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sábado, 15 de setembro de 2012

A dificuldade de adquirir bons hábitos.

     Desde pequeno a gente ouve que é muito mais fácil aprender coisas desnecessárias (as chamadas coisas ruins) do que aquelas que realmente podem nos trazer benefícios na vida (as chamadas coisas boas). Acho que não é muito difícil acreditar que isso é seja verdade. Pois crescemos, nos tornamos adultos, e é aí a coisa piora. Continuamos, não só a aprender as chamadas coisas ruins, como a ter um verdadeiro fascínio por elas.
     Descorde de mim,se quiser. Mas, geralmente, é na fase adulta que descobrimos o cigarro, a bebida, as drogas em geral, a falta de horários, as comidas que engordam, o sedentarismo e tudo aquilo que pode até divertir, dar algum prazer, mas acaba detonando com a nossa saúde e a nossa qualidade de vida.
     Assim como existem as campanhas para que a gente adentre o mundo dito maravilhoso dos vícios, também existem as que, talvez com menos insistência, é verdade, nos chamam para que busquemos uma vida mais saudável e que cuidemos mais do nosso corpo e, por consequência, de nossa mente.
     Só que diferentemente dos outros chamados, esses quase ninguém atende. No fundo todo mundo acha que é coisa de louco gastar horas e horas cuidando do corpo. Acham que é coisa de narcisista, ditadura da moda, exibicionismo e vai por saí. Pode até ser que seja. Tem muita gente que tem mesmo uma necessidade de cuidados em relação ao corpo que não é só a de manter a saúde e o bem-estar. Há mesmo muito exibicionismo e loucura.
     Mas tirando isso, cuidar do corpo, sem esquecer a mente e o espírito, é mais que saudável, e necessário. Afinal de contas, os anos passam e é preciso manter-se de pé, não é mesmo? Para quê ficar parados se podemos nos mexer e com isso ganhar em qualidade de vida, disposição, alegria, autoestima, prazer de estar vivo e participando do mundo, atento às coisas, independente da idade, não é?
     Ficar parado, sentindo-se pesado (a), enferrujado (a), sem ânimo para nada, com dores por todo o corpo é uma opção de vida. Cada um de nós é livre para fazer as suas escolhas. Não existe a menor dúvida quanto a isso.  Porém, ninguém pode negar que é muito mais interessante aceitar os apelos da vida saudável e entrar para o pelotão daqueles que querem sentir-se bem, dos querem viver de forma ativa e participativa, aproveitando de cada minuto do que o contrário.
     Essa decisão, por mais que se pense que não, é sempre nossa. Largar o cigarro, a bebida, as drogas, deixar para traz o brilho falso e ilusório, está nas mãos de cada um. Basta que a gente passe a se querer bem, a querer tirar a venda dos olhos e ver o mundo sem subterfúgios, valorizando aquilo que nos mantém de pé sem muletas.
     Somos capazes de fazer escolhas inteligentes que nos livrem das amarras e nos deixem caminhar rumo ao que realmente edifica e constroe. Alguém poderia dizer que isso não é assim, que falar é fácil. E´verdade. Não é fácil abandonar hábitos arraigados, às vezes mantidos por uma vida inteira, mas também não é impossível.  Para isso, é preciso apenas dar o primeiro passo: amar a si mesmo.

Bom final de semana para todos.

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