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janeiro 25, 2026

Por uma fé sem fórmulas e métodos.

 De uns tempos para cá, vez ou outra, nos deparamos com pessoas que se apresentam como entendidas dos assuntos que dizem respeito à religiosidade, fé, doutrina e tudo o mais relativo às ligações do 'homem' com a divindade, especificamente Jesus Cristo, neste caso particular, a Igreja Católica, e fazem posts onde ensinam (?) o que é certo ou o que é errado um fiel fazer ou deixar de fazer, quando está, ou não, praticando sua fé.

Antes de qualquer coisa, me parece presunçoso que alguém, sem apresentar credenciais mínimas, se arvore de grande entendedor de assuntos tão, digamos, misteriosos como os concernentes à fé e à passagem de Jesus Cristo aqui na terra, seus ensinamentos e tudo o que ele representa para os seus seguidores de hoje e de qualquer época.

No meu entender, a fé não é algo que se coloca dentro de uma redoma e se diz que só se pode agir de uma ou outra forma, não deixando espaço para que as pessoas possam usar da sua espontaneidade, ou seja, rezar, conversar com a divindade usando uma linguagem própria, falando sobretudo das coisas que estão em seu coração, em sua alma.

Quando criamos métodos e fórmulas para viver e expressar essa fé, determinando que quem usa de outros meios não está exercendo corretamente sua religiosidade e, o que é pior, que por esse motivo está condenado(a) a 'queimar no fogo do inferno', sem direito a apelação ou mesmo que não está exercendo plenamente seu papel de cristão, nenhum serviço se presta à mesma causa.

Precisamos, urgentemente, deixar de impor métodos e fórmulas de professar nossa fé, pois, desta forma, estamos afastando as pessoas da igreja e, mais que isso, daquilo que elas acreditam ou simplesmente fazendo com que vivam uma fé sem verdade, sem espontaneidade, transformando-as em repetidores de fórmulas e gestos dos quais pouco sabem a origem e significado.

Uma fé precisa ser vivida com a força de nosso coração, de nossa alma, tem de vir do nosso âmago e traduzir fielmente aquilo que somos, sem manchas e nódoas.

Bom domingo e excelente semana. 

Esperança, fé, paz, amor, caridade e GRATIDÃO.

    

janeiro 18, 2026

Será que perdemos para sempre a espontaneidade?

Já houve um tempo em que se podia confiar na espontaneidade das pessoas e mesmo dos acontecimentos em geral. Quando as coisas aconteciam, tinha-se a impressão de que elas se deram de maneira natural e espontânea, sem a interferência de quem ou do que quer que fosse. Os religiosos costumavam classificar os acontecimentos como 'vontade de Deus' e assim a vida seguia seu curso.

Depois do advento da internet, essa espontaneidade parece ter perdido espaço para artificialidade, dificultando saber quando estamos diante de fatos e acontecimentos considerados normais e naturais e quando estamos diante de puras ilações, mentiras deslavadas, hoje conhecidas mundialmente como 'fake news'.

O estrago é bem grande e atinge todos os segmentos de nossa sociedade, desde os relacionamentos pessoais até o que diz respeito à política, economia, religião, ciências, os costumes e tudo o mais que engloba a vida de todos os habitantes da Terra. Passamos a ter de nos preocupar, quase em tempo integral, em separar 'o joio do trigo', o verdadeiro do falso, o que só aumenta a desconfiança e o medo de estar, o tempo todo, sendo enganado.

É sob este signo que temos vivido ultimamente. Fala-se muito em geral, sobretudo que a 'terceira guerra mundial' pode eclodir a qualquer momento, mas esquecem que já vivemos a pior guerra que podemos enfrentar, que é a guerra da informação, a guerra invisível. Principalmente, quando lidamos com a internet (nos últimos tempos, se tornou impossível viver sem o seu uso), nunca se sabe quando estamos lidando exatamente com quem acreditamos estar lidando.

O perigo de ser vítima de golpes nunca foi tão grande. A cada momento, podemos ser enganados através dos mais diferentes (e prosaicos) meios. Numa ação simples, numa mensagem corriqueira, num simples telefonema, não se tem mais paz, nem podemos mais usar daquilo que tínhamos de mais precioso em nós, que era a nossa espontaneidade, nossa capacidade (e direito) de sermos nós mesmos.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

janeiro 11, 2026

Porque 'A viagem' é uma novela especial.

Na sexta-feira (07/11/2025) chegou ao fim mais uma reprise da novela 'A viagem', de Ivani Ribeiro. O acontecimento passaria despercebido não fosse o fato de esta ser talvez a quarta ou quinta reprise da novela, que chega ao fim com absoluto sucesso, deixando o público com gosto de 'quero mais', perguntando quando será a próxima reprise.

Dessa forma, nasce o questionamento: O que leva as pessoas a terem tanto interesse por uma trama (novela) cuja temática é abertamente espírita, principalmente se levarmos em conta o fato de este país (Brasil) ser predominantemente cristão? Não bastasse isso, o espiritismo, apesar de bastante difundido entre nós (dizem que superamos a França, país onde a doutrina nasceu), ainda é vítima de muito preconceito e desinformação.

Talvez esta pergunta não seja difícil de responder se partirmos do ponto que foi escrita pela maior novelista que o Brasil já conheceu, que é Ivani Ribeiro. A técnica apurada da autora, aliada a seu compromisso com a realidade, pois ela tinha o hábito de escrever calcada em pesquisas e estudo apurado do tema que pretendia abordar, smpre resultando em tramas simples, objetivas, sem rebuscamento ou excesso de fantasia, no ponto para serem apreciadas sem perigo de ser tomado por idiota ou ingênuo.

Foi assim não somente em A viagem, mas em As bruxas, Os inocentes, O profeta, O espantalho, Aritana e muitas outras tramas de grande sucesso que Ivani escreveu, sem esquecer do arrebatador sucesso que é Mulheres de areia. Além de tudo, suas histórias, como acontece especialmente com A viagem, resistem ao tempo e parecem não envelhecer, nem tornarem-se desinteressantes.

Faltam adjetivos para classificar Ivani Ribeiro e sua extensa obra, mas a explicação mais razoável para o fenômeno 'A viagem' é que, desde sua primeira versão em 1975/76, mostra-se capaz de vencer qualquer tipo de resistência, preconceito e conquista cada vez mais o público. Público esse que, embora não admita claramente, mostra-se aberto aos ensinamentos da doutrina decodificada por Allan Kardec.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, paz, amor, caridade e GRATIDÃO. 

janeiro 04, 2026

A boa e a má companhia.

Sou de um tempo em que os pais (no meu caso, especificamente, a minha mãe) sempre estavam alertando os filhos para evitarem as 'más companhias'. Para isso, usavam frases como: "Olhe com quem anda", "Você só anda em má companhia, precisa escolher melhor seus amigos" e outras pérolas que não me lembro agora.

Geralmente, a gente dava pouco ouvido a esse tipo de conselho, por um lado, porque um filho quase sempre acha que seus pais estão exagerando ou vendo coisa onde não têm, mas também pelo fato de, quando mais novos, ter dificuldade de discernir o que é bom ou mau, uma vez que não se tem experiência de vida.

O tempo passou e cá estou eu, ainda vivendo o mesmo dilema de antes: como saber se estou escolhendo boas ou más companhias. Não mais segundo o critério de meus pais, mas pelo meu próprio. Nesses momentos de indecisão, sinto inveja de meus pais (minha mãe) que sabia exatamente quem era bom e quem era mau, muitas vezes também sabia identificar quem era 'mais ou menos'.

Às vezes, penso que se tivesse a capacidade que minha mãe tinha de separar 'joio de trigo', não me meteria em tanta enrascada, pois, na vida, o tempo todo temos de fazer escolhas, desde as coisas mais simples (qual o sabonete devo usar?) até as mais complexas (me caso ou compro uma bicicleta?).

Brincadeiras à parte, o importante é estarmos sempre atentos: nossas vidas são feitas das escolhas que fazemos. Nossos pais estavam certos quando nos aconselhavam a evitar as 'más companhias', o problema é que eles esqueceram (pelo menos, no meu caso) de nos ensinar quais os critérios usar nessa escolha.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, paz, amor, caridade e  GRATIDÃO.