo de entendimento, pois sua linguagem é universal. Independente da língua que falamos, entendemos claramente o que alguém está sentindo ou transmitindo através do seu gestual, se ela está triste ou feliz, aborrecida ou não, se concorda ou discorda, pois nosso corpo não mente, mesmo quando nos esforçamos ferozmente para isso.
Se com palavras podemos dizer o que não estamos sentindo, com o corpo isso é praticamente impossível. Por isso, devemos prestar bastante atenção à mensagem que estamos passando corporalmente.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.
Expectativa é uma palavra que nos acompanha desde sempre. Nascemos marcados por expectativas de nossos pais e parentes de qual será (ia) o nosso destino. Portanto, nos acostumamos desde cedo a estar sempre buscando não decepcionar aqueles que nos cercam, geralmente tentando fazer o melhor que podemos para acertar, mesmo que isso represente para nós esforço desmedido ou sofrimento.
O tempo passa e um dia crescemos, ficamos adultos e passamos a ter as nossas próprias expectativas de vida, de futuro e tudo o mais. Nada mais normal que isso, não é mesmo? Afinal de contas, a vida é nossa e cabe a nós decidir os seus rumos. No entanto, aquela cobrança, aquelas expectativas que os pais e parentes próximos tinham quanto à nossa vida e ao nosso futuro ganham um adicional: as pessoas em geral, aquelas com as quais passamos a interagir na sociedade na qual estamos inseridos.
No início, parece normal as pessoas estarem sempre perguntando sobre a sua vida, suas ações e planos. Com o tempo, porém, isso acaba virando uma espécie de intromissão, uma cobrança, como se você devesse satisfação de sua vida a terceiros, muitas vezes pessoas estranhas com as quais não tem a menor intimidade.
É aquele momento em que você se dá conta de que tem vivido para realizar as expectativas que não são suas, mas dos outros. É hora de dizer chega, de dar um fim nessa história. Você já não é mais o filho, o sobrinho, o neto fofinho (a), pois virou um adulto, com vida própria, com anseios, planos e expectativas próprios e se tem alguém a quem deve satisfação é a você mesmo.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.
Raimundo sempre foi um homem pacato, sem grandes ambições, que, apesar de todas as dificuldades que enfrentava na vida, costumava evitar reclamar. No entanto, tinha um ponto que, por mais que tentasse, não conseguia deixar de se queixar: a solidão. Sempre muito sozinho, ele nunca teve amigos ou mesmo colegas com os quais pudesse conversar e trocar as impressões do mundo.
Sua vida se resumia a trabalhar e, após de anos de trabalho no balcão, ele conseguiu o posto de gerente numa farmácia de bairro, a igreja (sempre foi muito religioso, embora se achasse um tanto quanto esquecido por Deus) e a casa, um pequeno conjugado na Lapa. No que dizia respeito ao amor, teve um curto casamento com Elvira, frequentadora da mesma igreja que ele, que morreu durante um parto do filho que seria a coroação da felicidade de ambos, fato que o levou a ser mais solitário do que já era.
A vida foi passando e a solidão aumentando a cada dia, da mesma forma que aumentaram as reclamações pelo fato de sempre estar só, pois tanto no trabalho quanto no prédio onde morava mantinha apenas relações formais com as pessoas. A única exceção era o atrevido porteiro do prédio, seu Aluísio, uma figura que fazia questão de puxar conversa o tempo todo, o que deixava Raimundo bastante irritado, principalmente por estar sempre fazendo referência a assunto de sexo e pornografia.
Um dia, Raimundo começou a perceber que coisas estranhas estavam acontecendo: passou a ouvir vozes e a sentir que estavam mexendo em suas, objetos mudavam de lugar e sumiam inexplicavelmente. Depois, ele passou a ouvir vozes. A primeira suspeita foi de que seriam os vizinhos, por isso registrou uma reclamação no livro da portaria, mas de nada adiantou. A impressão que teve e que piorou, pois passou a desconfiar que havia pessoas dentro de seu apartamento.
Quando acordava pela manhã, encontrava o café pronto, sua roupa lavada e passada, seus sapatos escovados, a casa limpa. Tudo culminou com o dia em que, ao chegar do trabalho, ele encontrou um bolo de aniversário em sua mesa e a casa preparada como se fosse uma festa surpresa. Embora realmente fosse seu aniversário, ele não gostou da surpresa.
A culpa pela brincadeira recaiu sobre seu Aluísio, que tinha a chave do apartamento. Raimundo o acusou de, valendo-se da confiança, fazer troça de seu sofrimento, uma vez que sabia que vivia solitariamente e que nunca comemorava aniversário ou qualquer outra data.
- Está rindo da minha infelicidade - ele acusou.
A irritação foi tanta que Raimundo exigiu que a síndica despedisse o porteiro, apesar de o funcionário do prédio ter negado veementemente ser autor da brincadeira. A situação chegou a tal ponto que dona Soraia, a síndica, foi obrigada a colocar seu Aluísio de férias, para tentar acalmar os ânimos.
Nesse ponto, Raimundo passou a ser considerado louco pelos condôminos do prédio.
- O jeito é internar - diziam.
Foi quando Raimundo passou a encontrar por todo lado bilhetes contendo mensagens de encorajamento. Neles continham frases como: "Ninguém está sozinho. Estamos sempre por perto".
As mensagens provocaram grande mudança em Raimundo.
Dona Soraia foi a primeira a perceber.
- Tudo bem, seu Raimundo? - Ela perguntou.
- Tudo bem, dona Soraia.
A partir daí, seu Raimundo passou a ser outra pessoa: cumprimentava a todos, estava sempre com um sorriso no lábios e o jeito carrancudo triste desapareceu de vez, embora, aparentemente, ele tenha continuado a ser um homem solitário.
Dona Soraia e seu Aluísio, a síndica e o porteiro, afirmavam que era comum ouvi-lo travar longas conversas com seres invisíveis e, na rua, ele era visto caminhar como se estivesse acompanhado de uma ou várias pessoas.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.
PS. - Feliz dia das mulheres.
Um dos maiores ensinamentos deixados por Jesus Cristo diz respeito à verdade e o quanto é libertador a sua busca, pois quem a segue encontra o Pai, que está no céu. No entanto, vivemos, principalmente após o advento da internet, no reino da mentira e da enganação. Transformamos a libertadora verdade na mentira que engana e confunde a cabeça de todos aqueles que, muitas vezes cheios de boas intenções, se deixam seduzir.
Atualmente, toda vez que se lê ou se ouve alguma notícia, não se pode mais confiar que é verdade, mesmo que seja contada por pessoas consideradas 'de confiança', pessoas que desfrutem de certa credibilidade na sociedade. Dessa forma, a desconfiança virou a melhor arma para evitar que sejamos enganados, para evitar darmos crédito a informações falsas veiculadas com o único objetivo de desviar os olhos e ouvidos da verdade.
Muitos já não conseguem distinguir a informação verdadeira da falsa, pois as duas vêm embaladas, quase sempre, da mesma maneira. Uma mentira deslavada é dita com a mesma veemência que se diz a mais pura das verdades. Por isso, é preciso estar atento, não se pode deixar seduzir pela embalagem, por mais bela e bem feita que seja.
Nesse ano de eleições, mais do que nunca, deveremos estar mais atentos do que nunca. Políticos, com o mero objetivo de conquistar um cargo de deputado (federal ou estadual), governador, senador ou presidente da república, são capazes de qualquer coisa, não medem esforços e, muitas vezes, na falta de argumentos que realmente possam convencer o eleitor, lançam mão de mentiras que a um olhar pouco atento podem parecer verdades. Portanto, muito cuidado.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.
Alguém pergunta: o que a passagem do tempo representa para você?
Começo dizendo que esta não é uma pergunta fácil de responder, por vários motivos. Em primeiro lugar, é preciso levar em consideração um monte de coisas. Há coisas boas, como a experiência que se adquire, a aprendizagem, as chances e oportunidades que aparecem, as pessoas que a gente conhece, os lugares que visita, aquela sensação de que somos donos de nosso próprio nariz, do nosso próprio tempo e de que somos imortais (acho que todo mundo acredita nisso até morrer), enfim, tem os amores, pois sem eles a vida é um 'saco', não é mesmo?
Por outro lado, tem todos os preconceitos e mitos que são despejados em cima daqueles que atravessam um certo limite de idade, os que vivem mais, além de todos os agravantes, ou seja, as doenças (as chamadas comorbidades), a solidão e o abandono, os problemas financeiros, o medo do fim que se aproxima. Trocando em miúdos, não é nada fácil, viver exige uma certa dose de coragem e, sobretudo, muita força de vontade para enfrentar tudo aquilo que surge em nosso caminho a todo momento.
Acima de tudo, o importante é nos aceitar como somos, encarando cada fase de nossas vidas, da infância à velhice, saboreando o lado bom de cada idade. Cada dia de nossa vida é único e nunca viveremos outro igual, nem teremos a chance de repetir as experiências que deixamos passar diante de nossos olhos. Por isso, cada instante é precioso, não podemos deixar escapar por preguiça ou preconceito. Sempre que a vida nos apresenta algo, ela tem um objetivo, uma intenção de nos ensinar uma coisa nova, importante para nosso futuro.
Aceitar a vida como ela é não significa ser conformista, acomodado ou apático. Significa simplesmente ser capaz de encarar os fatos de maneira adulta, sem se deter diante das adversidades ou mesmo se deslumbrar por estar vivendo um momento de felicidade e abundância. Tudo passa. Ao mesmo tempo, manter a esperança de que o melhor sempre está por vir nos impulsiona a manter o passo firme na caminhada.
Bom domingo e excelente carnaval, divirta-se.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.
Embora se fale muito de pluralidade, na verdade, vivemos na singularidade, ou seja, estamos cada vez mais parecidos uns com os outros, como se acabássemos de sair da linha de produção de uma fábrica de robôs. Por mais que se diga o contrário, a impressão que se tem é a de que todos querem a mesma coisa, todos falam a mesma coisa, têm o mesmo objetivo, trilham (ou desejam trilhar) o mesmo caminho e, o que é pior, não desejam abrir mão de disso.
Dessa maneira, a impressão que fica é que essa nossa tão aclamada pluralidade só acontece mesmo na superfície, por fora, 'para inglês ver', como se diz no popular. No fundo, não fazemos questão de ter a nossa própria identidade, a nossa própria visão de vida, a nossa própria opinião e, muitas vezes, fazemos isso conscientemente, pois o que queremos é fazer parte da maioria, não queremos ficar com a minoria que ousa pensar diferente.
Talvez essa seja uma onda passageira, que logo voltaremos a valorizar nossa própria opinião e visão de vida, nossa identidade, mas até lá, ninguém pode negar, está difícil de aguentar essa homogeneização do pensamento, do modo de viver, todos fazendo as mesmas escolhas, como ovelhinhas seguindo um pastor louco e alucinado, que, decididamente, não sabe para onde está indo.
É hora de voltarmos a pensar por nós mesmos, a pesar os prós e os contras de nossas escolhas, pois sabemos que elas têm efeitos não somente em nossas vidas, mas também nas vidas de todos aqueles que vivem à nossa volta, ou seja, nossa família, nossos amigos. Não podemos pensar apenas no nosso 'umbigo', vivemos num mundo que realmente tem uma enorme diversidade de raças, credos, cores, culturas e, sobretudo, com diferentes interesses que precisam ser respeitados, da mesma maneira que queremos ser respeitados.
Bom domingo e excelente semana.
Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO.