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maio 10, 2026

"Tristeza não paga dívida".

 Esse é um ditado popular que anda um tanto esquecido nesses nossos tempos em que parecem existir mais motivos para ficar triste do que alegre. A cada momento, recebemos uma avalanche de notícias ruins, verdadeiras tragédias, e fica mesmo muito difícil manter a fé na humanidade e a esperança de que tudo, uma hora ou outra, vai melhorar, ou, quem sabe, mudar.

Alguns aconselham que se deva alienar-se, ou seja, simplesmente ignorar o que acontece ao nosso lado e mundo afora, pois, dessa forma, estaremos livres de nos deixar contaminar, de nos entristecer com tudo o que se vê e se ouve por aí. Não acredito que essa seja a melhor solução; não podemos virar as costas para o mundo em que vivemos.

Alguém já disse que "ninguém é uma ilha", fazemos parte da humanidade, nascemos para viver em grupo, para uns ajudarem os outros. Como se promete num casamento, devemos estar juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença; enfim, a vida é feita de momentos tristes e alegres, não há como fugir disso. Os acontecimentos se alternam e se dão independentemente de nossa vontade.

Ao mesmo tempo, ninguém escolhe ser alegre ou triste; apenas acontece. O que podemos escolher, na verdade, é a forma como vamos encarar as tristezas e as alegrias que por ventura surjam em nossas vidas. A melhor escolha, não tenho dúvida, é não se deixar levar pelas tristezas, que parecem acontecer com mais constância, e valorizar os momentos alegres que, embora raros, sempre surgem para clarear o nosso dia.

Feliz Dia das mães!

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz e Caridade. 

maio 03, 2026

Empatia: colocar-se no lugar do outro.

 Se alguém me perguntasse o que eu acho que está faltando no mundo, não teria dúvida em dizer que é empatia, aquela condição que todos temos (ou devíamos ter) de nos colocar no lugar do outro, sentir suas dores e alegrias, e, dessa forma, avaliar o que esteja realmente se passando com ele.

É por quase sempre não colocarmos esse sentimento em prática que assistimos a todo momento o sofrimento de nossos irmãos e agimos de maneira muitas vezes fria e distante, sem nos importarmos, como se não nos dissesse respeito.

A falta de empatia é um sinal claro de egoísmo, um sinal de que pensamos apenas em nós mesmos, pouco nos importando com o que acontece bem ao nosso lado. É como se a pobreza, a fome, as guerras, os acidentes da natureza, na sua maioria provocados por nosso descuido com o meio ambiente, geralmente por não nos afetar, fosse um assunto que não nos interessa.

Pensar dessa forma é um erro. Não devemos esquecer que todos vivemos no mesmo planeta e que, uma hora ou outra, esses acontecimentos "baterão à nossa porta", independentemente de nossa situação financeira ou da parte do planeta em que vivemos. Queiramos ou não, o mundo é um só, o que acontece com um em algum momento atinge a todos.

Por isso, precisamos contar uns com os outros, pois somos um único organismo vivo. Ninguém vive só, nem está livre de necessitar da ajuda ou da comiseração daqueles que estão ao nosso lado. Ajudando uns aos outros nos fortalecemos, nos tornamos capazes de enfrentar os desafios que a vida nos impõe. Quando sentimos empatia pelos nossos irmãos, mostramos que fazemos parte do mesmo todo, que não estamos sozinhos.

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

abril 26, 2026

Eterna insatisfação.

 Não é novidade nem segredo para ninguém que o ser humano é um eterno insatisfeito. Insatisfeito com a vida que leva, com a situação política e econômica do país em que vive, com seus relacionamentos de amizade ou amorosos, com o clima e também com seu corpo, com seu sexo e grau de importância na sociedade.

Não faltam motivos para insatisfação e não ficamos restritos apenas a reclamar daquilo que não nos satisfaz, queremos de toda maneira mudar para ficar exatamente do jeito que acreditamos que nos fará mais felizes. Dessa forma, muitos passam a viver suas vidas sob a motivação da mudança, da transformação que desejam, sem o que afirmam que suas vidas não têm sentido, preferindo muitas vezes abrir mão dela caso não consigam seu intento.

Talvez não tenha nada de errado nisso. Afinal de contas, a vida deve ser uma constante busca pela satisfação de estar vivo, mas vivo totalmente integrado ao mundo em que estamos inseridos, felizes de corpo e alma, inteiros. Se alguma parte de nós incomoda, é preciso que se busque ajustá-la para nosso conforto e bem-estar, não é mesmo?

Entretanto, a pergunta que fica é a seguinte: não estaríamos indo na contramão da vida ao querer mudar tudo aquilo que nos incomoda sem deixar espaço para a superação, para a busca da aceitação de sermos exatamente aquilo e do jeito que somos, sem medo, vergonha ou sentimento de rejeição, sem querer seguir um modelo imposto pela sociedade?

Alimentar a ideia de que devemos nos livrar daquilo que não nos satisfaz faz de nós pessoas incapazes de lidar com aquilo que temos de diferente dos outros, que antes de nos fazer sentir menores ou excluídos poderia ser motivo de engrandecimento, de força, prova de resistência, superação e, acima de tudo, prova de fé. 

Bom domingo e excelente semana.

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

Viva São Jorge!


 

abril 12, 2026

Haverá um amanhã.

Por mais que se fale que a morte não existe e que é apenas um estágio de transição, vivemos como se tudo fosse acabar de uma hora para outra, que vamos todos desaparecer, simplesmente virar fumaça. Esse tipo de pensamento faz com que a humanidade viva como se não houvesse amanhã, sem compromisso com qualquer coisa que não seja se divertir e vantagem sobre tudo e sobre todos.

Muito triste esse tipo de pensamento, pois leva as pessoas a cometerem atos tresloucados e a viver voltadas somente para si, pouco se importando com o que acontece com as pessoas que vivem ao seu lado. Tragédias como guerras, fome, problemas climáticos não lhes dizem respeito desde que não as atinjam, tirando-as de seu conforto e bem-estar.

A falta de espiritualidade faz com que a humanidade cada vez mais perca sua capacidade de se colocar no lugar do outro, daí vivermos constantemente em guerras e disputas de força. A ideia de unir forças para fazer com que o mundo se torne um lugar melhor para todos viverem é refutada em nome de um individualismo que despreza o outro e suas necessidades.

Conscientizarmo-nos de que estamos apenas de passagem neste mundo e que logo o deixaremos é a chave para perdermos a pressa de viver ou mesmo o desejo de amealhar cada vez mais bens que, no fundo, de nada nos servirão no porvir. Do mundo levamos apenas o resultado de nossas ações, os sentimentos que cultivamos e as lições que aprendemos com cada erro e acerto que fizemos.

Bom domingo e excelente semana. 

Esperança, fé, amor, paz, caridade e GRATIDÃO. 

abril 05, 2026

Um presente bem vivido.

Talvez seja difícil para a gente precisar exatamente em que tempo estamos vivendo neste momento, pois a nossa mente vaga indisciplinadamente pelo passado, presente e futuro sem que para isso, aparentemente,  façamos grandes esforços. Há quem diga que quase nunca vivemos no momento presente, estando ora no passado, com as nossas boas e más lembranças, ora planejando e imaginando o nosso futuro.

Parece, a um primeiro olhar, que isso não tem nada demais. Afinal, muitas vezes esses tempos se misturam na nossa cabeça, não é mesmo? Dessa forma, como o passado já aconteceu e o futuro ainda está por vir, preferimos caminhar pelo que já conhecemos ao mesmo tempo em que damos asas à nossa imaginação, criando um futuro que cabe dentro dos nossos sonhos e fantasias.

Porém, esquecemos de viver exatamente o momento capaz de corrigir os possíveis erros do passado, acertando os passos de nosso futuro. Esse tempo é o presente, o momento que vivemos agora, nesse instante. E, queiramos ou não, o único que realmente vale a pena. Dele depende o passado e, muito provavelmente, o nosso futuro. Se vivermos bem o momento presente, se prestarmos atenção aos nossos sentimentos, desejos e sensações, se procurarmos acertar os nossos passos e ser felizes, não tenhamos dúvida de que tanto nosso passado quanto nosso futuro serão melhores.

Um presente bem vivido nos proporcionará boas lembranças, ao mesmo tempo que deixará um caminho aberto para que os acontecimentos de futuro, além de mais otimistas, sejam mais próximos daquele que almejamos. Um presente bem construído é o alicerce para um futuro brilhante e o espelho retrovisor onde refletirá todas as nossas boas recordações.

Bom domingo de Páscoa e excelente semana.

Esperança, fé, paz, amor, caridade e GRATIDÃO.