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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O carnaval carioca.

     Eu sei que esse assunto já está pra lá de velho. Ninguém mais quer saber de falar do carnaval que passou e todo mundo já está pensando no carnaval que vem. Assim  é a vida. Mas ainda tenho uma última palavra a falar do carnaval de 2013.     
 Sei que está todo mundo feliz ou conformado (minha Portela nunca chega lá) com o campeonato da Vila Isabel. Assim como em todos os anos  muitos falam em marmelada, jurados comprados, falta de critério de julgamento, cartas marcadas, desfiles patrocinados etc.
      Enquanto isso, nas rruas a coisa corre solta. Tornou-se  simplesmente impossível viver no Rio de Janeiro nos dias do carnaval. O que antes eram blocos de carnaval com suas fantasias, suas marchinhas, foleões e tudo o mais , passou a ser uma coisa inexplicável.
      É gente para todo lado. Todos acreditam estar brincando, mas o que se vê é uma orda de desatinados andando a esmo pela cidade atrás dos blocos  que já não podem mais ser chamados de blocos, dado o número de pessoas que arrastam.
     Acredido que o carnaval do Rio acabou vítima do seu próprio sucesso.  As ruas não suportam o contingente de pessoas que acorrem à elas nesse periodo e torna o que antes era bonito e singelo numa coisa grotesca e sem sentido, onde as pessoas, movidas pela busca do prazer imediato se entregam a bebedeiras e o que mais se apresenta, em detrimento da festa, da folia carnavalesca em si.
     As ruas da cidade são tranformadas em verdadeiros campos de concentração. Pessoas bêbadas amdando desatinadamente ou sentadas (ou seriam caídas?) pelo chão têm o aspécto de refugiados ou pessoas abandonadas e famintas à espera de resgate. Isso sem esquecer de  falar dos escrementos e das toneladas de  lixo.
     Acho que é preciso que, urgentemente, se repense o carnaval do Rio de Janeiro. Sem isso, o que há pouco se pensava ser o seu renascimento pode ser a sua morte.

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